Um caso de violência doméstica chocou moradores de Itumbiara, no sul de Goiás, neste sábado (14). Pedro da Costa Queiroz matou a ex‑esposa, Elieser Teodoro da Silva, com disparos de arma de fogo e, logo depois, tirou a própria vida no bairro Jardim Europa. A vítima foi localizada já sem vida dentro da residência do casal. O autor chegou a ser socorrido por uma equipe do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mas não resistiu aos ferimentos. A ocorrência mobilizou forças de segurança e equipes de emergência ao longo da manhã. Durante a ação, a filha da vítima, uma adolescente de 15 anos, também foi atingida. Conforme informou a Polícia Militar, ela sofreu uma coronhada na cabeça, resultando em lesão craniana, e precisou ser encaminhada para atendimento hospitalar. O imóvel foi isolado para que a perícia técnica realizasse os procedimentos necessários à preservação e análise da cena do crime. No local, os policiais apreenderam um revólver calibre .38, além de objetos pessoais do autor. Segundo o portal Mais Goiás, vizinhos ouviram os disparos e tentaram prestar socorro. Contudo, o homem, ainda armado, teria ordenado que todos se afastassem, impedindo qualquer intervenção imediata. O delegado Felipe Sala, do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Itumbiara, afirmou que o caso está sendo tratado como feminicídio seguido de suicídio. “Tudo indica que seja mais um feminicídio seguido de suicídio. A filha da mulher, de 15 anos, foi atingida apenas com a coronhada e encaminhada ao hospital. A princípio, é isso. Mas ainda vamos apurar tudo corretamente”, disse ao jornal O Hoje. Ele completou: “A investigação acaba de começar. Estamos acompanhando a perícia aqui no local do crime e, assim que chegarmos à delegacia, vamos instaurar o inquérito e dar continuidade às investigações”. O episódio ocorreu na mesma cidade onde, recentemente, dois meninos — Miguel, de 11 anos, e Benício, de 8 anos — morreram após serem baleados pelo próprio pai, o secretário de Governo Thales Machado, que também tirou a própria vida.
Max Cavalera, ex‑Sepultura, anuncia morte da filha e emociona fãs nas redes
O músico Max Cavalera, ex‑integrante da banda Sepultura, divulgou nas redes sociais a triste notícia da morte de sua filha Christine, emocionando fãs e colegas de cena em todo o país. Em publicação marcada por profunda dor, o artista informou que a filha faleceu após sofrer um acidente, sem detalhar as circunstâncias do ocorrido. O anúncio rapidamente se espalhou entre seus seguidores, que enviaram milhares de mensagens de apoio à família. “Meu coração está partido”, escreveu o músico em suas redes sociais, onde costuma manter contato direto com o público e compartilhar momentos de sua carreira e vida pessoal. A mensagem teve grande repercussão nas horas seguintes. Fãs, artistas e admiradores da trajetória de Max Cavalera responderam com condolências e palavras de conforto diante da perda prematura. Max Cavalera é uma das vozes mais conhecidas do metal brasileiro, com décadas de carreira à frente do Sepultura e em projetos posteriores, como Soulfly e Cavalera Conspiracy.
Revista revela a inércia de Davi Alcolumbre como nunca antes
O Brasil atravessa um dos momentos mais sombrios de sua história institucional. De um lado, o escândalo do Banco Master expõe as vísceras de um sistema financeiro que parece ter ramificações nos gabinetes de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Do outro, a fraude bilionária no INSS retira o sustento de aposentados para alimentar esquemas de corrupção que chegam ao entorno do próprio governo Lula. No centro desse redemoinho, uma pergunta ecoa de Norte a Sul: onde está o Senado Federal? A Constituição é clara: o Senado é o único órgão capaz de exercer freio sobre os excessos do Judiciário. Entretanto, o que se observa é uma “Casa Alta” que se apequenou. Sob a liderança de Davi Alcolumbre, o Senado deixou de ser um poder revisor para se tornar uma correia de transmissão de interesses obscuros e blindagens políticas. Esse é exatamente o tema da nova edição da Revista A Verdade. Para ler a reportagem na íntegra, clique no link abaixo: https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/79235/cade-o-senado-quando-o-brasil-esta-a-deriva
Tragédia familiar evidencia crise emocional e a cultura da vingança
O caso do homem que matou os dois filhos e depois tirou a própria vida, supostamente por não suportar uma traição, transformou o país em um grande tribunal informal. Nas redes sociais, as opiniões se multiplicam, e cada pessoa julga segundo suas próprias crenças e experiências. Do ponto de vista jurídico, não há dúvida: trata‑se de crime hediondo. Se ainda estivesse vivo, o autor responderia com pena severa, pois a lei protege de forma clara a vida, sobretudo a de crianças. Sob a perspectiva psicológica, porém, o episódio revela maior complexidade. Crimes dessa natureza não nascem de um único fato isolado. A traição pode funcionar como gatilho, mas jamais como causa suficiente. É imprescindível considerar a história de vida do agressor, sua estrutura psíquica, possíveis transtornos de personalidade, imaturidade emocional e a dinâmica relacional do casal. Em situações como essa, observam‑se fragilidades importantes: baixa tolerância à frustração, dependência afetiva extrema, sentimento intenso de humilhação e dificuldade de lidar com a rejeição. Quando a identidade está baseada no controle e na exclusividade, a ruptura amorosa pode ser vivida como aniquilação pessoal. Há ainda um componente cultural relevante. Em contextos ainda marcados por traços de machismo estrutural, a traição feminina pode ser percebida como ataque à honra masculina. Essa visão distorcida reforça a ideia de posse sobre a mulher e os filhos. Em momentos de desorganização emocional, a violência surge como tentativa de recuperar poder ou punir o outro. Outro dado alarmante é a reação social. Muitas pessoas ainda insinuam que a mulher teria “provocado” o desfecho. Essa transferência de culpa revela a dificuldade coletiva de reconhecer que a responsabilidade por um crime recai exclusivamente sobre quem o comete. Nenhuma traição justifica homicídio. O mais inquietante é perceber como frases de vingança são naturalizadas no cotidiano: “se fosse comigo”, “ninguém ficaria vivo”, “mexeu com minha honra, pagou caro”. Esse discurso demonstra uma cultura que ainda legitima a violência como resposta à dor. Tragédias como essa escancam uma crise mais profunda: a incapacidade de lidar com frustrações e perdas sem recorrer à destruição. Falta maturidade emocional, falta de elaboração da dor e falta de estrutura interna para suportar o sofrimento. No fundo, o que se revela é uma incapacidade de amar. Confunde‑se amor com posse, vínculo com propriedade. E posse não é amor — é adoecimento. Essa incapacidade começa no indivíduo, na dificuldade de lidar com limites e perdas, mas se amplia no coletivo, alimentada pela validação constante das redes sociais, que hoje funcionam como formadoras de opinião mais poderosas que qualquer outro meio. Quando discursos de ódio recebem aplauso, o problema deixa de ser apenas pessoal e passa a ser social. Se não enfrentarmos essa raiz, continuaremos julgando tragédias depois que elas acontecem, em vez de preveni‑las.
Lucas Di Grassi ataca Raí: “Se é de esquerda, está na roubalheira ou é cognitivamente limitado”
O ex‑jogador Raí defendeu o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e afirmou que há poucos atletas de esquerda por “falta de informação”. A declaração provocou forte reação nas redes sociais, sendo percebida como tentativa de desqualificar quem pensa diferente, ao atribuir a divergência política à ignorância. A resposta mais contundente veio do piloto Lucas Di Grassi. Em publicação direta, Di Grassi rebateu a tese de que posicionamento político decorre de falta de estudo, enumerando sua formação e experiência: “Olha… eu estudei num colégio esquerdista chamado Colégio Santa Cruz.Fiz Economia no Insper.Tenho um diploma da Escola de Negócios de Harvard.Fui embaixador da ONU por 7 anos.Tenho 4 patentes e uma publicação científica.Leio cerca de 20 livros por ano…Então posso afirmar: se alguém é de esquerda como você @rai10oficial – ou está no meio da roubalheira ou é limitado cognitivamente mesmo.” A crítica ganhou repercussão ao tocar um ponto sensível: a coerência. Raí, que construiu carreira internacional e vive há anos na Europa, é acusado por seus críticos de defender no Brasil um discurso contrário ao sistema que lhe proporcionou prosperidade. A fala de Di Grassi, ainda que dura, ecoou entre aqueles que percebem contradição entre discurso ideológico e trajetória pessoal. O episódio transformou uma divergência política em debate sobre hipocrisia, mérito e responsabilidade pública, mostrando que, no ambiente polarizado atual, declarações categóricas tendem a receber respostas igualmente contundentes. Acorda, Brasil!
Descriminalizar o consumo de cocaína: a nova meta
Rousseau, em sábia lição, ensinou: “O que o homem perde pelo contrato social é a liberdade natural e um direito ilimitado a tudo o que o tenta e pode alcançar; o que ganha é a liberdade civil e a propriedade de tudo o que possui. Para que não haja engano nessas compensações, é necessário distinguir a liberdade natural, limitada pelas forças do indivíduo, da liberdade civil, que é limitada pela vontade geral” (ROUSSEAU, Jean‑Jacques. Do Contrato Social. Ed. Ridendo Castigat Mores. E‑book). Uma das principais funções da Suprema Corte é o controle concentrado de constitucionalidade das leis e dos atos normativos, garantindo que o ordenamento jurídico esteja em conformidade com a Constituição Federal. Esse controle tem efeito vinculante e, portanto, impacta toda a sociedade, obrigando a todos indistintamente, ao contrário do controle difuso, exercido por juízes em casos concretos. É importante observar que o controle concentrado não pode violar o princípio da separação dos Poderes. Contudo, tem-se registrado, com frequência, o que se chama de ativismo judicial, caracterizado por “prensa” dialética e malabarismos argumentativos. O presente texto justifica‑se a partir do voto do ministro Gilmar Mendes, que decidiu pela descriminalização do porte de cocaína para uso pessoal, usando como precedente a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal. A descriminalização – ou, mais precisamente, a despenalização – do consumo de maconha ocorreu no Recurso Extraordinário 635.659/SP. O recorrente, condenado com base no art. 28 da Lei 11.343/06, teve seus recursos negados nas instâncias inferiores e interpôs recurso extraordinário, reconhecido com repercussão geral pelo STF. No caso, o réu estava preso por outro delito quando foi flagrado dentro do presídio portando maconha para consumo próprio. Por violar a lei citada, recebeu pena de dois meses de prestação de serviços à comunidade. Em seu recurso, alegou violação aos princípios da intimidade e da vida privada, sustentando que sua conduta só lhe causava prejuízo pessoal. O Ministério Público, por sua vez, opinou pelo desprovimento do recurso, argumentando que o crime está previsto em lei e que a norma visa proteger a saúde pública. Por maioria de votos, o STF afastou o caráter penal do consumo de maconha, reconhecendo que tal ato não gera reincidência nem anotação na ficha de antecedentes criminais. Segundo Gilmar Mendes, seria necessário retirar o usuário de drogas da esfera penal e encaminhá‑lo ao campo administrativo e da saúde pública. Em seu voto, o ministro destacou a necessidade de repensar a política repressiva de combate às drogas. O tema é sensível e admite argumentos em ambos os sentidos. Não defendo a prisão do usuário, mas, por se tratar de substância ilícita, deve existir alguma forma de sanção, como prevê o art. 28 da Lei 11.343/06. O senso moral acerca do que deve ou não ser punido compete ao legislador, que representa a vontade popular. Alguns argumentam, equivocadamente, que se álcool e cigarro são permitidos – e, segundo esse raciocínio, também seriam drogas –, por que não permitir os entorpecentes? A resposta permanece a mesma: cabe ao legislador definir o que é proibido ou permitido, à luz da Constituição Federal. Recentemente, o ministro Gilmar Mendes, com base no precedente da despenalização da maconha, entendeu que o mesmo raciocínio deveria ser aplicado ao porte de cocaína para uso próprio. Seguindo a lógica do voto, poderia‑se admitir, em breve, o uso de LSD, heroína, crack e outras substâncias. A preocupação do julgador com a saúde pública não lhe autoriza legislar de forma transversal sobre a matéria. A Constituição estabelece competência compartilhada entre União, Estados e municípios para legislar sobre drogas, cabendo à União a edição de normas gerais de interesse nacional. Não se pode ignorar que a flexibilização do porte de entorpecentes pode facilitar o tráfico, sob a alegação de que a substância seria destinada ao consumo próprio. Entretanto, entorpecentes não são adquiridos em farmácias ou supermercados; provêm do tráfico ilícito. Seria, então, uma forma indireta de legalizar o narcotráfico? O Direito não é ciência exata, mas, diante da tese de despenalização para uso próprio, questiono se os ministros favoráveis à medida não estariam alinhados à fala do presidente Lula, que, em coletiva de imprensa em Jacarta, em outubro de 2025, afirmou: “Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que também seriam vítimas dos usuários.” Tenho dito!
Vorcaro alega “queima de arquivo” e exige reforço de segurança (Veja o vídeo)
O banqueiro Daniel Vorcaro solicitou reforço na própria segurança e autorização para viajar de jatinho privado até Brasília, onde deverá prestar depoimento na próxima semana à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e à CPMI do INSS. O depoimento ocorre em meio aos desdobramentos do caso Banco Master e à expectativa de novas revelações no Congresso, aumentando a tensão política em torno das investigações. Conversas inéditas obtidas pela Polícia Federal do celular de Vorcaro mostram que ele reclamou a um interlocutor por ter recebido cobranças para efetuar pagamentos a um resort vinculado ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. As mensagens indicam que Vorcaro determinou repasses que totalizaram R$ 35 milhões ao resort Tayayá, empresa na qual uma sociedade de Toffoli possuía participação. Em nota divulgada anteriormente, o ministro negou ter recebido pagamentos de Vorcaro ou manter amizade com o banqueiro. Veja o vídeo:
Escândalos em série esgotam a paciência com Davi Alcolumbre
O Brasil atravessa um dos momentos mais sombrios de sua história institucional. De um lado, o escândalo do Banco Master expõe vísceras de um sistema financeiro que parece ter ramificações nos gabinetes de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). De outro, a fraude bilionária no INSS retira o sustento de aposentados para alimentar esquemas de corrupção que chegam ao entorno do próprio governo Lula. No centro desse redemoinho, surge uma pergunta que ecoa de Norte a Sul: onde está o Senado Federal? A Constituição é clara: o Senado é o único órgão capaz de exercer o freio sobre os excessos do Judiciário. Contudo, o que se observa é uma “Casa Alta” que se diminuiu. Sob a liderança de Davi Alcolumbre, o Senado deixou de ser um poder revisor para se tornar uma correia de transmissão de interesses obscuros e blindagens políticas. Esse é exatamente o tema da nova edição da Revista A Verdade. Para ler a reportagem na íntegra, clique no link abaixo: https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/79235/cade-o-senado-quando-o-brasil-esta-a-deriva
Torcida organizada do Corinthians planejou invadir a Globo para soltar panfletos da Supercopa – motivo absurdo
O portal Metrópoles revelou que integrantes da torcida organizada do Corinthians no Rio de Janeiro elaboraram um plano para levar informações sobre o ex‑jogador Edilson “Capetinha” para dentro da casa do BBB 26. O plano foi interrompido na manhã deste sábado, 14 de fevereiro, quando a produção do reality expulsou Edilson Capetinha. Segundo o portal, membros da torcida pretendiam usar um helicóptero para soltar panfletos sobre a sede do programa da TV Globo, contendo o resultado da Supercopa Rei, competição vencida pelo Corinthians no início do mês. “A informação que nóis conseguiu puxar (…) é que a casa é lá, no meio daqueles morro. Se for verdade, o bagulho vai acontecer, viado”, disse um torcedor em vídeo obtido com exclusividade. Outro vídeo mostra a caixa dos panfletos que seriam distribuídos aos confinados do BBB 26: “Ei, Capetinha! Sem sinal aí dentro? Mas aqui é sinal de campeão! Supercopa é do Coringão”, acrescenta o material, que ainda traz foto do ex‑jogador. A coluna constatou que os planos foram frustrados após a expulsão de Edilson Capetinha, que recebeu duas pancadas no rosto do participante Leandro, violando as regras da atração. Vale lembrar que, no início do mês, o ex‑brother chegou a perguntar ao apresentador Tadeu Schmidt qual havia sido o resultado da final da Supercopa Rei entre Corinthians e Flamengo; o jornalista não informou. O Corinthians venceu o Flamengo por 2 a 0.
TRUMP RECUSA TRÉGUA, IMPÕE BLOQUEIO DE COMBUSTÍVEL E DEIXA 50% DAS GRANDES CIDADES CUBANAS NO ESCURO
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs um bloqueio nos carregamentos de combustível destinados a Cuba, afetando 60 % dos cerca de 100 mil barris de petróleo bruto diários necessários ao sistema energético cubano. A medida, adotada em janeiro de 2026, reduziu a iluminação noturna nas grandes cidades do leste da ilha em até 50 % em relação às médias históricas, conforme dados da Bloomberg News. A crise energética apresenta desigualdades marcantes no território cubano. Enquanto Santiago de Cuba e Holguín registram quedas expressivas na iluminação, a capital Havana mantém luz na maior parte de sua zona central, onde se concentram instalações industriais, militares e governamentais relevantes. Havana abriga aproximadamente um quinto dos dez milhões de habitantes de Cuba. Imagens de satélite analisadas pela Bloomberg revelam que os subúrbios da capital, como Cojímar e Alamar, também sofrem com a redução da iluminação, evidenciando a priorização das áreas centrais pelo governo do presidente Miguel Díaz‑Canel. A situação atual segue problemas estruturais no sistema elétrico cubano. Em dezembro de 2025, uma falha na linha de transmissão interrompeu temporariamente a conexão entre Havana e as principais usinas termelétricas situadas em Matanzas. O bloqueio de petróleo integra a estratégia de Trump para pressionar o regime cubano após a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela. Em 3 de janeiro, forças americanas capturaram Nicolás Maduro em Caracas e o conduziram a Nova Iorque para responder a acusações de narcoterrorismo. Após a captura, Trump ordenou ao governo interino venezuelano, liderado por Delcy Rodríguez, a interrupção de todos os envios de energia e financiamento destinados a Havana. Cuba recebeu uma pequena carga de petróleo em 9 de janeiro, segundo dados da empresa Kpler. O navio‑tanque Pastorita, que navega sob bandeira cubana, chegou ao porto de Havana nessa data, em meio à crise energética agravada pela paralisação do suprimento venezuelano. A Unión Eléctrica, autoridade estatal cubana, confirma que o colapso no fornecimento de energia coincide com a captura do principal aliado de Havana na Venezuela. O México conseguiu entregar apenas uma carga reduzida no início de janeiro, mas, semanas depois, o presidente americano ameaçou impor tarifas a qualquer nação que forneça combustível à ilha. Como consequência dessas ações, Havana completa um mês sem receber entregas significativas de combustível. Especialistas estimam que as reservas petrolíferas cubanas seriam suficientes para menos de 20 dias, segundo a Bloomberg, embora não existam dados oficiais que confirmem o real nível dos estoques. Na semana passada, o governo cubano anunciou medidas de contingência para enfrentar a escassez energética. Entre as ações adotadas estão a redução das linhas de transporte público, a diminuição da semana de trabalho para quatro dias, o fechamento de resorts turísticos e a limitação da venda de gasolina apenas a consumidores que possam pagar em dólares americanos. Trump sustenta que o regime cubano está tão enfraquecido que entrará em colapso naturalmente, justificando o corte de todas as fontes de apoio externo para acelerar esse processo. O presidente cubano Miguel Díaz‑Canel sinalizou abertura para negociações com os Estados Unidos, mas mantém a posição de preservação do sistema de partido único. A população cubana enfrenta pressões crescentes em razão dessa situação.