O conflito entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo Lula abre uma janela de oportunidade para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), conforme apuração da Folha de S.Paulo. Segundo o jornal, a investigação na Receita Federal ampliou a desconfiança entre os Poderes, em razão da suspeita de vazamento de dados sigilosos do ministro Alexandre de Moraes e de outros membros da corte. Há ainda irritação do presidente Lula com o ministro Dias Toffoli, por decisões tomadas por ele como relator do caso do Banco Master. A avaliação entre aliados do senador Flávio Bolsonaro é que, desde a campanha de 2022, o STF comportou-se como aliado de Lula e até como linha auxiliar de seu governo. Esse alinhamento se refletiu, por exemplo, na proximidade do próprio ministro Alexandre de Moraes com o presidente. O clima, agora, mudou. A expectativa de bolsonaristas é que seja possível ter maior interlocução com o STF durante a campanha eleitoral. Outro fator avaliado positivamente é o fato de dois ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro — Nunes Marques e André Mendonça — estarem à frente do TSE neste ano. Esse é o ponto central da avaliação: Flávio Bolsonaro não enfrentará um TSE adversarial trabalhando contra sua candidatura. Para seus aliados, o tratamento igualitário por parte da corte eleitoral já seria suficiente.
STF rachado em três blocos: a nova e explosiva correlação de forças na Corte
O Supremo Tribunal Federal (STF) está totalmente rachado. O clima de desconfiança impera na Corte, onde ninguém confia em ninguém. Nesse cenário de fragmentação interna, a jornalista Mariana Muniz, em O Globo, aponta que o tribunal está hoje dividido em ao menos três núcleos de influência, com interesses e estratégias distintas. “O primeiro é encabeçado por Alexandre de Moraes, que continua a concentrar poder, atuando na maioria das vezes de forma coordenada com Flávio Dino e o decano do tribunal, Gilmar Mendes, em temas mais sensíveis, como na oposição ao Código de Conduta e na crise do Master, quando saiu em defesa de Toffoli. Com um perfil mais discreto que os colegas, Cristiano Zanin também orbita esse grupo, fazendo alianças ocasionais, como no julgamento da trama golpista. Em outro núcleo, Fachin se aliou a Cármen Lúcia no discurso de moralização da Corte após assumir a presidência. Além de capitanearem os debates sobre a criação de regras internas de conduta no STF, defenderam que o pedido de suspeição de Toffoli no caso Master fosse levado ao plenário do Tribunal. Alinhado a esse grupo, Luiz Fux tem antagonizado com Moraes nos julgamentos da trama golpista, mas demonstrou apoio irrestrito a Toffoli quando foi discutida a suspeição do magistrado. Já os ministros Nunes Marques e André Mendonça, os dois indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, têm atuado de forma mais flutuante entre os dois núcleos, mas nem sempre de forma conjunta. Em julgamentos da Segunda Turma, por exemplo, é comum que Nunes Marques seja o voto de desempate, com Mendonça e Fux de um lado e Gilmar e Toffoli de outro. Com uma atuação discreta e, às vezes, isolada no Tribunal, Mendonça passou a ter maior protagonismo à medida que concentrou a relatoria de dois casos com alto potencial de impacto político — o do próprio escândalo do Banco Master, que herdou de Toffoli, e o que investiga fraudes em aposentadorias do INSS.” O livro “Supremo Silêncio” expõe a perseguição contra parlamentares, jornalistas e outros episódios relacionados ao Inquérito das Fake News. A obra ainda está disponível para o público.
Ipiranga à venda: BTG Pactual lidera processo e J&F dos irmãos Batista já monitora negócio
O banco BTG Pactual teria sido contratado pelo grupo Ultra para vender o seu principal ativo: a Ipiranga. A informação é do jornalista Lauro Jardim, publicada em O Globo. Segundo a nota divulgada neste domingo (22): “Uma das maiores empresas do Brasil está à venda. O BTG Pactual foi contratado pelo grupo Ultra para vender o seu principal ativo: a Ipiranga, a segunda maior distribuidora de combustíveis do país, dona de um faturamento que supera os R$ 140 bilhões anuais.” A publicação acrescenta que outros grandes grupos já estariam de olho no negócio: “A francesa Total, a saudita Aramco e a (sempre presente) J&F, dos irmãos Batista, estão olhando o negócio.”
Flávio Bolsonaro mira a classe média e acelera pré-campanha após tropeço do governo Lula no Carnaval
O senador Flávio Bolsonaro quer aproveitar a repercussão negativa do Carnaval para o governo Lula e acelerar sua trajetória eleitoral. Algumas pesquisas já o colocam na dianteira. Segundo o jornalista Ricardo Chapola, da Revista Veja, a estratégia do senador será calibrar os discursos para atrair a classe média — faixa do eleitorado que, na avaliação de conselheiros do senador, foi duramente atacada no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, agremiação que homenageou o presidente Lula. Na apresentação voltada a enaltecer a trajetória do petista, a escola apresentou uma ala batizada de “neoconservadores em conserva”. Nela, os foliões vestiam fantasias que simulavam uma lata com a foto de uma família tradicional brasileira, além de fazer alusões críticas aos apoiadores da ditadura militar e aos evangélicos. A Acadêmicos de Niterói foi rebaixada e deixou o pelotão de elite do Carnaval. Após o desfile, a oposição se mobilizou nas redes sociais e acusou o presidente de fazer propaganda eleitoral antecipada. O senador Flávio Bolsonaro incrementou as críticas ao petista com publicações enfatizando os ataques feitos à família. Conforme apurado por Chapola, se a estratégia for bem-sucedida, os aliados do senador acreditam que o desempenho dele nas próximas pesquisas de intenção de voto tende a melhorar. Para os estrategistas da pré-campanha do filho do ex-presidente, as eleições deste ano devem ser ainda mais polarizadas do que as de 2022 e serão decididas nos detalhes. Ao longo da pré-campanha, Flávio Bolsonaro foi orientado a enfatizar que é a alternativa para devolver qualidade de vida aos eleitores de classe média e a destacar que o governo Lula foi responsável, entre outras coisas, pela perda do poder de compra dessa parcela do eleitorado.
Inteligência policial prende líder do Comando Vermelho ‘de pé na areia’ em Arraial do Cabo — Veja o vídeo!
A inteligência da Polícia Civil demonstrou que não há refúgio seguro para narcotraficantes. Em mais uma ação da Operação Contenção, policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) capturaram uma das lideranças do Comando Vermelho atuante na comunidade da Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O narcotraficante foi preso neste sábado (21) enquanto relaxava nas areias de uma praia em Arraial do Cabo. Após minucioso trabalho de inteligência, os agentes identificaram que o criminoso havia deixado seu reduto de atuação e se deslocado para a Região dos Lagos. As equipes realizaram monitoramento sistemático, localizaram o alvo na faixa de areia acompanhado de outras pessoas e executaram a prisão de forma estratégica, sem qualquer possibilidade de fuga. As investigações prosseguem para identificar outros integrantes da associação criminosa e aprofundar a apuração das atividades ilícitas atribuídas ao grupo. A prisão integra a Operação Contenção, ofensiva do Governo do Estado para frear o avanço territorial do Comando Vermelho. A estratégia visa desarticular as estruturas financeira, logística e operacional da facção, além de retirar de circulação seus integrantes. Desde o início da operação, mais de 300 criminosos foram capturados e outros 136 neutralizados em confrontos. Também foram apreendidas cerca de 470 armas — entre elas 190 fuzis —, além de mais de 51 mil munições. Veja o vídeo:
Deltan protocola notícia-crime contra Moraes na PGR e declara: ‘Tenho vergonha do STF’
O ex-procurador Deltan Dallagnol protocolou, nesta sexta-feira (20), uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento pede a investigação de indícios de “abuso de autoridade” relacionados à condução de medidas no caso que envolve a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco). Nas redes sociais, Dallagnol publicou uma série de afirmações contundentes sobre o caso. Confira a íntegra do que escreveu: “É sim menos perigoso investigar o PCC do que o STF. E é fácil de provar isso: quantos auditores que investigam o PCC foram afastados? Nenhum. Já aqueles que chegam perto do STF são afastados e perseguidos, como Moraes mostrou com suas decisões de 2019 e 2026 e, agora, ao silenciar Kleber Cabral. Aliás, os auditores de 2019 estavam investigando SONEGAÇÃO / LAVAGEM DE DINHEIRO de quem? Exatamente das famílias de Toffoli e Gilmar. Mas Moraes mandou parar a investigação. Agora nós sabemos aonde a investigação de Toffoli ia levar. Aonde será que a de Gilmar ia levar? A Receita na época mostrou que os critérios da sua investigação eram técnicos, não tinha perseguição. Nenhuma ilegalidade foi provada no trabalho da Receita. E aí, por que não permitiu que a investigação da Receita sobre ministros seguisse, Moraes? É como na Revolução dos Bichos, alguns são mais iguais do que outros? Finge colocar poderosos debaixo da lei com abusos e criatividade, mas não se coloca ele mesmo debaixo da lei. Impede que ele e seus colegas sejam questionados. Reage com intimidação contra a imprensa, críticos e funcionários públicos que exercem direitos e cumprem seu dever. Tenho VERGONHA do STF brasileiro. Moraes, Toffoli e Gilmar ENVERGONHAM a toga e o Brasil.”
Barroso não tem mais dúvidas: saiu na hora certa e assiste tudo de camarote
Logo que os efeitos da Lei Magnitsky cessaram, um pingo de arrependimento pode ter pairado sobre o ex-ministro Luís Roberto Barroso, por ter optado pela aposentadoria. Hoje, entretanto, ele não tem mais nenhuma dúvida: saiu na hora certa e assiste a tudo de camarote. O detalhe, segundo a análise do colunista Gonçalo Mendes Neto, é que Barroso foi um dos principais responsáveis pela guinada político-ideológica na corte. Hábil, inteligente e meticuloso, percebeu que as coisas estavam ficando fora de controle — e se retirou a tempo. Hoje, Barroso desfruta com tranquilidade de sua aposentadoria e da fortuna acumulada ao longo de sua carreira como advogado e ministro. Por Gonçalo Mendes Neto, jornalista.
Record é condenada a pagar R$ 50 mil por anunciar morte de médico vivo durante cobertura de acidente aéreo
A Justiça de São Paulo condenou a Record a pagar indenização de R$ 50 mil a um médico. A emissora divulgou incorretamente a morte do profissional durante a cobertura de um acidente aéreo ocorrido em 2024. O caso remonta ao dia 9 de agosto de 2024, quando um avião da Voepass caiu em Vinhedo (SP) com 62 pessoas a bordo. A aeronave havia partido de Cascavel (PR) com destino ao aeroporto de Guarulhos. Durante a cobertura do acidente, a Record exibiu a fotografia e os dados pessoais de um médico residente no Rio de Janeiro — profissional que não estava no voo. A vítima fatal era um homônimo que morava em Maceió. A informação incorreta foi veiculada no Jornal da Record e no Fala Brasil. O médico descreveu o impacto como “imediato e devastador”. As advogadas Fernanda Lins e Daniela Bastos, que representam o profissional, explicaram o que se seguiu à reportagem: “Em função da reportagem, o autor do processo foi surpreendido por uma sucessão de ligações de amigos, familiares e colegas de trabalho em pânico e desesperados, pois acreditavam que ele teria sido vítima do acidente.” As representantes legais declararam que a emissora foi “negligente” ao não verificar as informações antes da divulgação. Segundo elas, a falha causou um “constrangimento público imensurável”. A defesa sustentou ainda que a Record não corrigiu a reportagem mesmo após tomar conhecimento do erro. Em sua defesa, a emissora afirmou que a “eventual” vinculação equivocada não ocorreu por má-fé. A Record classificou o episódio como “erro isolado, pontual e plenamente sanável” e declarou ter adotado providências ao tomar conhecimento da situação. A emissora chegou a alegar que o caso não ultrapassou um “mero aborrecimento cotidiano”. O juiz, no entanto, rejeitou a argumentação da defesa. Reconheceu que houve violação à dignidade do médico e fixou o pagamento de R$ 50 mil a título de indenização.
Alcolumbre Perde Seu Principal Trunfo no Caso Master e Ainda Tem Ex-Assessor Enredado na Farra do INSS
O senador Davi Alcolumbre, próximo a Daniel Vorcaro, atravessa um momento de visível preocupação — agravado depois que o ministro André Mendonça assumiu a relatoria do caso Master. Para piorar sua situação, o presidente do Senado também conta com um ex-assessor envolvido no escândalo das fraudes no INSS. Alcolumbre está prestes a se tornar alvo das investigações. No caso da farra do INSS, a CPMI já identificou repasses de R$ 3 milhões do chamado Careca do INSS para um ex-assessor do senador. Existe ainda a fundada suspeita de que o sigilo imposto por Alcolumbre às entradas do lobista no Congresso tenha como objetivo blindá-lo de vínculos com o personagem central da fraude contra pensionistas. Na questão do caso Master, o ministro André Mendonça retirou do senador seu principal trunfo ao determinar que a Polícia Federal envie à comissão de inquérito dados como o acervo contido no telefone celular de Vorcaro e as informações obtidas nas quebras de sigilo fiscal, bancário e telemático do banqueiro. A Revista Veja registrou o seguinte sobre o caso: “Notório pela capacidade de sobreviver a escândalos políticos — desde o esquema de rachadinha em seu próprio gabinete, revelado por VEJA em 2019, até apurações sobre desvios milionários de emendas parlamentares a cargo da Operação Overclean — Alcolumbre tem uma relação conflituosa com o ministro André Mendonça, a quem cabe, entre outras coisas, acessar a lista de políticos com vínculos com o ex-dono do Master, analisar eventuais crimes de políticos em parceria com o empresário e escrutinar todas as provas que Polícia Federal, Ministério Público e Banco Central reuniram contra a instituição financeira, seus dirigentes e cúmplices. Quando foi indicado ao STF em 2021, o ministro teve de aguardar quatro meses antes de ter o nome confirmado porque o senador, que comandava a comissão onde a sabatina ocorreria, trabalhava abertamente para emplacar no cargo o nome do então procurador Augusto Aras, tido como benevolente com o mundo político. Na época, o ministro tinha a convicção de que sua cabeça havia sido colocada a prêmio como forma de pressão, porque Alcolumbre também tinha planos de ser nomeado ministro do governo Bolsonaro ou líder da situação no Congresso, o que nunca se consolidou. A interlocutores, Mendonça diz hoje não guardar ressentimentos dos episódios do passado. Se isso vai ser suficiente para amainar as preocupações do senador, só o tempo será capaz de dizer.”
Freira de 82 anos é assassinada a pauladas após criminoso invadir convento no Paraná
Uma freira de 82 anos foi brutalmente assassinada a pauladas neste sábado (21) por um homem que invadiu o convento onde ela vivia, provavelmente com a intenção de furtar objetos do local. O crime ocorreu no município de Ivaí, no Paraná. A vítima se chamava Nadia Gavanski. Em nota, a congregação da qual ela fazia parte, as Irmãs Servas de Maria Imaculada, lamentou a morte da irmã e declarou que “está colaborando plenamente com as autoridades de segurança pública para que as circunstâncias” do crime sejam esclarecidas. A Polícia Militar do Paraná (PMPR) confirmou o assassinato e informou que o suspeito foi detido durante a tentativa de fuga. O caso continua sob investigação. O corpo de Nadia será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa, no Paraná.