Um suplente de deputado estadual do Partido dos Trabalhadores foi preso nesta segunda‑feira (2/2) sob suspeita de importunação sexual no Aeroporto de Juazeiro do Norte, interior do Ceará. O parlamentar trata‑se de Pedro Lobo (PT), abordado após denúncia de uma mulher no próprio terminal. Conforme o registro policial, a vítima, mulher de 33 anos, afirmou que o parlamentar teria encostado as partes íntimas nela durante o desembarque. Imediatamente após o fato, ela procurou os agentes presentes no aeroporto e formalizou a denúncia. Ainda pela manhã, Pedro Lobo e a denunciante foram conduzidos à sede da Polícia Federal, onde prestaram esclarecimentos. O procedimento foi oficialmente registrado e passou a ser analisado pelas autoridades competentes. A Polícia Federal informou que, após ouvir a vítima e as testemunhas, foi elaborado o auto de prisão em flagrante pelo crime de importunação sexual, ocorrido dentro da aeronave. Em nota, o órgão declarou: “O indivíduo foi conduzido à unidade prisional competente e poderá responder pelo crime apurado.” Investigadores observaram que, dois dias antes do episódio, Pedro Lobo havia divulgado em suas redes sociais o término de uma viagem internacional, informação que agora integra o contexto investigado. https://www.conteudoconservador.com.br/products/a-maquina-contra-o-homem-como-o-sistema-tentou-destruir-um-presidente-e-despertou-uma-nacao
STF é chamado de ‘supremo balcão de negócios’ e enfrenta decadência
Do ponto de vista jurídico, o Supremo Tribunal Federal (STF) exerce a função de Corte Constitucional, decidindo sobre qualquer questão relacionada à Constituição, conforme estabelece o artigo 102 da Carta Magna. Esse dispositivo define as atribuições da corte e confere ao STF a guarda da Constituição, bem como as medidas que pode adotar quando provocado. Além disso, o tribunal funciona como última instância do Poder Judiciário nos processos da chamada justiça comum, que não são especializados, como os das áreas eleitoral, trabalhista ou militar. No campo social e político, o STF integra o clássico sistema de freios e contrapesos, idealizado por Montesquieu, atuando como Corte Constitucional quando acionado por uma ação judicial. O formalismo exigido pela corte deveria impedir que seus ministros se pronunciem sobre processos ou sobre a situação política do país, mas esse princípio tem sido desrespeitado. Durante o regime militar, os ministros evitavam declarações públicas; temiam ser cassados, como ocorreu com diversos políticos ligados ao ex‑presidente João Goulart. Na época, o STF permaneceu aberto, o que bastava para que os ministros permanecessem em silêncio. Nenhum deles foi cassado no início do golpe; isso só aconteceu em 1969. Atualmente, os ministros são percebidos como excessivamente prolixos e poderosos. Essas percepções foram reforçadas pelas duras críticas do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, à condução do processo que investiga irregularidades no Banco Master. Zema já havia definido o STF como um “supremo balcão de negócios”. Mais recentemente, afirmou que o tribunal “não tem honra nem vergonha na cara” ao analisar o caso que envolve indícios de fraudes e a frustrada transação entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). Ao comparar a responsabilidade de gestores e autoridades em outros países, Zema declarou: “Se algo semelhante tivesse acontecido no Japão, a pessoa teria se suicidado. Na Europa, teria renunciado. Aqui não temos nem honra nem vergonha na cara”. As críticas do governador surgiram no contexto do inquérito sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, que busca esclarecer possíveis crimes financeiros e o suposto envolvimento de dirigentes do BRB. Na visão de Zema, a condução do caso evidencia uma espécie de blindagem do Poder Judiciário. “Quando alguém comete barbaridades, tem de ser expelido. Não dá para tolerar isso”, disse, argumentando que outros setores da administração pública costumam aplicar sanções mais céleres e severas diante de condutas inadequadas. A imprensa tem denunciado fatos que surpreendem. Segundo a BBC News Brasil, ao menos treze advogados vinculados a causas no STF são parentes de ministros da Corte. O caso que mais chamou atenção foi o da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, que firmou um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, conforme apurado pela Polícia Federal no cedular de Daniel Vorcaro. O documento, divulgado pelo jornal O Globo e localizado na Operação Compliance Zero em 18 de novembro, prevê pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões ao escritório de Viviane Moraes por três anos, a partir de 2024. O contrato não especifica processos ou causas determinadas e estabelece uma atuação ampla de representação do banco. O contrato foi divulgado quando as investigações sobre suspeitas de fraudes no Banco Master passaram a ser alvo do STF. Além do caso de Viviane Moraes, a BBC identificou que outros doze parentes de oito ministros do STF aparecem como advogados em processos na Corte. Os advogados são parentes dos ministros Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux, Edson Fachin, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, abrangendo esposas, filhos, enteados, cunhados, genros e irmãos. Esse levantamento não significa que todos esses parentes sejam responsáveis pela defesa dos casos. Em alguns processos, vários advogados assinam a petição, inclusive aqueles que atuaram em instâncias inferiores, mas não no recurso ao Supremo. A pesquisa no STF não distingue essa diferença. Alguns desses advogados declararam à BBC que não passaram a atuar em novos casos no STF após a nomeação de um parente como ministro, mas continuaram vinculados a processos iniciados em instâncias inferiores que depois chegaram à Corte. É o caso de Melina Fachin e Marcos Alberto Rocha Gonçalves, filha e genro do ministro e atual presidente do STF, Edson Fachin. O ministro afirmou, por meio da assessoria de imprensa do STF, que se declarou impedido em todos os casos. Outros advogados alegaram já possuir carreiras consolidadas antes da posse dos respectivos ministros. Mesmo assim, a decadência do Supremo permanece evidente.
Deputadas do PSOL e da Rede pedem afastamento de Toffoli do caso Master e exigem CPMI
Um grupo de deputadas do PSOL e da Rede acionou a Procuradoria‑Geral da República (PGR) e solicitou o afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria do inquérito contra o Banco Master no STF. O pedido está assinado pelas deputadas federais Heloísa Helena (Rede‑RJ), Fernanda Melchionna (PSOL‑RS) e Sâmia Bonfim (PSOL‑SP) e menciona reportagens que apontam relação de Toffoli com investigados do caso. “A nossa representação é cumprimento de nossa obrigação parlamentar, mas ela, em nada, substitui a única ferramenta capaz de desvendar os esgotos do Banco Master que é a CPMI, para que o povo brasileiro possa, didaticamente, acompanhar e não permitir que tanta promiscuidade volte a acontecer no país”, afirmou Heloísa Helena. O pedido das deputadas contra Toffoli foi o primeiro apresentado por parlamentares de esquerda. O Partido Novo, que integra a oposição, já havia encaminhado à PGR solicitação semelhante. O pedido do Novo foi apresentado dias depois de o procurador‑geral da República, Paulo Gonet, arquivar uma primeira solicitação de deputados do Novo e do PL para afastar Toffoli da relatoria do caso Master.
Toffoli se comporta como advogado do Master e ainda deixa “batom na cueca”, afirma jurista (veja o vídeo)
O ministro Dias Toffoli registrou por escrito a intenção de identificar “omissões” e “contradição” no depoimento do diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino. Na opinião do jurista André Marsíglia, a ação do magistrado demonstra que ele procura favorecer o Banco Master. Dessa vez, Toffoli anotou tudo no processo, registrando seus supostos interesses.
Nikolas Ferreira rebate ataque do padre Ferdinando Marcílio e exige desmoralização do sacerdote
O padre Ferdinando Marcílio transformou o púlpito em palanque político ao criticar a Caminhada pela Liberdade e o deputado Nikolas Ferreira durante missa no Santuário Nacional de Aparecida. Na homilia, que deveria promover paz e unidade, o sacerdote fez comentários hostis à iniciativa e ao parlamentar, gerando polêmica entre os fiéis presentes. O deputado não permaneceu calado. Em resposta ao que qualificou como agressão injusta, Nikolas Ferreira divulgou declaração na qual afirma: “Só os tolos acreditam que política e religião não se discutem. Por isso os ladrões permanecem no poder e os falsos profetas continuam a pregar.” A reação nas redes sociais foi intensa, com internautas exigindo a desmoralização do sacerdote e questionando a neutralidade da Igreja diante de intervenções políticas.
Ex‑presidente do PT é preso no aeroporto de Juazeiro do Norte por suposta importunação sexual a mulher
Um caso gravíssimo de importunação sexual ocorreu nesta segunda‑feira no aeroporto de Juazeiro do Norte (CE). O suplente de deputado e ex‑presidente do PT, Pedro Lobo, foi detido sob suspeita de ter importunado sexualmente uma mulher de 33 anos. Segundo a Polícia Federal, o parlamentar foi conduzido à delegacia. De acordo com o relatório policial, o petista teria encostado as partes íntimas na vítima no momento do desembarque de um voo. A denúncia foi feita ainda no aeroporto, e ambos foram encaminhados à Polícia Federal para prestar depoimento na manhã da segunda‑feira (2). A imprensa tentou ouvir Pedro Lobo quando ele foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito, mas os policiais federais que o escoltavam informaram que ele não poderia falar naquele instante. Ainda não há confirmação de que ele permanecerá detido após a realização do exame. Em nota, o PT afirmou que “repudia toda e qualquer forma de violência contra as mulheres” e acrescentou que, “uma vez provada a conduta criminosa, o Partido adotará, conforme seus dispositivos normativos, as providências cabíveis”. O parlamentar assumiu temporariamente uma vaga na Assembleia Legislativa do Ceará em agosto de 2024 e voltou a ocupar o mandato como titular em junho de 2025. Formado em Geografia e pós‑graduado em Gestão de Empresas, Pedro Lobo já integrou a Federação das Entidades Comunitárias do Crato (FEC), foi vice‑presidente do Sindicato dos Técnicos Agrícolas do Estado do Ceará (SINTACE) e presidiu o diretório municipal do Partido dos Trabalhadores no Crato por dois mandatos, entre 2013 e 2020.
Suzane von Richthofen luta pela herança do tio morto de forma suspeita
Suzane von Richthofen e Silvia Magnani travam disputa judicial pela herança de Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane, falecido em 9 de janeiro de 2026 em São Paulo. O patrimônio, estimado em R$ 5 milhões, inclui três imóveis na capital paulista e um veículo Subaru XV. A ausência de testamento transformou a sucessão em questão judicial. Suzane alega prioridade na administração do espólio por ser parente consanguínea direta. Silvia, por sua vez, busca comprovar que manteve união estável com o médico por quase 14 anos, o que lhe garantiria direitos sobre a herança. Entre os bens imóveis deixados por Miguel estão uma residência no bairro Campo Belo, uma propriedade recebida como doação paterna e uma sala comercial no Condomínio Bonnaire Office. O automóvel Subaru XV, fabricado em 2021, tem valor aproximado de R$ 200 mil. Logo após o falecimento do médico, Suzane retirou o veículo da garagem da casa do tio. Seus advogados justificam a ação como medida preventiva para preservação do patrimônio, afirmando que o carro permanece guardado sem utilização. A situação apresenta uma ironia histórica: em 2002, Suzane foi condenada a 39 anos de prisão por orquestrar o assassinato dos próprios pais para se apropriar do patrimônio familiar. Foi Miguel quem atuou judicialmente para que a sobrinha fosse declarada indigna de receber aquela herança, estimada em R$ 10 milhões. Andreas von Richthofen, irmão de Suzane e também sobrinho de Miguel, optou por manter‑se afastado do conflito sucessório. A morte do médico, ocorrida aos 76 anos, continua sob investigação policial, sendo tratada como caso de natureza suspeita. No processo judicial, a magistrada determinou a inclusão das certidões de óbito dos pais de Suzane para comprovar o grau de parentesco com Miguel. Esses documentos registram que Manfred e Marísia foram assassinados e contêm a averbação que declarou Suzane indigna de herdar os bens deles. A defesa de Silvia pretende argumentar que a declaração de indignidade deve estender‑se também ao patrimônio deixado pelo tio de Suzane. A juíza exigiu que Silvia apresente provas concretas da relação estável que alega ter mantido com Miguel. O corpo de Miguel foi encontrado em sua residência em Campo Belo, já em avançado estado de decomposição, sentado em uma poltrona. A descoberta ocorreu quando um vizinho, que possuía a chave do imóvel, estranhou a ausência prolongada do médico. O sepultamento aconteceu em Pirassununga, no interior de São Paulo, em cerimônia para a qual Suzane não compareceu. Suzane recebeu a notícia da morte do tio, que considerou o momento aguardado.
Petro chega aos EUA para encontro decisivo com Trump
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, vai se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça‑feira, 3 de fevereiro, nos EUA. Antes desse encontro, os dois mandatários protagonizaram diversos entreveros e confrontos públicos. Trump já lançou duras acusações contra o colombiano, ex‑guerrilheiro marxista, que surpreendeu ao defender a legalização da cocaína. Petro tem a oportunidade de aceitar cooperar e trabalhar em conjunto, mas precisará apresentar resultados concretos. Caso não altere radicalmente seu posicionamento, o presidente colombiano pode acabar tendo o mesmo destino de Nicolás Maduro. Tal desfecho representaria, sem dúvida, uma grave regressão no cenário internacional.
Toffoli confronta Fachin e clima no STF promete tensão na primeira sessão do ano
Dias Toffoli está em conflito aberto com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. De acordo com a Revista Veja, Toffoli se irritou ao ver publicadas na imprensa declarações de Fachin, nas quais o presidente sugeria que a tendência seria de que o caso Master, relatado por ele, deixasse a Corte. “Escolhido por sorteio para tocar o inquérito que investiga as nebulosas transações do banqueiro Daniel Vorcaro, o magistrado foi claro ao afirmar ao Radar que está calcado em um parecer do procurador‑geral da República Paulo Gonet, que defendera que o acervo ficasse no STF até a coleta completa de provas, e que conduzirá o processo normalmente ‘se houver indícios de pessoas com foro’.” Ao se defender das críticas à condução do caso Master, o relator afirmou que só ao término das investigações avaliará se encaminha as descobertas para outras instâncias. Com isso, além de tornar evidente a divisão interna no tribunal, posiciona‑se em oposição a Fachin e mais próximo de figuras como o decano Gilmar Mendes e o ministro Alexandre de Moraes.
Ex-aliados de MS comemoram alívio com mudança de domicílio eleitoral de Simone Tebet
A transferência do domicílio eleitoral de Simone Tebet (MDB) de Mato Grosso do Sul para São Paulo vem sendo celebrada com entusiasmo por políticos do estado, antigos companheiros da atual ministra de Lula. No MDB, partido de Simone, o sentimento é de alívio. O partido sempre manteve no estado uma postura anti‑petista, contando inclusive com a participação da própria ministra. Com a mudança de posicionamento de Simone, que se alinhou a Lula e ao PT, inúmeros deputados chegaram a ameaçar deixar a sigla caso ela fosse candidata ao Senado. Simone ainda não declarou oficialmente a mudança de domicílio. O anúncio deve ser feito até abril, mas em Mato Grosso do Sul já é tratada como carta fora do baralho. Ela já percebeu que não é bem‑vinda e, pior, que não tem mais votos suficientes para vencer uma nova eleição ao Senado.