Os fatos ocorreram em 15 de dezembro de 2025, em Peruíbe, no litoral de São Paulo, quando Roger da Cunha Matos, de 35 anos, foi visto pela última vez.
Nesta terça‑feira (10), o caso já está sem solução há quase dois meses.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, o ator desapareceu depois de deixar um estabelecimento noturno na companhia de um homem desconhecido.
Antonio Jorge de Matos, de 53 anos, pai de Roger, começou a procurar o filho quando, no dia seguinte ao desaparecimento, não recebeu respostas às mensagens enviadas.
A investigação avançou quando o pai procurou a Polícia Civil em 19 de dezembro, após conversar com a gerente do restaurante onde Roger trabalhava. A funcionária informou que, ao terminarem o expediente por volta das 2 h da madrugada do dia do desaparecimento, ela e o ator foram a uma adega, onde permaneceram cerca de uma hora.
Imagens de segurança da Guarda Civil Municipal mostram Roger saindo do veículo da colega e entrando em um bar. Cerca de duas horas depois, outro registro capturou o ator entrando em um carro prata acompanhado de um homem que a família não reconhece.
O pai descobriu que o carro prata pertencia a um motorista de aplicativo, chamado por Roger às 5h24 da manhã. O condutor declarou que a corrida tinha como destino inicial Iguape (SP), mas que o percurso foi alterado.
Segundo o relato do motorista, Roger pediu para ser deixado com o homem desconhecido na entrada da estrada que dá acesso ao bairro Guaraú, em Peruíbe.
Antonio então contatou a Guarda Civil Municipal de Peruíbe e obteve imagens que mostram seu filho e o homem saindo do bar e caminhando em direção à praia. “A câmera, que fica girando na praia, os registrou. Mas, quando fez o círculo novamente, eles já tinham desaparecido”, afirmou Antonio. Os guardas encaminharam as gravações à Polícia Civil, responsável pela investigação.
O namorado de Roger registrou oficialmente o desaparecimento em 16 de dezembro de 2025. No boletim de ocorrência, ele informou que o ator consumia bebidas alcoólicas em excesso. Antonio contestou a afirmação, dizendo que o filho bebia, porém não a ponto de comprometer suas responsabilidades.
“Ele é uma pessoa do bem, faz amizades por onde vai, não vê maldade nas pessoas, o que pode ser muito perigoso”, declarou o pai.
