A advogada Cecília Rodrigues Mota foi presa nesta terça-feira (17) durante a Operação Indébito. Ela é investigada por participar de organização criminosa que realizava descontos associativos não autorizados em benefícios do INSS.
Cecília é apontada como um dos cérebros da organização criminosa. Durante o período investigado, ela destinou aproximadamente R$ 2 milhões ao marido Charles Góes Freitas em período inferior a três anos. Além disso, a advogada também comprou para ele um Ford Mustang Mach-E GT, veículo avaliado em cerca de R$ 400 mil.
O ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, apontou que Cecília tinha a função de dar aparência de legalidade às fraudes cometidas pela organização criminosa. A advogada também coordenava operações financeiras ilícitas e intermediava relações com agentes públicos envolvidos no esquema.
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União comandaram a operação deflagrada nesta terça-feira. Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão e outras medidas cautelares. As ações ocorreram simultaneamente no Distrito Federal e no Ceará.
