O procurador‑geral da República, Paulo Gonet, arquivou o pedido de impedimento e suspeição do ministro Dias Toffoli no caso Banco Master. O requerimento foi apresentado pelos deputados federais Adriana Ventura (Novo‑SP), Carlos Jordy (PL‑RJ) e Caroline de Toni (PL‑SC), que alegaram que Toffoli viajou em jatinho acompanhado de um advogado dos executivos do Banco Master. “O caso a que se refere a representação já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da Procuradoria‑Geral da República. Não há, portanto, qualquer providência a ser adotada no momento”, afirmou Gonet. Além desse pedido, Gonet recebeu um requerimento mais recente do senador Eduardo Girão (Novo‑CE), que solicita a suspeição das decisões de Toffoli no mesmo processo.
Toffoli, presidente do STF, usou avião da FAB para curtir o resort Tayayá
O ministro Dias Toffoli aproveitou um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) em 2019, quando exercia a presidência do Supremo Tribunal Federal, para se deslocar ao resort Tayayá, atualmente centro da crise vinculada ao escândalo do Banco Master. Em 20 de dezembro daquele ano, ele utilizou um avião da FAB para viajar de Brasília até Ourinhos, interior de São Paulo. Na ocasião, o magistrado participou da inauguração do Fórum Eleitoral de Ribeirão Claro (PR), batizado em homenagem ao seu pai, Luiz Toffoli. Após a cerimônia, Toffoli passou o final de semana no Tayayá, retornando a Brasília em 22 de dezembro, conforme registros da própria Força Aérea. Na época, a imprensa já apontava que parentes do ministro eram sócios do empreendimento, e o resort havia sido incluído no âmbito das investigações da Operação Lava Jato. Desde dezembro de 2022, o ministro acumulou ao menos 168 dias de permanência no resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR). As diárias dos seguranças que o acompanharam custaram ao erário 548,9 mil reais.
Flávio Bolsonaro supera Lula em simulação de segundo turno, gerando alarme no Planalto
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) aparecem como líderes nas intenções de voto para o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, aponta pesquisa Apex/Futura divulgada nesta quinta‑feira (22) após consultar 2.000 eleitores em 849 municípios. A pesquisa, realizada entre 15 e 19 de janeiro, tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95 %, apresentando diferentes cenários eleitorais para o pleito de 2026. No primeiro cenário, o presidente Lula registra 37 % das preferências, enquanto Flávio Bolsonaro obtém 33,3 %. O governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece em terceiro lugar com 10,5 % das intenções. Os governadores Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, ficam com 3 % e 2,6 % respectivamente. O líder do movimento Missão, Renan Santos, marca 1,2 %, e o ex‑ministro Aldo Rebelo (DC) registra 0,5 %. Em outra configuração, Lula alcança 35,4 % contra 34,3 % de Flávio Bolsonaro, caracterizando empate técnico. Nesse cenário, o governador do Paraná, Ratinho Jr (PSD), soma 9,1 % das intenções. Um terceiro cenário mostra o senador Flávio Bolsonaro à frente, com 39,4 % contra 36,3 % de Lula. Nessa simulação, Caiado e Zema ficam próximos, com 4,9 % e 4,8 %, e o governador gaúcho Eduardo Leite (PSD) obtém 3,1 %. A pesquisa também mediu a rejeição dos possíveis candidatos. Lula lidera o quesito, com 51,7 % dos entrevistados afirmando que não votariam nele em hipótese alguma. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 43,4 % do eleitorado consultado. Os demais nomes apresentam índices de rejeição entre 12,8 % e 15,7 %, incluindo Eduardo Leite, Ratinho Jr, Zema, Tarcísio, Aldo Rebelo, Caiado e Renan Santos, todos em empate técnico dentro da margem de erro. Nas simulações de segundo turno, tanto Flávio Bolsonaro quanto Tarcísio de Freitas venceriam Lula em um confronto direto. Os dados indicam que o presidente só superaria Zema e Eduardo Leite em disputas de segundo turno. A pesquisa revelou que 2,8 % dos entrevistados rejeitam todos os nomes apresentados, enquanto apenas 0,9 % afirmam não rejeitar “ninguém”. Indecisos ou quem optou por não responder somam 2,1 % dos consultados.
AO VIVO: IMPRENSA CAPTA TOFFOLI EM REUNIÃO COM BANQUEIRO E EMPRESÁRIO (VEJA O VÍDEO)
O pastor Silas Malafaia concedeu entrevista ao SBT News, criticando a pré‑candidatura de Flávio Bolsonaro. Na entrevista, o pastor afirmou que o senador “não empolga a direita”, que lhe falta “musculatura política” e que o nome forte para unir direita e centro é Tarcísio de Freitas. Em paralelo, a equipe do Metrópoles divulgou vídeo exclusivo que mostra o ministro Dias Toffoli recebendo, no luxuoso Resort Tayayá, o banqueiro André Esteves (BTG Pactual) e o empresário Luiz Pastore. O registro acrescenta mais um capítulo às suspeitas de ligações entre o Supremo Tribunal Federal e o mundo dos negócios. Além disso, a pesquisa Futura/Apex, recém‑publicada, indica que, em eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro venceria Lula com 48,1 % contra 41,9 %, resultando em vantagem de 6,2 pontos. Para comentar os assuntos, o Jornal do JCO recebe hoje um time de peso: o Coronel Mello Araújo (vice‑prefeito de São Paulo), a vereadora Ellen Miziara, o vereador Olímpio Araújo e o analista político Victor Motta. Assista ao vivo, compartilhe com os amigos, ative o sininho e apoie o trabalho independente do Jornal da Cidade Online – a voz que não se cala!
Irmãos Batista avançam em projetos de petróleo na Venezuela após queda de Maduro
Com a saída de Nicolás Maduro do poder, grandes grupos empresariais passaram a observar de perto as oportunidades abertas na Venezuela — entre eles, o conglomerado controlado pelos irmãos Joesley Batista e Wesley Batista. O foco principal está no setor energético, impulsionado por reservas estimadas em cerca de um bilhão de barris de petróleo e pela expectativa de reorganização política e econômica do país. Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, os Batistas mantêm ligação indireta com o projeto Petrolera Roraima, por meio de um parceiro comercial. A participação envolve campos petrolíferos que anteriormente pertenciam à ConocoPhillips. A Fluxus, empresa de petróleo da família, avalia a entrada direta nesses ou em outros projetos, condicionando qualquer movimento à consolidação de um ambiente institucional mais previsível. Cautela pública, interesse privado Em nota, a holding J&F SA afirmou não possuir ativos na Venezuela, mas deixou claro que acompanha atentamente o cenário. “Uma vez estabelecido um quadro de estabilidade institucional e segurança jurídica, estaremos prontos para avaliar investimentos”, declarou o grupo. Desde a imposição de sanções pelos Estados Unidos, os Batistas adotaram postura pública de cautela. A prudência também se explica pelo fato de o grupo controlar a Pilgrim’s Pride, uma das maiores processadoras de frango dos EUA. O presidente norte‑americano Donald Trump já acusou o antigo regime venezuelano de confiscar riquezas de empresas americanas, sem sinalizar qualquer reversão das nacionalizações feitas no passado. Enquanto empresas dos EUA e da Europa aguardam garantias mais sólidas para operar, grupos com trânsito político e histórico de atuação na região tentam se posicionar com antecedência. Nesse contexto, Joesley Batista esteve recentemente em Caracas para dialogar com a presidente interina Delcy Rodríguez, ampliando sua influência no período de transição. Relações políticas e histórico controverso A trajetória dos Batistas na Venezuela não é recente. Desde os anos 2000, o grupo mantém relações com o governo local. Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu quando assinaram um contrato de US$ 2,1 bilhões para fornecimento de carne e frango em meio à crise alimentar venezuelana. O acordo teve intermediação de Diosdado Cabello, figura central do regime. Em 2024, o Ministério do Petróleo concedeu à A&B Investments — comandada por Jorge Silva Cardona, aliado comercial dos Batistas — direitos de exploração por 25 anos no projeto Petrolera Roraima, anteriormente operado pela ConocoPhillips. A PDVSA mantém 51 % da participação no empreendimento, enquanto a A&B controla os outros 49 %. Após a entrada do novo operador, a produção diária chegou a 32 mil barris entre junho e outubro, mas caiu com o endurecimento das restrições impostas pelos Estados Unidos às exportações venezuelanas. Olho no pós‑Maduro Além do petróleo, o grupo também analisa oportunidades nos setores de mineração e infraestrutura elétrica. A estratégia é clara: ocupar espaço rapidamente no cenário pós‑Maduro, antes que grandes concorrentes internacionais retornem ao país. A movimentação reforça um padrão conhecido: empresários experientes em navegar ambientes politicamente instáveis buscando vantagens estratégicas em momentos de fragilidade institucional — agora, apostando que a Venezuela entrará em uma nova fase, ainda cercada de incertezas.
Nikolas e Carlos abraçados: o circo incendiado para gerar engajamento
Até pouco tempo, Nikolas Ferreira era acusado de traidor. Ver o senador Carlos Bolsonaro aplaudindo‑o no carro de som da Marcha deve ter doído no coração dos apoiadores. Com Tarcísio e Michelle ocorre o mesmo fenômeno: basta uma isca plantada em manchete de grande mídia e já se inicia a picuinha. Em entrevista, Eduardo foi bastante franco ao afirmar que, no fim, todos subirão ao mesmo palanque para se apoiar. Quem gosta de assistir ao “circo pegando fogo” apenas para ganhar engajamento terá de engolir as críticas, de mãos dadas com seus ídolos. Política é para quem tem estômago.
Advogado de Lulinha pede à PF investigação sobre vazamento e vira o jogo
A imprensa divulgou o encontro entre o advogado de Lulinha e o delegado Andrei Rodrigues, diretor da Polícia Federal. Durante a reunião, o advogado solicitou que a PF apure quem divulgou a notícia‑crime que, nos depoimentos colhidos pela própria Polícia Federal no inquérito sobre o roubo de aposentados do INSS, apontava o filho do presidente, Lulinha, como sócio oculto do lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como “o Careca do INSS”. O pedido não buscava investigar o fato criminoso em si, mas apenas identificar a origem do vazamento. O ex‑deputado Roberto Freire alertou que “um fato de hoje que a imprensa noticiou e que inverte tudo… o Brasil corre o risco de virar de cabeça para baixo”.
Malu Gaspar compartilha reportagem sobre encontro de Toffoli com banqueiro e lança pergunta provocativa
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, recebeu o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, e o empresário Luiz Pastore, proprietário do grupo metalúrgico Ibrame, no resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, Paraná. Uma reportagem sobre o assunto, publicada pela jornalista Andreza Matais no site Metrópoles, foi compartilhada pela jornalista Malu Gaspar, que se limitou a perguntar: “O que falta?” Confira: Sim, o que falta?
Atriz da Globo promove caravana para Brasília e elogia Nikolas Ferreira
A Caminhada pela Liberdade e Justiça, liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira, vem conquistando apoio em diversos setores da sociedade. A divulgação de uma caravana que partirá do Rio de Janeiro rumo a Brasília para se encontrar com a caminhada foi feita pela atriz Vera Gimenez, conhecida por sua trajetória na Rede Globo. “Eu adoraria ir à caminhada, mas não tenho condição. Tenho duas próteses de quadril e estou com setenta e poucos anos. Mas adoraria… Admiro muito o Nikolas; ele começou sozinho e agora já tem uma multidão, não é? Espero que o Brasil acorde. Precisamos acordar”, declarou. A caravana anunciada por Vera Gimenez sai no sábado, 24 de janeiro, e chega ao destino no domingo, 25 de janeiro. Em publicação no Facebook, os organizadores pedem que os participantes vistam as cores verde e amarelo. “Caravana para Brasília, para encontrar a caminhada do Nikolas. Partida: sábado, 24/1, às 9h da manhã. Chegada em Brasília por volta das 8h da manhã do domingo, 25/1. A caminhada do Nikolas chega a Brasília no domingo, 25/1. O ônibus sairá do início do Leme. Retorno: saída de Brasília às 18h do domingo, 25/1, com chegada prevista ao Rio às 16h da segunda‑feira, 26/1”, informou a publicação.
STF propõe “saída honrosa” para Toffoli enquanto escândalo abala a corte
Integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) defendem o envio da investigação do caso Master à primeira instância da Justiça Federal, apresentando a medida como uma “saída honrosa” para o ministro Dias Toffoli. A proposta surge em meio à crise de imagem que a corte enfrenta pelos desdobramentos do caso que apura o Banco Master e seu proprietário, Daniel Vorcaro, informam fontes do tribunal. A operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades envolvendo Vorcaro, começou na Justiça Federal em Brasília e foi remetida ao STF depois que a Polícia Federal apreendeu documentos nos quais figurava o deputado federal João Carlos Bacelar (PL‑BA), titular de foro privilegiado. Toffoli tem comunicado a seus auxiliares que não vê motivo para deixar a relatoria do processo, argumentando que sua situação não se enquadra nas hipóteses legais de impedimento previstas no Código de Processo Penal, que estabelece impedimento quando cônjuge ou parente participou da ação, quando o magistrado atuou como advogado ou quando ele ou familiares são “diretamente interessados” no resultado. A atuação do ministro gerou questionamentos internos no Supremo. O sigilo rigoroso imposto ao processo foi criticado por outros ministros. Posteriormente, uma viagem de jatinho com um advogado ligado ao caso e ligações de familiares de Toffoli com um fundo de investimento relacionado ao Master, conforme noticiado pela Folha, intensificaram as críticas. Uma investigação paralela, originalmente conduzida pela Justiça Federal em São Paulo, também chegou ao STF. Esse caso fundamentou a segunda fase da operação, realizada em 14 de janeiro, que investiga possíveis fraudes praticadas pelo Master por meio de fundos de investimento. Até o momento, os investigadores afirmam não haver evidências que indiquem envolvimento do deputado Bacelar nas supostas fraudes bancárias. O parlamentar declarou ter participado de um fundo destinado à construção de um condomínio na Bahia e que Vorcaro demonstrou interesse em adquirir parte do projeto, negociação que não se concretizou. Um grupo de ministros do STF sugere que Toffoli poderia usar a ausência de provas contra Bacelar como justificativa para devolver o processo à primeira instância. Essa estratégia afastaria o Supremo do centro da crise, neutralizaria as alegações de suspeição contra o ministro e preservaria todos os atos já assinados por ele no processo. Caso a solução seja adotada, os depoimentos dos investigados, a documentação da acareação entre banqueiros e os resultados das buscas realizadas pela PF seriam repassados à Justiça Federal, evitando o reinício da investigação. A proposta de transferência conta com apoio de membros do Ministério Público Federal (MPF), pessoas próximas a Toffoli e advogados que acompanham o caso. Inicialmente, foi a defesa de Vorcaro que solicitou a supervisão do STF para a investigação. Na semana passada, o ministro interferiu no cronograma da PF, condensando depoimentos previstos para o final de janeiro e início de fevereiro em apenas dois dias, 26 e 27 de janeiro. A designação, feita por iniciativa própria do ministro, dos peritos que analisarão as provas obtidas na última fase da operação Compliance Zero gerou controvérsia. A associação de delegados classificou as determinações do ministro como uma “afronta às prerrogativas” da categoria.