A prisão em flagrante do assessor parlamentar Fernando José Palma Sampaio, flagrado com R$ 2,7 milhões em dinheiro vivo, revelou novos desdobramentos envolvendo um gabinete da Câmara dos Deputados. O assessor integrava a equipe do deputado federal Vinicius Carvalho (PL) até a repercussão do episódio, quando foi imediatamente afastado.
Segundo informações apuradas, Fernando recebia remuneração líquida mensal de R$ 9.306,76, além de R$ 1.784,42 em auxílios. Após a divulgação da prisão, a exoneração foi executada de forma imediata pelo parlamentar.
A operação da Polícia Federal que resultou na detenção ocorreu nesta sexta-feira (20/3) e terminou com quatro pessoas presas. O grupo passou a ser alvo de investigação após realizar um saque de alto valor em uma agência bancária localizada na região central da capital.
De acordo com as autoridades, Fernando teria atuado como segurança do grupo durante a movimentação no momento da abordagem policial. A PF informou ainda que o montante havia sido retirado por um dos suspeitos e seria distribuído entre os demais envolvidos na operação.
Outro aspecto que chamou a atenção dos investigadores foi o deslocamento dos suspeitos, que chegaram à cidade pouco antes da operação utilizando um jato particular — circunstância que contribuiu para levantar indícios considerados atípicos pelas autoridades.
Os quatro detidos foram encaminhados à sede da Polícia Federal, onde foram autuados em flagrante pelo crime de lavagem de dinheiro, prática que consiste em ocultar a origem ilícita de recursos financeiros.
Em manifestação oficial, o deputado Vinicius Carvalho declarou ter sido surpreendido pela situação e afirmou desconhecer qualquer envolvimento do assessor nas atividades sob investigação.
“Não há qualquer relação entre o parlamentar e os fatos investigados”, afirmou o deputado por meio de seu advogado, Antonio Belarmino Jr.
O parlamentar informou ainda que determinou a exoneração do funcionário assim que tomou conhecimento do ocorrido.
