Em tempos de narrativas falsas e instituições capturadas, o país não aguenta mais tanto abuso, tanta mentira e tanta desordem disfarçada de progresso. Informação já não basta diante deste cenário sombrio. O que o Brasil precisa urgentemente é de um Choque de Ordem. Um alinhamento duro de ideias, de coragem e de verdade. É necessário confrontar a realidade sem anestesia e debater sem medo os temas que realmente importam. Por isso estreia hoje o programa Choque de Ordem, uma resposta direta à necessidade de espaços reais de debate e resistência no país. Com apresentação do experiente jornalista Glauco Fonseca, conhecido no Sul do Brasil por suas análises inteligentes, profundas e contundentes, o programa semanal reunirá grandes especialistas para discutir sem censura os assuntos mais urgentes do Brasil e do mundo, além de propor caminhos e soluções concretas. Mesmo diante de todas as dificuldades, o compromisso com a verdade continua firme. A missão de inovar e criar plataformas onde o debate livre ainda é possível permanece intacta. O programa vai ao ar às quintas-feiras, às 19h, na TV JCO. Aqui, a verdade continua em primeiro lugar. Veja o vídeo: Leia também: Resta uma esperança para Carla Zambelli Tribunal mantém condenação de advogado que chamou Moraes de “advogado do PCC” Mulher trans consegue na Justiça obrigar a Unimed a autorizar exame de próstata Estamos sobrevivendo graças à ajuda de nossos assinantes e parceiros comerciais. Para fortalecer a nossa batalha, considere se tornar um assinante, o que lhe dará o direito de assistir o primeiro PODCAST conservador do Brasil e ter acesso exclusivo ao conteúdo da Revista A Verdade, onde os “assuntos proibidos” no Brasil são revelados. Para assinar, clique no link: https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/apresentacao SEU APOIO É MUITO IMPORTANTE! CONTAMOS COM VOCÊ!
Ministro italiano pode barrar extradição de Carla Zambelli; defesa aposta em tese de perseguição política
A Justiça da Itália autorizou a extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), mas ainda resta uma esperança. Zambelli concentra agora todas as suas fichas em uma decisão administrativa: o poder de veto do Ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio. Embora o Judiciário tenha autorizado o envio da brasileira de volta ao país, a legislação italiana permite que o Ministério negue o pedido por conveniência política ou razões humanitárias, tornando Nordio o árbitro final do destino de Zambelli. Recentemente, o ministro barrou a extradição de um homem acusado de crimes financeiros no Brasil, sob o argumento de que a polarização política no país e as condições precárias do sistema carcerário poderiam comprometer a segurança e a imparcialidade do processo contra o acusado. Zambelli pretende se valer da mesma tese, alegando ser vítima de “lawfare” e perseguição política por parte do STF.
Tribunal mantém condenação de advogado que chamou Moraes de ‘advogado do PCC’
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a condenação do advogado criminalista Celso Machado Vendramini por ofensas proferidas contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes durante sessão do Tribunal do Júri. A decisão confirmou o pagamento de R$ 50 mil por danos morais. O julgamento aconteceu nesta terça-feira (24) e rejeitou o recurso apresentado pela defesa, mantendo integralmente a sentença de primeira instância. As declarações polêmicas ocorreram em junho de 2023, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, quando o advogado atuava na defesa de policiais militares acusados de homicídio. Durante a sustentação oral, ele fez críticas ao ministro e afirmou, entre outras falas, que poderia se manifestar livremente sobre qualquer pessoa, além de atribuir a Moraes a condição de “advogado do PCC”. O relator do caso, desembargador Mário Chuvite Junior, entendeu que as declarações extrapolaram os limites da atuação profissional e não guardavam relação com o julgamento em curso. No acórdão, o magistrado destacou que as manifestações não se limitaram à retórica defensiva, apresentando conteúdo ideológico e caráter pessoal ofensivo, conforme registros em mídia e atas da sessão. A defesa do advogado sustentou que as falas estariam protegidas pela imunidade profissional no exercício da advocacia. O argumento, no entanto, foi afastado pelo colegiado, que considerou configurado o excesso. Com isso, ficou mantida a condenação ao pagamento de indenização por danos morais ao ministro, que foi representado no processo por escritório de advocacia vinculado à sua família.
Justiça obriga Unimed a autorizar exame de próstata para pessoa trans que se identifica como mulher
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou que a Unimed Nacional autorize a realização de exames de PSA para uma pessoa trans que se identifica como mulher. Os exames avaliam a próstata e foram prescritos por médica responsável pelo acompanhamento do paciente. A operadora havia negado a cobertura. O argumento apresentado foi que os procedimentos seriam “incompatíveis” com o gênero feminino registrado no cadastro do segurado. A recusa baseou-se exclusivamente no registro civil feminino do paciente. A negativa motivou recurso ao tribunal. A decisão reverteu entendimento de primeira instância contrário ao paciente. Os desembargadores rejeitaram por unanimidade a tese da operadora de saúde. O colegiado considerou a recusa abusiva. A determinação estabeleceu a cobertura imediata dos exames solicitados. O acórdão destacou que o acesso à saúde não pode sofrer limitações em razão do gênero registrado em documentos oficiais. A fundamentação utilizou entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre o tema. Segundo a decisão do STF citada pelo tribunal fluminense, o sistema de saúde brasileiro tem obrigação de garantir atendimento a pessoas trans. A garantia vale tanto para o sistema público quanto para o privado. O atendimento deve ocorrer sem constrangimentos ou restrições baseadas em identidade de gênero. A Unimed Nacional deve autorizar imediatamente os exames de PSA solicitados. O descumprimento da determinação judicial acarretará aplicação de multa. A operadora pode apresentar recurso contra a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Juristas que acompanham o caso avaliam que a decisão representa avanço na consolidação de jurisprudência. A expectativa é que o entendimento contribua para coibir negativas de cobertura fundamentadas em identidade de gênero dos beneficiários de planos de saúde.
Mendonça vota no STF e cobra resposta a ‘roubo de bilhões’ contra vulneráveis
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça reiterou sua posição em favor da prorrogação da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e defendeu a continuidade dos trabalhos como resposta a um “roubo de bilhões de reais”. Mendonça afirmou que “os mais vulneráveis da nossa sociedade”, vítimas dos descontos associativos feitos sem autorização, precisam obter do Congresso Nacional um retorno sobre a responsabilização política dos envolvidos nas fraudes. Na apresentação de seu voto, o ministro falou em “omissão deliberada da Mesa Diretora e da presidência do Congresso”, posto ocupado pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP), “consistente em deixar de receber e de promover a leitura do pleito de prorrogação da CPMI do INSS”. Depois do voto do relator, os demais ministros vão decidir se confirmam ou derrubam a sua decisão. Mendonça determinou que Alcolumbre fizesse a leitura do requerimento de prorrogação dos trabalhos. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e o relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), propuseram a prorrogação por, no mínimo, mais 90 dias, com possibilidade de estender por mais trinta se surgirem fatos novos. Alcolumbre, no entanto, ignorou o pedido, o que fez o caso parar no STF. Material relacionado ao tema da matéria
A educação e fineza de Mendonça para silenciar Moraes (Veja o vídeo!)
Durante sustentação oral de um advogado, o ministro Alexandre de Moraes interrompeu a fala e impôs que determinada liminar não havia vencido. O advogado não teve permissão para esclarecer a questão. O ministro André Mendonça, mantendo postura cordial e extremamente paciente, esclareceu toda a situação. O prazo efetivamente estava vencido. Moraes foi silenciado pelos fatos. Confira o vídeo:
Douglas Ruas (PL) é eleito presidente da Alerj e assume como governador interino do Rio de Janeiro
Douglas Ruas (PL) foi eleito nesta quinta-feira, por 45 votos, o novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e, na prática, está apto a assumir como governador interino do estado. Desde a renúncia de Castro, na segunda-feira, o governador interino é o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto. Ruas, portanto, assume a gestão, já que vira o primeiro da linha sucessória. O Rio de Janeiro está sem vice-governador porque Thiago Pampolha assumiu como conselheiro do Tribunal de Contas no ano passado.
Operação do MP de SP contra esquema de corrupção na Fazenda estadual mira executiva do Carrefour
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou a Operação Fisco Paralelo nesta quinta-feira (26). A ação investiga um esquema estruturado de corrupção envolvendo servidores da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. Luciene Petroni Castro Neves, head de tributos do Carrefour há quase dez anos, está entre os alvos da operação. Foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão em quatro municípios paulistas. Os mandados foram executados em São Paulo, Campinas, Vinhedo e São José dos Campos. Um deles foi cumprido em endereço vinculado a Luciene Castro Neves. Os demais alvos incluem instalações da Secretaria da Fazenda. Entre elas estão a Delegacia Regional Tributária da Capital II (Lapa), a Delegacia Regional Tributária da Capital III (Butantã), a Delegacia Regional Tributária 12 (ABCD) e a Delegacia Regional Tributária 14 (Osasco). A Diretoria de Fiscalização (Difis) também foi alvo das buscas. A operação representa um desdobramento da Operação Ícaro, deflagrada em agosto de 2025. Aquela ação resultou na prisão do empresário Sidney Oliveira, proprietário da rede Ultrafarma. As investigações do MPSP identificaram a existência de um esquema voltado à manipulação indevida de procedimentos fiscais. O esquema envolve ressarcimento de ICMS-ST e créditos acumulados de ICMS. Há indícios de pagamento de vantagens ilícitas e lavagem de dinheiro. Em Campinas, as autoridades apreenderam três celulares iPhone, um iPad e dois laptops. Foram recolhidos R$ 21,9 mil, US$ 1,8 mil e 95 libras esterlinas em espécie. Em São José dos Campos, a operação resultou na apreensão de seis pen drives, uma CPU, um notebook, dois celulares e diversos documentos. Os materiais serão analisados durante as investigações.
Senador do Podemos é investigado por usar ex-funcionário como ‘laranja’ e ameaçá-lo com arma de fogo
A Polícia Civil de São Paulo investiga o senador Alexandre Luiz Giordano (Podemos-SP) por falsidade ideológica. Carlos dos Santos Alves, ex-funcionário do político, registrou boletim de ocorrência alegando ter sido usado como “laranja” em uma sociedade empresarial. A denúncia foi formalizada em 5 de novembro de 2024 no 39º Distrito Policial, na Vila Gustavo, Zona Norte da capital paulista. Carlos dos Santos Alves declarou no registro policial que seu nome foi incluído na sociedade de uma empresa pertencente a Giordano sem sua autorização. O ex-funcionário também acusa o senador de ter falsificado sua assinatura em documentos relacionados à transferência de pontos de infrações de trânsito. A investigação tramita paralelamente ao episódio em que Alexandre Giordano foi flagrado pela Polícia Militar tentando dar uma “carteirada” na segunda-feira, dia 23 de março. Na ocasião do flagrante pela PM, o senador dirigia sem Carteira Nacional de Habilitação e com o giroflex acionado. O veículo do parlamentar circulava sem placas. A empresa citada na denúncia é a Maclix Gerenciamento de Resíduos Industriais Ltda. A companhia foi fundada em 2011. Segundo o relato de Alves aos investigadores, ele manteve vínculo empregatício com o atual senador durante 17 anos, de 2007 até 2024. Em 2018, conforme seu depoimento, Giordano o convocou para assinar papéis referentes a uma rescisão trabalhista. O senador informou que Alves seria recontratado por outra companhia do mesmo grupo empresarial. Meses após assinar os documentos, o ex-funcionário retornou ao escritório. Descobriu que constava como sócio da Maclix. Durante seu depoimento no 39º DP, Alves relatou o método utilizado pelo senador para obter as assinaturas. “Sempre que o Alexandre (Giordano) solicitava assinaturas, ele usava tons ameaçadores, deixando sobre a mesa uma arma de fogo”, declarou o ex-funcionário aos policiais responsáveis pela investigação. Em 2022, Carlos dos Santos Alves foi contratado para atuar no Senado Federal. Ele ocupou o cargo de auxiliar parlamentar no escritório político de Alexandre Giordano situado em São Paulo. Dados públicos indicam que a primeira remuneração recebida por Alves foi de R$ 6.747. O último pagamento registrado ocorreu em setembro de 2024, no valor superior a R$ 8 mil. O processo investigativo não contém informações sobre se os salários eram efetivamente recebidos pelo então funcionário. Em seu depoimento à Polícia Civil paulista, Alves forneceu detalhes sobre as condições de sua contratação para o gabinete senatorial. “Ele (Giordano) me chamou em seu escritório e disse que iria me registrar como um auxiliar parlamentar pelo seu gabinete no Senado Federal, embora eu continuasse trabalhando como ajudante de obras em São Paulo nas empresas dele”, afirmou o ex-funcionário. Após o registro do boletim de ocorrência e o depoimento de Carlos dos Santos Alves, os investigadores iniciaram procedimentos para intimar Alexandre Giordano. O objetivo era que o senador prestasse esclarecimentos sobre as acusações apresentadas. Desde meados do ano passado, quando as intimações começaram a ser expedidas, o parlamentar não foi localizado pelas autoridades policiais. O advogado de defesa do senador compareceu ao distrito policial em duas oportunidades distintas. Nas ocasiões, o defensor informou que apresentaria seu cliente para prestar depoimento. O advogado não retornou posteriormente. Também não agendou nova data para a oitiva de Giordano junto aos investigadores responsáveis pelo caso. Na segunda-feira, dia 23 de março, o delegado Roberto Salomão Júnior concluiu o relatório final das investigações. O documento foi encaminhado ao Ministério Público de São Paulo, com ciência ao Poder Judiciário. A finalização do inquérito ocorreu no mesmo dia em que Alexandre Giordano tentou dar uma “carteirada na PM” após ser abordado pelas irregularidades de trânsito. Com o encaminhamento do caso ao Ministério Público, caberá ao órgão intimar novamente o senador Alexandre Luiz Giordano. A partir da análise do relatório policial, o MP decidirá sobre o oferecimento de denúncia criminal contra o parlamentar pelas acusações de falsidade ideológica e ameaça apresentadas por Carlos dos Santos Alves.
Alcolumbre descumpre decisão judicial e presidente da CPMI prorroga os trabalhos do colegiado
O prazo de 48 horas estabelecido pelo ministro André Mendonça se esgotou. Diante do descumprimento de ordem judicial por Davi Alcolumbre, o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, decidiu prorrogar os trabalhos do colegiado. Na última segunda-feira (25), Mendonça determinou que Alcolumbre marcasse uma sessão do Congresso para ler o requerimento que, na prática, representaria a prorrogação dos trabalhos da comissão. Segundo a decisão judicial, caso isso não ocorresse, o presidente da CPMI poderia dar continuidade às sessões do colegiado por conta própria. Foi exatamente o que Carlos Viana fez. Sob o argumento de que o prazo judicial se esgotou nesta manhã, o senador anunciou formalmente a prorrogação. O Supremo Tribunal Federal, no entanto, começou a julgar às 14h se aprova, ou não, a decisão monocrática de Mendonça.