A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Zona Cinzenta na manhã de sexta‑feira (6) para investigar supostas irregularidades na gestão dos recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá. A operação concentra‑se em investimentos de cerca de R$ 400 milhões realizados pela Amapá Previdência (Amprev) em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master. Policiais federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em Macapá, autorizados pela 4ª Vara Federal do Amapá, visando documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam esclarecer como foram aprovadas e executadas as aplicações. As decisões que autorizaram os aportes no Banco Master foram tomadas em três reuniões do Comitê de Investimentos da Amprev, ocorridas em 12, 19 e 30 de julho de 2024. Entre os investigados estão o diretor‑presidente da Amprev, Jocildo Lemos, e dois membros do comitê de investimentos, Jackson Rubens de Oliveira e José Milton Afonso Gonçalves, que votaram a favor das aplicações nas referidas reuniões. A investigação, conduzida pela PF em parceria com o Ministério Público, procura saber se a autarquia estadual recebeu alertas formais sobre os riscos das operações e se eventuais pareceres técnicos contrários foram desconsiderados. O inquérito analisa possíveis práticas de gestão temerária ou fraudulenta na administração dos recursos previdenciários. Os crimes em apuração referem‑se à realização de investimentos de alto risco, incompatíveis com a natureza previdenciária dos fundos da Amprev. O processo tramita na primeira instância da Justiça Federal do Amapá, não havendo, até o momento, investigados com foro privilegiado. Trata‑se da segunda previdência estadual alvo da PF por investimentos no Banco Master. Na terça‑feira (3), o ex‑presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi detido temporariamente na segunda fase da Operação Barco de Papel, que também apura aplicações na mesma instituição financeira.
“Meu Amigo Flávio”: a piada que virou troféu dos bolsonaristas (Veja o vídeo!)
O humor às vezes cumpre um papel que a política tradicional não consegue: atravessar bolhas. Foi exatamente isso que aconteceu nesta semana com o comediante Murilo Couto, ao apresentar, em um de seus shows, uma música criada depois que o senador Flávio Bolsonaro passou a segui‑lo no Instagram. O que começou como uma piada despretensiosa, típica do stand‑up, baseada no absurdo da situação e na ironia do cotidiano digital, ganhou rapidamente dimensão inesperada. O trecho do show circulou nas redes sociais, viralizou e, em poucos dias, transformou‑se em um verdadeiro hit entre os apoiadores do bolsonarismo. A canção, informalmente chamada “Meu Amigo Flávio”, passou a ser compartilhada em perfis conservadores, grupos de WhatsApp e páginas políticas, recebendo entusiasmo. O curioso é que o humor não era panfletário nem militante; o tom irônico, leve e aparentemente descompromissado foi justamente o que permitiu que a música encontrasse ressonância fora do circuito habitual da direita. Esse fenômeno revela algo maior que um simples viral. Ele demonstra como a cultura pop, o humor, o entretenimento e a internet tornaram‑se vetores centrais da disputa simbólica no Brasil. Enquanto discursos políticos formais encontram resistência imediata fora de suas bolhas ideológicas, uma piada bem construída pode circular livremente, gerar identificação e despertar curiosidade até mesmo em públicos historicamente refratários. Outro elemento relevante é a figura de Murilo Couto. Conhecido por um humor ácido, irreverente e, em muitos momentos, crítico, o comediante nunca foi associado diretamente a um campo político específico. Essa neutralidade impediu que a música fosse rejeitada imediatamente por setores da esquerda, permitindo que “furasse a bolha” e chegasse a públicos diversos, algo cada vez mais raro em um ambiente de polarização extrema. Para os bolsonaristas, o episódio foi rapidamente apropriado como símbolo cultural, quase um troféu: um artista popular, ainda que involuntariamente, gerando conteúdo que dialoga com seu universo político. Para a esquerda, o sucesso da música acendeu um alerta incômodo sobre como o humor pode driblar filtros ideológicos e conquistar espaços onde o discurso tradicional já não entra. No fim das contas, “Meu Amigo Flávio” é mais do que uma piada musical. É um retrato do Brasil conectado, polarizado e, ao mesmo tempo, surpreendentemente permeável quando a linguagem certa é utilizada. Mostra que, em tempos de radicalização, o riso pode ser uma arma poderosa, não por convencer, mas por atravessar, desarmar e, sobretudo, circular. Se a política insiste em falar apenas para os seus, o humor continua fazendo aquilo que sempre fez de melhor: falar com todos. Veja o vídeo!
Ministro do STJ é denunciado por jovem de 18 anos por importunação sexual
A jovem de 18 anos que acusa o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Marco Aurélio Buzzi, de importunação sexual declarou à Polícia Civil de São Paulo que ele a conduziu a uma área isolada de uma praia, a tocou sem consentimento e, depois, a aconselhou a ser “menos sincera”. O depoimento foi prestado no dia 14 de janeiro. Marco Buzzi, de 68 anos, está afastado do cargo por questões de saúde e nega as acusações. Em nota divulgada na quarta‑feira (4), afirmou que foi surpreendido pelas “insinuações” veiculadas por um site, que “não correspondem aos fatos”, e repudia “toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”. Segundo o relato da jovem, ela considerava o ministro “um avô e confidente”. A mãe da adolescente é advogada reconhecida, atuante nos tribunais superiores, e a relação profissional evoluiu para amizade entre as famílias. O STJ abriu sindicância para apurar o caso. A comissão é composta pelos ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antônio Carlos Ferreira. No Supremo Tribunal Federal, a investigação criminal está sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques.
Ramagem reaparece, depoimenta a juíza de Moraes e desmonta acusação
Alexandre Ramagem prestou depoimento nesta quinta‑feira (5) ao Supremo Tribunal Federal (STF). A oitiva ocorreu no âmbito da retomada da ação penal que investiga supostos crimes praticados após a sua diplomação na Câmara dos Deputados: dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado nas manifestações de 8 de janeiro de 2023. Enquanto ainda era deputado, parte da ação que o acusava de crimes cometidos após a diplomação foi suspensa pela Câmara, com base na imunidade parlamentar. Com a cassação do mandato, em dezembro de 2025, a suspensão perdeu eficácia. O ministro Alexandre de Moraes, então, determinou a retomada do processo no STF contra o ex‑deputado. Ramagem encontra‑se nos Estados Unidos, onde se mudou em setembro de 2025, antes de ser julgado no STF pelas acusações de tentativa de golpe de Estado. Ele foi condenado a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão em regime inicial fechado. No depoimento, realizado perante uma juíza auxiliar do gabinete de Moraes, Ramagem negou ter utilizado o programa First Mile de forma ilegal para espionar adversários e críticos do ex‑presidente Jair Bolsonaro. O First Mile é um sistema de monitoramento e rastreamento de celulares por geolocalização, empregado para identificar deslocamentos de pessoas a partir de dados de telefonia. Ramagem contestou a acusação com base em fatos: “Pela peça acusatória, a tal organização criminosa, que não tem como eu ter fazer parte dela, se iniciou em julho de 2021. Ora, eu encerrei o First Mile em maio de 2021. Não renovei, não contratei. Encerrei o contrato colocando o procedimento na Corregedoria e não contratei nenhum procedimento ou instrumento semelhante”. Ele também afirmou que não teve acesso aos dados capturados pelo First Mile: “Esse instrumento, eu não tinha acesso a ele, não tinha senha dele. Apenas um local dentro da ABIN, que eu estava auditando, possuía a senha. A Polícia Federal e o próprio Ministério Público, não sei se foi ardil, completa incompetência ou falsificação de provas, utilizaram registros da minha entrada na catraca da ABIN, dizendo nos autos que era o meu registro de acesso ao sistema. Facilmente constatado isso. Isso só demonstra que tudo foi armado contra mim.” Ramagem ainda negou ter determinado o monitoramento de autoridades, seja pelo First Mile ou por qualquer outra ferramenta, em benefício de Bolsonaro: “O presidente Bolsonaro, por uma questão de confiança e por me conhecer, me indicou ao diretor‑geral da ABIN. Ele nunca me pediu nada de First Mile, nunca me pediu nada.”
Indignação virtual: os casos dos cães Orelha e Caramelo
A indignação é um sentimento coletivo ou individual que surge diante de uma situação injusta, repulsiva e moralmente inaceitável. Com o avanço da tecnologia e das redes sociais, bem como com a rapidez com que se propagam notícias sobre atitudes repreensíveis, esses fatos tendem a transformar‑se em indignação coletiva de toda a sociedade. Assistimos, há pouco tempo, aos tristes episódios cometidos contra os cães Orelha e Caramelo, agredidos por adolescentes. O primeiro foi submetido à eutanásia em razão dos profundos ferimentos sofridos; o segundo foi adotado pela família do Delegado‑Geral da Polícia Civil de Santa Catarina. Para todas as pessoas que têm amor pelos animais, agressões gratuitas contra seres indefesos são absolutamente inaceitáveis e dignas da mais profunda repulsa social. Entretanto, para além da indignação casual e pontual, a sociedade deve cobrar de seus representantes a modificação da legislação vigente, especialmente no que se refere à redução da maioridade penal. Digo isso não apenas em razão das barbáries cometidas contra os dois cachorrinhos indefesos, mas por motivos muito mais amplos. Na realidade, o que tem passado despercebido, sem a devida mobilização social, é que o número de crimes cometidos por adolescentes vem aumentando significativamente em todo o território nacional. Para se ter uma ideia, o então promotor de Justiça da Infância e da Juventude de São Paulo, Fábio José Bueno, destacou, em audiência pública realizada no mês de junho de 2015, que as estatísticas já demonstravam, à época, que a participação de jovens em crimes vinha crescendo de forma consistente, sendo necessária a adoção de medidas para enfrentar esse fenômeno. Segundo ele, “proporcionalmente, o número de adolescentes apreendidos aumenta muito mais do que o número de adultos apreendidos”. Acrescentou ainda que, entre os adolescentes internados, os crimes mais comuns são roubo, tráfico de drogas e homicídio. Fonte: Agência Câmara de Notícias. Em nossa legislação, os “crimes” cometidos por menores de idade são classificados como atos infracionais, nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente, recebendo reprimenda estatal significativamente mais branda do que a prevista no Código Penal. Ressalte‑se, ainda, que, mesmo que o menor tenha cometido diversos atos infracionais análogos ao crime de homicídio, ao atingir a maioridade penal, caso venha a cometer um delito, será considerado réu primário. Embora o número de crimes praticados por menores de idade seja inferior ao cometido por maiores, a legislação precisa ser revista, inclusive para que não se torne um incentivo indireto à criminalidade juvenil. Sabe‑se que há prós e contras quanto à redução da maioridade penal e que o tema é sensível e polêmico. No entanto, já passou da hora de a sociedade deixar a mera indignação momentânea diante dos atos infracionais para enfrentar, de forma séria e responsável, o debate sobre o tema. Tenho Dito!!!
AO VIVO: CPI DO SENADO REFORÇA CERCO CONTRA ESPOSA DE MORAES (VEJA O VÍDEO)
O avanço da CPI do Crime Organizado no Senado acendeu um novo sinal de alerta em Brasília. A comissão aprovou a convocação da esposa do ministro Alexandre de Moraes, ampliando o alcance das investigações e levando o debate para o entorno familiar de integrantes do Supremo Tribunal Federal. A convocação ocorre no contexto das apurações que envolvem o Banco Master, instituição financeira já no centro dos trabalhos da CPI. Requerimentos apresentados pelos parlamentares apontam a necessidade de esclarecimentos sobre contratos firmados, valores envolvidos e possíveis conflitos de interesse. A comissão entende que não se trata de julgamento antecipado, mas de garantir transparência diante de cifras elevadas e de vínculos que despertaram questionamentos. Nos bastidores do Congresso, a leitura é clara: a CPI decidiu testar seus próprios limites. Até então, as investigações concentravam‑se em empresários, operadores financeiros e agentes periféricos do sistema. Ao avançar sobre pessoas ligadas a ministros do STF, a comissão sinaliza que não pretende poupar áreas sensíveis do poder institucional brasileiro. Aliados do governo e setores mais próximos ao Judiciário veem a convocação com cautela e falam em possível tentativa de intimidação política. Já os defensores da CPI sustentam que o critério é técnico e que ninguém pode se colocar acima do escrutínio público, especialmente quando há dinheiro, contratos milionários e suspeitas que precisam ser esclarecidas. O episódio aprofunda a tensão entre Legislativo e Judiciário, num momento em que o ambiente político já está carregado por decisões recentes do Supremo e pela proximidade do calendário eleitoral. Parlamentares admitem, reservadamente, que a CPI entrou em uma fase mais delicada, com potencial de gerar reações institucionais e embates jurídicos. Ainda assim, a maioria dos integrantes da comissão aposta que o movimento fortalece a narrativa de independência da CPI e amplia sua credibilidade junto à opinião pública. Para esses senadores, o recado é simples: o cerco se fecha, e a investigação seguirá avançando, independentemente de sobrenomes ou cargos. Veja o vídeo:
PARTIDOS DO CENTRÃO APOIAM FLÁVIO BOLSONARO SOMENTE SE ELE ADOTAR RETÓRICA MODERADA
PP e União Brasil, principais partidos do Centrão, estabeleceram uma condição para apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) à Presidência da República. Lideranças dessas agremiações indicaram que o apoio ao filho do ex‑presidente nas eleições de 2026 dependerá de uma mudança em seu posicionamento político. A federação partidária formada pelo PP e União Brasil sinaliza que só formalizará aliança caso o parlamentar adote uma retórica mais moderada durante a campanha eleitoral. “Se ele for só defender o legado do pai, não vamos apoiar. Mas se ele tiver um discurso mais para o centro, aí sim a gente apoia”, revelou um influente cacique da federação partidária, sob condição de anonimato. Caso Flávio Bolsonaro mantenha posições mais alinhadas às de seu pai, a tendência é que os partidos do Centrão optem pela neutralidade no pleito presidencial. Essa postura permitiria que diferentes alas das duas legendas apoiassem candidatos distintos no primeiro turno. O cenário político atual demonstra a complexidade das articulações dentro do Centrão. PP e União Brasil mantêm representantes no ministério do governo Lula, com integrantes que defendem apoio à reeleição do atual presidente. Ao mesmo tempo, existem setores em ambos os partidos que consideram uma coalizão com o senador Flávio Bolsonaro. A exigência de moderação como pré‑requisito para qualquer acordo político reflete o cálculo estratégico dessas agremiações para as próximas eleições presidenciais. Os partidos avaliam os riscos e benefícios de cada aliança potencial para o pleito de 2026.
Jovem de 18 anos denuncia assédio do ministro do STJ Marco Aurélio Buzzi: relato chocante
De acordo com o depoimento da jovem de 18 anos, o ministro do Superior Tribunal de Justiça Marco Aurélio Buzzi teria cometido importunação sexual. A adolescente declarou à Polícia Civil de São Paulo que o ministro a conduziu a uma área isolada de uma praia, tocou‑a sem consentimento e, em seguida, aconselhou‑a a ser “menos sincera”. Segundo o relato, a jovem e o ministro foram à praia enquanto os pais da adolescente e a esposa do ministro realizavam tarefas na residência. Depois de algum tempo na areia, Buzzi teria convidado a garota a entrar no mar, sugerindo que fossem para o lado esquerdo da praia, alegando que ali o mar seria mais calmo. A jovem achou a justificativa estranha, pois o mar não apresentava ondas naquele ponto. O local escolhido não permitia a visualização do guarda‑sol onde os demais participantes da viagem poderiam estar, conforme o depoimento. Dentro da água, em área funda, o ministro teria perguntado a idade da garota, comentado que estava com frio e apontado para um casal abraçado nas proximidades. Em seguida, Buzzi teria puxado a adolescente pelo braço, virado‑a de costas e pressionado o corpo dela contra o seu, afirmando que a achava “muito bonita”. Quando ela tentou se desvencilhar, ele a puxou novamente. A jovem relata que conseguiu se afastar após várias tentativas de o ministro agarrá‑la. Logo depois, Buzzi teria dito: “Você é muito sincera, deveria ser menos sincera com as pessoas. Eu só vejo a relação com a sua mãe, mas você é muito sincera, deveria ser menos. Isso pode te prejudicar”. Ao saírem do mar, a adolescente chegou ao guarda‑sol, informou à mãe que precisava trabalhar, cobriu‑se com uma toalha e correu para o condomínio, onde contou o ocorrido ao pai. A família deixou a casa do ministro no mesmo dia. Conforme o documento, a jovem frequentava o local desde a infância e considerava o ministro um “avô e confidente”. A mãe dela atua nos tribunais superiores, e a relação profissional evoluiu para amizade entre as famílias. A adolescente afirma à polícia que, desde o incidente, não consegue dormir e está em acompanhamento com psicóloga e psiquiatra.
Lula prepara a queda de Alckmin na chapa
Geraldo Alckmin já foi utilizado como candidato a vice‑presidência, mas não atende mais aos interesses de Lula e do PT, como se percebe nas movimentações para a formação da chapa do governo nas eleições de outubro. A constatação de Lauro Jardim tem fundamento. “Até o fim do ano passado, dirigentes de alto escalão do PT e ministros próximos de Lula repetiam um mantra ao ser questionados se Alckmin seria novamente o vice‑presidente: — O Geraldo ganhou tanta confiança do Lula pela lealdade demonstrada neste mandato, que será o que ele quiser ser. Se quiser ser vice, será; se quiser concorrer a algum cargo em São Paulo, será.” O jornalista prossegue: “Não mais. Esse mantra envelheceu rapidamente.” “O jogo agora é outro. Há um grupo no PT negociando a possibilidade de colocar o MDB na vaga de vice, tudo com o aval de Lula.” Lula já demonstra essa mudança de postura em entrevista ao UOL: “— Nós temos muito voto em São Paulo e temos condições de ganhar as eleições em São Paulo. Eu ainda não conversei com o Haddad, ainda não conversei com o Alckmin, mas eles sabem que têm um papel para cumprir em São Paulo, eles sabem. (…) Acho que a gente pode ganhar as eleições em São Paulo se escolhermos um candidato a governador, seja Alckmin, Haddad ou Simone Tebet.” O PSB, ingenuamente, acredita que Lula respeitará o desejo de Alckmin, mas essa expectativa não corresponde à realidade política. Alckmin, por sua vez, já comunicou que não pretende disputar a eleição para governador de São Paulo. Lauro Jardim conclui: “Ele quer ser vice. Já informou aos mais próximos que não concorreria à disputa estadual. Se não houver continuidade como vice, não se candidatará a nenhum cargo e anunciará sua retirada da política, embora continue a fazer campanha pela reeleição de Lula.” Parece, portanto, que Alckmin pode se afastar definitivamente da vida política.
Moraes e Toffoli pressionam Alcolumbre para bloquear CPMI do Banco Master
Segundo a jornalista Malu Gaspar, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli têm exercido pressão sobre integrantes do Senado, em especial o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP), com o objetivo de impedir a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) sobre o Banco Master. “Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli têm pressionado integrantes do Senado, especialmente o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP), para barrar a instalação da CPMI do Master. Os dois ministros e seus familiares possuem conexões com o dono do banco, Daniel Vorcaro, e por isso temem a abertura de uma nova frente de investigação no Congresso Nacional.” A jornalista afirma que confirmou essa pressão por meio de três fontes que acompanham de perto as discussões nos bastidores, entre interlocutores de Alcolumbre e membros do próprio Senado. Os magistrados alegam que a CPMI, caso fosse instalada, poderia aprofundar o desgaste da imagem do Supremo, em um momento em que a atuação de Toffoli, relator do caso Master, está sob escrutínio da opinião pública e de colegas do próprio tribunal. Além disso, temem a convocação de seus familiares para prestar esclarecimentos à comissão.