O instituto Paraná Pesquisas divulgou nesta quinta-feira uma nova sondagem que marca um momento histórico: pela primeira vez na série do instituto, o senador Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva em simulação de segundo turno para a eleição presidencial de 2026. Segundo o levantamento, Flávio registra 44,4% das intenções de voto contra 43,8% de Lula. A diferença é pequena e está dentro da margem de erro, mas o dado é significativo por representar a primeira vez que isso acontece nessa série histórica de pesquisas do instituto. O resultado reforça uma tendência de crescimento que já havia sido captada por outro instituto de pesquisa. A AtlasIntel divulgou recentemente levantamento que também mostrou Flávio liderando ou muito próximo de Lula em cenários de segundo turno. Os números sugerem que a corrida eleitoral está se polarizando e que o senador da oposição vem consolidando crescimento nas intenções de voto ao longo das últimas semanas. Mesmo com Lula ainda liderando no primeiro turno em alguns cenários e tecnicamente empatando em outros, essa virada numérica no segundo turno coloca o nome de Flávio Bolsonaro em posição de destaque. A eleição de 2026 deve ser uma disputa apertada até os últimos meses, conforme indicam os dados mais recentes.
Governo Lula admite fracasso: estatais terão rombo bilionário mesmo com maquiagem contábil
O governo Lula divulgou nesta quinta-feira o primeiro decreto de programação orçamentária e financeira do ano, revelando que as empresas estatais federais devem fechar 2026 com um déficit primário estimado em R$ 1,074 bilhão — mesmo com as metas oficiais apontando para um rombo autorizado de até R$ 6,752 bilhões. A projeção foi divulgada pelo Executivo com base nas estimativas de desempenho das estatais para o ano. Segundo o decreto, o cumprimento da meta fiscal prevista só será possível porque o governo excluiu certas despesas do cálculo do resultado primário, entre elas parcelas de até R$ 10 bilhões referentes ao plano de recuperação financeira dos Correios, afetados pela crise econômica na empresa. Sem essa exclusão conveniente, o déficit acumulado das estatais chegaria a R$ 11,074 bilhões, segundo as projeções oficiais — mais de dez vezes o valor oficialmente declarado. Ajustes contábeis e exclusões que “reduzem” o déficit O texto orçamentário também exclui do cálculo dos resultados primários os gastos com o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), estimados em R$ 4,234 bilhões para o ano. Esse artifício contábil permite que o déficit projetado fique abaixo da meta estabelecida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Segundo o governo, com todas essas regras de exclusão aplicadas, as estatais teriam um resultado primário positivo nos primeiros meses de 2026, com previsão de superávit de R$ 5,973 bilhões entre janeiro e abril e de R$ 8,139 bilhões até agosto, considerando os ajustes contábeis. Na prática, trata-se de uma maquiagem fiscal: os rombos existem, mas são retirados da conta para fazer os números parecerem melhores do que realmente são. Estatais com maiores resultados negativos O decreto detalha ainda quais empresas devem registrar os maiores déficits no ano que vem. No topo da lista está a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), com rombo projetado de R$ 17,797 bilhões, seguida pela Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobras), com déficit estimado em R$ 8,591 bilhões. Outras empresas com desempenho financeiro negativo previsto incluem os Correios (com déficit significativo), a Infraero (R$ 4,360 bilhões), o Serpro (R$ 3,564 bilhões), a Autoridade Portuária de Santos (R$ 2,421 bilhões) e a Companhia de Docas do Pará (R$ 2,106 bilhões). Esse é o retrato do fracasso da gestão petista nas empresas estatais: rombos bilionários escondidos por artifícios contábeis que apenas adiam o inevitável ajuste de contas com a realidade fiscal do país.
URGENTE: Delação da Farra do INSS expõe ex-ministro de Lula além de Lulinha
O conteúdo das delações premiadas de ex-dirigentes do INSS vem sendo gradativamente vazado e chegando ao conhecimento da imprensa. Além do filho mais velho do presidente Lula, um ex-ministro do petista também é citado por participação no esquema criminoso. Dois ex-dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social incluíram o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) em acordos de delação premiada firmados com a Polícia Federal. André Fidelis e Virgílio de Oliveira Filho mencionaram o ex-ministro em depoimentos sobre o esquema de descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas. Os anexos dos acordos contêm informações sobre a atuação de Lupi no esquema investigado. Lupi assumiu o ministério na posse de Lula (PT), em janeiro de 2023. Foi demitido pelo petista em maio de 2025, nove dias após a Polícia Federal deflagrar a primeira fase da Operação Sem Desconto. A operação resultou na prisão de integrantes da cúpula do INSS. Enquanto esteve à frente da pasta, Lupi defendeu publicamente Alessandro Stefanutto, que presidia o INSS. As apurações da Polícia Federal revelaram que Stefanutto recebia mesada de R$ 250 mil do esquema. Os pagamentos ocorreram de junho de 2023 a setembro de 2024, período em que Lupi era ministro. O ex-ministro também nomeou Adroaldo Portal para uma posição no ministério. Portal tem formação em jornalismo e trabalhou por anos como assessor da bancada do PDT na Câmara dos Deputados. Portal tornou-se o número 2 do Ministério da Previdência após a queda de Lupi. Permaneceu no cargo até dezembro passado. Foi alvo da Polícia Federal na Operação Sem Desconto e teve prisão domiciliar decretada. Lupi cultivava amizade pessoal com a advogada Tônia Galleti, ex-coordenadora jurídica do Sindnapi, o Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical. Familiares de dirigentes da entidade, inclusive de Tônia, receberam ao menos R$ 8,2 milhões da entidade. O ex-ministro foi alertado diversas vezes sobre o crescimento dos descontos aplicados aos benefícios. Mesmo com as advertências, Lupi demorou cerca de um ano para tomar providências. Nesse intervalo, os valores descontados ilegalmente de aposentados saltaram de R$ 80,6 milhões para R$ 248,1 milhões. O ex-procurador do INSS Virgílio Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios da autarquia André Fidelis mencionaram Fábio Luís Lula da Silva em seus acordos de delação premiada. Fábio Luís é filho mais velho do presidente Lula (PT). Os delatores descreveram a participação de políticos na estrutura investigada pela Polícia Federal. Fábio Luís Lula da Silva nega qualquer envolvimento com o esquema da Farra do INSS. A defesa dele pediu acesso aos detalhes do caso. O ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, determinou em janeiro a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de Fábio Luís. Além dos dois delatores, Edson Claro prestou depoimento. Claro é ex-empregado do Careca do INSS e descreveu para a Polícia Federal a relação entre Fábio Luís e seu antigo chefe. Diferentemente dos outros dois, Claro prestou depoimento na condição de “colaborador”, não fez delação. Ele não é acusado nem investigado no caso. As investigações sobre o eventual envolvimento de Lulinha levaram parlamentares da CPMI do INSS, nessa quinta-feira (26/3), a se agredirem fisicamente. A briga aconteceu depois que a oposição aprovou a quebra dos sigilos do filho do presidente.
CPMI do INSS quebra sigilo de Lulinha e atinge Lula em ano eleitoral (Veja o vídeo!)
A CPMI do INSS decidiu quebrar o sigilo de Lulinha, filho do presidente Lula. A decisão não é um mero detalhe técnico. Trata-se de um abalo político em pleno ano eleitoral. O desfecho jurídico pode ser discutido depois. O impacto político acontece agora. Em campanha eleitoral, ninguém aguarda sentença. O que pesa é a imagem. Quando o entorno direto do presidente passa a ser oficialmente alvo de investigação parlamentar, o desgaste se torna inevitável. Não é a oposição que está afirmando. É a própria comissão que decidiu avançar nas investigações. O símbolo fala mais alto que a tese A quebra de sigilo é uma das medidas mais duras dentro de uma investigação legislativa. Não se trata de convite para depoimento. Trata-se de abrir dados. Quando isso alcança alguém do núcleo familiar do presidente, a mensagem política é clara: o escândalo deixou de ser periférico. Ainda que Lula não seja formalmente investigado nesse ato específico, o dano colateral é evidente. Em política, proximidade importa. E muito. O discurso entra em choque com a realidade O governo construiu sua narrativa com base em proteção social e defesa dos mais vulneráveis. O escândalo envolvendo descontos no INSS já havia gerado desgaste. Agora, com a quebra de sigilo, o contraste entre discurso e investigação ganha nova dimensão. A oposição não precisa exagerar. Basta repetir o fato: a CPMI avançou. E em ano eleitoral, repetição vira percepção. O efeito nos indecisos A base fiel dificilmente muda de posição. Mas eleição não se ganha apenas com militância. O eleitor indeciso, especialmente aquele sensível à pauta ética, tende a reagir a sinais de instabilidade moral no entorno do poder. Não é necessário condenação judicial para produzir dano político. Basta dúvida. E dúvida, em período eleitoral, corrói confiança. Congresso e mercado sentem o cheiro de fragilidade Em Brasília, quando o núcleo presidencial entra no radar de uma investigação, o ambiente muda. Aliados ficam mais cautelosos. O centrão recalcula. Negociações ganham nova temperatura. O mercado observa com lupa. Não é pânico estrutural. É percepção de risco político. E risco político tem custo. Timing: o detalhe que muda tudo Se surgirem novos elementos no calor da campanha, o episódio pode se tornar munição diária no debate público. Se esfriar, pode virar apenas mais um capítulo em uma longa novela política. Mas uma coisa é certa: a imagem de estabilidade sai arranhada. A cartada da vitimização O governo pode tentar enquadrar o episódio como perseguição ou movimento da oposição. Funciona para mobilizar militância. Mas não necessariamente convence quem está no meio do caminho. E é o meio do caminho que decide eleição. No fim, a quebra de sigilo não é apenas um ato processual. É um fato político com potencial explosivo. Veja o vídeo:
Médica é presa acusada de movimentar R$ 10,9 milhões para esquema de tráfico de drogas
Uma médica de 38 anos de idade foi presa nesta quinta-feira (26) por graves suspeitas de integrar um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A prisão preventiva foi cumprida pela Delegacia Regional de Guarantã do Norte (MT). Naiara Batistello foi presa em Nova Santa Helena (a 536 km de Cuiabá), durante a Operação Argos, deflagrada pela Polícia Civil da Paraíba. Segundo as investigações, Naiara teria recebido mais de R$ 10,9 milhões em um período de 29 meses. Ela possui a empresa Batistello Serviços Médicos, aberta em julho de 2023 em Nova Santa Helena, e mantém registro profissional ativo no Estado de Mato Grosso. Naiara seria responsável por receber e movimentar recursos oriundos do tráfico de drogas. Outra investigada é a ex-bancária Giovanna Parafatti, que, conforme a apuração, teria movimentado mais de R$ 15 milhões por meio de uma holding familiar e de uma empresa de fachada. A estratégia, segundo a polícia, incluía o uso de familiares para fracionar valores e adquirir veículos destinados à cúpula da organização criminosa. O grupo criminoso seria liderado por Jamilton Alves Franco, conhecido como “Chocô”, apontado como um dos principais distribuidores de cocaína na Paraíba e com atuação também no Sertão de Pernambuco e no Ceará. Desde 2023, a organização teria movimentado cerca de R$ 500 milhões. Ao todo, a operação cumpriu 44 mandados de prisão preventiva e 45 de busca e apreensão em 13 cidades nos estados da Paraíba, São Paulo, Bahia e Mato Grosso. As investigações começaram após grandes apreensões de drogas que causaram prejuízo estimado em mais de R$ 100 milhões ao esquema criminoso.
Grupo Pão de Açúcar alerta mercado sobre risco iminente de falência
O Grupo Pão de Açúcar (GPA), uma das maiores redes de varejo alimentar do país, informou ao mercado que enfrenta um cenário financeiro delicado e que existe risco para a continuidade de suas operações diante da pressão sobre o caixa e do elevado endividamento. Em comunicado recente, a companhia alertou para incertezas relacionadas à sua capacidade de seguir operando normalmente, em meio ao aumento da alavancagem e à necessidade de renegociar dívidas com vencimentos relevantes nos próximos anos. O alerta acendeu preocupação entre investidores e provocou forte volatilidade nas ações da empresa, que acumulam queda próxima de 25% desde o início de 2026. Analistas apontam que o principal problema do GPA é a combinação de geração de caixa insuficiente e dívida elevada, estimada em cerca de R$ 2,7 bilhões, valor superior ao próprio valor de mercado da companhia. A empresa vem registrando queima de caixa há vários trimestres, com custos financeiros consumindo os ganhos operacionais, o que levou o mercado a avaliar a necessidade de uma capitalização entre R$ 500 milhões e R$ 700 milhões para reforçar o caixa. Enquanto tenta implementar cortes de despesas e um plano de reestruturação, o grupo enfrenta ainda incertezas sobre o consumo no varejo e mudanças recentes na liderança executiva, fatores que ampliam o risco percebido pelos investidores quanto à sustentabilidade financeira da companhia no curto prazo. O presidente do grupo, Alexandre Santoro, declarou que o prejuízo é inaceitável para uma empresa do tamanho e tradição do GPA. “Uma companhia com a operação, a marca e a posição de mercado que o GPA possui não pode permanecer anos sem gerar caixa”, declarou Santoro em uma teleconferência na quarta-feira. A situação extremamente complicada vai exigir um gigantesco trabalho de reestruturação para que a rede de varejo consiga recuperar sua saúde financeira e afastar o risco de descontinuidade das operações.
Gleisi chama quebra de sigilo de Lulinha na CPI de “golpe”, mas ignora decisão do STF que já autorizou investigação
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, classificou como um “golpe” a decisão da CPI do INSS (Comissão Parlamentar de Inquérito) que aprovou a quebra de sigilo de Lulinha, filho de Lula (PT), nesta quinta-feira (26). Governistas agora buscam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na tentativa de anular o ato. A ministra das Relações Institucionais dirigiu acusações ao presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), contestando a validade da votação. “Isso foi um golpe do presidente Carlos Viana, que não tinha maioria na comissão e fez uma votação simbólica, sem contar os votos. Consideramos que essa votação é nula”, afirmou Gleisi. Porém, já não há mais a quem recorrer. Em breve o país vai certamente tomar conhecimento das transações e envolvimentos promíscuos do “filho do rapaz”. A quebra de seu sigilo já está autorizada em decisão do ministro André Mendonça do STF, atendendo pedido da Polícia Federal.
STF autoriza quebra de sigilo de Lulinha em investigação da Polícia Federal
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou um pedido da Polícia Federal para a quebra de sigilo do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula. A decisão atende a uma solicitação da PF no âmbito das investigações em andamento. A quebra de sigilo é uma medida judicial utilizada para aprofundar apurações e verificar movimentações financeiras relacionadas ao caso. O episódio adiciona um novo capítulo às investigações e deve gerar repercussões políticas nos próximos dias. O elo entre Lulinha e o Careca do INSS seria a empresária Roberta Luchsinger, que foi alvo de busca e apreensão da Operação Sem Desconto, que apura os desvios do INSS. “Em investigações policiais, tais afirmações devem ser analisadas com cautela e submetidas a verificação rigorosa, a fim de evitar conclusões precipitadas. Nesse cenário, as referências colhidas até o momento apontam para menções realizadas por terceiros e vínculos indiretos, que sugerem a possível participação de Fábio Lula em movimentações destinadas a fomentar projetos empresariais de Antônio Camilo”, diz um dos trechos do documento. E prossegue: “Eventualmente confirmadas as citações e hipóteses criminais levantadas, e uma vez deferidas e cumpridas as medidas cautelares propostas neste representação, a Polícia Federal adotará todas as providências necessárias ao fiel cumprimento de sua missão constitucional: entregar a verdade dos fatos aos legitimados da persecução penal, livre de interferências externas ou narrativas políticas, assegurando que nenhuma injustiça seja cometida, considerando a polarização política existente no país”.
Policial penal e advogada são encontrados mortos a tiros dentro de casa em Goiânia
Um policial penal de Goiás e sua esposa foram encontrados mortos em Goiânia. Os corpos de Rogério Naves de Lima, de 49 anos, e da advogada Sara Núbia Siqueira Guedes Torres, de 39, foram localizados dentro de casa, no bairro Vila São João. Segundo a Polícia Militar, eles estavam no quarto, com ferimentos causados por disparos de arma de fogo. As mortes ocorreram na madrugada de quarta-feira (25). Conforme informações da polícia, a investigação sobre a dinâmica dos fatos ainda está em fase inicial e está sendo conduzida pela Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH) da capital. Nas redes sociais, a advogada costumava compartilhar fotos com o esposo em seu perfil do Instagram. Muitas das postagens traziam declarações de amor. “Família não é sorte. É ordem, responsabilidade e propósito”, dizia uma das mensagens publicadas por ela. Os dois mantinham um escritório de advocacia na capital goiana. No site do escritório, o casal informava que a empresa atuava em diversas áreas do direito: previdenciário, público, trabalhista, de família e cível. O orgulho da profissão era um tema sempre presente no perfil do Instagram de Sara.
Moro dá resposta dura a Gilmar Mendes após ataque público do ministro
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), atacou o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) durante a sessão desta quinta-feira (26/2). Ao discursar sobre os 135 anos da Corte, o magistrado ironizou o ex-juiz da Operação Lava Jato em tom de deboche. “Moro precisava de ter ghostwriters, porque talvez não soubesse escrever com G ou com J a palavra tigela”, afirmou Gilmar. O senador não deixou barato e respondeu à altura. “O ministro Gilmar Mendes quer desviar a atenção da opinião pública sobre a matéria da revista The Economist na qual foi retratado de maneira bem negativa. Devia falar sobre ela e não sobre bobagens”, declarou Moro. O parlamentar ressaltou um trecho da reportagem da revista britânica que aborda a relação entre o ministro, empresários e políticos. “A interação entre empresas e o judiciário é comum. Gilmar Mendes, o juiz do STF com o mandato mais longo, realiza uma festa anual em Lisboa com dezenas dos políticos, magistrados e empresários mais importantes. Muitos dos presentes têm processos pendentes no STF. O evento, apelidado de ‘Gilmarpalooza’ pela imprensa brasileira, é organizado por uma universidade privada fundada por Mendes e agora dirigida por seu filho. Essa universidade já recebeu financiamento da J&F Investimentos, holding que controla a JBS, a maior empresa de processamento de carne do mundo. A J&F tinha processos pendentes no STF na época do financiamento”, citou o senador.