O ministro André Mendonça demonstra cada vez mais habilidade ao lidar com a classe política brasileira, marcada por conchavos e situações inconfessáveis.
Na decisão que determinou a prorrogação da CPMI do INSS, Mendonça reduziu a posição de Alcolumbre como presidente do Senado a uma situação de insignificância.
André Mendonça foi cirúrgico. Se não houver leitura em 48 horas, a prorrogação é considerada automática por ‘leitura tácita’. Ou seja, em 48 horas a CPMI já estará viva, independente da vontade do senador.
E para quem acha que um pedido de vista na quinta-feira mata a comissão, engana-se. A vista suspende o julgamento, mas mantém a liminar. O ‘xeque-mate’ do Mendonça foi desenhado para que a investigação não pare nem um segundo, mesmo que o sistema tente travar o plenário.
