A mídia tradicional já admite que Lula “tirou uma casquinha eleitoral” do desfile na escola de samba carioca, mas que a iniciativa não trouxe novos votos. Além disso, a jogada acabou irritando grupos que “não são nem Lula nem Bolsonaro”, resultando em perda de apoio. E, de quebra, deu vida ao “mascote” que a direita ainda não tinha: o arquétipo da LATA.
Os conservadores já aderiram ao arquétipo, que carrega múltiplos significados simbólicos. O primeiro deles é prevenção e sabedoria: a conserva representa alguém que pensa adiante. Guardar o básico, como o alimento, é sinal de prudência, planejamento e responsabilidade.
O segundo significado é provisão e segurança. A lata simboliza proteção contra tempos difíceis. Ter algo armazenado significa estabilidade e preparo para enfrentar desafios.
O terceiro é a proteção do essencial: a lata preserva o que é valioso. Metaforicamente, pode representar a capacidade de proteger ideias, sonhos e valores até o momento certo de utilizá-los.
O quarto simbolismo é o tempo como aliado. As conservas mostram que o tempo não é inimigo — ele pode amadurecer, preservar e até melhorar algo. Seja como for, o tempo deve ser respeitado como fonte transformadora.
Por fim, o quinto significado é o de sustentabilidade e reaproveitamento. A lata pode ser reciclada e reutilizada, simbolizando adaptação, criatividade e responsabilidade com o ambiente, com a sociedade e com o produto armazenado nela.
“Se você pudesse colocar todos e tudo que você ama numa latinha e preservar para sempre, você faria?” É esse o espírito conservador que luta para preservar valores, costumes e pessoas dos ataques de quem já apodreceu e vive fora da lata.
Criatividade e adereço: nota 10.
