O jornal O Estado de S. Paulo identificou o patrimônio imobiliário de um mero servidor público. A apuração foi divulgada nesta segunda-feira (6) e o levantamento se restringiu a consulta de matrículas registradas em cartórios do país. A metodologia rastreou apenas propriedades formalmente registradas no Brasil. Não abrangeu bens localizados fora do território nacional ou investimentos realizados em outros países. Esse tipo de levantamento identifica apenas propriedades formalmente escrituradas em nome do investigado dentro das fronteiras nacionais. Ou seja, o escopo da investigação não incluiu ativos financeiros mantidos em instituições estrangeiras. Propriedades adquiridas no exterior também não foram verificadas. Mesmo assim, uma imensa fortuna foi localizada. E isso pode ser apenas a ponta do iceberg. Gonçalo Mendes Neto. Jornalista. Estamos sobrevivendo graças à ajuda de nossos assinantes e parceiros comerciais. Para fortalecer a nossa batalha, considere se tornar um assinante, o que lhe dará o direito de assistir o primeiro PODCAST conservador do Brasil e ter acesso exclusivo ao conteúdo da Revista A Verdade, onde os “assuntos proibidos” no Brasil são revelados. Para assinar, clique no link: https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/apresentacao SEU APOIO É MUITO IMPORTANTE! CONTAMOS COM VOCÊ!
Sophia Barclay, a “trans de direita”, se filia ao PL e promete enfrentar Erika Hilton nas urnas em 2026
Sophia Barclay, influenciadora conhecida como “trans de direita”, oficializou sua filiação ao Partido Liberal (PL) e confirmou sua pré-candidatura a deputada federal por São Paulo nas eleições de 2026. A entrada no partido foi confirmada ao lado do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto. Sophia descreveu sua filiação como o início de sua trajetória política e publicou declaração em suas redes sociais. “Assinada, confirmada e com compromisso firmado ao lado do presidente Valdemar Costa Neto, na família Partido Liberal (PL22). É só o começo de uma caminhada que vai fazer história!”, afirmou. A influenciadora promete enfrentar diretamente a deputada Erika Hilton e já direcionou recados contundentes à parlamentar do PSOL. “Eu sou trans, de direita, e sei exatamente o meu lugar. Sou trans, não uma mulher biológica, e tá tudo bem com isso — o que não dá é querer tomar um espaço que não é nosso à força! Vamos ter coerência, respeito e bom senso”, declarou Sophia. Em outro trecho, ela provocou diretamente Erika Hilton: “Erika Hilton, se prepara! Ano que vem estarei aí, pra te mostrar como se faz política de verdade: para uma nação inteira, não só pra uma bolha militante. O Brasil quer mudança — e ela tá vindo!” Sophia complementou suas declarações criticando a narrativa construída pela esquerda sobre a direita brasileira. “A direita nunca teve preconceito, isso foi uma narrativa criada como massa de manobra pela esquerda. Nós, da direita, prezamos pelo respeito, sem militância forçada e sem ideologias obrigatórias. Queremos apenas nossas crianças em paz, com valores, educação e liberdade!”, afirmou.
Crime ambiental no Palácio da Alvorada: Janja e Lula devoram paca e denúncia é protocolada. Veja o vídeo!
Em pleno domingo de Páscoa, a primeira-dama Janja Lula da Silva apareceu preparando carne de paca para o almoço de Lula. A exibição do vídeo causou polêmica, já que a caça, o abate e o consumo de paca sem origem comprovada de criadouro legalizado configuram crime ambiental no Brasil, sujeito a multas pesadas e até prisão inafiançável. O ex-deputado estadual e defensor dos animais, Rodrigo Maroni, fez duras críticas ao casal presidencial, além de protocolar denúncia formal junto ao Ibama, ao Ministério Público Federal e à Procuradoria-Geral da República. “Além de Lula não ter se posicionado em relação ao caso do cão Orelha, assassinado em Santa Catarina, e aqui não cobro a pessoa do Lula, eu cobro a representação institucional de um presidente da República, no maior momento de mobilização em defesa dos animais que houve no início do ano. A segunda questão não foi ter tornado crime hediondo [os maus-tratos de animais], e agora essa questão da paca, ele comeu a paca, que é um crime ambiental. Se fosse qualquer outra pessoa, sairia preso. Os animais merecem respeito, eu protocolei a denúncia e quero ver se a lei funciona para todos”, ressaltou Maroni. Veja o vídeo:
Substituto de Lula não será Haddad: PT prepara plano B com nome pouco testado nacionalmente
As últimas pesquisas de opinião pública revelaram que o senador Flávio Bolsonaro numericamente já está à frente na corrida presidencial. Caso esse movimento prossiga, o que é bem provável, a pressão para que Lula desista da reeleição deve crescer enormemente. Nesse cenário, o petista estaria propenso a desistir da reeleição caso Flávio lidere fora da margem de erro. Uma admissão velada do desgaste do governo e do medo de uma derrota histórica do projeto lulista. Entretanto, o nome do eventual substituto de Lula não seria o ex-ministro Fernando Haddad. A especulação aponta que o ex-governador do Ceará, Camilo Santana, seja o substituto, o chamado “plano B” do PT. Na verdade, isso tudo revela o pânico interno do partido. O PT, que nega publicamente qualquer hipótese de Lula abrir mão da candidatura, demonstra fragilidade ao depender de um nome ainda pouco testado nacionalmente. Diferente da insegurança petista, Flávio surge como alternativa madura e articulada, capaz de unir o campo oposicionista.
Médico psiquiatra analisa Lula ‘brincando de aviãozinho’ e diagnostica: ‘Quadro demencial’
Durante visita ao Centro de Manutenção da Latam Airlines, Lula protagonizou um momento inusitado e constrangedor. O presidente recebeu uma maquete de aeronave da companhia e passou a simular movimentos de voo com o objeto, caminhando e fazendo gestos como se estivesse ‘pilotando’ o modelo. O momento foi acompanhado por risos e até gargalhadas de pessoas presentes, incluindo ministros e assessores. Ninguém entendeu nada. O médico psiquiatra Marcelo Ferreira Caixeta fez uma análise do episódio e publicou em suas redes sociais. Segundo ele, Lula efetivamente é o “Biden brasileiro”. Confira: “O que foi divulgado na mídia como ‘Lula brincando de aviãozinho’ está errado. O problema não é ele estar brincando. O problema é justamente o contrário: ele não estava brincando. Uma análise psiquiátrica. Basta olhar as imagens. Não há sorriso, não há descontração, não há riso, não há qualquer sinal de ludicidade. O rosto é sério, a expressão é rígida, a atitude é concentrada. Isso já muda completamente a interpretação do que está acontecendo. Quando uma pessoa está brincando, ela ri, ela se diverte, ela interage com leveza. Aqui não. O comportamento é sério, quase automático. Isso levanta uma hipótese muito mais preocupante do ponto de vista clínico. O que aparece ali se assemelha muito mais a um quadro de hipermetamorfose. Trata-se de um sintoma clássico de lesão frontal, frequentemente associado a quadros demenciais, muitas vezes de origem vascular. Na hipermetamorfose, o paciente apresenta uma espécie de ‘aderência ao objeto’. Ele vê um objeto e automaticamente passa a utilizá-lo, não por intenção consciente elaborada, mas pela própria presença do objeto. É como se houvesse uma viscosidade comportamental. O objeto ‘puxa’ a ação. Se você coloca uma caneta e um papel na frente do paciente, ele começa a escrever. Se coloca um martelo e um prego, ele começa a martelar. Não há planejamento, não há contexto — há apenas resposta ao estímulo. Esse padrão já apareceu em outras situações. Recentemente, em um ambiente de ginástica em Paris, ele começou a fazer exercícios também, de forma automática. Agora, diante de um aviãozinho, passa a ‘voar’ com ele. Isso não é brincadeira. Isso é aderência ao objeto. E há outro elemento muito claro nas imagens: o olhar. Em várias cenas em que ele aparece com esse aviãozinho, o olhar está esgazeado, meio perdido, sem fixação adequada, sem concordância com o momento e com o ambiente. É um olhar discordante, distante, frio, estranho. Um olhar que não acompanha a situação, que parece vagar, como se estivesse voltado para o horizonte, e não para aquilo que está acontecendo ali. Não é um olhar de brincadeira, não é um olhar de interação, não é um olhar de quem está se divertindo. E o detalhe mais importante: ele leva a ação a sério. No vídeo, ele corre, ele executa o gesto com seriedade. Não há gargalhada, não há teatralização, não há ironia. É um comportamento direto, quase reflexo. Portanto, o ponto central não é ridicularizar ou tratar como algo leve. O ponto central é que a interpretação como ‘brincadeira’ encobre algo que pode ser muito mais grave: um comportamento frontal patológico, compatível com hipermetamorfose, dentro de um possível quadro demencial. E isso muda completamente o problema.”
Deputado investigado por Moraes denuncia: “Meus advogados não têm acesso aos motivos do inquérito” (Veja o vídeo!)
O deputado estadual e 3º secretário da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), Gil Diniz (PL-SP), denunciou em entrevista veiculada no dia 6 que sua defesa não tem acesso “aos motivos” pelos quais ele está sendo investigado no Inquérito 4781 do Supremo Tribunal Federal (STF). Questionado sobre a possibilidade de finalização do chamado “inquérito das Fake News”, o parlamentar paulista classificou a medida como positiva, embora com ressalvas: “Vejo com bons olhos, antes tarde do que nunca”, ironizou. Instaurado de ofício em 2019 pelo STF, o instrumento jurídico é alvo de inúmeras críticas por juristas renomados, políticos, jornalistas e operadores do direito. Nos últimos anos, a peça passou a ser vista pela sociedade civil como instrumento de perseguição política. “É um inquérito onde cabe tudo que Alexandre de Moraes queira”, observou o deputado. Confira a entrevista completa:
Justiça americana autoriza rastreamento de bens de Vorcaro no exterior e pressão sobre ex-controlador do Banco Master aumenta
O juiz Scott M. Grossman, do Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida, autorizou a continuidade das investigações para localizar bens do Banco Master fora do Brasil. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (6). A medida amplia o alcance do processo de liquidação da instituição financeira. O magistrado rejeitou parcialmente um pedido apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco. O liquidante está autorizado a prosseguir com as diligências para identificar ativos que possam estar relacionados ao patrimônio da instituição. A EFB Regimes Especiais conduz as investigações e adota as medidas necessárias para o rastreamento dos bens. A liquidante encaminhou mais de 28 intimações a diferentes estabelecimentos comerciais desde janeiro deste ano. Galerias de arte e empresas do setor de luxo que mantiveram transações comerciais com Vorcaro estão entre os destinatários. As intimações fazem parte do esforço para mapear movimentações financeiras e identificar ativos que possam integrar o patrimônio em liquidação. Grossman afirmou que as diligências realizadas estão em conformidade com a legislação brasileira e com as normas dos Estados Unidos aplicáveis a casos de insolvência transnacional. O magistrado destacou que o modelo adotado permite uma investigação ampla. O objetivo é proteger os credores e impedir a dissipação de ativos durante o processo de liquidação. A legislação brasileira estabelece que os bens de administradores e pessoas relacionadas à instituição podem ficar indisponíveis após o início da liquidação. Essa indisponibilidade permanece até que as investigações sejam concluídas e as dívidas sejam quitadas. O juiz considerou que esse entendimento é compatível com o Capítulo 15 da lei de falências norte-americana, que regula casos com conexões internacionais. A defesa de Vorcaro argumentou que as intimações eram excessivamente amplas. Os advogados alegaram que as medidas violariam direitos de privacidade e configurariam tentativa de produção indevida de provas. O pedido buscava limitar o alcance das investigações conduzidas pela liquidante no território norte-americano. O juiz Grossman avaliou que os argumentos apresentados pela defesa não foram suficientemente fundamentados. “Não houve demonstração clara de quais direitos de privacidade estariam sendo violados nem de como se aplicariam neste caso”, apontou o magistrado na decisão. As investigações seguem em andamento nos Estados Unidos. Essa situação pode acelerar a delação de Daniel Vorcaro, pois os bens que pretendia ‘salvar’ e que estariam emperrando o acordo, ele fatalmente vai perder.
Mendonça manda recado certeiro sobre imparcialidade e atinge Moraes e Toffoli
O ministro André Mendonça foi homenageado nesta segunda-feira (6) pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) com o Colar da Honra ao Mérito Legislativo. Durante seu discurso, o magistrado claramente direcionou um recado com alvo definido: os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Mendonça afirmou que um bom juiz precisa ser imparcial, íntegro, responsável e “buscar a Justiça”. “Imparcialidade é olhar para as pessoas de modo igualitário, considerar os interesses envolvidos de forma equânime, não privilegiar amigos, não perseguir inimigos. Esse é um compromisso que eu faço na Casa do povo de São Paulo”, declarou o ministro. A fala de Mendonça ressoa em um momento em que a conduta de colegas do Supremo Tribunal Federal tem sido alvo de críticas sobre parcialidade e perseguição política.
Um mês após morte de Luiz Phillipi Mourão, o ‘Sicário’ de Vorcaro: laudos toxicológico e de necropsia seguem sem divulgação
Um mês após a morte de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como o “Sicário” de Vorcaro, os laudos toxicológico e de necropsia ainda não foram divulgados. Os documentos cruciais permanecem pendentes, levantando questionamentos sobre a demora. Foram realizadas cinco perícias no caso, mas dois laudos fundamentais ainda não chegaram. Além disso, a Polícia Federal ainda não conseguiu identificar um número de telefone para o qual Mourão tentou ligar antes de morrer. A situação foge do padrão habitual de investigações deste tipo. Os médicos legistas solicitaram as imagens das câmeras da carceragem para concluir a necropsia. O ministro Alexandre de Mendonça ainda precisa decidir se autoriza o compartilhamento das gravações. Mourão foi preso em 4 de março e interrogado por duas horas. Horas depois do interrogatório, teria tentado suicídio. Os dois laudos mais importantes — o toxicológico e o de necropsia — estão sob responsabilidade do Instituto Médico Legal (IML) de Minas Gerais. O “Sicário” morreu dois dias após a tentativa de suicídio no Hospital João XXIII, vítima de encefalopatia. Pouco antes de morrer, tentou fazer ligações para a mãe e a irmã — e para uma terceira pessoa que a Polícia Federal ainda não conseguiu identificar. Mourão era integrante de “A Turma”, grupo acusado de monitorar ilegalmente autoridades e jornalistas, acessar bases de dados sigilosas da Polícia Federal e da Interpol, além de coagir testemunhas. Se o terceiro contato telefônico faz parte da mesma rede de obstrução, descobrir a identidade dessa pessoa pode ser uma das peças mais importantes de toda a investigação. Um mês depois da morte. Dois laudos pendentes. Um número desconhecido. E perguntas que não podem ficar sem resposta. Estamos sobrevivendo graças à ajuda de nossos assinantes e parceiros comerciais. Para fortalecer a nossa batalha, considere se tornar um assinante, o que lhe dará o direito de assistir o primeiro PODCAST conservador do Brasil e ter acesso exclusivo ao conteúdo da Revista A Verdade, onde os “assuntos proibidos” no Brasil são revelados. Para assinar, clique no link: https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/apresentacao SEU APOIO É MUITO IMPORTANTE! CONTAMOS COM VOCÊ!
Conselho de Ética ouve Renato Freitas por briga de rua com manobrista e deputado petista alega legítima defesa (veja o vídeo)
O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná, presidido pelo deputado Delegado Jacovós (PL), ouviu nesta segunda-feira (6) o deputado Renato Freitas (PT) no processo que apura o envolvimento do parlamentar em uma briga de rua no Centro de Curitiba. Durante a reunião, realizada no Auditório Legislativo, Freitas apresentou sua versão sobre o caso e respondeu a questionamentos dos demais membros do colegiado. O procedimento encerra a etapa do processo reservada aos depoimentos das testemunhas e dos denunciados. Os fatos apurados ocorreram no dia 19 de novembro de 2025. Imagens de celular mostram Freitas em uma briga com o então manobrista Weslley de Souza Silva, na qual os dois trocam golpes entre as ruas Vicente Machado e Visconde do Rio Branco. Posteriormente, foram divulgadas gravações de câmeras de vigilância que mostram a confusão se desenrolando em frente e dentro de um estacionamento da região. As representações sustentam que Freitas infringiu o artigo 5º do Código de Ética e Decoro Parlamentar, que considera incompatível com a ética e o decoro “praticar ofensas físicas ou vias de fato contra qualquer pessoa”. As denúncias, aglutinadas em uma única acusação, são de autoria dos vereadores de Curitiba Bruno Secco, Eder Borges, Guilherme Kilter e Tathiana Guzella, além dos parlamentares Fábio de Oliveira (Novo), Ricardo Arruda (PL) e Tito Barichello (PL). Também figura como autor Willian Pedroso da Rocha. A pedido do deputado Marcio Pacheco (Republicanos), o Conselho de Ética exibiu as gravações do conflito anexadas ao processo. As imagens mostram o suposto início da confusão, quando o manobrista e Freitas se encontram. Nas gravações, o parlamentar está acompanhado de uma mulher, enquanto Weslley está dentro do carro. Em seguida, foi exibida uma gravação que mostra o interior do estacionamento. Por fim, um vídeo apresentou o momento em que Freitas e um segundo homem ingressam no local. Depoimento de Renato Freitas Freitas relatou que foi à região para acompanhar a mãe de seu filho em um exame de ecografia. Em seguida, teriam passado em uma loja de bolachas. O conflito teria começado quando eles iam embora. “No que fui atravessar a rua, o carro [conduzido por Weslley] avançou sobre nós”, disse, pontuando que o manobrista estava com as quatro rodas na calçada, o que configuraria “manobra perigosa”, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O deputado sustentou que o manobrista avançou contra eles “em uma velocidade considerável”, momento em que teria dito “respeita o pedestre”. “[Silva] disse ‘vá andando, vá andando, noia’. Me enfureci. Ele disse ‘então espera aí’. Entrou rápido no estacionamento, colocou o carro. Fiquei em alerta”, continuou. Segundo Freitas, o manobrista teria então corrido em sua direção. “Não queria que houvesse um conflito físico ao lado dela [mãe de seu filho]. Por isso, fui ao encontro dele também”, justificou. O parlamentar destacou que realizou uma voadora para cessar uma possível agressão, e seu assessor teria imobilizado o manobrista. Esse momento da confusão teria durado cerca de nove segundos. Um segundo momento do conflito teria ocorrido após Freitas e seu assessor deixarem o estacionamento. “Ele veio atrás de nós, acompanhado de dois homens que saíram”, detalhou. O deputado afirmou que o grupo bateu na lataria do carro e entrou na frente do veículo, impedindo que ele deixasse o local. Foi quando ocorreu o segundo momento da briga. O parlamentar sustentou que os primeiros golpes foram desferidos pelo manobrista e que reagiu com base no princípio da gradatividade, dando chutes nas pernas para imobilizar Weslley e encerrar a briga. Próximos passos A partir de agora, começa o prazo para Renato Freitas apresentar suas alegações finais no processo — etapa que antecede a apresentação do parecer final pelo deputado Marcio Pacheco (Republicanos), relator do caso, e o julgamento pelos demais membros do colegiado. “Os 60 dias úteis só se encerram no dia 26 de abril, podendo ser prorrogados por mais 30 dias. Temos até o dia 26 de maio para finalizar o processo em tempo hábil”, explicou Jacovós. O depoimento prestado por Freitas nesta segunda-feira finaliza a etapa reservada às oitivas pessoais, prevista pelo Código de Ética da Alep. No último dia 24 de março, o colegiado ouviu testemunhas arroladas pela defesa e pelo relator do caso. O manobrista Weslley de Souza Silva foi o primeiro a depor e relatou que dirigia quando parou para dar passagem a Renato Freitas e à mulher que o acompanhava. Segundo ele, ao cruzar a rua, os pedestres também atravessaram, o que teria iniciado a discussão. Após afirmar que o local não era faixa de pedestres, disse ter sido xingado. Silva contou ainda que, ao estacionar em uma garagem próxima e sair do carro, foi surpreendido por Freitas e pelo assessor Carlos Alberto, que o teriam agredido com socos e chutes. Relatou que depois tentou registrar a placa do veículo e que foi nesse momento, já no semáforo, que ocorreu a troca de golpes registrada em vídeo. Ele negou ter ofendido o parlamentar ou ter motivação política. Também foram ouvidas duas testemunhas indicadas por Renato Freitas: o assessor parlamentar Carlos Alberto Ferreira de Souza e Arleide Cerqueira Xavier Muller, que o acompanhavam na ocasião. Carlos Alberto afirmou não ter visto o início da confusão, mas disse ter ouvido Freitas pedir respeito ao pedestre e que Silva teria saído do carro em direção ao parlamentar. Segundo ele, tentou intervir para evitar agressões. Afirmou ainda que, após deixarem o local, Silva foi até o veículo e bateu no vidro, momento em que Freitas reagiu. Por fim, Arleide Cerqueira Xavier Muller prestou depoimento por videoconferência. Ela afirmou que Renato Freitas a acompanhava para a realização de um exame. Quando retornavam, “saiu um carro de uma garagem, que parou bruscamente, quase encostando na gente. O Renato falou: ‘Respeite o pedestre’. O motorista abaixou o vidro e falou ‘vai encarar, seu noia?’”, detalhou. Segundo Arleide, o motorista teria então estacionado o veículo e se dirigido até eles, momento em que Freitas teria se defendido. Ela pontuou ainda que houve um segundo momento, quando o trio deixava a região e aguardava