Alcolumbre está profundamente insatisfeito com indicação de “Bessias” e isso é um risco para Lula

Alcolumbre, presidente do Senado, não aceitou a nomeação de Jorge Messias para o STF e, segundo quem o conhece, isso pode atrapalhar a votação.

Lula anunciou na quinta‑feira (20) que indicaria Messias, sem consultar Alcolumbre. O presidente do Senado tinha deixado claro, segundo fontes próximas, que preferia o senador Rodrigo Pacheco (PSD‑MG).

A tensão entre o Palácio do Planalto e Alcolumbre aumentou quando a indicação do atual Advogado‑Geral da União foi oficializada. A maioria dos senadores também queria Pacheco, o que complica a situação para o governo.

No início da semana, Lula se encontrou com Pacheco e, antes de fechar a escolha por Messias, disse ao senador mineiro que seguiria um “caminho diferente” para preencher a vaga no STF.

Desde segunda‑feira, parlamentares de centro e da oposição procuraram Alcolumbre para registrar seu incômodo. Eles reclamam que o Senado está sendo tratado como mero passo final de uma decisão já tomada.

Segundo quem está perto de Alcolumbre, ele não vai apoiar Messias, não vai trabalhar para sua aprovação e nem vai votar nele. A irritação aumentou porque Jaques Wagner (PT‑BA) teria se esforçado demais para defender o nome, indo contra a maioria dos parlamentares.

Agora a indicação tem um caminho mais difícil. Messias será ouvido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e, depois, o nome vai para o plenário, onde precisa de pelo menos 41 votos favoráveis. Nos próximos dias, o indicado deve conversar com os senadores.

Aliados de Alcolumbre dizem que o clima está “muito ruim” e que é a relação mais tensa deste mandato entre governo e Senado. Um sinal de mudança apareceu na recente recondução de Paulo Gonet para a Procuradoria‑Geral da República, aprovada com apenas 45 votos, bem abaixo dos 65 do ano passado.

O Planalto leu o resultado de Gonet como um sinal de descontentamento. Para os líderes do Senado, a queda no número de votos mostra que o governo já não tem mais garantia automática de aprovação.

Os parlamentares concluíram que o Senado deixou de ser o “colchão de segurança” de Lula, o que pode dificultar futuras indicações e projetos do Executivo na Casa.

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