O julgamento ocorreu nesta quarta‑feira (21). Tetsuya Yamagami, de 45 anos, acusado do homicídio do ex‑primeiro‑ministro do Japão, Shinzo Abe, declarou‑se culpado durante a sessão.
A condenação já era praticamente certa após a confissão e a primeira audiência; o foco dos analistas estava na gravidade da pena a ser imposta.
No mês passado, os promotores solicitaram prisão perpétua, qualificando o crime como “incidente extremamente grave e sem precedentes na história do pós‑guerra”.
Shinzo Abe foi alvejado em julho de 2022, enquanto proferia um discurso de campanha eleitoral na cidade de Nara, no oeste do Japão. O assassinato do líder que mais tempo permaneceu no cargo chocou a nação, onde homicídios com armas de fogo são raros.
Abe exerceu a chefia do governo por oito anos, deixando o cargo em setembro de 2021. Ele foi o primeiro‑ministro que mais tempo permaneceu no poder. Seu sucessor, o 100.º primeiro‑ministro do país, Fumio Kishida, ex‑ministro das Relações Exteriores, foi eleito em outubro de 2021.
Ao renunciar, Abe alegou problemas de saúde. Ele sofria de colite ulcerativa crônica, doença que já o havia forçado a se afastar do cargo em 2007.
