Um jovem de 22 anos bateu de propósito um senhor de 67 anos depois de uma briga no trânsito. Tudo aconteceu na tarde de sexta‑feira, dia 5, na Avenida Alwino Hansen, no bairro Adhemar Garcia, em Joinville (SC). O idoso estava entregando salgados para um comércio local quando o jovem o abordou. A confusão começou quando o jovem perguntou ao senhor por que ele estava “com cara feia” perto de uma esquina com sinal de pare. Depois da troca de farpas, o idoso foi estacionar o carro e baixar as caixas que carregava. As câmeras mostraram o jovem voltando na contramão, pisando fundo e atingindo o senhor. Depois, ele voltou com um martelo e quebrou o carro da vítima, que ficou no chão sem ajuda. O idoso foi levado ao hospital com três costelas fraturadas, lesão na bacia e possível trauma na cabeça. Os médicos dizem que ele está confuso e com memória afetada, e ainda vai ser avaliado por um neurocirurgião. O filho da vítima contou que recebeu ameaças: “Disseram que eu ia encontrar o pai dele e que sabem onde fica meu comércio”. Por causa disso, a família pediu proteção à polícia. O jovem foi preso na hora e agora espera a audiência de custódia. A Polícia Civil vai investigar o caso como tentativa de homicídio e dano ao patrimônio.
A “jogada de mestre” que poucos perceberam, mesmo refém da “supremocracia”
Há dois dias, a direita se sentia derrotada e desanimada. A disputa entre JBS e Trump virou briga de família, com ataques a quem estava ao lado. Parecia que não havia mais saída. Foi então que Jair Bolsonaro apareceu e anunciou Flávio Bolsonaro como seu sucessor. As controvérsias envolvendo a JBS, as brigas e demais polêmicas foram apagadas. Michele, Tarcísio e Nikolas deram seu apoio ao movimento. Os ataques internos foram forçados a cessar. O centrão ficou sem saber o que fazer no tabuleiro político. A esquerda teve que repensar todas as suas estratégias. Tudo isso aconteceu em apenas trinta minutos, decisão do mito.
Operação Viúva Negra prende o 3º envolvido em assassinato de pastores evangélicos
A Polícia Civil do Tocantins capturou o terceiro suspeito do duplo assassinato de um casal de pastores no Assentamento Pericatu, em Pium, no centro‑oeste do estado. A detenção foi feita na quinta‑feira (4), na sequência de mandados cumpridos no distrito de Luzimangues, dentro da nova fase da Operação Viúva Negra. Trata‑se de um homem de 51 anos, acusado de ter participado ativamente do assassinato de Francilene de Sousa Reis e Silva, 42, e Dorvalino das Dores da Silva, 63, em junho de 2025. Mandados de prisão e de busca e apreensão foram emitidos contra ele. A 57ª Delegacia de Polícia de Pium descobriu que o suspeito entregou e dirigiu a moto que levou o executor até o local do crime. A moto foi achada na garagem da casa do preso, que teria sido pago pelo serviço. A delegada Jeannie Daier de Andrade, que comanda o caso, destacou a importância da participação do terceiro suspeito. A operação recebeu esse nome porque, segundo as investigações, a ex‑nora das vítimas planejou e mandou o crime. O motivo seria a recusa em aceitar o fim do relacionamento com o filho do casal. A polícia descobriu que a mulher ameaçou o ex‑marido e sua família, dizendo que se não houvesse reconciliação, os pais dele “pagariam as consequências”. Também foi provado que ela criou um perfil falso nas redes, usando o nome “Sargento Ferreira”, para assustar a família do ex‑companheiro. Antes desta captura, a polícia já prendia a mandante e o namorado dela, apontado como executor dos homicídios. Investigadores ainda constataram que o terceiro suspeito já teve um romance com uma parente próxima da mandante. A apuração mostrou que, poucos dias antes do crime, a mandante viajou de Joinville (SC) ao Tocantins acompanhada do atual companheiro. Eles foram ao Assentamento Pericatu, onde vivia o casal de pastores. Depois, a mulher voltou para Santa Catarina, e o executor ficou no Tocantins para realizar os assassinatos, contando com a ajuda do homem preso esta semana. Depois dos trâmites legais, o terceiro suspeito foi levado para a Unidade Prisional de Paraíso do Tocantins, onde fica à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue com as investigações.
Militar encontrada carbonizada foi assassinada por soldado, que simulou incêndio
Um soldado do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas foi detido depois de admitir que matou a cabo Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos. O homicídio aconteceu na sexta‑feira, 5, dentro da base militar em Brasília. Maria, que tocava na fanfarra do regimento, foi achada queimada após o fogo. O autor foi identificado como Kelvin Barros da Silva, 21 anos, informação confirmada pelo Centro de Comunicação Social do Exército na manhã de sábado, 6. Ele também servia no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas e, até agora, não tinha nenhum registro criminal. Vizinhos disseram que ouviram gritos dentro do regimento antes do fogo começar. Soldados correram para o prédio para salvar objetos, entre eles instrumentos musicais. Quando o incêndio foi controlado, encontraram o corpo da cabo Maria, queimado e com um corte no pescoço. A 2ª Delegacia de Polícia da Asa Norte prendeu o militar em flagrante. Depois do crime, o soldado sumiu da base. Nas primeiras buscas, as armas que deveriam estar lá não foram encontradas. Quem conhecia Maria contou que ela namorava o soldado. Segundo fontes, Kelvin se mostrava um “bom samaritano” para os colegas, principalmente para as mulheres do regimento. O delegado Paulo Noritika disse que o caso será tratado como feminicídio. A Polícia Civil explicou que, depois de uma briga, Kelvin teria cortado o pescoço de Maria com uma faca e, em seguida, jogado álcool e um isqueiro para queimar tudo. Por volta das 16h, o Corpo de Bombeiros chegou ao Setor Militar Urbano. Os militares avisaram que havia muito material inflamável no prédio. Junto com soldados do 1º RCG, o fogo foi apagado e, ao esfriar os destroços, os bombeiros encontraram o corpo da militar queimado. O Exército declarou que Kelvin Silva está “respondendo a processo criminal, será expulso das fileiras e punido pelo crime”. Ele está detido no Batalhão de Polícia do Exército em Brasília. O Comando Militar do Planalto garantiu apoio total à família de Maria. Nas redes, o 1º Regimento de Cavalaria de Guardas lamentou a morte e ressaltou que Maria sempre foi dedicada, profissional e exemplar na fanfarra.
Tarcísio é premiado pelo BOPE no RJ
Na sexta‑feira (5), Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo (Republicanos), foi premiado com a Medalha de Mérito de Operações Especiais do Bope enquanto visitava a sede da corporação no Rio. Quem entregou a medalha foi o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), que destacou o trabalho do Bope. Em post nas redes, Tarcísio elogiou o Bope e lembrou a operação nos complexos do Alemão e da Penha, em 28 de outubro, que deixou 122 mortos.
Jornalista da Globo acorda, se enche de coragem e denuncia “O Golpe do Supremo”
A repórter do O Globo rotula como GOLPE a medida inconstitucional de Gilmar Mendes, que protege ministros do STF que se opõem ao impeachment. No texto, Malu Gaspar lista várias ilegalidades praticadas pelo Supremo. Vale lembrar que tudo teve início em 2019, com a polêmica “inquérito das fake news”, que ainda segue em andamento.
Candidatura de Flávio explode nas redes sociais e tem um caminho a seguir
A candidatura de Flávio só será forte se não depender só da indicação do pai. Agora ele tem que conversar e buscar apoio em vários setores, para sair da caixa bolsonarista e ganhar votos do centro. Por isso, definir a candidatura cedo é crucial. As negociações levam tempo e devem acontecer antes das chapas serem formadas. É uma corrida contra o relógio. Não dá para fechar acordo com quem já está comprometido com outro candidato. Aqui, Flávio Bolsonaro se mostra a escolha certa. Ele não é tão isolacionista quanto o pai e os irmãos, não quer uma chapa fechada e pode escolher um vice que abra portas para setores ainda desconfiados. Em dezembro de 2017, Bolsonaro tinha só 17% nas pesquisas, sem partido e rejeitado pela Faria Lima, mas conseguiu mudar o rumo. Hoje, com o apoio do maior partido da Câmara, tempo para organizar tudo, entrevistas e debates na TV e rádio, Flávio tem muito mais chances.
Era só o que faltava: Ministros do STF abandonam a toga e opinam sobre a candidatura de Flávio
Segundo o repórter Igor Gadelha, ele ouviu alguns ministros do STF falando sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência. Gadelha não indica quais são os ministros, mas relata exatamente o que cada um disse.
Líder do PL vai a reunião com Gilmar, entrega carta e sai com uma convicção: “Estão em missão de guerra”
Na terça (3), Carlos Portinho, líder do PL no Senado, deixou uma carta para o ministro Gilmar Mendes pedindo anistia total, sem restrições. Ele contou o ato na quinta (5). Portinho disse que foi ao encontro como quem busca paz, sem saber o que seria tratado. No meio da conversa, o ministro Gilmar avisou que iria decidir sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental do partido Solidariedade, que questiona o processo de impeachment de ministros do STF. O senador ficou surpreso. Depois da decisão, o senador falou que o STF se isolou da sociedade, dos outros Poderes e até do Judiciário, porque quase não há mais magistrados de carreira. Ele disse que as leis, a Constituição, tomaram o país. Mendes entregou ao senador uma cópia do processo, explicando que era o motivo da reunião. No dia seguinte, a liminar foi publicada e Portinho reagiu, chamando a medida de “golpe final no Legislativo”. Com a publicação, Portinho mudou o discurso e passou a dizer que os ministros do STF estão “em missão de guerra”. Na carta ao presidente do STF, Portinho citou o general João Figueiredo, que deu anistia em 1979 durante o regime militar, e defendeu que o Brasil deve seguir o mesmo caminho para alcançar a paz. A carta começa com cumprimentos formais e fala de “compromisso firme com a democracia, respeito às instituições e independência de cada Poder”. O senador afirma que a anistia é o tema central dos debates políticos hoje. Ele escreve: “Apresento a Vossa Excelência meus cumprimentos. Escrevo por respeito a Vossa Excelência e pela certeza de que há compromisso firme com a democracia, com o respeito às instituições e com a independência de cada Poder”. Segue dizendo: “Acredito que só uma anistia ampla, geral e irrestrita vai colocar o Brasil no caminho da paz e fazer o país olhar para o futuro”. Portinho faz paralelo com a anistia de 1979, quando Figueiredo, então presidente, devolveu ao país a chance de viver em paz, e chama essa medida de “grandeza”. Ele argumenta que a anistia impediria que o assunto continue sendo debatido de forma inflamável e que a discussão não ficaria mais acesa dos dois lados. A carta ainda traz referências religiosas, pedindo que o Brasil volte ao caminho da clemência, da paz e da reconciliação, e termina pedindo união institucional em prol da anistia. No final, Portinho reafirma que a anistia é a única solução para levar o país à tranquilidade e ao reencontro consigo mesmo.
Estratégia da defesa de Bacellar é conseguir a soltura e retomar a presidência
A CCJ da Alerj ia decidir hoje se mantém a prisão do presidente afastado, Rodrigo Bacellar (União). Mas a defesa pediu adiamento, dizendo que não recebeu o prazo de 48 horas previsto no regimento. Assim, a votação foi empurrada para segunda‑feira, quando a comissão deve apresentar o parecer e o plenário o aprovará ou rejeitará. A CCJ se reúne às 11h e, às 15h, o plenário tem sessão extraordinária sobre o caso. Enquanto isso, os bastidores fervem: políticos trocam votos, cargos e favores. A maioria já espera que a comissão vote pela libertação de Bacellar, que teria avisado o ex‑deputado TH Jóias sobre a prisão. O grande ponto ainda em discussão é se o afastamento dele da presidência será colocado em votação. Segundo deputados, a defesa de Bacellar pediu o atraso da sessão para ganhar votos contra a remoção dele. O plano inclui mensagens do próprio Bacellar, enviadas por seus advogados, cobrando apoio dos colegas. Ele lembra que, nos últimos meses, fez acordos de distribuição de cargos e presidências de comissões, até com partidos de esquerda. Agora, exige que esses parceiros cumpram a dívida e o ajudem a voltar ao cargo.