Desde o sábado, 22 de novembro, Bolsonaro está preso na Superintendência da PF, em Brasília, e tem passado um tempo lendo a Bíblia. O livro chegou nas mãos de Bolsonaro graças a Eduardo, irmão da ex‑primeira‑dama Michelle, que o trouxe até a sala onde ele está detido. Ele também sai todos os dias para tomar sol no pátio interno da PF, como a rotina dos presos, sempre com a vigilância dos guardas. Segundo quem está perto, Bolsonaro não aceita a comida da prisão. Ele prefere comer o que a família e os assessores enviam, seguindo a dieta que o médico recomenda. Poucos dias antes do julgamento, saiu um livro chamado “A Máquina Contra o Homem: Como o sistema tentou destruir um presidente — e despertou uma nação”. Ele descreve o absurdo que agora se tornou real com a prisão de Bolsonaro. No livro, o autor acusa um verdadeiro aparato de perseguição política contra Bolsonaro, juntando instituições, a imprensa e grupos progressistas para derrubar seu governo e calar os conservadores. Ele ainda aponta como tudo deve terminar. Hoje, a obra virou um registro histórico, um grito contra a censura e o que ele chama de “sistema”.
Moraes toma decisão totalmente inócua contra Ramagem
Nesta terça (25), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, mandou colocar o deputado Alexandre Ramagem (PL‑RJ) no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões. A ordem vem junto com o mandado de prisão contra ele. Moraes justificou a medida porque Ramagem já foi condenado na investigação da chamada ‘trama golpista’. Ele pediu que o Rio de Janeiro tome providências rápidas para achar o deputado. Ramagem está nos Estados Unidos, como se sabe. Por isso, Moraes precisará solicitar sua extradição. Ramagem, porém, afirma que conta com apoio do governo americano e que está completamente seguro.
AO VIVO: Senado vai soltar Bolsonaro? / A hora da anistia chegou (veja o vídeo)
O STF já deu a última palavra: a decisão contra Bolsonaro e o núcleo 1 da chamada “trama golpista” está definitiva. Não cabe mais recurso e o ex‑presidente pode começar a cumprir os 27 anos de prisão. Mas a partida continua. O senador Carlos Viana está juntando assinaturas para um projeto de anistia no Senado que protegeria Bolsonaro e todos que participaram dos atos de 8 de janeiro, alegando que a lei foi interpretada de forma errada. Ao mesmo tempo, Jorge Messias, aliado de Lula, enfrenta forte resistência no Senado para ser nomeado ministro do STF. A oposição grita ‘não’ e Davi Alcolumbre tenta colocar Rodrigo Pacheco no cargo, cobrando os favores que recebeu do governo. Para analisar tudo isso, o Jornal do JCO recebeu a advogada Carol Sponza, o deputado federal José Medeiros e o jornalista Diogo Forjaz. Assista, compartilhe e apoie o Jornal da Cidade Online!
Oposição pressiona pela votação da Anistia: “A Câmara precisa pautar ainda esta semana”
A bancada opositora disse que vai cobrar do presidente da Câmara a votação da anistia para os acusados do 8 de janeiro ainda nesta semana, alegando que a medida é urgente para acalmar o país e garantir a segurança jurídica. O vice‑líder da oposição, deputado Sanderson (PL‑RS), disse que a Câmara não pode deixar essa proposta, que tem amplo apoio da população, para depois. Rodrigo Valadares (União‑SE) concordou, afirmando que a votação é essencial para fechar o ciclo de perseguições políticas. Coronel Tadeu (PL‑SP) garantiu que a oposição vai agir em conjunto para levar a proposta adiante. “Não vamos deixar esse tema na gaveta. A anistia representa o que a sociedade quer e é um dever moral do Parlamento. Vamos lutar para que a votação aconteça ainda esta semana, custe o que custar.” Capitão Alberto Neto (PL‑AM) recordou que a anistia já foi um recurso histórico da democracia no Brasil. Para fechar, Rodolfo Nogueira (PL‑MS) declarou que a bancada permanece unida e firme na missão.
Pai e irmãos de deputado são presos em operação do Gaeco
Na terça‑feira (25), o Gaeco, com apoio do Batalhão de Choque da PM, prendeu o empresário Roberto Razuk em Dourados (MS) durante a ação. Junto a ele, foram detidos seus dois filhos, Jorge e Rafael, e ainda o advogado Rhiad Abdulahad. Roberto Razuk é o pai do deputado estadual de MS, Neno Razuk. Com 80 anos, o empresário foi capturado dentro de casa, na Rua João Cândido Câmara, em Dourados, a 251 km da capital. Até o momento, o deputado Neno Razuk não foi preso, mas a polícia bateu na porta de seu chefe de gabinete, Marco Aurélio Horta, conhecido como “Marquinho”. Rhiad Abdulahad, advogado preso, é filho de José Eduardo Abdulahad – “Zeizo” – que foi alvo da primeira fase da Operação Sucessione, iniciada em dezembro de 2023. Morando em Ponta Porã, “Zeizo” era apontado como gerente do jogo do bicho no sul de MS, ficou foragido quase um ano e hoje cumpre prisão em casa.
Firme, Regina Duarte surpreende na reação à prisão de Bolsonaro
Regina Duarte, que foi Secretária de Cultura de Bolsonaro por três meses, mostrou apoio ao ex‑presidente no Instagram, mas de forma indireta, logo depois que ele foi preso preventivamente na madrugada de sábado (22). Ao invés de falar da prisão, Regina repostou um print de um post que ela mesma fez em maio. Nesse repost, ela citou Olavo de Carvalho (1947‑2022), escritor que sempre defendeu Bolsonaro. A legenda que aparece no print diz: Ela ainda compartilhou no Instagram um vídeo da Jovem Pan com Renato Bolsonaro, irmão de Jair. No vídeo, Renato chama a prisão de ‘a conclusão de uma injustiça’. No vídeo, aparece um texto sobre a imagem de Renato, dizendo:
“Bessias” pode sofrer um golpe fatal em suas pretensões na próxima quinta-feira
Na quinta (27), o senador Carlos Viana (Podemos-MG), que preside a CPMI do INSS, disse que vai levar à votação o pedido para chamar o advogado‑geral da União, Jorge Messias. Ele explicou que a decisão de fazer o ministro prestar depoimento fica a cargo dos membros da comissão. O senador ainda afirmou que, quando o assunto é de interesse público, a verdade sempre vem à tona e o Parlamento serve exatamente para isso. A justificativa para chamar Messias à CPMI é que ele teria desconsiderado avisos da AGU, que apontou suspeitas de irregularidades no Sindnapi. Esse sindicato tem entre seus dirigentes José Ferreira da Silva, o Frei Chico, que é irmão de Lula. Lula indicou Messias para a vaga que ficou livre no STF depois da aposentadoria de Luís Roberto Barroso, mas ele tem tido problemas para conseguir a aprovação no Senado. Por isso, a convocação da CPMI do INSS pode ser um golpe decisivo que arruínará suas chances.
Estudante de direito mata a mãe e corta o dedo dela para acessar conta bancária
A Polícia Civil de São Paulo deteve um estudante de Direito de 28 anos que matou a própria mãe, Eliana Roschel, professora aposentada de 61 anos, em Parelheiros. Depois do assassinato, ele cortou um dedo da mulher para abrir o celular usando a impressão e roubar o dinheiro das contas. As investigações mostram que Maurício Gonçalves Garcia empurrou a mãe durante uma briga, fazendo‑a cair da escada e perder a consciência. Ele a jogou no sofá e saiu, sem chamar ajuda. Quando voltou dois dias depois, a encontrou morta. Para esconder o assassinato, ele cobriu o corpo com um lençol, colocou no porta‑malas e levou a um terreno vazio. Lá, antes de queimar o corpo, cortou o dedo da mãe para enganar o reconhecimento biométrico do celular. Ele fingiu que nada havia acontecido por cerca de dez dias. Nesse tempo usou o telefone da mãe, respondeu mensagens como se fosse ela e tentou não levantar suspeitas. O plano acabou quando foi reconhecido ao assaltar um posto de gasolina. O jovem foi levado ao Centro de Detenção Provisória do Cambuci, em São Paulo. A Justiça decretou prisão preventiva de 30 dias enquanto o caso ainda é investigado.
URGENTE: Generais são presos
O Brasil mais uma vez se envergonha. Enquanto muitos corruptos andam livres, presos são militares que dedicaram suas vidas ao país. Na terça‑feira (25), prenderam os generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira. Eles foram levados para as celas que o Exército montou no Comando Militar do Planalto. Um oficial do Exército contou que as celas do CMP têm cama, banheiro próprio e ar‑condicionado. Se o juiz permitir, podem ainda ter TV e frigobar. A Primeira Turma do STF julgou os generais de quatro estrelas e os condenou por participação em suposto golpe. Augusto Heleno, que foi chefe do GSI no governo Bolsonaro, pegou 21 anos. Paulo Sérgio Nogueira, ex‑ministro da Defesa, levou 19 anos. Nunca antes um general foi condenado no Brasil. O caso que levou à prisão dos militares é o mesmo que condenou o ex‑presidente Jair Bolsonaro a 27 anos. A denúncia da PGR, que parece absurda, acusa Heleno e Nogueira de integrarem o núcleo de uma organização criminosa armada que pretendia dar um golpe de Estado.
Alcolumbre responde “Bessias” e assusta petistas
Jorge Messias demonstra pouca força e, por conta própria, só piora as chances de ser aprovado no Senado. De forma desajeitada, ele tentou se aproximar de Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Messias divulgou, em comunicado, que elogia o “importante trabalho do presidente Alcolumbre na Casa, que está à frente do Congresso pela segunda vez, conduzindo decisões importantes para o país”. Foi só demagogia barata, algo que Alcolumbre detesta. Primeiro, ele mandou mensagem aos aliados, ironizando que o escolhido por Lula “começou bem”, mas fez isso só pela imprensa, sem conversar cara a cara. Em seguida, Alcolumbre respondeu ao recado de “Bessias” com um tom frio, nem mencionando o nome do indicado de Lula.