O Grupo Pão de Açúcar (GPA), uma das maiores redes de varejo alimentar do país, informou ao mercado que enfrenta um cenário financeiro delicado e que existe risco para a continuidade de suas operações diante da pressão sobre o caixa e do elevado endividamento. Em comunicado recente, a companhia alertou para incertezas relacionadas à sua capacidade de seguir operando normalmente, em meio ao aumento da alavancagem e à necessidade de renegociar dívidas com vencimentos relevantes nos próximos anos. O alerta acendeu preocupação entre investidores e provocou forte volatilidade nas ações da empresa, que acumulam queda próxima de 25% desde o início de 2026. Analistas apontam que o principal problema do GPA é a combinação de geração de caixa insuficiente e dívida elevada, estimada em cerca de R$ 2,7 bilhões, valor superior ao próprio valor de mercado da companhia. A empresa vem registrando queima de caixa há vários trimestres, com custos financeiros consumindo os ganhos operacionais, o que levou o mercado a avaliar a necessidade de uma capitalização entre R$ 500 milhões e R$ 700 milhões para reforçar o caixa. Enquanto tenta implementar cortes de despesas e um plano de reestruturação, o grupo enfrenta ainda incertezas sobre o consumo no varejo e mudanças recentes na liderança executiva, fatores que ampliam o risco percebido pelos investidores quanto à sustentabilidade financeira da companhia no curto prazo. O presidente do grupo, Alexandre Santoro, declarou que o prejuízo é inaceitável para uma empresa do tamanho e tradição do GPA. “Uma companhia com a operação, a marca e a posição de mercado que o GPA possui não pode permanecer anos sem gerar caixa”, declarou Santoro em uma teleconferência na quarta-feira. A situação extremamente complicada vai exigir um gigantesco trabalho de reestruturação para que a rede de varejo consiga recuperar sua saúde financeira e afastar o risco de descontinuidade das operações.
Gleisi chama quebra de sigilo de Lulinha na CPI de “golpe”, mas ignora decisão do STF que já autorizou investigação
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, classificou como um “golpe” a decisão da CPI do INSS (Comissão Parlamentar de Inquérito) que aprovou a quebra de sigilo de Lulinha, filho de Lula (PT), nesta quinta-feira (26). Governistas agora buscam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na tentativa de anular o ato. A ministra das Relações Institucionais dirigiu acusações ao presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), contestando a validade da votação. “Isso foi um golpe do presidente Carlos Viana, que não tinha maioria na comissão e fez uma votação simbólica, sem contar os votos. Consideramos que essa votação é nula”, afirmou Gleisi. Porém, já não há mais a quem recorrer. Em breve o país vai certamente tomar conhecimento das transações e envolvimentos promíscuos do “filho do rapaz”. A quebra de seu sigilo já está autorizada em decisão do ministro André Mendonça do STF, atendendo pedido da Polícia Federal.
STF autoriza quebra de sigilo de Lulinha em investigação da Polícia Federal
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou um pedido da Polícia Federal para a quebra de sigilo do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula. A decisão atende a uma solicitação da PF no âmbito das investigações em andamento. A quebra de sigilo é uma medida judicial utilizada para aprofundar apurações e verificar movimentações financeiras relacionadas ao caso. O episódio adiciona um novo capítulo às investigações e deve gerar repercussões políticas nos próximos dias. O elo entre Lulinha e o Careca do INSS seria a empresária Roberta Luchsinger, que foi alvo de busca e apreensão da Operação Sem Desconto, que apura os desvios do INSS. “Em investigações policiais, tais afirmações devem ser analisadas com cautela e submetidas a verificação rigorosa, a fim de evitar conclusões precipitadas. Nesse cenário, as referências colhidas até o momento apontam para menções realizadas por terceiros e vínculos indiretos, que sugerem a possível participação de Fábio Lula em movimentações destinadas a fomentar projetos empresariais de Antônio Camilo”, diz um dos trechos do documento. E prossegue: “Eventualmente confirmadas as citações e hipóteses criminais levantadas, e uma vez deferidas e cumpridas as medidas cautelares propostas neste representação, a Polícia Federal adotará todas as providências necessárias ao fiel cumprimento de sua missão constitucional: entregar a verdade dos fatos aos legitimados da persecução penal, livre de interferências externas ou narrativas políticas, assegurando que nenhuma injustiça seja cometida, considerando a polarização política existente no país”.
Policial penal e advogada são encontrados mortos a tiros dentro de casa em Goiânia
Um policial penal de Goiás e sua esposa foram encontrados mortos em Goiânia. Os corpos de Rogério Naves de Lima, de 49 anos, e da advogada Sara Núbia Siqueira Guedes Torres, de 39, foram localizados dentro de casa, no bairro Vila São João. Segundo a Polícia Militar, eles estavam no quarto, com ferimentos causados por disparos de arma de fogo. As mortes ocorreram na madrugada de quarta-feira (25). Conforme informações da polícia, a investigação sobre a dinâmica dos fatos ainda está em fase inicial e está sendo conduzida pela Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH) da capital. Nas redes sociais, a advogada costumava compartilhar fotos com o esposo em seu perfil do Instagram. Muitas das postagens traziam declarações de amor. “Família não é sorte. É ordem, responsabilidade e propósito”, dizia uma das mensagens publicadas por ela. Os dois mantinham um escritório de advocacia na capital goiana. No site do escritório, o casal informava que a empresa atuava em diversas áreas do direito: previdenciário, público, trabalhista, de família e cível. O orgulho da profissão era um tema sempre presente no perfil do Instagram de Sara.
Moro dá resposta dura a Gilmar Mendes após ataque público do ministro
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), atacou o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) durante a sessão desta quinta-feira (26/2). Ao discursar sobre os 135 anos da Corte, o magistrado ironizou o ex-juiz da Operação Lava Jato em tom de deboche. “Moro precisava de ter ghostwriters, porque talvez não soubesse escrever com G ou com J a palavra tigela”, afirmou Gilmar. O senador não deixou barato e respondeu à altura. “O ministro Gilmar Mendes quer desviar a atenção da opinião pública sobre a matéria da revista The Economist na qual foi retratado de maneira bem negativa. Devia falar sobre ela e não sobre bobagens”, declarou Moro. O parlamentar ressaltou um trecho da reportagem da revista britânica que aborda a relação entre o ministro, empresários e políticos. “A interação entre empresas e o judiciário é comum. Gilmar Mendes, o juiz do STF com o mandato mais longo, realiza uma festa anual em Lisboa com dezenas dos políticos, magistrados e empresários mais importantes. Muitos dos presentes têm processos pendentes no STF. O evento, apelidado de ‘Gilmarpalooza’ pela imprensa brasileira, é organizado por uma universidade privada fundada por Mendes e agora dirigida por seu filho. Essa universidade já recebeu financiamento da J&F Investimentos, holding que controla a JBS, a maior empresa de processamento de carne do mundo. A J&F tinha processos pendentes no STF na época do financiamento”, citou o senador.
Petistas tentam transformar derrota humilhante em vitória política
Nos bastidores do governo, aliados de Lula passaram a tratar o rebaixamento da escola de samba que homenageou o petista sob uma perspectiva considerada conveniente para o discurso político. Integrantes do Partido dos Trabalhadores avaliam que a queda da Acadêmicos de Niterói pode ajudar a neutralizar críticas da oposição, que vinha apontando possível benefício eleitoral ao presidente por ter sido exaltado no desfile. Para esse grupo, o resultado enfraquece a tese de que a homenagem representaria vantagem política. Dentro dessa leitura, o episódio não teria potencial de influenciar o comportamento do eleitor nas urnas, mesmo com a repercussão nas redes sociais e no debate público. A apresentação da escola gerou questionamentos de adversários políticos, que acusaram o governo de utilizar o carnaval como forma de promoção antecipada. Após a repercussão, o Palácio do Planalto chegou a orientar integrantes da comitiva presidencial que acompanharam o desfile. Sempre tentando esconder as derrotas…
Gilmar Mendes ataca Sergio Moro e ironiza: ‘Talvez não soubesse escrever tigela’
O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, atacou o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) durante a sessão desta quinta-feira (26/2). Ao discursar sobre os 135 anos da Corte, o magistrado ironizou o ex-juiz da Operação Lava Jato. Em tom de deboche, Gilmar afirmou: “Moro precisava de ter ghostwriters, porque talvez não soubesse escrever com G ou com J a palavra tigela”. A declaração foi feita após o ministro mencionar o papel institucional do STF ao longo da história e defender a atuação do tribunal como guardião da democracia. Durante o pronunciamento, o decano relembrou decisões da Corte no enfrentamento à pandemia de Covid-19, comentou os atos de 8 de Janeiro e dirigiu críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em seguida, voltou-se especificamente à Lava Jato, classificando a operação como uma agenda política disfarçada de combate à corrupção. “Não se combate o crime cometendo crimes”, declarou o ministro, ao mencionar também a Operação Spoofing, que apurou a invasão de celulares de autoridades e revelou diálogos atribuídos a integrantes da força-tarefa. Gilmar ainda criticou veículos de imprensa que, segundo ele, apoiaram a Lava Jato e não reconheceram posteriormente os abusos apontados nas investigações decorrentes da Spoofing. “A propósito dessas idiossincrasias, também causa perplexidade, presidente, que os mesmos veículos que exaltaram a Lava Jato não tenham feito até hoje um mea-culpa ante os abusos comprovados pelos documentos da Operação Spoofing”, disse. Na sequência, reforçou a ironia direcionada ao senador: “Como todos sabem, e eu não quero constranger ninguém… Muitos jornalistas importantes, hoje talvez até promovidos na mídia qualificada, eram ghostwriters de Moro e companhia. E veja, Moro precisava de ter ghostwriters, porque talvez não soubesse escrever com G ou com J a palavra tigela”. Veja:
Avião faz pouso forçado nos Lençóis Maranhenses sem autorização para táxi aéreo
Um avião de pequeno porte realizou um pouso forçado no início da manhã desta quinta-feira (26) em Barreirinhas, município localizado na região dos Lençóis Maranhenses. O incidente foi registrado por volta das 6h50 e mobilizou equipes de emergência. Na aeronave estavam três passageiros — dois adultos e uma criança — além do piloto. Apesar do susto, ninguém sofreu ferimentos. A descida ocorreu em uma pista situada no bairro Vila Sertãozinho. Até o momento, as causas do pouso forçado ainda não foram oficialmente esclarecidas pelas autoridades. Equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão estiveram no local para realizar as primeiras avaliações e garantir a segurança da área. A aeronave passou por inspeção inicial para verificar possíveis danos estruturais e riscos adicionais. De acordo com dados do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), a situação cadastral do avião está regular. No entanto, consta que a aeronave não possui autorização para operar como táxi aéreo. O RAB é o sistema oficial administrado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e funciona como um “cartório” da aviação civil no país. É por meio dele que são registradas informações como matrícula (identificações iniciadas por PT, PR ou PP), nacionalidade, propriedade e condições de aeronavegabilidade das aeronaves, garantindo segurança jurídica e regularidade às operações aéreas no Brasil. As autoridades devem apurar as circunstâncias do ocorrido para determinar o que levou ao pouso forçado.
Relator da CPMI do INSS manda recado irônico a Lula sobre quebra de sigilo de Lulinha: ‘Fique com raiva da sua base’
O deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), relator da CPMI do INSS, enviou um recado direto ao presidente Lula logo após a aprovação do pedido de quebra de sigilo de Lulinha. Em tom de ironia, ele orientou o chefe do Executivo a não ficar “com raiva” da oposição, mas sim dos líderes da base governista que, segundo ele, foram “soberbos” na condução da estratégia. A CPMI aprovou o acesso aos dados telemáticos, bancários e fiscais de Lulinha. A votação ocorreu de forma simbólica e em bloco, ou seja, diversos requerimentos foram aprovados simultaneamente em uma única votação. “A estratégia do governo errou pela segunda vez. Queria dizer ao Lula, que é o chefe da base: Lula, não fique com raiva do presidente, do relator e da oposição, não. Fique com raiva da sua base, fique com raiva da sua liderança porque eles erraram pela segunda vez na estratégia. Eles foram soberbos”, declarou Gaspar. Após a divulgação do resultado, iniciou-se uma discussão generalizada no plenário. Deputados governistas se dirigiram até a mesa da CPMI do INSS e passaram a discutir acaloradamente com Viana e Gaspar. Em determinado momento, a tensão escalou: o deputado governista Rogério Correia (PT-MG) deu um soco em Luiz Lima (Novo-RJ) em meio a uma sequência de empurrões. Diante do tumulto, a sessão precisou ser suspensa. O episódio evidencia o clima de confronto que tem marcado os trabalhos da CPMI, especialmente quando o tema envolve investigações sobre pessoas próximas ao presidente da República. A resistência da base governista em permitir a quebra de sigilo levanta questionamentos sobre o que eventualmente poderia ser revelado nos dados financeiros e de comunicação do filho de Lula.
Flávio Bolsonaro reúne PL e reafirma união com Michelle: “Não conseguirão nos distanciar”
Flávio Bolsonaro convocou todo o PL para uma reunião e, sem arrogância ou prepotência, conseguiu provar que apoio político não pode ser imposto, mas conquistado. Nikolas Ferreira reafirmou o apoio já manifestado em outras ocasiões e declarou colocar Minas Gerais à disposição da campanha do 01. Ainda na saída da reunião, Flávio enfatizou a importância de Michelle Bolsonaro com a declaração direta: “Não conseguirão nos distanciar”. Quem torcia contra terá de dormir com esse sapo na garganta. Chegou o momento em que likes e engajamento forçado em intrigas serão substituídos por apoio real.