No Partido Liberal, o problema já não é uma divergência pontual. Há um movimento político em curso. O PL Mulher mantém silêncio diante da indicação de Jair Bolsonaro para que Flávio Bolsonaro seja candidato à Presidência. Em política, silêncio é posição. Em Santa Catarina, as críticas recorrentes e sem base da presidente local do PL Mulher a Carlos Bolsonaro não são aleatórias. Ataca‑se o entorno para, depois, tentar esvaziar o centro. Trata‑se de uma reorganização de poder, marcada por disputa interna e por mais um movimento que fragiliza Jair Bolsonaro. Os fatos falam mais alto que os discursos. Enquanto integrantes do grupo estão em viagem internacional, sendo recebidos com respeito por líderes das Américas e do Oriente Médio, a pré‑candidatura está posta há dois meses. O objetivo é claro: retirar o Brasil do caminho da pobreza sob o governo Lula. Não se trata de exigir postagens diárias ou a simples reprodução da agenda oficial. No entanto, quem está na arena política precisa atuar de forma minimamente alinhada. Integrar um movimento e permanecer em silêncio não é neutralidade. É omissão. Convém ficar atento. Quem não escuta “cuidado” acaba ouvindo “coitado”. Levantamento do UOL mostra que os perfis do PL Mulher não mencionaram Flávio Bolsonaro desde a revelação da pré‑candidatura. Em 5 de dezembro, Jair Bolsonaro anunciou publicamente a escolha do filho para disputar a Presidência. Quase dois meses se passaram desde então. O comportamento contrasta com o do PL nacional. No mesmo período, o partido publicou mais de 40 postagens no Instagram citando Flávio, muitas delas apresentando a pré‑candidatura como continuidade do legado de Jair Bolsonaro. A ausência também se repete no perfil de Michelle Bolsonaro. Não há uma única postagem sobre a campanha de Flávio. Isso ocorre mesmo após a divulgação, ontem, de pesquisa que aponta empate técnico com Lula no segundo turno, 45 % a 45 %. Um dado desse porte normalmente gera análise, registro ou, ao menos, reconhecimento público. Não houve nada. A questão é simples e de fácil resolução. Bastaria um compartilhamento, uma mensagem objetiva de apoio. A ausência desse gesto não parece casual. Em um momento crítico para a direita brasileira, com Jair Bolsonaro enfrentando perseguições judiciais e a inelegibilidade imposta pelo sistema, o silêncio de Michelle Bolsonaro em temas centrais do Partido Liberal tem provocado reações na base conservadora. Desde março de 2023, como presidente do PL Mulher, ela ocupa uma função que vai além do simbolismo. Coordena filiações, capacita candidatas e administra recursos expressivos, como os R$ 1,4 bilhão destinados às campanhas femininas em 2024. Ainda assim, sua atuação tem sido associada à tutela de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, político marcado por histórico controverso, incluindo condenação no escândalo do Mensalão. Essa relação levanta dúvidas sobre a autonomia do PL Mulher e sobre as razões do silêncio em momentos decisivos. Valdemar tem conduzido articulações pragmáticas, como a tentativa de aproximação com Ciro Gomes no Ceará, adversário histórico de Bolsonaro. Em dezembro de 2025, Michelle criticou publicamente essa aliança durante evento em Fortaleza, classificando decisões como precipitadas. O episódio, porém, foi pontual e destoou de seu comportamento em outros embates internos e crises partidárias. Críticos avaliam que o silêncio preserva alianças e garante espaço político, mas cobram um custo ideológico elevado. Nas redes sociais, eleitores alinhados à direita demonstram frustração. Alguns apontam que Michelle evita movimentos sem aval direto de Bolsonaro. Outros enxergam ambições próprias e conflitos internos mal resolvidos. Relatos também indicam que Michelle e Valdemar teriam orientado aliados a reduzir ataques ao STF, apostando em estratégias de acomodação institucional, mesmo diante da insatisfação da base. Sob sua presidência, o PL Mulher ignorou candidaturas consideradas centrais, como a de Flávio Bolsonaro, aprofundando divisões familiares e partidárias. Ao mesmo tempo, Michelle tem apoiado nomes lançados por Valdemar, como Priscila Costa ao Senado no Ceará, reforçando a percepção de alinhamento direto com a cúpula partidária. Para parte da militância conservadora, a dinâmica não é nova. Há quem veja uma estratégia contínua de enfraquecimento do líder para construção de protagonismo próprio. O silêncio diante de perseguições a Eduardo Bolsonaro e de alianças controversas alimenta essa leitura. Diante do avanço da esquerda e da pressão institucional sobre o bolsonarismo, cresce a cobrança por posicionamentos claros. O uso recorrente do discurso “o que Bolsonaro indicar” já não satisfaz uma base que exige coerência e ação. Os fatos indicam que Michelle Bolsonaro construiu poder real dentro do PL. Porém, esse poder opera sob a sombra de Valdemar Costa Neto. O silêncio em momentos decisivos tem custo político e compromete a unidade da direita. A pergunta que permanece é até quando a omissão será tratada como estratégia. A base pede firmeza, não conveniência.
Advogado diz que processo na Itália evolui e pode libertar Carla Zambelli (Veja o vídeo)
Fábio Pagnozzi, advogado da ex‑deputada Carla Zambelli, informou que o processo que tramita na Itália está apresentando mudanças e que “os ventos começaram a mudar”. O senador italiano Matteo Gelmetti passou a defender a causa de Zambelli e a denunciar o que considera uma farsa na condenação da parlamentar no Brasil. Aliado da primeira‑ministra Giorgia Meloni, Gelmetti exige esclarecimentos ao governo italiano sobre o modo como Zambelli foi localizada em Roma. Em consequência, o deputado italiano de esquerda Angelo Bonelli tornou‑se alvo de um questionamento oficial no Senado da Itália, acusado de ter colaborado com a polícia na localização e prisão da ex‑deputada brasileira em julho de 2025. Gelmetti afirma que Bonelli “nunca esclareceu as fontes de tal informação nem as circunstâncias do vazamento”. O senador de direita indaga se houve acesso a arquivos reservados e contato com representantes brasileiros antes e depois da detenção. Veja o vídeo:
Família de Pedro Turra lamenta morte de Rodrigo Castanheira enquanto tio do adolescente denuncia execução
A família do piloto Pedro Turra, de 19 anos, manifestou‑se sobre a morte do adolescente Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos. O falecimento foi confirmado neste sábado (7), após o jovem não resistir aos ferimentos decorrentes de uma briga ocorrida em Vicente Pires, no Distrito Federal, em 22 de janeiro. “Em nome da família de Pedro Turra, com profundo respeito e sincera solidariedade, lamentamos o falecimento de Rodrigo Castanheira”, disse o advogado de Pedro Turra, Daniel Kaefer, em nota. Na sexta‑feira (6), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Turra. Com a decisão, o piloto permanecerá em cela individual no Complexo Penitenciário da Papuda, conforme determinação formalizada pelo diretor‑geral do Centro de Detenção Provisória (CDP) na terça‑feira (3). Rodrigo estudava no Colégio Vitória Régia e era morador do Distrito Federal. Amigos e familiares organizaram duas vigílias em frente ao Hospital Brasília durante sua internação; a última vigília ocorreu na sexta‑feira (6), um dia antes da confirmação do óbito. Os tios de Rodrigo informaram, em 30 de janeiro, que o adolescente apresentava reações a estímulos. A partir desse momento, os pais decidiram suspender as visitas para preservar o quadro clínico do jovem. O óbito foi confirmado pelo advogado da família, Albert Halex. “NÃO FOI UMA BRIGA, FOI EXECUÇÃO” Flávio Henrique Fleury, fisioterapeuta e tio de Rodrigo, falou à imprensa expressando sua indignação. “É muito complicado pensar que um garoto como o Rodrigo foi morto de graça. Um jovem com um futuro enorme, um garoto maravilhoso… Um rapaz resolveu matá‑lo e pronto”, lamentou. O tio revelou que a mãe de Rodrigo, identificada como Rejane, ainda não conseguiu conversar com outros familiares. “Ela me mandou mensagem falando sobre a morte, mas avisou: ‘Não me ligue, porque eu não dou conta’.” “É uma gente tão nova, com tanto futuro. O Rodrigo perdeu a vida de forma gratuita. Os pais [dos suspeitos] também vão sofrer, vão pagar por isso. A educação, quando é dada na Justiça, dói muito mais do que a educação dos pais”, afirmou Flávio. Como a briga começou Segundo a investigação policial, o incidente teve início quando Pedro Turra arremessou um chiclete já mascado em direção a um amigo de Rodrigo. Após provocações, os dois jovens iniciaram um confronto físico. Vídeos do local mostram Turra desferindo um golpe que fez Rodrigo colidir a cabeça contra um automóvel. O impacto deixou o adolescente inconsciente, chegando a expelir sangue enquanto recebia os primeiros socorros. Flávio Henrique Fleury comentou sobre novas pistas colhidas pelos investigadores, sugerindo que outro adolescente teria armado uma emboscada contra Rodrigo por ciúmes. “[No dia do crime] eles esperaram várias vezes dando voltas no quarteirão esperando o Rodrigo estar sozinho. Um cara de 1,90 m pegar um garoto de 1,65 m é totalmente desproporcional, não é briga de adolescente. Não foi briga, foi execução.” Ele prosseguiu: “Quero que entendam que não foi uma briga que deu errado e ele morreu. Não. Na minha visão, o Rodrigo morrer já era planejado. Aguardo ansiosamente que a Justiça vá atrás dele [jovem que teria tramado a morte]. Acredito muito que a Justiça vai atrás, vai condenar. Por ele ser menor de idade, acredito que devam ir atrás dos pais dele.” A prisão de Turra foi solicitada pelo Ministério Público do Distrito Federal. Em entrevista coletiva, o delegado Pablo Aguiar, responsável pelo caso, afirmou que o piloto teria histórico de comportamento violento, incluindo suposta tortura de uma adolescente com uso de taser. O delegado chegou a classificar Turra como “sociopata”, demonstrando emoção diante da gravidade dos fatos. A defesa contestou as declarações do delegado. “O delegado não tem competência para definir o comportamento psicológico de ninguém. Isso pode configurar abuso de autoridade”, afirmou o advogado Enio Barros. Histórico e prisão preventiva Outros registros policiais envolvendo Pedro Turra incluem agressão em via pública contra outro jovem após desentendimento e um episódio de violência no trânsito contra um motorista de 49 anos. Autoridades investigam ainda denúncia de que Turra teria coagido uma adolescente a consumir bebida alcoólica durante uma festa, o que poderia caracterizar violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Turra foi preso preventivamente no dia 30/1, em sua residência, sob protestos de moradores. Ele já havia sido detido anteriormente, mas foi liberado após pagamento de fiança de R$ 24 mil. Agora, permanece à disposição da Justiça. Com a confirmação do óbito, a tipificação penal poderá ser alterada para lesão corporal seguida de morte, prevista no artigo 129, parágrafo 3º, do Código Penal. Esse crime ocorre quando há intenção de agredir, mas a morte resulta de negligência, imprudência ou imperícia, com pena de reclusão entre 4 e 12 anos. Flávio lembra Rodrigo como um jovem muito ativo. “Ele tinha elo com futebol, paixão pelo futebol, por esporte. Era um menino que não parava, muito atleta, muito ativo. Era muito difícil vê‑lo em uma cama. Com certeza ele está num lugar bem melhor.” O tio também comentou sobre a possibilidade de doação de órgãos. “Particularmente, acho muito interessante, mas ainda não sabemos”.
Menor de 16 anos transmite ao vivo tortura e morte de animais e recebe o codinome “Arquiteto do Horror”
Para quem defende os direitos dos animais, a reação da população brasileira e de parte da comunidade internacional à morte do Cão Orelha foi surpreendente. Pela primeira vez, a indignação tomou conta de todos, que se uniram reivindicando punições exemplares aos menores autores dessa monstruosidade indescritível. O que para todos são quatro psicopatas, para a legislação brasileira, são quatro crianças desprotegidas. É surreal, mas neste país adolescentes até os 18 anos não cometem crimes – no máximo, atos infracionais. O Estatuto da Criança e do Adolescente não estabelece pena, mas medidas educacionais e de reintegração social – sempre visando o bem‑estar e o desenvolvimento do menor. O cenário é ainda pior: mesmo que fossem maiores de idade, o tratamento jurídico dado aos autores dessas barbaridades contra animais é ridículo. As “benesses” da lei, como a progressão do regime de pena e o uso de tornozeleira eletrônica, não mantêm esses criminosos presos por muito tempo e não existem políticas públicas voltadas para esses delitos. O fato é que a impunidade de jovens e adolescentes estampada na lei brasileira tornou o Brasil terreno fértil para essas barbaridades executadas por menores de idade. São esses mesmos “psicopatinhas” que praticam tortura de animais na infância e juventude que, na vida adulta, cometem violência doméstica, estupros e homicídios. Psicopatia não tem idade (e nem cura) – e são muitos entre nós – um em cada vinte. Nesta semana, na cidade de Serra (ES), foi detido um adolescente de 16 anos que liderava uma rede internacional de sadismo. É quando a realidade imita o cinema, pois esse monstro transmitia, ao vivo, para mais de mil criaturas como ele, as torturas, mutilações e mortes que praticava contra animais das mais variadas espécies. Os gritos de dor e desespero desses bichinhos e todos os requintes de crueldade que uma transmissão ao vivo pode proporcionar aos seus espectadores eram contemplados por sádicos que participavam de um grupo do aplicativo Discord, chamado Panela 466. A liderança desse jovem era tão expressiva no grupo que a polícia lhe atribuiu o codinome de “Arquiteto do Horror”, pois cortava rabos e patas de animais com a mesma naturalidade de quem corta uma laranja para comer. Ele também aliciava meninas neurodivergentes, convencendo‑as a se automutilarem ao vivo – sempre para o deleite de seus espectadores. Pornografia infantil e apologia ao nazismo também eram compartilhados pelo grupo. O mais curioso vem agora: todas essas condutas eram praticadas por menores de idade, porque eles sabem que o Estatuto da Criança e do Adolescente os protege. O ECA é chamado por eles de “vale‑crime”. Quando os criminosos completavam 18 anos, eram “aposentados” – não podiam mais atuar, apenas observar como espectadores. O FBI também já investigava essa mega quadrilha e alerta os pais para o fenômeno denominado “cegueira doméstica” – que ocorre dentro dos lares, quando os pais acreditam que seus filhos estão bem protegidos em seus quartos, mas, na verdade, estão expostos a abusadores e criminosos através da tela do celular, como se estivessem numa vitrine. Os bandidos mantêm contato direto e reservado com menores de idade, sem supervisão, por meio de chats ou mensagens privadas trocadas em fóruns de discussão. Em Santiago, no Chile, há alguns anos, foi desmantelado um fórum na deep web com mais de dez mil inscritos. Eles publicavam vídeos ou transmitiam ao vivo os crimes que cometiam. O líder se jogou na linha do metrô quando soube que seria preso. Antes de se suicidar, porém, pediu que seu vizinho guardasse seu notebook. Esse filho do demônio retransmitiu, ao vivo, vídeos da vítima de 17 anos numa das salas do fórum. Ela estava se divertindo numa casa noturna facilmente identificada pelos participantes. O criminoso foi até o local, introduziu um “Boa Noite Cinderela” na bebida da menina, raptou‑a para sua casa e abusou sexualmente dela, tudo transmitido ao vivo para que todos vissem. A polícia também viu. Hoje, no Brasil, desaparecem em média 66 crianças por dia. A grande maioria dessas crianças são pobres, da periferia ou do campo. O que está acontecendo com elas? A redução da maioridade penal para 16 anos é uma reivindicação antiga, que tem sido esquecida pela população, que enfrenta problemas ainda mais graves na segurança pública. Se queremos proteger as 66 crianças que desaparecem diariamente, podemos começar ajudando muito ao reduzir a maioridade penal no Brasil.
Kakay critica nepotismo de parentes de ministros do STF e recebe resposta mordaz de Rodrigo Constantino
O criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, afirmou recentemente que um dos maiores problemas de quem advoga em Brasília é competir com escritórios de parentes de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ). As declarações foram feitas em entrevista à TV GGN, no final do ano passado. Comentando sobre o assunto, o jornalista Rodrigo Constantino respondeu à reclamação de Kakay com a seguinte frase: “Compreensível Kakay reclamar do nepotismo no STF. Uma coisa é vender influência despachando de bermuda no Supremo; outra, bem diferente, é quem pode despachar de camisola. Agora imagina viver num país em que Kakay se sente passado para trás…”
Esposa de Moraes defende empresário ligado a Vorcaro no STF
A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou a atuar na defesa do empresário Lucas Kallas em um processo que tramita na Corte. O caso trata de suposta extração ilegal de minério de ferro pela empresa Empabra, da qual Kallas se afastou em 2017. Não há ação penal aberta contra ele. O processo chegou ao STF após decisão do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF‑6), que indicou a necessidade de analisar possíveis conexões com pessoas que gozam de foro privilegiado. Kallas concedeu plenos poderes ao escritório da família Moraes, que também conta com a atuação dos filhos do casal, Alexandre e Giuliana Barci de Moraes. Kallas é acionista da Biomm, empresa de medicamentos cujo principal investidor é Daniel Vorcaro, do Banco Master. A investigação sobre a mineração não envolve diretamente a Biomm. A defesa de Kallas sustenta que ele não tem relação com práticas ilegais recentes e que sua participação na Biomm se limita a uma fatia minoritária de 8 % das ações, enquanto Vorcaro detém 25,86 %. O STF ainda não registrou movimentações processuais desde a autuação. A petição inicial inclui um documento de substabelecimento que transfere poderes ao escritório da família Moraes para atuar exclusivamente na defesa do empresário.
IRMÃO DE BOLSONARO É NOTICIADO PELO METRÓPOLES POR MULTA EM RODOVIA (VEJA O VÍDEO)
O site Metrópoles transformou em notícia o fato de Renato Bolsonaro, irmão do ex‑presidente Jair Bolsonaro, ter sido multado ao trafegar em uma rodovia. Parece piada, mas o ocorrido é real. Permanece a dúvida: trata‑se de incompetência, falta de pauta ou de perseguição explícita? Veja o vídeo:
Eletronuclear pode virar o próximo “Correios” de Lula
O episódio que assolou os Correios está prestes a se repetir em outra estatal: a Eletronuclear. O presidente da Eletronuclear, Alexandre Caporal, alertou que a empresa pode se tornar “os Correios” amanhã. A obra da terceira usina nuclear de Angra, parada desde a Operação Lava‑Jato, consome cerca de R$ 1 bilhão por ano do caixa da companhia. Dessas despesas, 80 % são destinados ao pagamento de dívidas com a Caixa Econômica Federal e o BNDES, e o restante mantém cerca de 14 mil equipamentos que, segundo Caporal, permanecem sem uso. O débito total da estatal chega a R$ 7 bilhões, obtidos por empréstimos de bancos públicos. A construção está 67 % concluída, mas o governo ainda não decidiu o futuro da obra. Caporal avisa que, em até três meses, a Eletronuclear pode ficar inadimplente. Caso os bancos antecipem a cobrança, o efeito cascata pode atingir as usinas Angra 1 e Angra 2, que são responsáveis por gerar energia para milhões de brasileiros. Não se trata de um simples atraso de entrega, como nos Correios, mas de energia elétrica e segurança nacional. O dilema é claro: concluir a obra exige um investimento pesado; abandoná‑la significaria desperdiçar quatro décadas de construção; e não fazer nada — prática que o autor atribui ao atual governo — pode levar a empresa à falência em poucas semanas. Enquanto os Correios já acumulam prejuízo de R$ 6 bilhões, outra estatal caminha para destino semelhante, e a conta, como sempre, recairá sobre os contribuintes.
Fiscal da Fazenda de SP que vive em mansão nos EUA pode ser incluído na lista vermelha da Interpol
O Ministério Público de São Paulo solicitou à Justiça a inclusão de Alberto Toshio Murakami, ex‑fiscal da Secretaria da Fazenda estadual, na lista vermelha da Interpol. O pedido foi apresentado nesta sexta‑feira (6) e tem como objetivo localizar e prender o ex‑servidor que se encontra foragido. A promotoria também requereu a prisão de Murakami, que teria deixado o Brasil e estaria morando em uma casa avaliada em US$ 1,3 milhão (cerca de R$ 6,9 milhões) no estado de Maryland, nos Estados Unidos. De acordo com a denúncia do Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômicos (Gedec), Murakami atuou como agente fiscal de rendas de SP entre 2021 e 2025, período em que teria recebido propina para beneficiar a rede Ultrafarma na análise e aprovação de pedidos de ressarcimento de créditos de ICMS‑ST. O esquema resultou em aproximadamente R$ 327 milhões em restituições indevidas para a empresa do empresário Sidney Oliveira. As investigações apontam que Murakami e outro fiscal da Secretaria da Fazenda, Artur Gomes da Silva, “faziam vista grossa” e colaboravam na aprovação de restituições de ICMS sobre estoques fictícios, em troca de propina. O ex‑fiscal aposentou‑se em janeiro de 2025, o que, segundo os promotores, eleva o risco de fuga definitiva. O Ministério Público de São Paulo denunciou oito pessoas por participação no esquema de fraudes fiscais na Secretaria da Fazenda. Entre os denunciados estão Sidney Oliveira, proprietário da Ultrafarma, os fiscais Alberto Toshio Murakami e Artur Gomes da Silva, além de funcionários da referida empresa farmacêutica.
Defesa de Bruno reage rápido para impedir nova prisão
A defesa do ex‑goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza divulgou, por meio de nota publicada no perfil do atleta no Instagram, que ele teve a liberdade condicional suspensa na última sexta‑feira pela Justiça. O ex‑atleta foi condenado pelo homicídio de Eliza Samudio, ocorrido em 2010. “Bruno encontra‑se em livramento condicional há três anos, período durante o qual vem cumprindo regularmente a determinação judicial de comparecimento mensal para assinatura no PMT, sem qualquer intercorrência ou descumprimento”, afirmou a defesa, acrescentando que a decisão judicial será contestada. “Após três anos de efetivo e contínuo cumprimento das condições impostas, o juízo determinou a interrupção da execução, exigindo que Bruno reinicie o cumprimento do período de livramento condicional, o que será devidamente questionado pela defesa”. Bruno estava em liberdade condicional desde janeiro de 2023. A decisão da Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro foi proferida poucos dias depois de o ex‑goleiro celebrar nas redes sociais o seu “retorno” ao Maracanã, desta vez como torcedor do Flamengo. Na última quarta‑feira (4), ele assistiu à partida do time contra o Internacional, pelo Campeonato Brasileiro. A defesa informou ainda que, “no prazo de até cinco dias, Bruno entrará em contato com o Conselho Penitenciário para tratar da situação e adotar as providências administrativas cabíveis”. Leia o comunicado na íntegra: “O escritório Migliorini e Miranda Advogados, responsável pela defesa de Bruno Fernandes das Dores de Souza, vem a público prestar os seguintes esclarecimentos: Bruno encontra‑se em livramento condicional há três anos, período durante o qual vem cumprindo regularmente a determinação judicial de comparecimento mensal para assinatura no PMT, sem qualquer intercorrência ou descumprimento. Recentemente, foi proferida decisão judicial no sentido de que a ausência de intimação pessoal teria o condão de interromper o cumprimento do livramento condicional, entendimento que, respeitosamente, não encontra amparo legal, uma vez que tal intimação não constitui condição para a permanência do recuperando nesse estágio da execução penal. Ainda assim, após três anos de efetivo e contínuo cumprimento das condições impostas, o juízo determinou a interrupção da execução, exigindo que Bruno reinicie o cumprimento do período de livramento condicional, o que será devidamente questionado pela defesa. Ressalta‑se, de forma categórica, que não existe mandado de prisão expedido em desfavor de Bruno. Esclarece‑se, ainda, que no prazo de até cinco dias, Bruno entrará em contato com o Conselho Penitenciário para tratar da situação e adotar as providências administrativas cabíveis. Paralelamente, a defesa ingressará com Agravo em Execução, visando à reversão da decisão que determinou a interrupção do livramento condicional, uma vez que Bruno cumpriu integralmente, por três anos, todas as condições que lhe foram impostas pela Justiça. O escritório permanece confiante na revisão da decisão e na preservação dos direitos legalmente assegurados ao assistido”.