O deputado Nikolas Ferreira atingiu o objetivo da marcha, fazendo o país parar para ouvir seu apelo por justiça e liberdade dos presos políticos. Não é coincidência; segundo a colunista Malu Gaspar, aliados têm demonstrado otimismo nos últimos dias quanto à possibilidade de o ministro Alexandre de Moraes conceder prisão domiciliar ao ex‑presidente Jair Bolsonaro. Ela afirmou: O motivo é um ponto da decisão de Moraes que determinou a transferência de Bolsonaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar, localizado dentro do complexo da Papuda e conhecido como “Papudinha”. Moraes determinou que Bolsonaro seja submetido “imediatamente” a uma junta médica composta por médicos da Polícia Federal para a avaliação do seu quadro clínico e de suas necessidades para o cumprimento da pena. A luta de Nikolas seguirá ainda mais intensa; o “sistema” não descansará nas tentativas de silenciá‑lo. O povo, mais do que nunca, precisa permanecer ao seu lado.
Fachin ignora falhas de ministros e atribui a impopularidade do STF a explicação inimaginável
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, acabou se perdendo nas próprias declarações. Quanto mais ele fala, mais evidente fica que o discurso não traz soluções para os problemas da Corte. Fachin começou alegando que alguns colegas têm uma objeção “ontológica” ao código de ética. Ontologia é o ramo da filosofia que estuda a natureza do ser; dizer que há uma objeção ontológica significa, em linguagem simples, que algo “não deveria existir”. O uso de um termo tão erudito parece uma tentativa de dar elegância à argumentação. Em seguida, o presidente trouxe à tona o conceito de “filhofobia”, acusando adversários de alegarem que filhos de magistrados não podem exercer a advocacia. Na prática, esses filhos podem atuar como advogados, desde que não representem partes em processos em que seus pais sejam juízes. Fachin utilizou o termo para defender o direito de sua própria filha, que é advogada, reconhecendo que há um problema, porém minimizando‑o. A partir da metade da entrevista, Fachin revela um perfil que lembra o de seu antecessor, Barroso, porém sem a vaidade. Quando questionado se o Tribunal poderia deixar de ser percebido como político, ele respondeu que o STF tem a função de ser contramajoritário. Essa afirmação contraria a ideia tradicional de que a principal missão da Corte é aplicar a Constituição. Fachin ainda repetiu a estratégia de “empurrar a história para a frente” ao atribuir a impopularidade do STF à aprovação da lei que criminaliza a homofobia, sem mencionar eventuais falhas de seus colegas. Curiosamente, o presidente condenou a extensão do foro privilegiado – mecanismo que permitiu o julgamento de figuras como Jair Bolsonaro e outros condenados no processo do golpe – enquanto a acusação de “tribunal político” surgiu justamente por causa da votação da lei contra a homofobia. No final da entrevista, Fachin invocou um “espírito iluminista”, sugerindo que, caso o Congresso não legisle sobre o trabalho em aplicativos, o Supremo deverá assumir o tema e, efetivamente, legislar. Essa postura demonstra que nenhum código de ética será suficiente para conter tais iniciativas. Marcelo Guterman. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.
Toffoli e Lula em guerra de vazamentos
Acredito que o próprio Lula tenha vazado à imprensa a existência de uma reunião fora da agenda com o ministro Toffoli. Essa divulgação teria incomodado o Amigo, que, na minha opinião, permitiu o vazamento da reunião entre Lula e Vorcaro em 2024. O ministro Fachin teme que isso se transforme em uma guerra de vazamentos à imprensa. Governo e Sinistros estão diretamente ligados ao escândalo. Se a Polícia Federal conduzir a investigação, o peso recairá menos sobre Lula; se o Supremo Tribunal assumir, o peso recairá menos sobre os togados. Quando as informações do celular de Vorcaro forem divulgadas, haverá ligações com o escândalo do INSS em ano eleitoral.
Bets provocam amputação de mãos e pés em criança de 1 ano
Algumas notícias são tão revoltantes que não podem ser ignoradas. Em Murici, Alagoas, João Victor dos Santos arrecadou R$ 113 mil por meio de uma campanha de solidariedade destinada ao seu filho, de 1 ano e 5 meses. O menino teve as mãos e os pés amputados em consequência do agravamento de um quadro de pneumonia. O valor arrecadado deveria cobrir procedimentos médicos e tratamentos especializados para a recuperação da criança. João Victor foi preso no dia 23, após denúncia feita pela mãe da criança, e constatou‑se que não havia mais dinheiro. Todo o montante foi gasto pelo pai em plataformas de apostas online, em especial nos chamados “jogos do tigrinho”. Na conta bancária permaneceram apenas R$ 300. O autor foi indiciado pelos crimes de furto qualificado contra vulnerável, abandono material e estelionato. Mesmo em países com alto nível educacional as apostas são consideradas perigosas e recebem regulamentação; no Brasil, onde o nível de escolaridade é baixo, as plataformas de jogos de azar representam uma verdadeira catástrofe. Desde que o governo Lula regulamentou as apostas, há um ano, mais de 25 mil sites ilegais foram bloqueados por práticas irregulares, como publicidade ilícita nas redes sociais, contratação de influenciadores, empresas sem regularização e transações bancárias proibidas. A fiscalização, coordenada principalmente pelo Ministério da Fazenda, tem como objetivo a arrecadação de impostos e a prevenção de sonegação, mas o impacto social dessas plataformas costuma ser ignorado. As apostas online tendem a crescer, e explorar a vulnerabilidade da população sempre foi um grande negócio, abrangendo desde bancos até fraudes contra idosos pelo INSS. Casos como o da criança de Murici mostram que os jogos de azar deveriam ser proibidos integralmente. Além disso, a publicidade dessas plataformas raramente aparece na televisão aberta, ao contrário da intensa exposição que recebem os jogos de futebol.
Encontro secreto de Lula com o banqueiro Vorcaro gera dúvidas – veja o vídeo!
Um encontro realizado fora da agenda oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no final de 2024, com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, passou a chamar atenção nos bastidores políticos de Brasília. A reunião teria ocorrido no Palácio do Planalto, sem registro público na agenda presidencial, o que levantou questionamentos sobre transparência, motivação e conteúdo da conversa. De acordo com informações apuradas nos bastidores, o encontro contou ainda com a presença de figuras influentes do governo e do sistema financeiro, entre elas o ex‑ministro da Fazenda Guido Mantega, o então indicado à presidência do Banco Central Gabriel Galípolo, além de ministros de Estado. Até o momento, não houve divulgação oficial sobre a pauta, a duração ou os encaminhamentos da reunião. O que teria sido tratado Relatos indicam que Vorcaro teria levado ao presidente preocupações relacionadas ao ambiente concorrencial do sistema bancário e aos impactos da concentração do setor sobre instituições de médio porte. Lula, segundo essas informações, teria sinalizado que qualquer discussão sobre regulação e mercado financeiro deveria ser conduzida de forma técnica pelo Banco Central, e não diretamente pelo Palácio do Planalto. Apesar disso, o simples fato de um banqueiro se reunir reservadamente com o chefe do Executivo, sem registro oficial, gera desconforto institucional e abre espaço para interpretações políticas. O contexto que aumenta a sensibilidade do caso O episódio ocorre em um momento delicado para o Banco Master, que posteriormente enfrentou dificuldades operacionais, restrições regulatórias e intervenção das autoridades monetárias. O banco acabou sendo impedido de realizar operações estratégicas e, mais tarde, sofreu medidas mais duras por parte do sistema regulador. Esse encadeamento de fatos — reunião reservada seguida de decisões regulatórias relevantes — reforça o debate sobre governança, independência institucional e limites da interlocução entre poder político e agentes financeiros. Transparência em xeque A Constituição estabelece o princípio da publicidade dos atos da administração pública. Embora reuniões reservadas não sejam, por si só, ilegais, a ausência de registro oficial compromete a rastreabilidade institucional e fragiliza a confiança pública. Em governos democráticos, a agenda presidencial funciona como instrumento de controle social, permitindo que a sociedade saiba com quem o presidente dialoga e em quais contextos. Perguntas que seguem sem resposta Até o momento, permanecem em aberto pontos fundamentais: Quando exatamente ocorreu o encontro? Quem participou integralmente da reunião? Qual foi a pauta formal discutida? Houve algum tipo de encaminhamento, compromisso ou influência institucional? Por que o encontro não foi registrado na agenda pública? O silêncio oficial apenas amplia as dúvidas. Por que o caso importa Mais do que um episódio isolado, o encontro reacende uma discussão central para a democracia: o grau de transparência na relação entre governo e grandes interesses econômicos. A sociedade tem o direito de compreender como decisões públicas são influenciadas, quem participa das articulações de bastidores e quais critérios orientam a atuação do Estado. Transparência não é um detalhe administrativo — é um pilar da credibilidade institucional. Veja o vídeo:
PF lança megaoperação no Rio Grande do Norte e mira prefeito de Mossoró (VEJA O VÍDEO)
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça‑feira (27), uma operação destinada a desarticular um suposto esquema criminoso de desvio de recursos públicos e de fraudes em processos licitatórios da área da saúde no Rio Grande do Norte (RN). O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), está entre os alvos da investigação. Para cumprir a operação, a PF executou 35 mandados de busca e apreensão em oito municípios do estado: Mossoró, Natal, Parau, São Miguel, Upanema, Serra do Mel, Pau dos Ferros e José da Penha. Segundo as investigações, há indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde. As irregularidades envolveriam empresas sediadas no Rio Grande do Norte que prestavam serviços a administrações municipais de diversos estados. Veja o vídeo:
Flávio Bolsonaro em Israel: combate ao antissemitismo e apoio ao povo judeu
O início da caminhada internacional do senador Flávio Bolsonaro tem peso que vai além da diplomacia de protocolo. A visita começa em Israel, não por acaso, mas por significado. A convite do governo israelense, ele participa da 2ª Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, inaugurada em 26 de janeiro, posicionando‑se onde a história sangra, onde a memória exige vigilância e onde o silêncio não pode ser opção. A presença na abertura oficial da conferência, realizada no Parlamento israelense, constitui um gesto que fala antes das palavras. Israel não é apenas um Estado‑nação; é o símbolo vivo da resistência de um povo que sobreviveu à tentativa sistemática de extermínio e que ainda hoje enfrenta o ódio disfarçado de discurso político, ideológico ou “humanitário”. O senador fará discurso em 27 de janeiro, Dia Internacional da Memória das Vítimas do Holocausto e de Combate ao Antissemitismo, fato que reveste o evento de profundo simbolismo. Não se trata apenas de agenda internacional, mas de compromisso moral, reconhecendo que o antissemitismo não pertence ao passado, pois ele se reinventa, muda de linguagem, mas preserva a mesma essência destrutiva. Para os judeus brasileiros, a visita representa algo raro e valioso, a certeza de que não estão sozinhos. Em um momento em que o governo brasileiro adota posições ambíguas, quando não abertamente hostis, em relação a Israel, flertando com narrativas que relativizam o terrorismo do Hamas e silenciando diante da repressão do regime iraniano contra seu próprio povo, o gesto de Flávio Bolsonaro, pré‑candidato à Presidência da República, surge como contraponto claro e inequívoco. Apoiar a comunidade judaica não significa apoiar guerra; significa defender a vida. É condenar o terrorismo sem eufemismos, denunciar regimes que assassinam civis desarmados, mulheres e jovens que clamam por liberdade, e afirmar que a dignidade humana não pode ser seletiva. Direitos humanos não podem depender de alinhamento ideológico. Assim, a caminhada internacional começa no lugar certo, onde a memória é sagrada e a liberdade foi conquistada a um custo altíssimo. Ao estender a mão à comunidade judaica brasileira, Flávio Bolsonaro reafirma que combater o antissemitismo é um dever civilizacional, não de um partido, não de um governo, mas de todos que ainda acreditam em justiça, verdade e humanidade. Que essa postura sirva de lembrança e alerta, pois quando o ódio é normalizado, todos correm risco. Quando um povo tem sua dignidade defendida, toda a civilização avança.
Governo solicita e Moraes elimina benefícios dos Correios
O ministro Alexandre de Moraes atendeu ao pedido dos Correios e suspendeu trechos de decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que obrigavam a estatal a pagar aos seus funcionários benefícios como ticket refeição/alimentação extra (conhecido como vale‑peru), gratificação de férias de 70 % e adicional de 200 % pelo trabalho em dias de repouso. Para o ministro, as alegações dos Correios “sinalizam indevida extrapolação do poder normativo da Justiça do Trabalho”. A medida será submetida ao plenário do Supremo Tribunal Federal. No ano passado, o TST determinou que a empresa concedesse reajuste salarial de 5,1 % e os benefícios citados. O dissídio teve origem após uma greve dos funcionários, quando o tribunal fixou o reajuste e as parcelas adicionais. Os Correios afirmam que a decisão do TST geraria custos bilionários. O ticket refeição extra representaria um impacto de R$ 213 milhões, cerca de R$ 2,5 mil por empregado. A manutenção do plano de saúde acarretaria despesas de R$ 1,4 bilhão ao ano, além de um provisionamento de R$ 2,7 bilhões até setembro de 2025. O adicional de 200 % pelo trabalho em dias de repouso também foi contestado e suspenso por Moraes.
Pai e irmã de Daniel Vorcaro são acusados de esquema bilionário em terras públicas; ex‑ministro Aldo Rebelo denuncia (Veja o vídeo)
A família de Daniel Vorcaro, banqueiro do Master acusado de orquestrar um esquema fraudulento envolvendo fundos de investimento, é a investidora de um projeto bilionário de créditos de carbono realizado sobre terras públicas e baseado em valores inflados, sem lastro no mercado. O ex‑ministro e ex‑presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo, denunciou a fraude. O escândalo ganha força ao atingir o governo, que segundo a matéria está desgovernado e sujeito a falcatruas e distribuição de propina. Veja o vídeo:
FACHIN DIZ que impeachment de ministro do STF é absurdo e sai desmoralizado
O ministro Edson Fachin reconheceu a falta de apoio para a aprovação de um código de conduta no Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, está praticamente isolado dentro da Corte, sendo tratado como uma figura decorativa pelos demais ministros. Ao ser questionado sobre a constante ameaça de abertura de processos de impeachment no Senado contra integrantes do STF, Fachin alertou que a ação dos senadores poderia desencadear “uma crise institucional efetivamente grave”. “Não creio, porque isso significaria uma crise institucional muito grave. Teremos condições de aprender com essa crise e resolvê‑la institucionalmente, sem gerar uma crise institucional efetivamente grave.” O jornalista Mario Sabino comentou as declarações de Fachin, adotando postura crítica. Confira a fala: “Fachin disse que o impeachment de um ministro do STF abriria uma ‘crise institucional gravíssima’. Conversa para boi dormir: nem impeachment de presidente da República abriu crise institucional no Brasil. Na verdade, impeachment é para resolver crise institucional.” O comentário foi considerado desmoralizante.