Na segunda‑feira, 17, foi publicado o acórdão que negou os recursos de Jair Bolsonaro e de mais sete pessoas do chamado “núcleo central” da suposta tentativa de golpe. Isso deu início ao prazo de cinco dias para novos recursos.
Feita essa fase, o processo entra numa etapa decisiva, logo antes de cumprir as penas. A lei diz que a execução só começa depois que não houver mais recurso, ou seja, após o trânsito em julgado.
O relator, ministro Alexandre de Moraes, vai analisar os próximos recursos. Ele pode mandar os embargos para o plenário da 1ª Turma ou rejeitá‑los um a um, se achar que são só para atrasar o caso. Antes, Moraes já havia chamado os embargos de Bolsonaro de “inconformismo” com a condenação.
Com o caso ainda no STF, Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto. Dentro do tribunal, os ministros acreditam que a pena pode começar a ser cumprida em novembro, a menos que algo mude o rumo da ação.
