Paulo Cunha Bueno, advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro, divulgou detalhes preocupantes sobre a situação de saúde de seu cliente. Bolsonaro foi levado ao Hospital DF Star em Brasília pela manhã após apresentar febre, crises de vômito e redução significativa de oxigenação no sangue.
O diagnóstico ainda não foi concluído pela equipe médica liderada pelo Dr. Leandro Echenique.
A defesa do ex-presidente tem insistido reiteradamente na necessidade de transferência para custódia domiciliar, argumentando que o quadro de saúde de Bolsonaro demanda cuidados e precauções que não podem ser adequadamente dispensados em estabelecimento prisional, por melhores que sejam as condições.
Segundo o advogado, a situação crítica registrada nesta manhã já havia sido prevista em laudos médicos recentes que instruíram o último pedido de prisão domiciliar, sumariamente negado pelo ministro relator.
Paulo Cunha Bueno não poupou críticas ao que classificou como tratamento desigual. Em cada manifestação sobre a execução da pena — que define como “a face crudelíssima de uma lawfare sem notícia histórica em nossa justiça” —, o advogado faz referência ao precedente recente relatado pelo ministro Alexandre de Moraes no caso do ex-presidente Fernando Collor de Mello.
Collor, condenado por corrupção, obteve custódia domiciliar sem maiores esforços de convencimento, a partir de diagnóstico médico de apneia do sono e princípio de doença de Parkinson — quadro, segundo o advogado, minúsculo em relação ao do ex-presidente Bolsonaro.
“É premente que esse estado de coisas seja equilibrado, respeitando-se a recomendação da equipe médica quanto à custódia domiciliar, sob pena de a máxima orwelliana de que ‘todos são iguais, mas uns são mais iguais que os outros’, torne-se o epigrama dessa lawfare”, declarou Paulo Cunha Bueno.
