Agentes da Polícia Federal foram até a residência de um cidadão em Presidente Prudente (SP) para obrigá-lo a retirar uma faixa colocada em sua janela com a palavra “LADRÃO”. Os agentes chegaram a informar que superiores poderiam “impor” a retirada. A ação aconteceu porque Lula faria um evento na cidade. Vale lembrar: a esquerda difama sistematicamente os conservadores, inclusive Bolsonaro, de todas as formas possíveis, sem qualquer consequência. Lula chegou ao ponto de chamá-lo de “genocida”. Em agosto de 2022, ainda durante a presidência de Bolsonaro, militantes do coletivo Indecline jogaram futebol no Minhocão, em São Paulo, usando como bola uma réplica ultrarrealista da cabeça do então presidente. Cachorros foram incentivados a defecar sobre o objeto. Nada aconteceu com os responsáveis. Enquanto isso, a mera palavra “Ladrão”, sem sequer mencionar o nome de Lula, é o suficiente para levar a PF à casa de um cidadão. Como bem disse Nikolas Ferreira, a carapuça serviu. Na prática, apenas a esquerda tem liberdade de expressão, e até de difamação, no Brasil. O país caminha para mais uma eleição em que apenas um lado pode fazer campanha. O regime deu um passo além… Primeiro, proibiu chamar ladrão de ladrão. Agora, estão banindo o uso isolado do próprio termo “ladrão”. Leandro Ruschel
Foro privilegiado: A blindagem escandalosa que protege 55 mil autoridades da Justiça no Brasil
Existe uma regra no Brasil que a maioria dos cidadãos desconhece e que, quando descobre, não acredita. São aproximadamente 55 mil pessoas — políticos, juízes, procuradores, governadores, prefeitos e uma extensa lista de outros cargos — que no Brasil não são julgadas como os demais cidadãos. Eles têm direito ao chamado foro por prerrogativa de função. Na prática, isso significa que, quando um detentor desse privilégio é acusado de um crime, o processo não vai para o juiz de primeira instância. Vai direto para um tribunal superior, onde a fila é longa, o ritmo é lento e a prescrição — o prazo legal que extingue o crime pelo simples passar do tempo — é uma saída sempre disponível. Uma pesquisa da FGV Direito Rio analisou 404 ações penais que entraram no STF entre 2011 e 2016. Apenas 0,74% resultou em condenação. Menos de 1%. Um índice que expõe a verdadeira natureza desse mecanismo. Para entender o peso desse número, vale a comparação. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, um processo criminal em primeira instância, onde o cidadão comum é julgado, demora em média dois anos e sete meses até a sentença. Nos tribunais superiores, onde os detentores de foro privilegiado são julgados, esse processo pode se arrastar por cinco, dez, vinte anos. A FGV registrou casos que chegaram a 24 anos sem decisão definitiva. Em pelo menos um deles, o crime prescreveu antes do julgamento. Isso não é falha do sistema. É o sistema funcionando exatamente como foi desenhado. O argumento oficial para justificar esse mecanismo é que autoridades precisam ser protegidas de perseguições políticas em instâncias inferiores. É uma justificativa que faz algum sentido quando aplicada a um número pequeno de cargos, em situações específicas. O problema é que, no Brasil, esse raciocínio foi ampliado até o limite do absurdo. Cinquenta e cinco mil pessoas com foro especial não é proteção institucional. É uma estrutura de blindagem. É, na prática, uma casta. E essa blindagem não protege o cargo. Protege quem está no cargo. Tem uma expressão que circula nos bastidores da política com naturalidade assustadora: “calma, isso prescreve”. Não como preocupação. Como plano. O mandato não é só uma função para quem aprendeu a usar o sistema. É uma apólice de seguro. Enquanto o político está eleito, os processos correm devagar. Quando o mandato acaba, ele se reelege e o relógio da prescrição continua enquanto os tribunais debatem competência. Um esquema que transforma a morosidade em estratégia de defesa. Existe um nome técnico para o que acontece quando um crime prescreve por falta de julgamento: extinção da punibilidade. Na prática, significa que o Estado abre mão de punir. Não porque o acusado seja inocente. Porque o tempo passou. E quem controla o tempo, nesse sistema, é quem tem foro. O cidadão comum que comete um crime é julgado rapidamente. O empresário sem conexões políticas que frauda o fisco vai para a cadeia. Mas o detentor de mandato que desvia recurso público conta com uma arquitetura jurídica que transforma a morosidade em estratégia de defesa. Isso não é um problema de esquerda ou de direita. É um problema de república. Uma democracia funciona quando as mesmas regras valem para todos. Quando a lei tem pesos diferentes dependendo de quem ela pesa, o que temos não é Estado de Direito. É Estado de Privilégio. A solução não é simples, mas o princípio é. Nenhuma democracia madura no mundo construiu um sistema parecido com o nosso. Na Itália, o foro privilegiado existe apenas para o Presidente da República. Em Portugal, exige-se apenas autorização legislativa para o processo. Nos Estados Unidos, a Suprema Corte julga em média 80 casos por ano — não 55 mil autoridades com acesso garantido ao tribunal mais alto do país. O Brasil é uma anomalia global — e não por orgulho. Mudar isso exige pressão de quem vota. Porque quem se beneficia do sistema raramente tem interesse em reformá-lo. Há propostas de emenda constitucional tramitando há mais de uma década no Congresso para reduzir o foro privilegiado a poucos cargos. Elas avançam quando a opinião pública pressiona e param quando o assunto sai das manchetes. O eleitor que não cobra financia, com seus impostos, a impunidade de quem deveria representá-lo. A casta dos intocáveis continuará intocável — enquanto ninguém cobrar.
Delegado de 32 anos é encontrado morto com tiro na cabeça dentro de casa no Piauí
Na manhã desta terça-feira (28), um delegado de polícia civil de 32 anos foi encontrado sem vida dentro de sua residência, localizada no Centro de Oeiras, no Sul do Piauí. A vítima foi identificada como Guilherme Tavares Escobar, que havia assumido recentemente o cargo no município após atuar na Delegacia Regional de Picos (PI). Segundo informações iniciais, o corpo apresentava um ferimento provocado por disparo de arma de fogo na região da cabeça. No momento do ocorrido, ele estava acompanhado da companheira, que também estava no imóvel. Equipes da Polícia Civil foram acionadas e iniciaram os primeiros procedimentos no local. A área foi isolada para a realização da perícia, que deve ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte. Natural de Goiás, Guilherme havia chegado há pouco tempo a Oeiras, onde começava sua atuação como delegado. Mesmo com pouco tempo na cidade, já era reconhecido pelo comprometimento e respeito conquistado ao longo de sua carreira. O caso segue em investigação. As autoridades informaram que diligências estão em andamento e que os laudos periciais serão essenciais para determinar o que aconteceu. Até o momento, nenhuma hipótese foi descartada.
Justiça afasta 17 auditores da Receita Federal em operação contra esquema bilionário de contrabando
A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram, nesta terça-feira (28), uma operação que mira um esquema bilionário de facilitação de contrabando e descaminho no Porto do Rio de Janeiro. Foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão no Rio e no Espírito Santo. 17 auditores fiscais e oito analistas tributários foram afastados de seus cargos por determinação judicial. Eles são alvos ainda de medidas de bloqueio de bens e restrições a atividades profissionais. As investigações que resultaram na Operação Mare Liberum — mar livre, em tradução livre — apontam que existe a atuação de um grupo estruturado na liberação irregular de mercadorias, com divergências entre produtos importados e declarados, e possível supressão de tributos. A Corregedoria da Receita Federal começou a investigar irregularidades no despacho aduaneiro em fevereiro de 2022. De acordo com o órgão, foram identificadas quase 17 mil Declarações de Importação (DI) com suspeita de serem ilegais — o montante representa cerca de R$ 86,6 bilhões em mercadorias no período de julho de 2021 a março de 2026.
Cleitinho se isola na liderança e deve vencer no 1º turno em MG
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) deverá ser o próximo governador de Minas Gerais. Sua liderança é extremamente elástica e já perdura há um ano no mesmo patamar, chegando a atingir mais de 20 pontos acima de seus possíveis concorrentes, segundo pesquisa da Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (28). O instituto realizou 1.482 entrevistas em 69 municípios mineiros entre os dias 22 e 26 de abril, gerando documento com 95% de nível de confiança e margem de erro de três pontos percentuais.
Oposição prepara ‘massacre’ contra Messias na sabatina para o STF
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado realizará na quarta-feira (29) a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula (PT) para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal. A oposição fechou posicionamento contrário à indicação e promete promover um verdadeiro ‘massacre’ na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. A estratégia é barrar a indicação ainda na CCJ. O ‘massacre’ programado tem o objetivo de conquistar votos de senadores que ainda estão indecisos sobre a indicação. Caso seja aprovado após sabatina no colegiado, Messias terá seu nome submetido ao plenário da Casa. Para ter o nome finalmente aprovado, é necessário obter maioria absoluta dos parlamentares – ao menos 41 votos. De acordo com o relator da indicação, o senador Weverton Rocha (PDT-MA), o resultado da votação na CCJ deve ser levado ao plenário no mesmo dia.
Terceira tentativa de assassinato contra Trump em dois anos expõe a verdadeira face violenta da esquerda radical
A mais recente tentativa de assassinato contra o presidente Trump e integrantes do seu governo, durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, elimina qualquer margem de dúvida sobre a natureza da ameaça que o país enfrenta. Cole Allen, professor californiano de 31 anos, rompeu o esquema de segurança no Hotel Washington Hilton armado com espingarda, pistola e facas. Disparou contra um agente do Serviço Secreto, que sobreviveu graças ao colete balístico. O alvo declarado no manifesto que ele publicou era o presidente e altos integrantes do governo americano. Esta é a terceira tentativa de assassinato contra Trump em apenas dois anos. Some-se a isso o assassinato de Charlie Kirk e centenas de outros atos de violência política direcionados contra conservadores nos últimos anos. Na prática, o padrão é inequívoco: a esquerda contemporânea é um movimento violento e radical. Eles querem nos censurar, nos prender e nos matar. Leandro Ruschel
Pesquisa AtlasIntel mostra Flávio Bolsonaro tecnicamente empatado com Lula no segundo turno
Lula e o senador Flávio Bolsonaro seguem empatados tecnicamente em uma eventual possibilidade de segundo turno entre eles, com uma pequena vantagem para o senador, segundo pesquisa AtlasIntel divulgada nesta terça-feira. Flávio aparece com 47,8% das intenções de voto, enquanto Lula registra 47,5%. O cenário é desanimador para Lula, considerando que no primeiro turno aparecem na sequência somente candidatos com perfil mais à direita, o que leva à conclusão lógica de que a tendência desses votos é de serem gradativamente transferidos para Flávio. Para chegar a esses números, foram ouvidos 5.008 eleitores das cinco regiões brasileiras entre os dias 22 e 27 de abril, gerando um documento com nível de confiança de 95% e margem de erro de um ponto percentual.
TSE retoma julgamento de ex-governador de Roraima que pode ser cassado
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ainda sob a presidência da ministra Cármen Lúcia, retoma nesta terça-feira (28) o julgamento de Antonio Denarium, ex-governador de Roraima. A expectativa é que o TSE busque delimitar com mais clareza as consequências jurídicas de uma condenação por abuso de poder em casos envolvendo renúncia, ponto que gerou controvérsia na publicação do acórdão do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e abriu espaço para leituras divergentes no STF, provocando inclusive uma dura troca de farpas entre a ministra Cármen Lúcia e o ministro Gilmar Mendes. Assim como ocorreu no episódio do Rio, Denarium deixou o cargo antes da conclusão da análise, o que deve tornar prejudicada uma eventual condenação à perda do mandato. Agora, é possível que o TSE diga se essa prejudicialidade também atinge a cassação do diploma. No caso do Rio de Janeiro, que agora está sob a alçada do STF, a questão da cassação do mandato e do diploma virou um ponto central das discussões. No acórdão publicado na última quinta-feira, a Corte eleitoral considerou prejudicada a cassação do mandato de Castro em razão da renúncia e registrou que não houve maioria para cassar o diploma. Ele, no entanto, foi condenado por abuso de poder e se tornou inelegível por oito anos. O processo que volta a ser julgado nesta terça pelo TSE analisa recurso contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), que determinou, em quatro ocasiões, a cassação de Denarium e de seu vice, Edilson Damião (Republicanos), por abuso de poder econômico nas eleições de 2022. O ex-governador deixou o cargo para disputar o Senado, mas, se condenado, pode se tornar inelegível.
Prefeito sofre infarto fulminante durante culto religioso e morre aos 62 anos
O prefeito de Vitorino Freire (MA), Ademar Magalhães (União), conhecido como Fogoió, faleceu na noite desta segunda-feira (27) após passar mal durante um culto na igreja. A causa da morte foi um infarto. Segundo informações preliminares, o prefeito chegou a receber manobras de reanimação cardiopulmonar realizadas pela ex-prefeita Luanna Rezende, que é médica e estava ao lado dele no momento em que passou mal. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou atendimento ao prefeito, que foi levado ao Hospital Municipal Dr. Francisco Ribeiro, mas não resistiu. Fogoió foi eleito prefeito em 2024, com 62,69% dos votos válidos. Com a morte do gestor, a vice-prefeita Gabi Viana assume o comando do município. Em nota oficial, a Prefeitura de Vitorino Freire destacou a trajetória do prefeito e decretou luto oficial de três dias no município. Ainda não há informações sobre o velório e sepultamento.