O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), antecipou seu retorno a Brasília no início desta semana para acompanhar os desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master. Nesta terça‑feira (20), o presidente da Corte já realizou diálogos com outros ministros para discutir o andamento do caso.
Alexandre de Moraes, vice‑presidente do STF, está responsável pelo plantão judiciário desde 12 de janeiro. Ele assumiu a função após o período em que Fachin coordenou o plantão, entre o final de dezembro e os primeiros dias de janeiro de 2026.
Apesar de estar na capital federal, o presidente do STF permanece oficialmente em período de férias. O recesso do Judiciário continua até o final de janeiro, com a retomada completa das atividades do Supremo marcada para 2 de fevereiro.
A condução das investigações sobre o Banco Master pelo ministro Dias Toffoli tem causado desconforto entre integrantes do STF. A situação gera preocupações sobre possíveis consequências institucionais do caso.
Em conversas reservadas, ministros da Corte consideram que algumas decisões tomadas no âmbito do inquérito extrapolaram os padrões habituais de atuação do tribunal. Essas medidas teriam intensificado as tensões com outras instituições participantes das investigações, principalmente com a Polícia Federal.
O senador Eduardo Girão, do partido Novo do Ceará, enviou uma representação ao procurador‑geral da República, Paulo Gonet, no começo desta semana. O documento pede que a Procuradoria‑Geral da República analise potenciais conflitos de interesse e eventual suspeição do ministro Toffoli para continuar conduzindo as investigações relacionadas ao caso Master.
