A pesquisa AtlasIntel trouxe um dado significativo que merece atenção. Pela primeira vez, 60% da população entrevistada está contra o Supremo Tribunal Federal e repudia suas ações. Com a prisão secreta do contador que vazou os dados, Xerxes decidiu dobrar a aposta. A avaliação é que agora o ministro pode ter se deixado convencer pelos pares e pode libertar Bolsonaro para ajudar a estancar as manchetes negativas. Independente disso, até a esquerda começou a trabalhar pelo impeachment dos ministros. Michele vai visitá-lo essa semana.
Brasil dividido: quando um será preso e o outro solto?
No Brasil de 2026, os dias e as noites se alternam com uma só questão fervilhando na cabeça de milhões de brasileiros que dela não se esquecem por um minuto sequer – ainda que isso não transpareça de maneira mais evidente. Trata-se de uma questão envolvendo duas figuras públicas de grande relevância, para o Bem e para o Mal, sem a qual a República não poderá continuar sem risco de não ser mais uma República nem lugar seguro para criar filhos, certos de que o que prevalecerá é a alternativa de que quem tem juízo deverá obedecer ao juiz sem juízo, aquele que paira incólume sobre todos os demais, ainda que sobre ele existam acusações que transbordam, em verdadeira enxurrada de fatos, água caudalosa de provas difíceis de se enxugar. Assim como os dias e as noites se alternam, duas perguntas a respeito das duas figuras pairam na atmosfera de um país cindido, destroçado em sua essência, ancorado em escombros que se deseja recuperar. Quando um será preso? Quando o outro será solto? Sem que esses dois acontecimentos se realizem, o país segue em compasso de espera, com breque de mão puxado, tensionado, coração na mão, e desculpa alguma, venha de onde vier, poderá destravar essa paralisia, sob pena de tensões ainda maiores. Em 2019 éramos crianças de jardim de infância. Em 2026 somos adultos pós-graduados e mestres. O que não sabíamos, ou apenas pressentíamos, hoje sabemos com certeza irredutível. A grande trama que se desenvolveu no país durante os últimos sete anos – e aqui não entrarei nos detalhes por demais conhecidos por todos nós – agora encontra o seu desenlace. Os papéis se invertem, dia após dia, na medida em que aquilo que permaneceu nos subterrâneos ascendeu à luz do dia, mostrando e comprovando que nem tudo que reluziu como ouro assim o era. Uma decepção imensa ver o grande defensor da democracia reduzido a pó, envolvido em tenebrosas transações, em que relutam em acreditar, em negação maníaca. A verdade dói, eu sei. Em qualquer país minimamente civilizado, tal ser deveria solicitar seu afastamento imediato da função que ocupa até que todas as dúvidas que pairam a respeito das acusações que lhe são imputadas sejam dirimidas. Como é que o brasileiro pode aceitar qualquer determinação, fala ou julgamento que venha de alguém que já não possui – enquanto assim não o provar – as qualidades éticas necessárias para continuar em seu posto de guardião da Lei Maior do país? Esse senhor, posando de grande homem que não é, através de narrativas articuladas e construídas através de coação – vejam novamente a fala do delator Mauro Cid, o frágil militar que preferiu o papel da covardia, do choro do fraco, do entregar dos seus, sendo somente sua fala a “prova” mais robusta que o juiz conseguiu para incriminar e prender homens honrados e inocentes – e apoio de gente que a ele se equivale, colocou na cadeia um presidente da República sobre o qual nada se provou, ainda que perseguido e acusado de todas as indecências possíveis – todas arquivadas – assim como restará provado que golpe algum foi tentado no país, por ausência de forças armadas e armamento necessário para que isso pudesse ser levado a efeito, como acontece em todos os golpes de Estado que se tem notícia desde que o mundo é mundo. Mas, enquanto um, reverenciado como o grande defensor da Democracia, prendia e perseguia inocentes, de maneira cruel e implacável, nos subterrâneos da vida realizava contratos milionários e envolvia-se até o talo com banqueiro que quebrou o Sistema Financeiro em mais de 40 bilhões de reais, fumando charutos refinados e bebendo whiskis de preços estratosféricos em rodas onde decidiam como dilapidar melhor a República, em viagens ao exterior pagas por tal banqueiro, em reuniões nada republicanas nas profundezas das noites com os donos do país, à vontade, muito à vontade depois de exterminarem todos aqueles que lhe fizeram frente e que estragariam seus planos de poder, deixando de ser um simples magistrado para escolher a figura oposta do mafioso sedento por poder. O outro, o que tentaram tirar a vida já na campanha presidencial de 2018, sobreviveu, venceu as eleições, e a duras penas tentou governar o país sob o ataque implacável das instituições e da mídia oficial, a grande responsável por todo esse inferno em que estamos mergulhados. Preso e doente, jaz hoje numa cela, condenado por crimes que não cometeu, onde tem a sua condição de saúde arrasada a cada novo dia, a cada novo sintoma, a cada nova queda, a cada nova internação e em algum momento veremos a notícia da sua morte, se não agora, em futuro próximo, já que imerso em stress máximo imposto por um Sistema que só sossega quando o matar de vez. A turba apoiadora do defensor da democracia bagaceira brasileira, urra a uma só voz: Que morra o carniceiro da pandemia que matou 700 mil brasileiros! Esses seres de QI comprometidos, aptos em grau máximo à manipulação dos seus poucos neurônios disponíveis, acreditam piamente em vídeo editado com imagem errônea em que o prisioneiro está dizendo exatamente o oposto da acusação implacável que lhe imputam. A mídia, essa que apoiou desde o início o grande defensor da democracia, poderia sanar essa injúria, essa calúnia, em alguns poucos dias, se assim o desejasse, mostrando ao público que odeia o hoje prisioneiro político que foram enganados, que sua imensa ignorância impediu que obtivessem a verdade dos fatos, mas não, nem a Imprensa desfaz a farsa, muito menos os ignorantes se dispõem a reparar o seu equívoco a respeito do que realmente aconteceu. Preferem urrar seu engano patético e destrutivo. Os dias passam, e aqui estamos e assim ficamos: De um lado um pretenso defensor da Democracia que mostrou ser um defensor do seu bolso e das vantagens de gente por quem não daria um vintém. Não deveria estar no posto que ocupa, mas lá ainda está, negando-se a dar explicações sobre seu comportamento e o contrato
Seis ministros do STF receberam valores acima do teto constitucional — Moraes lidera com mais de R$ 1 milhão
Pelo menos 6 dos 10 integrantes do Supremo Tribunal Federal receberam remuneração superior ao teto constitucional do funcionalismo público brasileiro no período em que já ocupavam cadeiras na corte. Os pagamentos ocorreram entre 2019 e 2026. O limite constitucional vigente para a remuneração no serviço público é de R$ 46,3 mil. Os valores adicionais totalizaram R$ 2,8 milhões em valores correntes. Entre os magistrados que receberam quantias acima do teto estão Flávio Dino e Gilmar Mendes. Ambos são autores de decisões liminares que suspenderam o pagamento de supersalários nas esferas federal, estadual e municipal da administração pública. A lista inclui ainda Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Os dados foram reunidos a partir de bases do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Advocacia-Geral da União. A AGU paga a seus integrantes honorários de sucumbência. Essa remuneração é destinada aos advogados da parte vencedora em processos judiciais. Na administração pública, esses valores funcionam como uma espécie de bônus para servidores da carreira jurídica. Moraes lidera valores recebidos Alexandre de Moraes registrou os maiores valores no período analisado. O ministro trabalhou como promotor de Justiça de 1991 a 2002. Do Ministério Público do Estado de São Paulo, ele recebeu mais de R$ 1 milhão líquido entre 2019 e 2026. Moraes é relator de dois recursos em tramitação no Supremo sobre simetria entre o Ministério Público e o Judiciário. No começo de março, ele determinou que os Tribunais Regionais Federais e do Trabalho e os Tribunais de Justiça do país informassem quais são os penduricalhos pagos por equiparação ao Ministério Público ou a outra carreira nos últimos dez anos. A medida busca mapear os adicionais remuneratórios concedidos por equiparação entre carreiras do funcionalismo. A ministra Cármen Lúcia e o presidente da corte, Edson Fachin, exerceram a função de procuradores de estado. Dias Toffoli foi advogado-geral da União. O levantamento não identificou penduricalhos pagos a esses ministros no período analisado. Cristiano Zanin nunca foi aprovado em concurso público. Ele não teria direito a esses adicionais de origem retroativa. Verbas retroativas geram supersalários Os valores acima do teto decorrem de ganhos retroativos. Esse é um dos principais penduricalhos que aumentam os contracheques de magistrados. Servidores chamam esses pagamentos de “puxadinhos”. Os órgãos criam benefícios adicionais para seus integrantes. Eles adotam o entendimento de que esses benefícios retroagem até determinada data no passado. Isso gera faturas de milhares de reais para um único servidor. Flávio Dino emitiu uma liminar em fevereiro que barrou verbas pagas acima do teto constitucional. A decisão também proibiu novas leis que criassem penduricalhos. Gilmar Mendes proferiu outra decisão no Supremo que suspendeu os penduricalhos previstos em leis estaduais para integrantes do Judiciário e do Ministério Público. O julgamento final sobre o tema deve ocorrer na próxima quarta-feira (25). Dino recebeu valores acima do teto já ocupando o cargo na Suprema Corte. Em dezembro de 2024, o ministro, vinculado ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, ganhou quase R$ 30 mil líquidos apenas em verbas retroativas. Esse valor foi pago além do salário. As verbas referem-se a direitos não usufruídos enquanto ainda era juiz federal, como férias e folgas. Naquele mês, Dino recebeu R$ 55 mil líquidos. Esse total soma a remuneração de R$ 24,6 mil como integrante do Supremo. O ministro também recebeu supersalários quando ainda era governador do Maranhão. Em dezembro de 2020, ganhou R$ 106 mil líquidos. Os valores também decorreram dos retroativos pagos pelo tribunal ao qual estava vinculado. Gilmar Mendes, decano da corte, embolsou mais de R$ 880 mil pagos pelo Ministério Público Federal desde 2019. O ministro atuou como procurador da República entre 1985 e 1988. Depois, foi cedido para outros órgãos. Ele continuou vinculado ao Ministério Público Federal até 2002. No fim de fevereiro, Gilmar liberou, por 45 dias, o pagamento de penduricalhos retroativos reconhecidos administrativamente e já programados para o período. Kassio Nunes Marques recebeu mais de R$ 277 mil do Tribunal Regional Federal da 1ª Região em novembro de 2020. Esse foi o mesmo mês em que tomou posse como ministro do Supremo. Ele foi juiz federal de segunda instância no tribunal antes de ingressar na corte. Os valores pagos a Nunes Marques também se referem a verbas retroativas acumuladas durante sua atuação no tribunal regional. André Mendonça foi nomeado ministro do Supremo em dezembro de 2021. Ele recebeu R$ 175,3 mil, em valores nominais, desde janeiro de 2022. O maior valor foi pago em janeiro de 2025. Naquele mês, o ministro recebeu R$ 154,8 mil em honorários retroativos, segundo dados do Portal da Transparência. Os pagamentos a Mendonça decorrem de sua atuação anterior na Advocacia-Geral da União.
Ministros de Lula reclamam do nervosismo do chefe: tratamento grosseiro virou rotina
A pressão está aumentando no Palácio do Planalto. Enquanto escândalos envolvendo seu filho Lulinha vêm à tona e seu principal adversário eleitoral ganha força nas pesquisas, o presidente Lula enfrenta um cenário político cada vez mais complicado. Para piorar, esse adversário é Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro. O jornalista Cláudio Humberto revelou informações sobre o clima tenso no governo. Ministros e auxiliares próximos a Lula se queixam do nervosismo do petista, agravado nas últimas duas semanas. O grupo relata reuniões tensas, descontrole e gritos de palavrões ouvidos fora do gabinete. A irritação de Lula aumentou consideravelmente após as pesquisas apontarem a subida do adversário Flávio Bolsonaro (PL). Na última semana, o presidente ficou apoplético com o desgaste gerado pelo preço do diesel, apurado em pesquisa diária de tracking. Lula não entende o que se passa e culpa os “incompetentes” que o cercam. Explicações ignoradas Ministros contam que até tentam explicar que casos como o aumento dos combustíveis são questões multisetoriais, incluindo Estados, mas os esforços são em vão. Frustração com a comunicação O presidente culpa a área de Comunicação por não haver garantido os dividendos eleitorais que imaginava com a suposta “isenção do Imposto de Renda”. Preocupação eleitoral Lula vê contaminação eleitoral no caso do diesel e lembra do desgaste que pode virar uma eventual greve dos caminhoneiros. O verdadeiro medo O maior temor não é do fracasso do governo, mas da reeleição. Lula perde o prumo diante do risco de eventual derrota para Flávio Bolsonaro.
Comandante da Guarda Municipal é assassinada a tiros e principal suspeito é policial rodoviário federal
A comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, foi assassinada a tiros na madrugada desta segunda-feira (23), no bairro Caratoíra, em Vitória. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio seguido de suicídio. O principal suspeito do crime é o namorado da vítima, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza. Segundo as primeiras informações, ele teria atirado contra Dayse e, em seguida, tirado a própria vida dentro da residência. Dayse Barbosa construiu uma trajetória marcada pela atuação no serviço público e pela defesa dos direitos das mulheres. Natural de Vitória, ela cresceu no bairro Santo Antônio e formou-se em Pedagogia. Antes de ingressar na segurança pública, trabalhou na área da educação. Ela ingressou na Guarda Municipal em 2012 e, ao longo dos anos, ganhou destaque dentro da corporação até assumir o comando. Tornou-se a primeira mulher a ocupar o posto em mais de duas décadas de existência da instituição, até então liderada apenas por homens. Reconhecida pela postura firme e pelo compromisso com a segurança pública, Dayse também era vista como símbolo da luta feminina, especialmente no enfrentamento à violência contra a mulher. Em nota, a Prefeitura de Vitória lamentou a morte da comandante e destacou sua trajetória. A administração municipal ressaltou o papel da comandante na defesa dos direitos das mulheres e na construção de uma sociedade mais justa e segura. “Sua partida deixa um legado de respeito, força e compromisso com o serviço público”, diz trecho da nota. A Prefeitura informou ainda que decretou luto oficial de três dias e prestou solidariedade aos familiares, amigos e integrantes da Guarda Municipal.
Indicação de Jorge Messias ao STF naufraga no Senado e pode deixar vaga para próximo presidente
A indicação de Jorge Messias para ocupar a cadeira aberta no Supremo Tribunal Federal com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso enfrenta resistência definitiva no Senado Federal. Não existe clima político nem votos suficientes para aprovar o nome do advogado-geral da União escolhido pelo presidente Lula. Levantamento realizado pelo site Poder 360 junto aos 81 senadores revela cenário catastrófico para o PT. Dos parlamentares consultados sobre como votariam caso o nome de Messias seja encaminhado ao Senado, apenas 25 declararam apoio à indicação. Outros 14 senadores afirmaram que votarão contra. A maioria expressiva, 39 senadores, não declarou voto. Apenas três parlamentares não responderam à consulta: Davi Alcolumbre, Rodrigo Pacheco e Jorge Kajuru. A sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça ainda não possui data definida. Os números, porém, são claros: Messias está muito distante dos 41 votos necessários para ser aprovado pelo plenário do Senado. Se Lula insistir na indicação sem ampliar o apoio político, o governo corre o risco de perder a oportunidade de nomear um novo ministro do STF ainda este ano. Nesse caso, a indicação ficaria para 2027, quando um novo presidente da República assumirá o cargo. A escolha de Messias tem gerado polêmica e resistência entre senadores de diferentes espectros políticos, evidenciando as dificuldades do governo em articular apoio para suas indicações ao Supremo Tribunal Federal.
Ministra Carmen Lúcia vira piada na internet após publicar artigo recheado de lacração na Folha
A ministra Carmen Lúcia assinou um artigo intitulado “Ser Mulher”, publicado neste domingo (22) na Folha de S.Paulo, que rapidamente se tornou alvo de críticas e ironias nas redes sociais. O texto, repleto de expressões militantes e afirmações genéricas, foi considerado bizarro por diversos comentaristas. “Militante de 15 anos assina artigo em nome de Cármen Lúcia e texto vira piada na internet”, postou o jornalista Rafael Fontana, sintetizando o tom das reações ao artigo da ministra. O advogado Adriano Soares da Costa foi ainda mais incisivo em suas observações sobre o texto: “Se tiverem estômago, leiam esse texto de Carmén Lúcia. Começa com um sujeito indeterminado: ‘Quiseram nos matar…’. Quem quis? Matar quem? O Homem quis matar a Mulher? É esse o sentido da oração? Ou seja, há uma guerra dos sexos em que os homens têm naturalmente o desejo de matar mulheres, de modo que todas as mulheres são vítimas em potencial de homens, naturalmente assassino e maus?” “Para uma ministra do STF, com idade madura, a afirmação não seria leviana não fosse deliberada. Carmén Lúcia sabe que está lacrando. Sabe que haverá quem aplauda essas platitudes tolas, estudantis, bem de cariz da esquerda da academia, daquelas adolescentes com inscrições no corpo à mostra cantando contra a cultura do estupro, que todo homem seria também um estuprador em potencial.” “Sim, para se vitimizar é preciso que haja uma vítima transcendental e um ser mau: O HOMEM. É essa redução da complexidade da vida à formação de ressentidos que a esquerda tem se limitado. E que uma pessoa madura, ocupando cadeira na mais alta Corte, deveria ter um certo pejo de reproduzir.” Confira abaixo o texto completo da ministra e tire suas próprias conclusões: Ser mulher Resolveram nos matar. Nós, mulheres, resolvemos viver. Decidiram nos matar de várias formas. Nós, mulheres, decidimos viver de todas as formas, de qualquer forma. Quiseram matar nossa presença. Nós cuidamos de aparecer. Quiseram matar nossa voz. Nós deliberamos falar. Quiseram negar espaços públicos e sociais. Nós resolvemos recriar ambientes nos quais também nos coubessem. Impuseram-nos sapatos apertados e incômodos. Aprendemos a correr com salto alto. E cuidamos de traçar caminhos novos, mesmo nos tropeços e arapucas das sendas afirmadas para um mundo de decisões apenas dos machos. No verbo, todas as pessoas humanas são iguais. Mulheres e homens são iguais em dignidade, respeito e direitos. No verbo. Na Constituição do Brasil. No Brasil da vida diária, mulheres continuam desiguais em direitos, deveres e obrigações. A experiência das mulheres pode ser tida como uma continuada inconstitucionalidade. Numa sociedade machista, misógina e sexista como a brasileira (não apenas, mas para ficar no cenário da minha cidadania), a mulher é discriminada, desvalorizada, permanentemente desrespeitada em sua vida pessoal, social, política, econômica e profissional. Se todas as pessoas concordam em ser a igualdade direito fundamental da humanidade, por que todos os dias a desumanidade contra a mulher transborda nos atos de discriminação, desrespeito e assassinatos? A matança cruel de mulheres nos mutila, a violência contra a mulher nos amargura, a agressão contra a mulher nos amedronta, a bestialidade criminosa contra a mulher nos açoita em quadro que a cada dia se noticia, se informa, mas não muda. Se todas as pessoas estão de acordo sobre o igual direito à dignidade de todo ser humano, por que o feminicídio cresce assustadoramente, vozes masculinas somam-se às femininas na proclamação de serem contra o assassinato de mulheres e o quadro de homens matando mulheres de variadas formas aumenta o sangue a escorrer de vidas destruídas pelo ódio à mulher? Tenho aprendido que a grande maioria dos homens não sabe o que é preconceito e afirma a igualdade apenas como retórica, na qual acho até que eles acreditam. Querem a igualdade desde que a mulher fique apenas por perto em casa, no trabalho, na vida social e política, ou seja, “mantenha-se no seu lugar”. Não queira ela opinar com autonomia, não queira ela ocupar chefia, não queira ela participar das grandes discussões… Isso continua “não sendo para mulher”. Soa patético o discurso de tantos “progressistas” afirmando não ter preconceito: “tenho mulher e filha”, “sou filha de uma mulher e minha mãe manda em mim”, “quando estou em casa ajudo até na cozinha…”. Quantos favores para abonar a própria crença de serem respeitosos ao direito à igualdade! Não são! A fala é apenas autocondescendente e afaga a ideia de não ter de afirmar-se retrógrado e impermeável a novos conceitos. Preconceito é atraso de vida e avanço de mortes. Passou da hora de inventarmos uma sociedade de humanidades iguais e sem indignidades fatais. Apesar do destempo, sempre é tempo de se garantir que a vida de todas as pessoas seja uma aventura que vale a pena curtir, não um ônus custoso a se aguentar. Sem nos convidar para o ajuste, trataram que a mulher deveria ser ausência. Sem participar do ajuste, combinamos que devemos ser presença. Trataram que seriamos adjacência. Resolvemos que somos humanamente essência. Querem continuar a nos matar. Nós decidimos continuar a viver.
Colisão fatal em aeroporto de Nova York: carro de bombeiros atinge avião e mata piloto e copiloto
Um grave acidente na pista do aeroporto LaGuardia, em Nova York, resultou na morte do piloto e do copiloto de uma aeronave da Air Canada. O incidente ocorreu na manhã desta segunda-feira (23), quando a aeronave colidiu com um veículo de bombeiros. Treze pessoas ficaram feridas no acidente. Onze passageiros e dois socorristas foram encaminhados ao hospital para atendimento médico. A plataforma FlightRadar24 informou que a aeronave da Air Canada Express colidiu com um veículo de resgate e combate a incêndios durante o procedimento de pouso. O avião envolvido no acidente é um CRJ-900, operado pela Jazz Aviation como parceira regional da companhia canadense. A aeronave havia decolado de Montreal. As autoridades investigam as circunstâncias que levaram à colisão entre a aeronave e o veículo de emergência. A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) determinou o fechamento imediato do aeroporto LaGuardia após o acidente. A autoridade alertou que a suspensão das operações possivelmente seria estendida por tempo indeterminado. Todos os voos programados para partir de LaGuardia foram atrasados ou cancelados durante a manhã de segunda-feira, conforme informações disponíveis no site do aeroporto. A suspensão das operações aéreas gerou transtornos significativos para passageiros que aguardavam embarque. O terminal já enfrentava filas prolongadas na segurança antes mesmo do acidente. Problemas de financiamento da agência americana responsável pela segurança aeroportuária já causavam atrasos nas operações. A autoridade de gestão de emergências de Nova York emitiu um alerta sobre cancelamentos, interdições de vias e atrasos no trânsito nas áreas próximas ao aeroporto. A entidade recomendou aos motoristas que utilizem rotas alternativas para evitar congestionamentos causados pelo fechamento do terminal, que afetou significativamente o fluxo de veículos na região.
Ex-noiva de Vorcaro desaparece após convocação para depor em CPI sobre lavagem de dinheiro — Veja o vídeo!
As investigações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro ganharam um novo capítulo de tensão: uma das principais personagens ligadas ao caso simplesmente desapareceu no momento em que deveria prestar esclarecimentos. A empresária e influenciadora Martha Graeff, ex-noiva de Vorcaro, não foi localizada pelas autoridades para comparecer às CPIs que investigam o escândalo envolvendo o Banco Master. A ausência ocorre mesmo após a aprovação de sua convocação tanto na CPI do Crime Organizado quanto na CPMI do INSS. Técnicos das comissões chegaram a identificar e-mails e possíveis contatos da empresária, mas não obtiveram qualquer retorno até o momento. No centro das suspeitas Martha Graeff passou a ser considerada peça-chave nas investigações após o vazamento de mensagens trocadas com Vorcaro entre 2024 e 2025. Nos diálogos, o banqueiro menciona políticos, ministros e figuras relevantes do mercado financeiro, ampliando o alcance do caso. Além disso, surgiram suspeitas de que bens e ativos poderiam ter sido colocados em nome da ex-companheira como forma de ocultação patrimonial — hipótese que ela nega. Esse ponto é central: as investigações do caso Master incluem um núcleo específico voltado à ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro, com uso de terceiros para movimentação de recursos. Desaparecimento estratégico? O fato de Martha Graeff não ter sido localizada exatamente no momento de sua convocação levanta questionamentos inevitáveis dentro do cenário político e investigativo. Três hipóteses ganham força nos bastidores: • Evasão deliberada, para evitar depoimento sob pressão • Blindagem jurídica, com estratégia para não comparecimento • Dificuldade operacional internacional, já que ela reside nos Estados Unidos Importante destacar: até o momento, Graeff não é formalmente alvo das investigações da Polícia Federal, sendo tratada como testemunha nas CPIs. Impacto nas investigações O não comparecimento não impede o avanço das apurações, mas muda a dinâmica. Sem o depoimento direto, as CPIs tendem a intensificar: • Quebras de sigilo • Análise de movimentações financeiras • Cruzamento de dados com outros investigados Ainda assim, a ausência de uma figura tão próxima ao núcleo do caso cria um vazio relevante no esclarecimento dos fatos. O ponto central O desaparecimento de Martha Graeff não é apenas um detalhe processual. É um movimento que ocorre no exato momento em que o cerco se fecha, as conexões começam a aparecer e o caso se aproxima de seu desfecho político e judicial. E a pergunta que fica é direta: o silêncio dela protege alguém… ou evita que algo muito maior venha à tona?
Mendonça quer recuperar os R$ 50 bilhões desviados no escândalo do Banco Master
O ministro André Mendonça quer que Daniel Vorcaro enumere os políticos e os outros personagens envolvidos no esquema criminoso do Banco Master, mas tem um objetivo ainda mais fundamental a ser alcançado na delação. De acordo com fontes do Supremo, Mendonça considera imprescindível que Vorcaro aponte o paradeiro dos mais de R$ 50 bilhões, montante estimado do rombo que está sendo ressarcido aos investidores pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Mais do que descobrir o paradeiro do dinheiro, o ministro quer a devolução dos recursos desviados. Esta foi exatamente a tese de Mendonça em seu doutorado, que ele agora pretende colocar em prática. Sua tese foi intitulada “Sistema de Princípios para a Recuperação de Ativos Procedentes da Corrupção”. O trabalho foi premiado em 2019 pela Universidade de Salamanca, na Espanha. Ele foi fruto do diagnóstico prático feito pelo ministro quando atuou como diretor do Departamento de Patrimônio Público e Probidade Administrativa (DPP) da Procuradoria-Geral da União.