O desembargador Magid Nauef Láuar foi o relator de uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que, por maioria, absolveu um homem de 35 anos pelo estupro de uma menina de 12 anos. O argumento utilizado na decisão foi o de que a vítima teria reconhecido no agressor a figura de um “marido”. Segundo a decisão, a existência do núcleo familiar anularia a violência sexual praticada contra a criança. O caso gerou forte repercussão e resultou na instauração, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de um pedido de providências em relação à atuação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e, especificamente, do desembargador relator. Para agravar ainda mais a situação do magistrado, duas graves denúncias de assédio sexual vieram à tona contra ele. A primeira partiu de um sobrinho do desembargador mineiro, que, em relato publicado nas redes sociais, o acusou de tentativa de estupro, afirmando que só não foi abusado porque conseguiu fugir. Além disso, uma mulher também declarou nas redes sociais que teria sido vítima do magistrado quando trabalhava para a família dele. Veja o vídeo:
Empresária passa mal na CPMI do INSS ao ser questionada sobre a ‘profissão’ do marido investigado por movimentar R$ 315 milhões
A empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos passou mal durante a CPMI do INSS após ser questionada pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), sobre a profissão do marido. Ao ser indagada sobre a área de atuação do esposo, ela respondeu: “Consultoria… da vida, né”. Ingrid é esposa de Cicero Marcelino de Souza Santos, assessor do presidente da Conafer, apontado como responsável por movimentações de mais de R$ 315 milhões ligados à entidade. Ele é apontado como operador do presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, que está foragido. O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar, afirmou que empresas ligadas a Ingrid Pikinskeni Morais Santos receberam mais de R$ 156 milhões desviados de aposentados e pensionistas. “No meu tempo de menino, tinha [a série televisiva] O Homem de Seis Milhões de Dólares. Olha que bacana, a senhora é uma mulher de R$ 156 milhões, roubados de aposentados e pensionistas. Essa moça aqui recebeu milhões através das empresas dela, de aposentados e pensionistas, dinheiro roubado, dinheiro roubado. E está dizendo a nós aqui que foi o esposo dela quem pegou a documentação e fazia a movimentação, que ela inclusive está surpresa e que ele quebrou a confiança dela. A senhora se separou dele?”, questionou o relator. Veja o vídeo:
Senadores Ignoram Alcolumbre e Avançam em Três Frentes para Investigar o Caso Master
A autoridade do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, segue em queda livre. Enredado em inúmeros escândalos, ele perde progressivamente o respeito dos próprios colegas, e sua situação se torna cada vez mais incontrolável. Alcolumbre já sinalizou que não pretende abrir uma CPI para apurar o caso Master. Diante disso, senadores decidiram contornar a decisão com iniciativas próprias, mirando o caso em três frentes simultâneas. A CPMI do INSS, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) e a CPI do Crime Organizado devem tratar do caso Master em suas respectivas esferas de atuação. Mesmo com essas três frentes em andamento, os senadores mantêm a pressão por uma CPI exclusiva do Master — o que depende diretamente de Alcolumbre. Há dois requerimentos em tramitação, um de CPI mista e outro de CPI do Senado, ambos com assinaturas suficientes para a instalação. No entanto, a prerrogativa de dar andamento a esses pedidos é do presidente da Casa. A CPI do Crime Organizado pretende avançar também sobre as ligações entre ministros do Supremo Tribunal Federal e investigados no caso Master. Empresas ligadas a parentes do ministro Dias Toffoli tiveram como sócio um fundo de investimentos conectado à estrutura usada pelo Master em fraudes. O próprio magistrado é sócio de uma firma que foi proprietária do resort Tayayá e vendeu cotas do negócio a um fundo ligado às investigações sobre Daniel Vorcaro. Outro ministro do STF com nome citado nas investigações é Alexandre de Moraes. O Master teria contratado o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci, pelo valor de R$ 3,6 milhões mensais. Nesta semana, a CPI deve votar requerimentos de convocação de Vorcaro e de seu ex-sócio Augusto Lima, além de Viviane Barci e de parentes de Toffoli.
A EMBOSCADA FATAL: SEGUIRAM A AMANTE E CERCARAM EL MENCHO — Veja o vídeo!
Durante anos, ele foi tratado como intocável. Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido mundialmente como El Mencho, comandava o Cártel Jalisco Nueva Generación com estrutura paramilitar, arsenal pesado e domínio territorial em várias regiões do México. A queda, porém, veio. E não começou com um tiroteio. Começou com vigilância. Fontes ligadas à investigação revelam que o cerco ao líder do cartel não foi fruto de uma operação aleatória. A inteligência mexicana já vinha monitorando o entorno mais próximo de El Mencho de forma sistemática e discreta. O ponto de virada foi pessoal. Uma mulher ligada intimamente ao chefe do cartel passou a ser acompanhada pelos agentes. Nada ostensivo, nada que levantasse suspeitas. Apenas análise de deslocamentos, rotas repetidas, escoltas informais e padrões de comportamento. Seguiram a amante. E ela levou até ele. O CERCO SILENCIOSO A localização final apontava para uma área sob influência histórica do cartel, no estado de Jalisco. A informação foi cruzada com dados de inteligência eletrônica e apoio internacional. A operação foi montada antes do amanhecer. Unidades da Secretaria da Defesa Nacional e da Guarda Nacional posicionaram tropas em pontos estratégicos. Bloqueios foram feitos em rotas secundárias. Helicópteros ficaram prontos para interceptar eventual fuga aérea. Quando o cerco fechou, houve reação armada. O confronto foi rápido e intenso. O homem que por anos desafiou o Estado mexicano estava, finalmente, encurralado. A FALHA FORA DO MANUAL A organização criminosa que impunha disciplina rígida, controle territorial e terror estratégico revelou-se vulnerável em um ponto que nenhuma blindagem resolve: o vínculo pessoal. Não foi uma interceptação isolada, não foi um erro de rádio, não foi um vazamento interno. Foi o monitoramento paciente de alguém que fazia parte da vida privada do líder do cartel. Seguiram a amante… e cercaram El Mencho. Segundo informações divulgadas, a morte do chefe do CJNG não encerra o problema da violência no México. Ao contrário, pode abrir uma disputa interna por poder, com possíveis confrontos entre facções. A operação, no entanto, deixa uma mensagem inequívoca: nenhuma estrutura criminosa é invulnerável e nenhum líder é invisível. No fim, o detalhe humano pode ser mais decisivo do que qualquer arsenal. A emboscada foi fatal. E começou muito antes do primeiro disparo. Veja o vídeo:
Tarcísio cede terreno e anuncia R$ 1,38 bilhão para o Butantan ampliar produção de vacinas contra a dengue
O governador Tarcísio de Freitas formalizou, nesta segunda-feira (23), a transferência de um terreno de 46 mil metros quadrados ao Instituto Butantan. A área está localizada no Jaguaré, zona oeste de São Paulo. A cessão ocorreu durante cerimônia que marcou os 125 anos da instituição. O governo paulista anunciou investimentos de R$ 1,38 bilhão para modernização e expansão das instalações fabris do instituto. Os recursos serão aplicados prioritariamente no fortalecimento da capacidade de produção de imunizantes, com foco principal na fabricação de vacinas contra a dengue. O terreno cedido será destinado à construção de um centro avançado de desenvolvimento e inovação em saúde. A proximidade com a sede atual do Butantan e com a Universidade de São Paulo deve favorecer parcerias entre os setores industrial e acadêmico. O secretário da Saúde, Eleuses Paiva, afirmou que a infraestrutura consolidará São Paulo como referência nacional em biotecnologia aplicada. O diretor do instituto, Esper Kallás, declarou que o projeto assegura o abastecimento de produtos biológicos ao Sistema Único de Saúde. Durante a solenidade, foi anunciada a antecipação da entrega de 1,3 milhão de doses da vacina Butantan-DV para o primeiro semestre de 2026. Com essa remessa adicional, o total de unidades fornecidas ao Ministério da Saúde alcançará 2,6 milhões de doses no ano. A vacina desenvolvida pelo instituto é indicada para pessoas entre 12 e 59 anos e conta com registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Estudos clínicos demonstraram eficácia geral de 74,7%. A proteção contra hospitalizações causadas pela dengue alcançou 100%. Do montante total anunciado, R$ 1,08 bilhão será destinado à edificação do Centro de Processamento Final de Imunobiológicos. A nova unidade ocupará 15.250 metros quadrados e será responsável pelas etapas de envase e formulação de vacinas. A capacidade produtiva anual prevista é de 600 milhões de doses líquidas. O centro terá condições de processar milhões de frascos liofilizados e também produzirá seringas pré-carregadas, prontas para aplicação. O plano de expansão inclui ainda a construção de um edifício dedicado à Produção de Bancos de Influenza. A nova instalação seguirá padrões internacionais estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde e contará com três linhas de produção distintas. Duas dessas linhas utilizarão ovos embrionados como base para o cultivo de cepas virais — método tradicional na fabricação de vacinas contra influenza. A terceira linha adotará tecnologia híbrida, permitindo o processamento de bancos de cepas tanto pelo método convencional quanto por cultivo celular.
Ataque da esquerda cria o ‘mascote’ que a direita não tinha: a LATA surge com força descomunal de comunicação
A mídia tradicional já admite que Lula “tirou uma casquinha eleitoral” do desfile na escola de samba carioca, mas que a iniciativa não trouxe novos votos. Além disso, a jogada acabou irritando grupos que “não são nem Lula nem Bolsonaro”, resultando em perda de apoio. E, de quebra, deu vida ao “mascote” que a direita ainda não tinha: o arquétipo da LATA. Os conservadores já aderiram ao arquétipo, que carrega múltiplos significados simbólicos. O primeiro deles é prevenção e sabedoria: a conserva representa alguém que pensa adiante. Guardar o básico, como o alimento, é sinal de prudência, planejamento e responsabilidade. O segundo significado é provisão e segurança. A lata simboliza proteção contra tempos difíceis. Ter algo armazenado significa estabilidade e preparo para enfrentar desafios. O terceiro é a proteção do essencial: a lata preserva o que é valioso. Metaforicamente, pode representar a capacidade de proteger ideias, sonhos e valores até o momento certo de utilizá-los. O quarto simbolismo é o tempo como aliado. As conservas mostram que o tempo não é inimigo — ele pode amadurecer, preservar e até melhorar algo. Seja como for, o tempo deve ser respeitado como fonte transformadora. Por fim, o quinto significado é o de sustentabilidade e reaproveitamento. A lata pode ser reciclada e reutilizada, simbolizando adaptação, criatividade e responsabilidade com o ambiente, com a sociedade e com o produto armazenado nela. “Se você pudesse colocar todos e tudo que você ama numa latinha e preservar para sempre, você faria?” É esse o espírito conservador que luta para preservar valores, costumes e pessoas dos ataques de quem já apodreceu e vive fora da lata. Criatividade e adereço: nota 10.
Heloísa Bolsonaro responde a Nikolas Ferreira e confirma: ‘Eduardo não está bem’
A esposa do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Heloísa Bolsonaro, respondeu publicamente ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que, durante uma troca de farpas entre os dois, afirmou que “Eduardo não está bem”. Em um longo texto publicado em seu perfil no Instagram, Heloísa concordou com a afirmação de Nikolas — mas com uma ressalva contundente. “Eduardo Bolsonaro não está bem. Há um ano ele foi obrigado a tomar uma das decisões mais difíceis da sua vida: se afastar do seu país para continuar lutando por aquilo em que acredita”, diz o início do texto. Em seguida, Heloísa lamentou a dificuldade de manter contato com Jair Bolsonaro após a prisão do ex-presidente. “E hoje, somente por cartas”, desabafou. Ao longo do texto, ela repete em vários momentos a mesma frase utilizada por Nikolas. Em um trecho destacado na publicação, escreveu: “Eduardo sabia dos riscos. Sabia que quanto mais pressionasse o Supremo Tribunal Federal, mais sua própria família poderia sofrer. Mesmo assim, ele seguiu e segue firme. Mas, Eduardo Bolsonaro não está bem… porque continua trabalhando, todos os dias, de forma voluntária, pelo Brasil que acredita.”
Gilmar Mendes suspende ‘penduricalhos’ no Judiciário e no MP e impõe prazo de até 60 dias para estados cortarem pagamentos ilegais
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão de verbas indenizatórias no Poder Judiciário e no Ministério Público. A decisão foi tomada por meio de medida cautelar em ação direta de inconstitucionalidade nesta segunda-feira (23). Os pagamentos baseados em leis estaduais devem ser interrompidos no prazo de 60 dias. O decano do STF também ordenou a cessação dos pagamentos originados em decisões administrativas ou atos normativos secundários em até 45 dias. A determinação estabelece que indenizações, gratificações e adicionais somente podem ser concedidos quando houver previsão em leis aprovadas pelo Congresso Nacional. Exclusivamente leis federais podem instituir essas vantagens. A regulamentação deve ser uniforme e conjunta, realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Ao fundamentar a medida cautelar, Gilmar Mendes apontou a existência de “desorganização” no sistema remuneratório dos agentes públicos. O magistrado destacou que o cenário atual causa “perplexidade”. O ministro identificou desequilíbrios significativos na distribuição dessas verbas entre diferentes esferas do Poder Judiciário. “No atual estágio, há enorme desequilíbrio quando se trata das verbas de natureza indenizatória, aquelas alcunhadas como ‘penduricalhos’. Estas possuem, no âmbito da Justiça Estadual, abrangência muito maior, que leva a uma disparidade no quanto efetivamente percebido por seus magistrados quando comparado com os juízes federais”, afirmou o ministro na cautelar. O decano do STF criticou o surgimento frequente de benefícios apresentados como indenizatórios. Esses benefícios seriam utilizados para disfarçar o descumprimento da Constituição. Gilmar Mendes mencionou a desigualdade entre os valores recebidos por juízes estaduais e os pagos aos magistrados federais como exemplo dessa distorção. O ministro recordou que a Constituição Federal vincula a remuneração dos magistrados a 90% do subsídio dos ministros do STF, valor que representa o teto do funcionalismo público. Eventuais reajustes no subsídio dos ministros repercutem automaticamente na remuneração da magistratura. A vinculação tem por objetivo assegurar a independência do Judiciário, evitando que a magistratura fique sujeita a conjunturas políticas locais. “Ora, o caráter nacional e a isonomia que orientam o Poder Judiciário revelam a incompatibilidade com a permissão para que cada Tribunal crie, seja através de decisões administrativas, seja mediante ato normativo interno, seja por meio do encaminhamento de projeto de lei ao Poder Legislativo estadual pertinente, verbas de caráter indenizatório”, declarou o ministro. Gilmar Mendes registrou a dificuldade de controle na instituição dessas verbas. A uniformização nacional é necessária para que os pagamentos ocorram apenas quando previstos em lei aprovada pelo Congresso. A decisão busca estabelecer parâmetros claros para a concessão de verbas indenizatórias em todo o território nacional. A decisão judicial estabelece que todos os estados estão impedidos de criar ou regulamentar esse tipo de pagamento. O ministro fundamentou a medida na necessidade de preservar o caráter nacional e a isonomia que orientam o Poder Judiciário. Existe incompatibilidade entre esses princípios e a permissão para que cada tribunal crie verbas de caráter indenizatório. “Fica interditada, portanto, a competência de todos os estados – seja por meio de lei, seja mediante atos normativos secundários, seja através de decisões administrativas –, bem assim obstada a competência inovadora e/ou regulamentar de todos os demais órgãos federais, como por exemplo, do Conselho da Justiça Federal”, determinou Gilmar Mendes na decisão. O ministro bloqueou a competência dos estados para estabelecer verbas indenizatórias por meio de legislação, atos normativos secundários ou decisões administrativas. A determinação também impede que órgãos federais, como o Conselho da Justiça Federal, exerçam competência inovadora ou regulamentar sobre o tema.
MP-SP aciona sindicato de professores por ceder auditório a evento com exaltação ao Hamas — Veja o vídeo!
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ajuizou ação de danos morais coletivos contra o Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp) após a entidade ceder seu auditório para um evento organizado pelo Partido da Causa Operária (PCO), realizado em 7 de outubro de 2025. Segundo a ação, o ato teria apresentado “conteúdo antissemita e de exaltação” ao ataque do grupo Hamas, extrapolando os limites da liberdade de expressão. Durante o encontro, também foi defendido o rompimento das relações diplomáticas do Brasil com Israel. A advogada Tamara Segal analisou o caso e destacou que o dano moral coletivo ocorre quando há violação injusta e intolerável de valores fundamentais da sociedade, indo além da esfera individual. Nesse tipo de ação, a indenização não é destinada às vítimas específicas, mas revertida a fundos públicos, com o objetivo de punir o ofensor, prevenir novas condutas e reparar o bem social. Segal ressaltou, contudo, que no Brasil o apoio ao Hamas não é tipificado como crime, e defendeu que deveria haver responsabilização penal individual dos participantes. “Infelizmente, a luta dos judeus contra o antissemitismo ainda é solitária, mas precisa continuar”, afirmou a advogada. Vídeo de apoiadores do Hamas: Fontes: Veja | Causa Operária
Lula e Janja aparecem fantasiados na Coreia do Sul e viram motivo de escárnio
A imagem de Lula e Janja fantasiados durante visita à Coreia do Sul tornou-se alvo de reação imediata por parte de parcela significativa da opinião pública brasileira. A cena, divulgada ao público internacional, gerou ironia e indignação entre os que acompanham as movimentações do casal presidencial. A colunista Silvia Gabas (@silgabas), autora do texto original, questiona a pertinência da cena: a primeira-dama brasileira aparece vestida a caráter com trajes típicos coreanos, em evento oficial, ao lado do presidente. A primeira-dama coreana teria reagido à cena batendo palmas diante da surpresa proporcionada pela visitante. A colunista distingue dois gestos de natureza diversa: oferecer o traje e convidar a vesti-lo em evento oficial é uma coisa; aceitar o convite e aparecer travestida de princesa oriental em cerimônia pública é outra. Para Gabas, submeter-se a tal encenação apenas para obter aprovação — ainda que agradável — é algo dispensável para uma visitante ocidental. O episódio ganha contornos ainda mais controvertidos diante do contexto recente: a mesma dupla protagonizou participação em escola de samba que, segundo a colunista, ridicularizou a maioria conservadora da sociedade brasileira. A pergunta que se coloca é direta — como conciliar atitudes consideradas “non sense” e lamentáveis no Brasil com a postura de casal respeitoso das tradições locais adotada no exterior? “Façam isso antes no país que dizem governar e poderão receber o respeito do povo brasileiro”, escreve Gabas. Outro ponto de ironia levantado pela colunista diz respeito à vestimenta do presidente. Segundo ela, o traje usado por Lula — possivelmente em razão do frio que grassa na Coreia do Sul neste momento — remete imediatamente à figura do notório gangster americano que controlou o crime organizado em Chicago na década de 1920. “É você, Al Capone?”, questiona. A colunista conclui que a simples imagem da dupla provoca um riso nervoso e estressado, “de quem não aguenta mais tanta esculhambação”. E expressa a expectativa de que, até outubro, o país possa se despedir do atual estado de coisas “de Norte a Sul deste nosso exausto país”. Silvia Gabas — @silgabas