A influenciadora Maria Luiza Costa da Silva, conhecida como “Malu Constantine”, de apenas 18 anos, foi morta a facadas pela ex‑companheira de seu atual namorado. O crime ocorreu na noite de sábado (31 de janeiro), no bairro da Mustardinha, zona oeste do Recife. A vítima e o namorado assistiam à prévia do Carnaval do Bloco do Papada quando a agressora atacou. Após o ataque, a agressora fugiu, mas foi recapturada horas depois em um hospital da região pela Polícia Militar. Ela também se feriu durante a briga. De acordo com o boletim de ocorrência, o namorado de “Malu Constantine”, Gabryel Nascimento da Silva, de 27 anos, relatou que saía de um bar com a vítima quando se deparou com a ex‑namorada, Kallyne Santos da Silva, de 21 anos, armada com uma faca. A agressora iniciou a discussão e esfaqueou tanto Malu quanto o namorado. Em seguida, houve luta e a própria autora do crime acabou sendo golpeada. A polícia registrou o caso como homicídio e tentativa de homicídio, sob a responsabilidade do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro do Cordeiro, também na zona oeste da cidade.
Toffoli volta a ser flagrado em atitude suspeita
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, registrou por escrito a intenção de identificar “omissões” e “contradições” no depoimento do diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, conforme divulgado pelo jornal O Estadão. Aquino prestou depoimento à Polícia Federal sobre o caso Master no dia 30 de dezembro, nas dependências da Corte. De acordo com o Estadão, nas perguntas elaboradas por Toffoli e obtidas pelo jornal, o magistrado fez anotações indicando o objetivo de determinados questionamentos. Os registros sugerem que ele buscava indícios de falhas ou irregularidades na atuação do Banco Central na fiscalização que culminou na liquidação do Banco Master, de Daniel Vorcaro, em novembro do ano passado. Na ocasião da liquidação, o Master tinha compromissos de R$ 127 milhões a vencer na semana seguinte e apenas R$ 4 milhões em caixa para honrar as obrigações. Todos os questionamentos elaborados por Toffoli não foram feitos pela Polícia Federal no depoimento de dezembro; a corporação utilizou apenas duas das questões enviadas pelo gabinete do ministro. A conduta de Toffoli, ao enviar perguntas que deveriam ser feitas pela delegada da PF responsável pelos depoimentos, Janaína Palazzo, foi criticada por juristas, que a consideraram uma extrapolação de sua função. Entre os pontos destacados por Toffoli, estava a solicitação para que Aquino informasse a data em que a diretoria de Fiscalização do Banco Central identificou os primeiros indícios de que as carteiras de crédito consignado do Master, vendidas ao BRB por R$ 12,2 bilhões, seriam falsas. Ao justificar a pergunta, Toffoli anotou: Esta é a pergunta mais importante do processo. Sem data, não existe ‘tempestividade’. Com data, surgem imediatamente as omissões. No direito, o conceito de tempestividade está relacionado à prática de atos dentro do prazo legal, condição que confere validade e admissibilidade aos procedimentos. Em outro questionamento, o ministro pretendia confrontar Aquino sobre uma suposta demora do Banco Central em detectar as fraudes atribuídas ao Master. Para esse ponto, Toffoli registrou a seguinte observação: Cria uma contradição lógica incontornável: ou o conceito de tempestividade é esvaziado, ou a fiscalização falhou por anos. O relator também orientou questionamento sobre indícios de fraude nas carteiras de crédito consignado do Master identificados pelo Banco Central em fevereiro de 2025. Toffoli citou uma nota divulgada pelo próprio órgão à imprensa, na qual informava que, naquele momento, não havia realizado novos exames nas carteiras da instituição. Sobre esse trecho, o ministro anotou: Aqui aparece a omissão consciente documentada: o BC detecta indícios graves e, ainda assim, interrompe a fiscalização.
Pai de adolescente do “Caso Orelha” fala pela primeira vez e surpreende
Dois dos quatro adolescentes investigados pela morte do cão Orelha retornaram ao Brasil e tiveram seus celulares apreendidos pela polícia. Os jovens desembarcaram na quinta‑feira (29) após participarem de uma viagem escolar aos Estados Unidos. A apreensão dos aparelhos completa os mandados de busca expedidos anteriormente no âmbito da investigação. O delegado Renan Balbino, responsável pela Delegacia de Adolescentes em Conflito com a Lei, explicou o procedimento adotado com os dispositivos. “Os celulares estão apreendidos, eles estão em posse da Polícia Científica, que está realizando a extração de todas as informações dos quatro aparelhos para ver se é encontrado mais algum elemento de informação”. A polícia já ouviu mais de 20 testemunhas durante as investigações sobre a morte do animal. Os investigadores também analisam cerca de mil horas de imagens registradas por câmeras de segurança instaladas na região da Praia Brava, onde o caso teria ocorrido. O Estatuto da Criança e do Adolescente impede a divulgação de imagens ou informações pessoais de menores de 18 anos que possam estar envolvidos em atos infracionais, o que explica a proteção da identidade dos suspeitos. O pai de um dos adolescentes investigados manifestou‑se publicamente pela primeira vez. “A educação que eu e minha esposa damos para ele não foi de passar a mão na cabeça dele. Se ele fez alguma coisa e ficar provado, ele tem que responder. Mas tem que ser provado, porque até agora só foram acusações, acusações, acusações e não tem nada, não apresentaram absolutamente nada. A gente quer justiça tanto quanto as outras pessoas”. Rodrigo Duarte da Silva, advogado que representa a família, também se pronunciou sobre o caso. “Nós esperamos que os depoimentos sejam colhidos o quanto antes, que a verdade venha à tona e, a partir daí, todos os adolescentes que não têm culpa alguma no caso sejam publicamente inocentados”. O advogado complementou sua declaração abordando a questão da responsabilização. “Se eventualmente algum deles tiver alguma parcela de contribuição com qualquer maus‑tratos ou com qualquer pequeno delito de quiosque ou de caminhar nas ruas etc., que eles sejam, sim, responsabilizados, mas na medida da sua culpabilidade, por óbvio”.
Candidatura de Lula se enfraquece; Instituto de Pesquisa aponta segurança como ponto vulnerável
A possibilidade de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva está se tornando praticamente inviável. O cenário se torna cada vez mais claro, sobretudo por causa dos múltiplos escândalos que nem a grande mídia consegue mais ignorar. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Paraná identificou o ponto mais fraco da candidatura de Lula. O levantamento avaliou a percepção dos eleitores sobre quatro aspectos do último mandato: situação da população mais vulnerável, situação financeira, saúde pública e segurança. O resultado apontou a segurança como o aspecto mais vulnerável da candidatura de Lula. Tal conclusão parece evidente. Os diálogos complexos explicam…
Escândalo expõe conflito de interesse de filho de Lewandowski
O advogado Enrique de Abreu Lewandowski, filho do então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, atuou no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em favor da Capital Consig Sociedade de Crédito Direto S.A. A empresa está sendo investigada por fraudes em empréstimos consignados a servidores públicos do Mato Grosso e foi apontada como fornecedora de créditos que foram incorporados às carteiras do Banco Master. Essa atuação levanta questionamentos legítimos sobre possíveis conflitos de interesse, o momento institucional e a necessidade de máxima transparência, sobretudo considerando o cargo ocupado pelo pai na época. Os fatos se acumulam e o comportamento do governo tem sido cada vez mais questionado. Muitos apontam que a pressa de Lewandowski para deixar o governo pode estar relacionada a esse caso. Vale lembrar que Ricardo Lewandowski recebeu R$ 6,5 milhões do Banco Master em contratos de consultoria. Quando assumiu o ministério, o contrato foi transferido para o filho, mas os pagamentos continuaram. O contrato foi fechado por indicação de Jaques Wagner (PT‑BA), líder do governo no Senado. Segundo críticos, o governo Lula transformou‑se em um balcão de negócios para ministros, familiares e aliados, enquanto a população arca com os custos e a Justiça permanece omissa.
Galípolo se aliou ao petismo e compareceu à reunião com Vorcaro sem avisar o presidente do BC, Roberto Campos Neto
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participou de reunião no Palácio do Planalto, em 4 de dezembro de 2024, ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do empresário Daniel Vorcaro e de outras autoridades, sem comunicar ao então presidente do BC, Roberto Campos Neto. Na ocasião, Campos Neto ocupava a presidência do Banco Central, enquanto Galípolo exercia a função de diretor de Política Monetária da instituição. Na data, o mercado já registrava diversos boatos acerca de dificuldades de liquidez no Banco Master. Galípolo, ciente da situação, compareceu à reunião de forma discreta, encontrando‑se com o proprietário de um banco acusado de irregularidades. Segundo fontes, o objetivo de Galípolo seria conquistar a confiança de Lula para eventual indicação a cargo superior, adotando postura que, segundo críticos, compromete a ética institucional.
Grupo Fictor, que tentou comprar o Banco Master, pede recuperação judicial
A situação demonstra que o país não é para iniciantes. No domingo (2), o Grupo Fictor protocolou na Justiça de São Paulo um pedido de recuperação judicial das empresas Fictor Holding e Fictor Invest. No fim do ano passado, o Grupo Fictor apresentou proposta de compra do Banco Master, operação que envolveria investidores árabes. O negócio não se concretizou porque o banco controlado por Daniel Vorcaro foi liquidado pelo Banco Central, na esteira do escândalo bilionário envolvendo a venda do Master ao Banco Regional de Brasília. O grupo afirma, em comunicado, que o pedido de recuperação judicial é consequência da “crise de liquidez momentânea” originada a partir de 18 de novembro do ano passado, quando o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master. “Um consórcio liderado pelo sócio do Grupo Fictor fez uma oferta para a aquisição e transferência de controle do Master, mas com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações de mercado, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”. De acordo com o comunicado ao mercado, o objetivo da medida é “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros, com foco nos sócios participantes – que representam a grande maioria dos credores”. “A medida busca criar um ambiente de negociação estruturada e com tratamento isonômico, que possa garantir a continuidade das atividades de forma sustentável”. Os compromissos financeiros totalizam, aproximadamente, quatro bilhões de reais, e o Grupo Fictor pretende quitá‑los sem nenhum deságio. No pedido de recuperação judicial foi solicitada tutela de urgência para suspender execuções e bloqueios por um período inicial de 180 dias, reduzindo o risco de corridas individuais que pressionem ainda mais a liquidez e prejudiquem uma solução coletiva e equânime. “Nesse período, pela lei, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento de seus compromissos, sem interromper as operações e, consequentemente, preservando mais de 10.000 empregos diretos e indiretos”.
Justiça falha ao negar proteção e agricultora é morta a tiros pelo ex‑marido, diante do pai
Marlei de Fátima Froelick, 53 anos, foi assassinada a tiros pelo ex‑companheiro — Waldir Abling, 57 — na manhã de quinta‑feira (29) em Novo Barreiro, no norte do Rio Grande do Sul, município de apenas 4,2 mil habitantes. Marlei é lembrada por amigos e parentes como agricultora trabalhadora que adorava os animais. Para o amigo Wilmar Zwirtes, Marlei enviou, momentos antes de ser assassinada, um áudio pedindo que cuidasse de seus animais, relatando que havia problemas em casa. “Eu te explico bem quando puder te ligar. Tratem bem tratado uma vez por dia os porcos e os cachorros”, disse ao amigo a agricultora, preocupada. Ela foi morta ao buscar seus pertences no local que dividia com o ex‑companheiro; a vítima planejava ficar na casa do filho. O crime foi presenciado pelo pai, Abílio Frolick, e pela tia da vítima. A vítima já havia pedido medida protetiva no dia 12 de janeiro, alegando que o ex‑companheiro possuía arma e a havia ameaçado de morte. Mesmo assim, a medida foi indeferida. Na justificativa do indeferimento, o juiz afirmou tratar‑se de “mero descontentamento” da mulher e de disputa patrimonial, alegando não ser competência do juizado de violência doméstica. Um dia antes do feminicídio, a medida protetiva que exigia a saída de Waldir Abling da propriedade foi aprovada pela Justiça. “Já faz dias que ele (Waldir) me disse: ‘Ela não escapa, eu mato ela igual, se eu quero matar, eu mato igual’ — lembrou o pai da vítima.
Governador deve reagir para não virar bode expiatório na “pizza” do Master
Todas as investigações do Master apontam para um amplo esquema, indicando que apenas Ibaneis poderia ser usado como bode expiatório. Se eu fosse governador, já trabalharia sua defesa e reuniria os elementos necessários para não ficar sozinho na responsabilidade. Há indícios de que Vorcaro aceitou um acordo. Considerando que BTG e Nubank comercializaram títulos do Master, não há motivos para duvidar de que exista outro acordo destinado a afastar essas instituições de possíveis complicações. Agora que se confirma a participação de mais parentes de pessoas envolvidas em sinistros, seria adequado que Ibaneis tornasse públicas as informações da reunião com Vorcaro, sobretudo diante da expectativa de novos vazamentos.
Desabamento no Maracanã: menina de 7 anos salva, mãe da criança morre
Na madrugada, um edifício composto por duas casas geminadas de quatro pavimentos desabou no bairro do Maracanã, Zona Norte do Rio de Janeiro. O Corpo de Bombeiros realizou a operação de resgate, conseguindo retirar a menina Ágata Valentina, de 7 anos, dos escombros. Durante a busca, a mãe da criança, Michele Martins, de 40 anos, foi encontrada morta. Ágata manteve contato com os socorristas enquanto permanecia presa e foi encaminhada ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro da cidade. Enquanto aguardava o resgate, a pequena chamava incessantemente pela mãe. Ao todo, oito pessoas foram retiradas dos destroços. Entre elas, uma adolescente de 14 anos foi levada ao Hospital Municipal Salgado Filho para receber atendimento especializado. As autoridades ainda não divulgaram informações sobre o estado de saúde dos sobreviventes. O porta‑voz do Corpo de Bombeiros informou que a estrutura desabada correspondia a duas casas geminadas de quatro pavimentos. A causa do colapso será investigada pelas autoridades competentes. A operação contou com a participação de mais de 50 bombeiros militares, apoiados por sete unidades operacionais. Também estiveram envolvidos especialistas do Grupo de Operações Especiais (GOESP) e alunos do Curso de Operações de Salvamento em Desastres (COSD), com suporte de 12 viaturas.