O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, publicou sua carta de demissão na segunda‑feira (5) no sistema SEI, o portal interno do governo. Ele deixará o cargo na próxima sexta‑feira (9), conforme havia sido antecipado pelo JCO em dezembro do ano passado. Embora a abertura da carta estivesse marcada como sigilosa para hoje, Lewandowski entregou pessoalmente a Lula o envelope contendo agradecimentos e as razões da saída. Com a partida, sai também o núcleo duro do ministério, cuja atuação foi considerada medíocre. A decisão reacende o debate sobre a possível divisão da pasta em dois ministérios: Segurança Pública e Justiça. Advogados têm denunciado a prática de “tortura” e exigem a prisão do secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes. A demissão da secretária de Direitos Humanos, Vera Magalhães, já foi confirmada e explicada por dirigente da TV Cultura. A ausência de apoio ao presidente nas manifestações de 8 de janeiro tem sido destacada como sinal de isolamento de Lula.
Advogados denunciam tortura e exigem prisão de Moraes
A situação no país está realmente insustentável. Como nunca antes, manifestações de todos os lados denunciam a conduta ilegal do ministro Alexandre de Moraes. Nesse clima de indignação, dois advogados apresentaram uma denúncia de tortura contra o ex‑presidente Jair Bolsonaro. Os advogados Paulo Faria e Filipe Rocha protocolaram, ao Procurador‑Geral da República, Paulo Gonet, representação que aponta, além da prática de tortura, abuso de autoridade e prevaricação. De acordo com a peça, os fatos dizem respeito à custódia e ao estado de saúde de Jair Bolsonaro, alegando sofrimento físico e psicológico e omissão diante de quadro clínico divulgado pela imprensa. Os advogados sustentam a hipótese de flagrante delito contínuo e requerem apuração imediata, culminando na prisão em flagrante, com aplicação das normas da Lei de Organização e Metas da Administração Nacional (LOMAN).
Presidente da TV Cultura confirma demissão de Vera Magalhães e justifica “oxigenação” do Roda Viva
A saída da jornalista Vera Magalhães do programa Roda Viva, após seis anos à frente da atração, está confirmada e faz parte de um “movimento de renovação” da emissora. A informação foi dada por Maria Angela de Jesus, presidente da Fundação Padre Anchieta, que administra a TV Cultura. “O Roda Viva é o programa mais longevo da Cultura. Em 40 anos, já teve 14 apresentadores. Essa oxigenação faz parte do perfil da atração”, afirmou Maria Angela de Jesus, rebatendo a declaração do ex‑diretor de jornalismo da emissora, Leão Serva, que havia dito nas redes sociais que a mudança era “uma burrice”. Leão Serva ainda demonstrou mágoa ao lembrar que também foi demitido em 2023. Até o final deste mês, a TV Cultura exibirá programas que já estavam gravados, pois ainda não há definição sobre quem substituirá Vera Magalhães.
Lula fica isolado no ato medíocre de 8 de janeiro, sem a presença de autoridades
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, também não participará do ato promovido por Lula para lembrar os três anos dos acontecimentos de 8 de janeiro de 2023. Antes disso, os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, já haviam anunciado que não compareceriam ao evento, decisão que a reportagem caracteriza como uma patacoada com interesses políticos não revelados. Assim, a tentativa da esquerda de transformar a data em um marco falha de forma contundente.
Governo Lula e STF fracassam vergonhosamente ao tentar fazer do 8 de janeiro um marco da esquerda
A tentativa de transformar o 8 de janeiro em um marco para a esquerda não obteve adesão popular. A maior parte da população não aceitou a narrativa de um golpe imaginário. Além disso, o bolsonarismo, ao contrário do que afirmou o ministro Barroso, continua mais forte do que nunca. Por outro lado, Jair Bolsonaro tem sido alvo de pressões que visam usar a polêmica para desviar a atenção dos escândalos cotidianos. O pedido de Nikolas ao ministro Fachin deve ser mantido e ampliado por outros parlamentares. O Conselho Federal de Medicina precisa do apoio de todos nas redes sociais para assegurar as prerrogativas de segurança do presidente.
Deputado influencer, chega de pose nas redes!
Não quero saber do nascimento do filho de deputado. Não quero saber do seu apartamento nem das suas dancinhas. Não quero saber da oração em frente ao condomínio de Bolsonaro. Não quero mãos levantadas clamando por Jesus nas redes sociais. Não quero vídeo falando sobre a suposta crueldade que está sendo feita contra Bolsonaro. Não votarei em deputado influencer. Não pagarei o seu salário para fazer posts. Não me venha com blá-blá-blá de internet sobre a sua comoção em relação a Bolsonaro. Tire a sua bunda da cadeira de praia e venha honrar quem está no calabouço. Eu quero atitude. Sinta vergonha de usar o nome de Bolsonaro neste momento em que, você mesmo, o abandonou. Você não merece o meu apreço, respeito nem credibilidade. Chega de fingir que age em prol do país e daquele que está sendo sacrificado.
Lewandowski abandona o governo, levando dois secretários, mesmo com “atestado de incompetência”
As saídas de Ricardo Lewandowski e de ao menos dois secretários do Ministério da Justiça e Segurança Pública são consideradas certas. Informações indicam que funcionários estão preparados para esvaziar o gabinete que ocupa no Palácio da Justiça, possivelmente ainda nesta semana. Em dezembro, Lula conversou com Lewandowski e pediu que permanecesse no cargo até o fim do mandato, mas o ministro mantém‑se irredutível e já decidiu deixar o cargo. O secretário‑executivo do ministério, Manoel Carlos de Almeida Neto, e o secretário de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, também deixarão a pasta juntamente com Lewandowski. Outras demissões ainda podem acontecer. Lula foi aconselhado a buscar um substituto com perfil político. Não se descarta a possibilidade de solicitar que o ministro permaneça até a votação da PEC da Segurança Pública no Congresso, embora o cenário mais provável indique a saída ainda neste mês. A incompetência fica demonstrada pelos números catastróficos registrados durante a gestão de Ricardo Lewandowski.
Polícia Federal investiga “milícia digital” do Banco Master
A Polícia Federal (PF) abriu inquérito para apurar denúncias de que influenciadores digitais teriam sido abordados para defender o Banco Master e atacar os responsáveis pela investigação da operação Compliance Zero, deflagrada pelo órgão. Segundo reportagem do O Globo, alguns influenciadores receberam propostas de até R$ 2 milhões para defender o banco. O valor corresponde a três meses de trabalho para perfis com mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais. Para influenciadores com menos de 500 mil seguidores, a oferta seria de R$ 250 mil, também com a exigência de oito postagens mensais. O contratante seria a Agência Mithi, registrada na Receita Federal como Miranda Comunicação. Entre os sócios da agência estão Thiago Miranda, ex‑CEO e sócio do Grupo Leo Dias, e o empresário Flávio Carneiro, detentor de 60 % da participação. A Mithi atua com celebridades, marcas de grife e instituições como a XP. Em entrevista ao jornal, Leo Dias afirmou que a agência não tem qualquer relação com seu portal e que Thiago Miranda deixou o comando do grupo em junho de 2025.
Influenciadores recebem até R$ 2 milhões para defender Vorcaro
A Agência MiThi, liderada por Thiago Miranda, ofereceu contratos milionários a influenciadores digitais para que criticassem a liquidação do Banco Master pelo Banco Central. As negociações, identificadas como “projeto DV” em referência ao proprietário Daniel Vorcaro, incluíam propostas que chegavam a R$ 2 milhões por trimestre, conforme demonstram documentos, capturas de tela e comprovantes bancários. Os contratos continham cláusulas de confidencialidade rigorosas, de modo que as publicações parecessem manifestações espontâneas, ocultando sua natureza comercial. Para um influenciador com mais de 1 milhão de seguidores, a oferta era de R$ 2 milhões por três meses de trabalho, com a exigência de oito publicações mensais contra a atuação do Banco Central. Um perfil com menos de 500 mil seguidores recebeu proposta de R$ 250 mil pelo mesmo período e quantidade de conteúdos. Dois influenciadores que avançaram nas negociações confirmaram que a Agência MiThi figurava como contratante final. Miranda, que detém 10 % de participação no Grupo Leo Dias, teria efetuado pagamentos diretamente de sua conta pessoal, segundo comprovantes bancários analisados durante a apuração. O empresário Flávio Carneiro aparece como sócio majoritário do mesmo grupo, controlando 60 % do capital. Leo Dias, quando consultado, afirmou que a Agência MiThi não mantém vínculos com seu portal e que Miranda deixou a direção do grupo em junho de 2025, embora continue como sócio minoritário. O deputado estadual Leo Siqueira (Novo‑SP), conhecido por criticar a gestão de Gabriel Galípolo no Banco Central, declarou ter sido abordado pelo esquema, mas recusou prosseguir. “Quando me dei conta de que a única figura do mercado que poderia estar em busca de uma gestão de crise naquela data era o Daniel Vorcaro, eu imediatamente cortei contato”, afirmou o parlamentar. Siqueira acrescentou: “Só tive a confirmação de que se tratava do Banco Master com a divulgação das propostas na imprensa, que eram idênticas e envolviam os mesmos interlocutores”. Um print fornecido pelo deputado mostra que, em 21 de dezembro, ele recebeu mensagem via Instagram do publicitário André Salvador, vinculado à UNLTD Brasil, agência especializada em perfis de direita. As abordagens seguiam padrão semelhante, com intermediação de Júnior Favoreto, do Portal Group Br, e André Salvador. Ambos apresentavam inicialmente um “projeto de comunicação” envolvendo “gestão de crise de um executivo do mercado financeiro”, sem revelar a identidade do cliente ou os valores, que seriam divulgados apenas após assinatura de um NDA (acordo de confidencialidade).
Procurador denuncia ilegalidade de Moraes contra o CFM e pergunta quem ousará impor limites à lei
O procurador de Justiça do Rio de Janeiro, Marcelo Rocha Monteiro, analisou a medida do ministro Alexandre de Moraes contra o Conselho Federal de Medicina (CFM) e demonstrou claramente sua absoluta ilegalidade. Para o procurador, Moraes age novamente completamente fora da lei e bem distante de suas atribuições. Confira: “Em decisão tomada de ofício (ou seja, sem que ninguém tenha requerido, violando pela enésima vez o princípio da inércia do Judiciário), o milionário ministro não apenas proibiu o Conselho Federal de Medicina de investigar o atendimento médico prestado a Jair Bolsonaro como também, em evidente medida de intimidação, mandou a Polícia Federal intimar o presidente do CFM para prestar depoimento, para que ‘explique a conduta ilegal do CFM e para que se apure eventual responsabilidade criminal’.” Ou seja: o ministro quer atribuir uma conduta criminosa ao presidente do órgão que representa centenas de milhares de médicos – e que nada mais está fazendo senão cumprir sua função: apurar a conduta de profissionais da Medicina. A justificativa é tosca: o CFM ‘não tem poder correcional sobre a PF’. Ora, não se trata de correição sobre a atividade policial, e sim, obviamente, de apuração de conduta DE MÉDICOS. O ministro não pode interferir na autonomia que o CFM tem para exercer aquilo que é função precípua do CFM. Se algum médico se sentir prejudicado por alguma irregularidade na ação fiscalizadora do Conselho, pode questionar a legalidade da medida PERANTE UM JUIZ DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. Mais uma vez, o ministro toma uma medida ilegal, intimidatória e para a qual não é o juiz competente. Ninguém vai impor os limites da lei a esse senhor?”