Às vezes parece que o ar de Brasília possui alguma substância alucinógena, capaz de fazer com que os jornalistas enxerguem coisas que os brasileiros, longe daquelas paragens, não conseguem ver. A repórter Carolina Brígido é um exemplo disso. Ela defende que a “sociedade” ficaria satisfeita com um Código de Ética para o Supremo Tribunal Federal, mesmo reconhecendo que tal código não seria capaz de constranger os ministros. A própria jornalista admite que, se nem reportagens reveladoras sobre comportamentos pouco republicanos conseguiram constranger quem quer que seja, imagine um Código de Ética sem punições previstas. O equívoco está em supor que o Código de Ética seria uma resposta adequada à “sociedade”. Já se passou há muito tempo da necessidade de um simples Código de Ética. A “sociedade” só ficará satisfeita com a prisão de ministros. Nem impeachment serve mais. Mas a repórter ainda insiste nessa ladainha do “Código de Ética”, certamente afetada pelo ar de Brasília. Marcelo Guterman. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.
Oficiais de Justiça saem à caça de Joice Hasselmann que se esconde para evitar citação em ação de Michelle Bolsonaro
Oficiais de Justiça tentam localizar a ex-deputada Joice Hasselmann, que está conseguindo se manter devidamente escondida, evitando sua citação. A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro move uma ação indenizatória por danos morais contra Joice. Segundo certidões constantes nos autos, oficiais de justiça e mandados enviados por correio não tiveram sucesso em endereços vinculados a Joice em São Paulo, Curitiba, Ponta Grossa e Brasília. Além das buscas físicas, as tentativas de contato por meios digitais falharam. A Justiça enviou mandados para dois e-mails de Joice e tentou contato via WhatsApp, mas não obteve resposta, constatando que o número registrado não tem conta ativa no aplicativo. Uma nova tentativa de citação está sendo feita em São Paulo. Caso seja negativa, a ex-deputada será citada por edital, conforme já requerido pelos advogados de Michelle.
Governo Lula sofre fracasso retumbante: gigantes do setor rejeitam programa de subvenção ao diesel
As três maiores distribuidoras de combustíveis do Brasil — Vibra, Ipiranga e Raízen — não aderiram ao programa federal de subvenção ao diesel. A ausência das empresas, que são responsáveis por metade das importações privadas do combustível, compromete a eficácia da iniciativa do governo para tentar conter o aumento do preço do diesel. O prazo de inscrição para receber a subvenção pelas vendas de março terminou na terça-feira (31). Fontes com conhecimento das discussões confirmaram que as três gigantes do setor optaram por não integrar o mecanismo. Vibra, Ipiranga e Raízen não se manifestaram publicamente sobre a decisão. Pessoas próximas às discussões indicam que incertezas nas regras do programa e a percepção de insegurança jurídica influenciaram a escolha das empresas. A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) ainda não divulgou a lista oficial de participantes. Questionada sobre a ausência das maiores distribuidoras do país e as críticas relacionadas às incertezas do programa, a agência reguladora não apresentou resposta até o momento. O objetivo do mecanismo é evitar que a escalada das cotações internacionais seja repassada integralmente ao preço final do combustível. Desde o início da guerra, o diesel já registrou alta de 24% nas bombas de abastecimento. O Brasil importa aproximadamente 30% do diesel que consome. A Petrobras responde por 40% desse total, enquanto o restante provém de importações privadas. As distribuidoras tradicionalmente são responsáveis por metade das importações realizadas pelo setor privado. A fórmula de reajuste dos preços máximos de venda do diesel foi divulgada apenas na sexta-feira (27). A publicação ocorreu dois dias úteis antes do encerramento do prazo para adesão ao programa. O timing da divulgação ampliou a sensação de incerteza entre as empresas do setor, segundo relatos de fontes do mercado consultadas.
Sílvia Abravanel começa mal sua candidatura ao defender Alexandre de Moraes e caminha para derrota
Sílvia Abravanel, 54 anos, filha adotiva de Sílvio Santos, decidiu ser candidata a deputada federal. Ela começou muito mal e, pelo andar da carruagem, será derrotada em seu voo eleitoral. Justamente na semana em que o SBT fez duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, cobrando que ele seja investigado, Sílvia destoou e disse que considera a atuação do magistrado “imparcial”. A pré-candidata afirmou ainda que o ministro do STF “tem prós e contras”, mas que “está fazendo o trabalho dele”. A opinião de Sílvia, pelo visto, segue na contramão do que pensa a sociedade. Isso é claramente uma derrota anunciada. É só aguardar.
Ex-presidente Bolsonaro completa 130 dias preso: perseguição política ou Justiça?
O ex-presidente Jair Bolsonaro está detido há 130 dias, em uma situação que seus apoiadores classificam como prisão política e refém do sistema brasileiro. Segundo a visão de seus defensores, o sistema que se autodenomina defensor do “estado democrático de direito” estaria perseguindo, censurando e prendendo todos aqueles que representam ameaça ao seu poder e à sua manutenção nas eleições de outubro. A tese apresentada é de que, em um processo eleitoral legítimo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não teria chances contra Bolsonaro em um confronto direto. Para os apoiadores do ex-presidente, o temor de uma derrota eleitoral seria o verdadeiro motivo por trás da prisão e do isolamento de Bolsonaro.
Ministro Dias Toffoli também usou aviões de empresa ligada a Vorcaro, revela documentação
As denúncias que envolvem ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) continuam se acumulando. Após a revelação de que o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa realizaram 8 viagens em aviões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, uma nova informação vem à tona nesta quinta-feira (2). Conforme revelação da Folha de S.Paulo, Moraes não foi o único magistrado da corte máxima a fazer uso dos aviões desse criminoso notório. O ministro Dias Toffoli também voou em aeronave da Prime Aviation, empresa que tinha Daniel Vorcaro como sócio. Documentos da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e do Decea (Departamento de Controle de Espaço Aéreo) indicam que Toffoli entrou no terminal executivo do aeroporto de Brasília às 10h do dia 4 de julho de 2025. Um avião da Prime Aviation com prefixo PR-SAD decolou às 10h10 para Marília (SP), cidade natal do ministro, de acordo com dados do Decea. Naquele mesmo dia, seguranças do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de São Paulo foram deslocados para Ribeirão Claro (PR), município onde fica o resort Tayayá, frequentado por Toffoli e localizado a 150 quilômetros de Marília. Esse deslocamento se deu, segundo a corte, a pedido do STF para atender a uma autoridade. O avião PR-SAD é a mesma aeronave que, segundo o cruzamento dos dados do Decea e da Anac, transportou o ministro Alexandre de Moraes para São Paulo em três ocasiões. Os documentos da Anac mostram dez registros de entrada de Toffoli em 2025 no terminal executivo do aeroporto de Brasília, que recebe principalmente aeronaves particulares. O cruzamento com os dados do Decea permite identificar o avião que teria sido utilizado pelo ministro em seis ocasiões, uma vez que não há outras decolagens e pousos em horários próximos. Em cinco desses casos, o avião pertencia a empresários.
Novas imagens revelam movimentação de psicóloga brasileira desaparecida na Inglaterra há mais de três semanas
Autoridades do Reino Unido divulgaram novos registros de câmeras de segurança para auxiliar na busca por Vitória Figueiredo Barreto. A psicóloga brasileira de 30 anos está desaparecida desde 3 de março no condado de Essex, no Reino Unido. Os registros mostram a movimentação da cearense em Brightlingsea. As imagens fazem parte de um conjunto analisado pelas autoridades para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento. Um dos registros foi captado por um sistema privado de vigilância. A imagem mostra Vitória às 15h33 do dia 3 de março em um campo localizado entre Back Waterside Lane e Mill Street, em Brightlingsea. O registro foi feito à distância. Registro de câmera de segurança mostra Vitória em campo entre Back Waterside Lane e Mill Street O horário é significativo. O registro ocorreu aproximadamente uma hora após o último avistamento confirmado de Vitória. Esse avistamento anterior aconteceu por volta das 14h35 na região de Hurst Green. O intervalo de tempo entre esses dois pontos tornou-se foco central da investigação. A hipótese de trabalho dos investigadores sugere que Vitória seguiu de Hurst Green em direção à Copperas Road. O trajeto teria incluído passagem por uma área verde situada entre esses dois pontos. As autoridades compartilharam as imagens nas redes sociais para ampliar o alcance da divulgação. O objetivo é obter informações de possíveis testemunhas. Registros adicionais obtidos pelos investigadores indicam que Vitória teria estado em um estaleiro nas proximidades já na madrugada do dia 4 de março. Esse registro foi feito por volta de 0h16. Aproximadamente 20 minutos após o registro no estaleiro, às 0h36, outra câmera captou imagens de uma pessoa soltando um barco de pesca. A ação ocorreu a partir de um píer flutuante na mesma região. As autoridades investigam se existe conexão entre essa movimentação e a presença de Vitória no estaleiro minutos antes. “Continuamos trabalhando para reduzir o intervalo de tempo entre o último avistamento conhecido de Vitória e o momento em que sabemos que um barco foi desatracado de um pontão”, afirmou Anna Granger, superintendente da polícia inglesa. As autoridades fizeram um apelo direcionado a moradores e pessoas que estiveram na área entre Back Waterside Lane e Mill Street na tarde de 3 de março. A polícia solicita que qualquer pessoa que tenha visto alguém com características semelhantes às de Vitória entre em contato. Dois números foram disponibilizados: 101 para informações gerais e 999 para quem a tenha visto naquele momento. O desaparecimento de Vitória começou após ela sair da Universidade de Essex. A brasileira tinha um compromisso marcado com uma amiga no local. Ela não compareceu ao ponto combinado para retornar para casa. A investigação estabeleceu que a cearense embarcou em um ônibus com destino a Brightlingsea. Segundo relatos colhidos pelos investigadores, Vitória nunca havia estado naquele local antes. Após chegar a Brightlingsea, Vitória entrou em um pequeno barco a remo. Ela percorreu aproximadamente 100 metros até outro ponto da costa. Há indícios de que Vitória tentou acessar uma embarcação maior equipada com motor. A tentativa não foi bem-sucedida. Desde o desaparecimento, equipes da Polícia de Essex realizam buscas em múltiplas localidades. As operações abrangem Brightlingsea, Bradwell-on-Sea e toda a península de Dengie. Os investigadores analisam imagens de câmeras de segurança e coletam informações que possam esclarecer o caso. As autoridades buscam construir uma linha temporal completa dos movimentos de Vitória desde sua saída da Universidade de Essex até os últimos registros disponíveis em Brightlingsea. A divulgação das novas imagens ocorreu mais de três semanas após o desaparecimento. As autoridades continuam solicitando a colaboração do público para obter informações que possam auxiliar na localização da brasileira.
Voos de Moraes nos aviões de Vorcaro são expostos na Globo e geram críticas contundentes no SBT
Os voos realizados pelo ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci, foram expostos no Jornal Nacional, da Rede Globo. A divulgação da matéria demonstra que a grande imprensa brasileira está efetivamente soltando a mão do magistrado, diante da aparição de tantos escândalos em sequência. Porém, percebe-se que a Globo fez apenas uma matéria informativa, com base na reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo. O SBT, por sua vez, foi mais contundente, com crítica bastante dura disparada por uma comentarista, cobrando com firmeza a investigação contra o magistrado. O povo brasileiro, por sua vez, assiste perplexo a todos esses escândalos.
Voo de Flávio Bolsonaro provoca atrito entre ministros de Lula em reunião ministerial
Dois ministros de Lula se estranharam durante reunião ministerial. Segundo fontes, o clima realmente azedou. O motivo da desavença: a queda na aprovação de Lula e o verdadeiro voo de Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de votos. Os briguentos são Rui Costa e Sidônio Palmeira. Faltando seis meses para o pleito, o gosto amargo da derrota começa a tomar conta do Palácio do Planalto.
Helicóptero de R$ 25 milhões é apreendido em operação contra venda de sentenças no Maranhão
A Polícia Federal apreendeu bens avaliados em mais de R$ 38 milhões durante a Operação Inauditus, que investiga um esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). Entre os itens confiscados estão 20 veículos de luxo avaliados em R$ 13,5 milhões. O bem mais valioso, no entanto, é um helicóptero avaliado em R$ 25 milhões. O helicóptero está registrado em nome da PRG Empreendimentos Ltda, holding do empresário Antonio Lucena, que também foi alvo da operação. O executivo é proprietário da Lucena Infraestrutura Ltda. e é suspeito de pagar propina a magistrados em troca de decisões judiciais favoráveis aos seus interesses. A Operação Inauditus cumpriu 25 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O objetivo é instruir inquérito que apura possíveis crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As investigações revelaram um esquema elaborado de direcionamento de decisões judiciais, que incluía celeridade seletiva em processos específicos, distribuição por prevenção e atuação conjunta de servidores do tribunal. Tudo isso com o objetivo de beneficiar determinadas partes em litígio mediante vantagens indevidas. A Polícia Federal também identificou movimentações financeiras suspeitas com indícios de triangulação de recursos e ocultação da origem ilícita do dinheiro, evidenciando um esquema de lavagem de valores relacionados à venda de sentenças. A operação expõe mais um grave caso de corrupção no Poder Judiciário brasileiro, desta vez em um dos estados mais pobres do país, onde a venda de decisões judiciais aparentemente virou prática comum entre magistrados e empresários inescrupulosos.