O senador Magno Malta (PL‑ES) teve a entrada impedida ao tentar visitar o ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL) na unidade conhecida como Papudinha, no dia 17 de janeiro. A restrição ocorreu por ausência de autorização judicial, conforme registrado em ofício encaminhado nesta quinta‑feira (22) pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo processo envolvendo o ex‑chefe do Executivo.
De acordo com o documento oficial, o parlamentar compareceu ao 19º Batalhão da PMDF com a intenção de acessar a área de custódia onde Bolsonaro se encontra detido, com o objetivo de conhecer a cela ocupada pelo ex‑presidente. Ainda segundo o registro, os policiais informaram imediatamente que o ingresso em áreas internas só seria permitido mediante autorização expressa do STF.
Magno Malta confirmou o episódio, mas afirmou que não tentou entrar nas dependências restritas da unidade nem praticou qualquer ato fora dos parâmetros legais. Segundo o senador, sua ida ao local teve como único propósito obter informações sobre o estado de saúde e o bem‑estar de Jair Bolsonaro.
O parlamentar relatou ainda que permaneceu cerca de 30 minutos conversando com os oficiais de plantão e que, durante o diálogo, questionou a possibilidade de realizar uma oração no local. O pedido, no entanto, foi negado, sob a justificativa de que a assistência religiosa ao ex‑presidente está limitada às pessoas, datas e horários previamente definidos em decisão judicial. Posteriormente, Magno Malta mencionou o episódio durante uma live, ocasião em que conduziu uma oração.
Após ser informado das restrições impostas, o senador deixou voluntariamente as dependências do quartel, conforme consta no relatório da PMDF, reiterando que se limitou a solicitar informações sobre Bolsonaro.
