A verdade é que, ao refletirmos, não podemos afirmar que fomos enganados.
Tudo sempre esteve diante de nossos olhos, embora estivéssemos vendados.
Fomos nós os inocentes úteis, ajoelhados perante as narrativas da época, que se perpetuam até hoje.
O conluio entre arte e Estado tem raízes antigas, atravessando décadas e diferentes lugares, manifestando‑se na falsidade que transforma pessoas em farsantes que apenas representam um papel.
Nelson Rodrigues descreveu, em textos escritos em 1968, que esse esquema já funcionava há mais de sessenta anos.
Naquela época, ele afirmava que o intelectual era um canalha e que o aviltamento começou quando o intelectual se politizou. Quando falava de intelectuais, referia‑se a poetas, dramaturgos e escritores que possuíam consistência mental para refletir a realidade, o mundo, o passado e o futuro, muito diferente dos dias atuais, em que qualquer figura mediana, decorando falas e fazendo caretas, se autoproclama grande pensador da raça humana e não se envergonha de abrir a boca sem roteiro, lançando bobagens que acredita serem revelações, como se falasse por todo o país, quando na verdade busca apenas saciar sua vaidade e desejo de reconhecimento, usando artimanhas imorais e aprofundando a divisão de um país já cindido.
Quem os autorizou a ocupar os tronos onde permanecem há décadas fomos nós, numa reverência que hoje parece um tapa na cara, ao papel de palhaços que criamos ao dar guarida a esses personagens, que sobreviveram décadas à custa de seus papéis de vítimas do arbítrio estatal e, ainda hoje, vivem dos louros de perseguidos do sistema, acreditando ser oráculos sobrenaturais que tudo sabem, quando na realidade são apenas farsantes tratados como deuses, lucrando com a bajulação midiática.
Já se aproxima o momento da despedida física de muitos deles, já entrados em idade avançada; porém, outra geração parece desejar assumir o bastão de ladainhas que se perdem no tempo, enxergando‑o como mina de ouro para encher os bolsos sedentos por dinheiro que acompanha todo o processo.
Não viveram o passado, não o conhecem, não sofreram física nem mentalmente por uma era que já se foi, mas continuam a bater na tecla como netos de uma ditadura que pretendem tornar duradoura o suficiente para lucrar com o comércio de vítimas eternas.
São indignados seletivos que cacarejam por um tempo passado, mas silenciam diante das ditaduras do presente e dos horrores perpetrados por seus agentes nas mais variadas partes do mundo, onde os direitos individuais são sequestrados e a liberdade é diariamente violada.
Ninguém diz nada.
Se, porventura, caímos na lorota e na pilhagem dessas pessoas, hoje acordamos lúcidos, com os olhos atentos a esses verdadeiros narcisistas, adoradores eternos do próprio umbigo, embriagados por prêmios que não aplaudiremos e por elogios que jamais concederemos.
É a esquerda em plena ação, símbolo maior da degradação da raça humana.
Com ela no poder, o mundo não tem futuro.
Silvia Gabas. @silgabas
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