A queda nas vendas é o principal motivo da demissão em massa que vai abranger entre cinco mil e seis mil postos de trabalho na cervejaria Heineken. Isso corresponde a 7 % dos 87 mil funcionários da empresa e visa conter a redução generalizada no consumo da bebida, provocada pelo aumento dos preços e pela moderação do consumo de álcool pelos consumidores. A cervejaria holandesa, que também produz as marcas Tecate e Amstel, informou nesta quarta‑feira que os cortes serão concentrados principalmente na Europa. A companhia também comunicou que o volume de vendas de cerveja diminuiu em 2025; a retração de 2,4 % foi ligeiramente inferior às previsões dos analistas.
PF recupera R$ 429 mil jogados de mala pelo 30º andar de prédio em Camboriú
A Polícia Federal realizou nesta quarta‑feira (11) a terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga um esquema de crimes contra o sistema financeiro envolvendo a gestão de recursos da Rioprevidência e do Banco Master. O foco principal da apuração é o ex‑presidente do fundo, Deivis Marcon Antunes, que está preso desde a semana passada. Durante as buscas, um dos investigados, ao perceber a presença dos agentes, arremessou uma mala cheia de dinheiro pela janela do 30º andar de um edifício em Balneário Camboriú. O montante foi imediatamente recolhido pela polícia. Além da quantia, foram apreendidos dois veículos de luxo e dois celulares, que serão submetidos à perícia. O dinheiro já foi contabilizado; a mala continha R$ 429 mil.
Carnaval no Brasil é sequestrado; a alegria do povo corre risco de ser engolida pela política rasteira
O Carnaval brasileiro sempre foi mais que festa: era identidade, era povo nas ruas, era família reunida para assistir ao “corso”, o desfile das escolas de samba que encantava gerações. Havia magia e pertencimento. Com o tempo, naturalmente, houve evolução. As escolas cresceram, os desfiles tornaram‑se espetáculos grandiosos e a disputa entre elas ganhou contornos épicos. O mundo inteiro passou a enxergar o Brasil como referência de cultura popular. Até aí, tudo bem. Mas nem toda evolução traz benefícios. Hoje, o Carnaval parece ter perdido parte da sua essência. A festa que nasceu do povo foi, gradualmente, sequestrada por interesses políticos e econômicos. O brilho das fantasias e a força dos enredos muitas vezes ocultam bastidores obscuros: patrocínios questionáveis, acordos de conveniência e até uso de dinheiro público para transformar o desfile em palanque. É triste constatar que, em vez de ser espaço de celebração da diversidade e da criatividade, o Carnaval também se tornou ferramenta de propaganda. Quando o próprio presidente da República financia uma escola de samba para receber apoio explícito, trata‑se de um desvio grave: a festa popular vira marketing eleitoral antecipado. O silêncio que cerca esse fenômeno é ensurdecedor. O Carnaval merece respeito. Não pode ser reduzido a moeda de troca. O povo que construiu essa festa — do batuque nas comunidades ao luxo da avenida — tem o direito de que ela continue sendo expressão autêntica da cultura brasileira, e não vitrine de interesses particulares. O que se transformou o Carnaval no Brasil? Em espetáculo, sim. Mas também em campo de disputa, onde a alegria do povo corre risco de ser engolida pela política rasteira. E isso, convenhamos, não tem nada de festivo.
Magistrado que libertou chefe do PCC recebe “pena máxima” do CNJ, mas é pura vergonha
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, por unanimidade, condenar o desembargador Divoncir Schreiner Maran, do Mato Grosso do Sul, por conceder liberdade a um traficante que era chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC). Maran fundamentou a decisão alegando que o preso apresentava saúde debilitada. O habeas corpus continha mais de 200 páginas e foi apreciado em apenas 40 minutos, em regime de plantão, sem que nenhum laudo médico fosse juntado ao processo. O magistrado já havia sido alvo de investigação da Polícia Federal em 2024, sob a acusação de venda de sentenças. Na ocasião, foi afastado das funções, mas retornou ao cargo no mesmo ano por determinação do ministro Alexandre de Moraes. A sanção imposta pelo CNJ foi a aposentadoria compulsória, considerada a punição mais severa prevista para magistrados. Essa medida permite que o juiz continue recebendo os vencimentos da função, ainda que já estivesse aposentado desde 2024. O caso gerou críticas ao Judiciário, que ainda enfrenta denúncias de assédio contra o ministro Marco Buzzi e declarações controversas do presidente Alexandre de Moraes, que afirmou que o Poder Judiciário brasileiro se tornou “o mais forte do mundo”.
Farsa arquitetada na mansão do lobby para fraudar depoimentos na CPMI do INSS
A empresa de investimentos Fictor, que tem R$ 4 bilhões em dívidas e está sob investigação da Polícia Federal, alugou uma mansão de 500 m² no Lago Sul para realizar encontros com políticos do governo e tentar abrir portas em Brasília. A residência passou a ser palco de reuniões. Nela foram realizados eventos com ministros e dirigentes do PT, e o local foi utilizado para montar um dossiê contra o delegado Eli Cohen, na CPMI do INSS, alegando falsamente que ele teria pedido propina. A denúncia foi noticiada, mas o próprio policial que a fez e que esteve na mansão passou a desmenti‑la. O objetivo do plano era desacreditar o depoimento de Eli Cohen na CPMI do INSS. Também foram feitas tentativas de incriminar o senador Flávio Bolsonaro na mesma comissão, por meio de graves ilações e acusações. Um fato curioso surge no processo de recuperação judicial da Fictor: credores negam crédito de R$ 1 bilhão, o que pode levar investidores a perder tudo após o pedido de recuperação judicial da empresa que tentou comprar o Master.
Brasil corre risco de virar palco de tensão militar entre EUA e Rússia
É preocupante observar como grande parte do jornalismo brasileiro tem tratado os conflitos internacionais de forma superficial. O embate entre Estados Unidos e países como Venezuela e Cuba costuma ser reduzido a uma disputa pelo petróleo. Embora o interesse energético seja inegável, essa é apenas a face mais visível de uma disputa muito mais complexa: uma guerra de influência entre grandes potências nucleares. Nos bastidores, os Estados Unidos têm se posicionado contra a presença de China, Irã e Rússia na América Latina. A China, principal financiadora da expansão russo‑chinesa na região, desempenha papel estratégico semelhante ao que a Rússia exerceu na Ucrânia ao se opor à expansão da OTAN. Da mesma forma, Washington não aceita a possibilidade de bases militares russas em países como Venezuela, Cuba ou mesmo Brasil. Esse cenário internacional se entrelaça com as tensões políticas internas brasileiras. A polarização ideológica pode definir o alinhamento do país: setores da direita cristã tendem a aproximar‑se de Estados Unidos e Israel, enquanto a esquerda se inclina para Rússia, China, Irã e Palestina. Tal divisão abre espaço para que o Brasil se torne palco de disputas geopolíticas de proporções inéditas. A oposição à agenda marxista no Brasil tem sido conduzida, em grande medida, por setores cristãos, especialmente entre os evangélicos. O risco não é apenas diplomático. Caso o confronto entre Estados Unidos e Rússia se materialize em território brasileiro, as consequências seriam devastadoras: colapso econômico, agravado pela corrupção endêmica que permeia instituições públicas e privadas, inclusive religiosas. A condução da mídia tradicional, ao tratar o cenário como mera disputa eleitoral, contribui para manter a população em uma perigosa zona de conforto. No plano global, a Europa cristã perdeu protagonismo, enquanto o islamismo se consolidou como força religiosa e econômica de peso, influenciando agendas políticas. Nesse contexto, resta observar se Brasil, Estados Unidos e Israel encontrarão pontos de convergência estratégica. Por ora, esse alinhamento ainda parece distante.
Lula e ministros do STF conspiram para colocar o Brasil na pior posição histórica do ranking de corrupção
O Brasil repetiu em 2025 sua pior posição no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), elaborado pela ONG Transparência Internacional. O país ficou na 107ª colocação entre 182 nações e territórios avaliados, com 35 pontos numa escala de 0 a 100 — quanto maior a nota, maior a percepção de integridade. Em relação a 2024, quando registrou 34 pontos (a pior nota da série histórica), houve alta de um ponto, variação considerada estatisticamente insignificante pela organização e que indica estagnação. A posição no ranking manteve‑se a mesma. A pontuação deste ano deixa o Brasil abaixo da média global (42 pontos) e da média das Américas (também 42). O governo contestou o resultado. Bruno Brandão, diretor‑executivo da Transparência Internacional no Brasil, afirmou que o Brasil “chocou o mundo com casos de macrocorrupção em escala inédita, como INSS e Master, impunidade generalizada mesmo para corruptos confessos e condutas desmoralizantes de ministros do próprio Supremo Tribunal Federal (STF)”. A Máquina Contra o Homem – Como o sistema tentou destruir um presidente e despertou uma nação
Governo tenta impor PL que censura redes sociais na calada da noite (Veja o vídeo)
Na noite de terça‑feira, 10 de fevereiro, o plenário da Câmara dos Deputados foi palco de tensão. Nos bastidores, houve tentativa de incluir na pauta o Projeto de Lei 4675/2025, que amplia as regras e obrigações das plataformas digitais no Brasil e, segundo parlamentares da oposição, representa uma ameaça direta à liberdade de expressão. A iniciativa foi apresentada ao final da sessão, o que gerou forte reação. Deputados contrários ao texto denunciaram a tentativa de votação sem amplo debate público, classificando‑a como uma estratégia para avançar discretamente com uma pauta controversa. O que está em jogo O PL 4675/2025 prevê novas obrigações para as redes sociais quanto à moderação de conteúdo, ao cumprimento de decisões judiciais e a mecanismos de responsabilização. Para os críticos, o texto abre margem para um controle excessivo sobre o que pode ou não ser publicado nas plataformas digitais. A principal preocupação é que regras mais rígidas possam resultar, na prática, em censura indireta, sobretudo em um ambiente político já polarizado. Reação da oposição Diante da tentativa de pautar o projeto, a oposição mobilizou‑se rapidamente. Parlamentares discursaram no plenário, pressionaram a Mesa Diretora e articularam para impedir a votação naquela mesma noite. O resultado foi a retirada do PL 4675/2025 da agenda. Os deputados afirmaram que a medida representou uma vitória da liberdade de expressão e do direito ao debate aberto nas redes sociais, ressaltando que qualquer mudança que impacte diretamente o ambiente digital precisa passar por ampla discussão com a sociedade. Governo nega censura Aliados do governo sustentam que a proposta não trata de censura, mas de atualização da legislação para enfrentar crimes digitais, desinformação e abusos nas plataformas. Argumentam que o Estado não pode permanecer inerte diante dos desafios da era digital. Mesmo assim, a forma e o momento da tentativa de inclusão do projeto na pauta ampliaram a desconfiança e reforçaram o clima de polarização. Próximos passos Com a retirada da pauta, o PL segue em tramitação nas comissões da Casa. O debate deve continuar nas próximas semanas, com pressão de ambos os lados. O episódio demonstra que a regulamentação das redes sociais permanece um dos temas mais sensíveis do Congresso, e o embate entre a defesa da liberdade de expressão e a busca por maior responsabilização das plataformas está longe de terminar. Veja o vídeo:
PF desmantela rede internacional que dopava mulheres e espalhava estupros
A Polícia Federal (PF) desarticulou nesta quarta‑feira (11) uma organização criminosa especializada em crimes sexuais contra mulheres em situação de vulnerabilidade. A Operação Somnus cumpriu três mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão em cinco estados brasileiros, com o objetivo de interromper a produção e a disseminação de conteúdos de violência sexual contra vítimas sedadas. Os agentes federais executaram os mandados nos estados de São Paulo, Ceará, Pará, Santa Catarina e Bahia. Os criminosos utilizavam substâncias químicas para dopar as vítimas antes dos abusos, conforme demonstrado pelo material apreendido pela PF. A investigação teve início em 2025 a partir de informações obtidas por meio de cooperação internacional coordenada pela Europol. A parceria envolve autoridades policiais de mais de vinte países, que identificaram grupos dedicados à distribuição de vídeos de abusos contra mulheres inconscientes. Segundo a PF, sete cidadãos brasileiros estão sob investigação por participarem do esquema criminoso internacional. Os suspeitos mantinham comunicação regular para trocar técnicas e materiais ilícitos. Durante as análises preliminares, os policiais federais encontraram conversas entre os investigados sobre medicamentos sedativos. Os diálogos revelavam conhecimento detalhado acerca de marcas comerciais, dosagens e possíveis efeitos colaterais das substâncias empregadas para facilitar os crimes. Na operação de hoje, foram apreendidos telefones celulares, computadores e dispositivos de armazenamento. Todo o material passará por perícia técnica especializada para identificação de provas e eventual localização de novas vítimas. Os investigados poderão responder por diversos crimes, entre eles estupro de vulnerável e divulgação de cena de estupro ou de estupro de vulnerável, tipificados como hediondos pela legislação brasileira. A apuração pela Polícia Federal está amparada pela Lei nº 13.642/2018, que confere à corporação competência para investigar crimes cibernéticos com conteúdo misógino praticados na internet.
Campanhas que só atacam estão condenadas ao fracasso
Este ano o Brasil terá eleições. Ainda que de forma velada, as campanhas eleitorais já começaram. Por isso, é necessário alertar os mais desavisados: se quiserem êxito, precisarão mudar o modo de fazer campanha. O modelo baseado na desmoralização, invalidação ou desconstrução do adversário está — ou deveria estar — com os dias contados. Estratégias apoiadas em estratagemas, slogans vazios e na construção artificial de narrativas são, no limite, imorais. Chegam a configurar um verdadeiro estelionato eleitoral, pois o candidato desperdiça seu tempo de campanha falando do opositor, em vez de apresentar projetos, soluções e compromissos concretos. Não se discute o país que se quer construir; discute‑se o inimigo que se quer derrotar. Campanhas do tipo “Ele Não” ilustram bem esse mecanismo. Do ponto de vista cognitivo, produzem o mesmo efeito do conhecido experimento mental: “não imagine um balão azul”. O cérebro ignora a negação e imediatamente imagina o balão azul. Ao tentar negar o outro, acaba‑se reforçando sua presença no imaginário coletivo. A mensagem não esclarece, não informa e tampouco eleva o debate público. Outro ponto frequentemente ignorado é a convicção do eleitor. A maioria das pessoas que vota em um ou outro candidato já chega às eleições com posição formada. Ataques e campanhas difamatórias raramente mudam votos. O grupo que realmente importa para a decisão final é aquele capaz de estudar os dois lados, avaliar propostas e escolher o candidato mais bem‑intencionado e com projetos viáveis. Esse eleitor não se convence pelo ódio, mas pela razão. O eleitor brasileiro não é mais leigo. Metade da população acordou e vota por convicção; a outra metade ainda dorme e vota por alienação. Cabe ao político verdadeiramente bem‑intencionado mostrar aos que dormem que o filme é de terror, que é preciso sair do estado sonambúlico e perceber que, ao não discernir, tornam‑se cúmplices do que está por vir. A omissão também escolhe um lado da história. A farsa da desconstrução do adversário, sustentada por narrativas falsas — muitas vezes já denunciadas — e até pelo uso de inteligência artificial para demonizar o oponente, apenas revela o quanto o poder pode ser comprado. O povo hipnotizado não percebe que esses políticos nada oferecem além de migalhas, suficientes apenas para manter uma militância fiel e dependente. Em contraponto, há espaço para o candidato que apresente projetos com reais chances de execução, que contemplem a todos sem aprisionamento ideológico, que devolvam dignidade às pessoas e rompam com a polarização estéril. A polarização, alimentada pelo ódio, pela divisão e pela vingança, desumaniza o homem e empobrece a sociedade. O Brasil precisa de políticos aptos para o cargo a que se propõem. Precisa, antes de tudo, de honestidade, competência e prudência. Prudência, inclusive, para proteger os próprios olhos — pois, em um grupo onde muitos são cegos, quem enxerga corre sempre o risco de ter os olhos furados.