O dirigente oposicionista venezuelano Juan Pablo Guanipa está em prisão domiciliar na cidade de Maracaibo, conforme informou seu filho, Ramón Guanipa, nesta terça‑feira. A confirmação ocorreu após uma sequência de acontecimentos que incluiu a libertação do político no domingo e uma nova detenção poucas horas depois. “Confirmo que meu pai, Juan Pablo Guanipa, está em minha casa em Maracaibo”, declarou Ramón Guanipa em publicação na rede social X. Ele acrescentou: “Estamos aliviados por saber que minha família estará reunida em breve.” Apesar da aparente mudança de situação, o filho ressaltou que a condição continua sendo de privação de liberdade. “Meu pai ainda está injustamente preso”, afirmou, enfatizando que “prisão domiciliar ainda é prisão e exigimos sua liberdade total e a de todos os presos políticos”. Juan Pablo Guanipa, advogado e político de 61 anos, havia sido libertado da prisão no domingo, mas foi recapturado algumas horas depois. Segundo a Procuradoria‑Geral da Venezuela, a nova prisão ocorreu porque ele teria violado os termos estabelecidos para sua soltura ao conceder entrevistas à imprensa em Caracas e ao se reunir com apoiadores. Ramón Guanipa descreveu a segunda detenção como violenta. Ele relatou que o pai foi levado à força por homens não identificados, que cobriram sua cabeça com uma camiseta e o mantiveram com a cabeça baixa durante o transporte em uma van. O paradeiro de Juan Pablo permaneceu desconhecido até a confirmação, nesta terça‑feira, de que ele está em Maracaibo, capital do estado de Zulia, região rica em petróleo e de onde a família é originária. “Ele foi libertado da prisão, mas continua em prisão domiciliar”, disse Ramón. “Ele não pode fazer declarações, não pode sair. Ou seja, ele está menos livre do que estava no domingo.” Ramón afirmou que, embora a segunda abordagem tenha sido mais agressiva que a primeira, o político encontra‑se bem do ponto de vista físico.
FILHO DE BOLSONARO RECLAMA DA PRISÃO DO PAI E REQUER LIBERDADE DOMICILIAR
Jair Renan, filho 04 de Jair Bolsonaro, publicou mensagem no X afirmando: “Hoje, 10 de fevereiro, meu pai completa 187 dias preso. Encarcerado de maneira injusta. Cento e oitenta e sete dias podem parecer pouco para alguns, mas para um homem de 70 anos que convive com sérias comorbidades, e para nós, que estamos do lado de fora rezando e aguardando, cada minuto parece uma eternidade”. Ele ressaltou que o ex‑presidente é conhecido como “Capitão”, figura forte que jamais se curva e que inspira milhões de brasileiros. Contudo, Renan destacou que, aos 70 anos, a saúde de Bolsonaro exige controle rigoroso, conhecido apenas por quem está próximo. O filho lembrou ainda que as complicações atuais são sequelas da facada sofrida em 2018, quando um ex‑integrante do PSOL atacou o então presidente. “Aquela agressão deixou marcas profundas que hoje se manifestam em problemas de saúde que não podem ser negligenciados”, escreveu. Renan apontou que a justiça tem negado repetidamente o pedido de prisão domiciliar, o que ele considera uma grande injustiça. “ Não pedimos um favor, mas um gesto humanitário. Meu pai precisa de um cuidado mais atento, de um ambiente adequado para tratar as comorbidades e do convívio familiar para se recuperar. É direito de um filho cuidar do próprio pai com a dignidade que ele merece”, afirmou. Ele agradeceu a todos que enviam energia positiva e orações, afirmando que a força dos apoiadores chega ao ex‑presidente. “Não vamos parar de lutar para que ele volte para casa e receba o tratamento necessário. Muito obrigado, pessoal. Tamo junto”. A crueldade, o absurdo e a desumanidade da perseguição contra o ex‑presidente e seus aliados continuam sem fim. Tudo indica que, em breve, situações ainda mais graves podem ocorrer. Há quem tente eliminar sua vida, ocultar o que aconteceu em 2022, manipular decisões judiciais e promover perseguição ideológica covarde. Contudo, a verdade não será apagada pelo “terror” do “sistema”.
Flávio Bolsonaro abre vantagem de 6 pontos sobre Lula em nova pesquisa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em simulações de segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Os dados fazem parte de um levantamento do instituto Futura, realizado em parceria com a Apex Partners, divulgado nesta terça‑feira, 10. De acordo com a pesquisa, Lula também enfrenta disputas equilibradas contra outros governadores testados. Nos confrontos com Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Eduardo Leite (PSD), os resultados indicam empate técnico, dentro da margem de erro do levantamento. No cenário em que o adversário é Flávio Bolsonaro, o atual presidente registra 42,4 % das intenções de voto, enquanto o senador alcança 48,2 %. Em relação ao estudo anterior, divulgado em janeiro, Lula apresentou leve variação positiva, ainda dentro da margem de erro, ao passo que Flávio manteve exatamente o mesmo percentual. Quando o concorrente é Tarcísio de Freitas, o governador paulista lidera com 47,4 %, contra 41,4 % do petista, ampliando a vantagem em relação a outros cenários avaliados. Na simulação contra Ratinho Jr (PSD), governador do Paraná, Lula soma 42,1 %, enquanto o adversário chega a 45,2 %. No confronto com Ronaldo Caiado, de Goiás, os números indicam 43,1 % para Lula e 42,3 % para o governador, caracterizando uma disputa muito próxima. Situação semelhante é observada no embate com Romeu Zema, governador de Minas Gerais: Lula aparece com 43,3 %, frente a 42,4 % de Zema, mantendo o cenário de equilíbrio entre os dois nomes. O único confronto em que Lula surge à frente com maior folga é contra Eduardo Leite (PSD). Nessa simulação, o presidente atinge 42,7 % das intenções de voto, enquanto o ex‑governador do Rio Grande do Sul registra 38,5 %. A pesquisa também aponta variação relevante nos percentuais de eleitores que declararam voto em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, que oscilam entre 8,2 % e 16,5 %, conforme o cenário analisado. O índice de indecisos permanece baixo, variando de 1,1 % a 2,3 %. Para a realização da pesquisa, o instituto Futura ouviu 2.000 eleitores em 769 cidades brasileiras, entre os dias 3 e 7 de fevereiro, por meio de entrevistas telefônicas assistidas por computador (CATI). A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95 %.
Criação de empregos formais em 2025 registra menor saldo desde 2020, aponta Caged
O mercado de trabalho formal brasileiro encerrou 2025 com o pior desempenho dos últimos cinco anos na criação de vagas com carteira assinada. Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta‑feira (29), o saldo líquido foi de 1,2 milhão de novos postos, o menor resultado desde 2020. Ao longo do ano, o país registrou cerca de 26,6 milhões de admissões, enquanto aproximadamente 25,3 milhões de trabalhadores foram desligados. Com isso, o total de vínculos formais avançou de 47,1 milhões para 48,4 milhões, representando um crescimento de 2,71 %. Esse percentual ficou abaixo do observado em 2023, quando a alta foi de 3,3 %, e também de 2024, que havia registrado expansão de 3,69 %. O desempenho negativo ficou mais evidente em dezembro, mês em que foram fechadas 618 mil vagas formais. A retração corresponde a uma queda de 1,26 % em comparação com o mesmo período do ano anterior, refletindo a desaceleração no ritmo de contratações ao final do exercício. Apesar do resultado geral mais fraco, a maioria dos setores apresentou saldo positivo ao longo de 2025. O segmento de serviços liderou a geração de empregos, com a criação de 758 mil vagas, o que representa crescimento de 3,29 %. Na sequência, o comércio respondeu por 247 mil novos postos com carteira assinada. Na análise regional, o Amapá registrou o maior crescimento proporcional do país, com aumento de 8,4 % no número de empregos formais. Em seguida aparecem a Paraíba, com expansão de 6 %, e o Piauí, que alcançou alta de 5,81 %. Na outra ponta, o Espírito Santo teve o desempenho mais discreto, com crescimento de apenas 1,52 %.
Alisson Safira deixa o gol passar por ética e leva vaiada da própria torcida
No jogo entre Juventude e São José, pelas quartas de final do Gauchão, um lance curioso chamou a atenção. Alisson Safira, atacante do Juventude, desistiu de concluir um ataque ao perceber lesão no zagueiro adversário e foi vaiado pela própria torcida. O episódio ocorreu aos 12 minutos da segunda etapa, com o placar desfavorável ao Juventude, 1 a 0. Safira avançou pela esquerda e teria chegado livre à área, porém o zagueiro Diney caiu no gramado, claramente com lesão muscular, e o jogador alviverde optou por não finalizar a jogada. Pouco depois, Alisson Safira foi substituído e novamente recebeu vaias da torcida. O São José chegou a abrir 2 a 0, mas o Juventude virou a partida nos acréscimos, proporcionando um final eletrizante. Milton Neves comentou: “Depois do péssimo exemplo dado por Andreas Pereira no clássico entre Corinthians e Palmeiras, este gesto de Alisson Safira, do Juventude, nos dá esperança de um futebol mais limpo e justo.” “E o Juventude dele acabou sendo recompensado com a virada na partida! Parabéns!” O comentarista ressaltou que, após o exemplo negativo de Andreas Pereira, a atitude de Safira representa um sinal de que o futebol pode ser mais justo, e que a equipe foi recompensada com a virada nos minutos finais.
Quebra de sigilo de Vorcaro pode abalar a cúspide do STF
Bastidores de Brasília indicam que o conteúdo extraído do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, tem potencial para provocar fortes abalos no alto escalão da República, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), parlamentares, integrantes do governo Lula e membros da Procuradoria‑Geral da República (PGR). A avaliação foi apresentada pelo ex‑procurador Deltan Dallagnol. A Polícia Federal rompeu a criptografia do aparelho de Vorcaro e já teve acesso ao material armazenado no dispositivo. O conteúdo, considerado sensível, será encaminhado nos próximos dias ao STF e à PGR, o que tem aumentado a apreensão entre figuras influentes do meio político e jurídico da capital federal. Dallagnol, que coordenou a força‑tarefa da Operação Lava Jato, afirmou que o volume e a relevância das informações encontradas podem gerar consequências amplas. “É muita informação que você pode tirar deste celular e isso tem deixado o pessoal de Brasília sem conseguir dormir”, disse. Segundo relatos, o ministro do STF Dias Toffoli está empenhado em manter controle rigoroso sobre o caso. Paralelamente, setores da oposição buscam ampliar o alcance das apurações. Nesse contexto, o senador Alessandro Vieira (MDB‑SE) protocolou pedido de quebra de sigilo da empresa pertencente aos irmãos de Toffoli, investigada sob suspeita de servir como fachada para lavagem de dinheiro e recebimento de valores provenientes de consultorias ligadas ao Banco Master.
TRUMP DESTRÓI BARCO NO PACÍFICO E DEIXA MORTOS (VEJA O VÍDEO)
O Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM) confirmou nesta segunda‑feira (9) que militares norte‑americanos realizaram um ataque contra uma lancha no leste do Oceano Pacífico, ação que resultou na morte de duas pessoas e deixou um sobrevivente. Segundo o comunicado oficial, a operação integra o conjunto de ações militares voltadas ao enfrentamento do tráfico internacional de drogas por vias marítimas. Conforme informações divulgadas pelas autoridades, a embarcação foi localizada a partir de dados de inteligência que a apontavam como parte de rotas já conhecidas do narcotráfico na região. Um vídeo publicado na conta oficial do SOUTHCOM na plataforma X registra o momento em que a lancha é atingida e destruída pela explosão provocada durante a ofensiva. Após a ação militar, a Guarda Costeira dos Estados Unidos foi acionada e deu início a uma operação de busca e resgate. As equipes conseguiram localizar um sobrevivente no local do ataque, que foi retirado do mar e encaminhado para atendimento, segundo o relato oficial. O episódio está inserido na chamada Operação Lança do Sul (Operation Southern Spear), estratégia adotada pela administração do presidente Donald Trump desde setembro de 2025. O objetivo declarado da iniciativa é intensificar o combate a embarcações suspeitas de envolvimento com o narcotráfico em águas internacionais, tanto no Caribe quanto no Pacífico. Desde o início da operação, os Estados Unidos realizaram dezenas de ataques semelhantes contra barcos que, de acordo com os militares, operavam em rotas de tráfico ou participavam diretamente de atividades ilícitas. Dados oficiais indicam que mais de 130 pessoas morreram nessas ações, número que inclui vítimas fatais confirmadas e desaparecidos no mar, resultado direto da política de repressão adotada no âmbito da campanha.
Morre Pretinha, a cadela que evidencia a omissão do poder público na Praia Brava
A cadela comunitária Pretinha, conhecida por viver ao lado do cão Orelha na Praia Brava, em Florianópolis, faleceu na noite de segunda‑feira (9). Ela apresentava um quadro grave de saúde, caracterizado por falência renal agravada por dirofilariose, a doença popularmente chamada de verme do coração. A morte foi confirmada pelo empresário Bruno Ducatti, que assumiu os cuidados de Pretinha após a ampla repercussão do caso envolvendo Orelha. A informação foi divulgada nas redes sociais, acompanhada de uma carta aberta na qual o empresário detalha os esforços empreendidos para salvar a cadela. De acordo com Bruno, Pretinha recebeu todo o suporte possível: internação intensiva, exames especializados, medicamentos de alto custo e monitoramento contínuo por equipe veterinária. Apesar de todos os cuidados, o quadro clínico evoluiu de forma irreversível. “Ainda assim, a medicina encontrou seus limites. Não houve omissão, descaso ou abandono. Houve luta até o fim”. Bruno também ressaltou o impacto simbólico da história dos dois animais para além da Praia Brava. “Pretinha e Orelha deixaram uma marca que ultrapassa a Praia Brava. Suas histórias mostram o que funciona quando há cuidado comunitário e o que falha quando o poder público e a sociedade se omitem”, prosseguiu. Pretinha recebeu alta médica em 24 de janeiro, mas precisou ser internada novamente dois dias depois, em 26 de janeiro. Desde então, seu estado de saúde se deteriorou progressivamente, culminando no falecimento nesta semana. Na carta aberta, Bruno Ducatti relatou que somente após retirar a cadela das ruas foi possível identificar a gravidade real da doença, descrevendo o caso como exemplo de enfermidade silenciosa e avançada, comum entre animais abandonados e invisibilizados. O empresário expressou frustração por não ter conseguido salvá‑‑la, mas destacou o alívio de saber que Pretinha não enfrentou os últimos momentos sozinha. O texto reforça o pedido por justiça no caso de Orelha e em episódios semelhantes de maus‑tratos, defendendo punições severas e exemplares. Bruno ainda alerta para a urgência de políticas públicas eficazes de controle populacional e saúde animal, enfatizando a importância da castração e do cuidado preventivo. Ao encerrar a carta, citou: “O modo como uma nação trata seus animais é uma medida de sua civilização.” — David Strauss. Em tom de despedida, deixou uma última mensagem à cadela, que para ele simboliza resistência, afeto e a necessidade de responsabilidade coletiva com os animais comunitários.
Ex-governador Wilson Witzel, apontado como traidor de Bolsonaro, anuncia volta à disputa pelo Rio em 2026
Cassado do cargo e atualmente sem filiação partidária, o ex‑governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel confirmou a intenção de voltar à cena política e disputar novamente o comando do Palácio Guanabara nas eleições de 2026. Ele foi eleito em 2018 e permaneceu no cargo até 2021, quando perdeu o mandato após processo de impeachment ligado a denúncias de corrupção na área da Saúde durante a pandemia de Covid‑19. Considerado um dos maiores traidores de Bolsonaro, Witzel se manifestou por meio de um vídeo divulgado nesta segunda‑feira (9), no qual ele voltou a criticar o processo que resultou em sua saída do governo. Segundo o ex‑governador, houve um “linchamento público” antes de qualquer decisão definitiva da Justiça.
Marcelo Adnet é o “escolhido” para interpretar covardemente Bolsonaro na Sapucaí
O humorista e ator Marcelo Adnet foi escalado para interpretar o ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL) em um carro alegórico da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que neste Carnaval levará ao Sambódromo da Marquês de Sapucaí um enredo dedicado ao petista Lula. Segundo informações de bastidores, o atual chefe do Palácio do Planalto deverá comparecer ao Sambódromo no domingo de Carnaval, 15 de fevereiro. Lula assistirá ao desfile a partir do camarote do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD). Fontes próximas à escola afirmam que o enredo abordará momentos marcantes da trajetória política de Lula, incluindo referências a uma suposta tentativa de golpe. É nesse contexto que Marcelo Adnet entrará em cena, participando de um carro alegórico que simbolizará esse episódio histórico, interpretando Bolsonaro. A expectativa é que a figura seja alvo de piadas covardes.