Por meses, a administração federal utilizou as sanções impostas pelos Estados Unidos como uma justificativa conveniente para a deterioração da economia brasileira e para a alegada falta de canais diplomáticos abertos. A narrativa oficial, frequentemente repetida, atribuía aos EUA a recusa em estabelecer diálogo, posicionando o Brasil como vítima de um bloqueio internacional. Essa estratégia, no entanto, foi confrontada por uma mudança de cenário diplomático. Após uma intervenção do ex-presidente americano Donald Trump na Organização das Nações Unidas (ONU), que, ao que parece, reiterou a abertura ao diálogo, tornou-se insustentável para o governo brasileiro manter a alegação de falta de comunicação. A fala de Trump expôs a fragilidade da desculpa, forçando uma nova abordagem por parte do Palácio do Planalto. ### A Missão de Vieira e a Verdade por Trás das Sanções Diante da pressão crescente e da impossibilidade de continuar com a antiga retórica, o governo Lula foi compelido a enviar uma comitiva aos Estados Unidos, liderada por Vieira, para tratar das questões que envolviam as sanções. A expectativa era de que a missão diplomática pudesse reverter o quadro ou, ao menos, obter explicações oficiais. Contudo, o que teria vindo à tona com o retorno da comitiva de Vieira é um panorama bastante distinto daquele que vinha sendo veiculado. Informações recentes indicam que o verdadeiro motivo por trás das sanções americanas reside em graves violações e “crimes contra direitos humanos no Brasil”. ### O Fim das Desculpas e a Necessidade de Transparência Com a suposta revelação dos crimes contra direitos humanos como cerne das restrições internacionais, o governo Lula encontra-se agora em uma posição delicada. A cortina de fumaça que encobria os problemas econômicos com o pretexto das sanções externas parece ter sido finalmente dissipada. Essa nova perspectiva exige que a administração federal brasileira enfrente as acusações de violação dos direitos humanos com a seriedade e a transparência necessárias, em vez de recorrer a bodes expiatórios externos. A verdade sobre a situação interna do país e suas implicações em nível internacional, ao que tudo indica, não pode mais ser ocultada por artifícios diplomáticos. O momento exige clareza e responsabilidade diante das graves denúncias.
Decisão do STF Blinda Dirigente Investigado: Felipe Gomes Não Comparecerá à CPMI do INSS
O trabalho da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS sofreu mais um revés nesta sexta-feira (17), com a comunicação de que Felipe Macedo Gomes, dirigente da Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB), não comparecerá ao depoimento agendado para a próxima segunda-feira (20). A ausência de Gomes se deve a um habeas corpus concedido pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que tornou facultativo o seu comparecimento perante a comissão. A CPMI havia aprovado a convocação de Gomes em agosto para esclarecer as atividades da ABCB, uma das entidades sob investigação da Polícia Federal (PF) por suposta realização de descontos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas. Com a decisão do STF, apenas Tonia Galleti, ex-integrante do Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), deve prestar depoimento na segunda-feira, como inicialmente previsto para ambos. ### Críticas à Interferência Judicial O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), tem sido um crítico vocal da atuação do Supremo Tribunal Federal, reiterando publicamente suas preocupações com o que considera interferências na autonomia investigativa do Congresso. Segundo Viana, a concessão recorrente de habeas corpus tem dificultado o avanço dos trabalhos da comissão e a busca pela verdade em casos de grande interesse público.