A estreita ligação entre Lulinha e o Careca do INSS ganhou mais um capítulo. O advogado Marco Aurélio de Carvalho, consultor jurídico de Lulinha, confirmou nesta segunda-feira (16) que seu cliente viajou para Portugal com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. “Fábio viajou com o Antônio Camilo, a convite do Antônio Camilo, então um empresário de sucesso no ramo farmacêutico, que ele conheceu através da sua amiga Roberta Luchsinger. Nunca trabalhou com Antônio Camilo e essa viagem não rendeu, qualquer que tenha sido, contrato de forma direta ou indireta. Ele foi conhecer a extração de canabidiol, demonstrou uma curiosidade, foi convidado e aceitou o convite e viajou para Portugal”, declarou o advogado. A Polícia Federal informou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga se Lulinha foi “sócio oculto” do Careca do INSS em negócios com o governo federal. “A fim de dar transparência à investigação para todos os atores da persecução penal, a partir da relação estabelecida entre ANTÔNIO CAMILO e ROBERTA LUCHSINGER, vislumbra-se a possibilidade de vínculo indireto entre ANTÔNIO CAMILO e terceiro que, em tese, poderia atuar como sócio oculto, por intermédio da mencionada ROBERTA, que funcionaria como elo entre ambos. Tal pessoa pode ser FÁBIO LULA DA SILVA”, escreveu a Polícia Federal na representação enviada ao ministro. A declaração do advogado não apenas confirma a viagem, mas também evidencia a proximidade entre Lulinha e o empresário investigado por irregularidades envolvendo contratos públicos. A justificativa apresentada pela defesa, porém, colide com as investigações em curso que apontam para uma possível sociedade oculta nos negócios.
Repórteres registram boletim de ocorrência contra Michelle Bolsonaro por vídeo sobre cobertura de internação
Dois repórteres que realizavam a cobertura da internação do ex-presidente Jair Bolsonaro procuraram delegacias para formalizar boletins de ocorrência. O ex-presidente foi internado na sexta-feira (13) no hospital DF Star, em Brasília. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou no sábado (14) um vídeo produzido pela apoiadora Cris Mourão. No material compartilhado, a influenciadora afirma que os jornalistas presentes no local estariam desejando a morte de Bolsonaro. Michelle Bolsonaro publicou o conteúdo em seu perfil oficial no Instagram com a legenda: “Jornalistas reunidos desejando a morte de Bolsonaro e comemorando por ser sexta-feira 13”. Na gravação, a apoiadora grita com os repórteres e filma o crachá de uma assessora. “Isso é uma falta de vergonha”, afirma a mulher no vídeo. Deputados aliados ao ex-presidente também compartilharam o vídeo em suas redes sociais. As consequências para os jornalistas identificados foram imediatas após a viralização do material. Um deles encerrou suas redes sociais. Outro privou seu perfil no Instagram. Jornalistas que apareciam nas imagens tiveram suas identidades compartilhadas. Cris Mourão publicou em seu perfil oficial no Instagram sobre o caso. “Minha intenção nunca é prejudicar ninguém, mas sim defender com unhas e dentes quem luta pela nossa nação”, escreveu. A influenciadora deu parabéns a um dos jornalistas que aparece no vídeo. Segundo ela, o profissional estaria defendendo o ex-presidente. Um amigo do jornalista teria entrado em contato afirmando que ele seria de direita. A apoiadora afirmou que o repórter estaria falando sobre Bolsonaro estar internado em razão da facada que o ex-presidente levou em 2018.
Regime comunista de Cuba agoniza: ilha mergulhada no escuro total enquanto Trump aperta o cerco
Cuba está completamente no escuro nesta segunda-feira (16). Um colapso total deixou cerca de 10 milhões de pessoas sem fornecimento de energia elétrica na ilha caribenha. A operadora da rede elétrica UNE divulgou em suas redes sociais que investiga as causas da interrupção. No sábado (14), as interrupções provocaram um protesto violento. Manifestantes invadiram um escritório do Partido Comunista na cidade de Morón, região central de Cuba. A operadora UNE não divulgou as causas específicas do colapso total da rede elétrica e informou apenas que investiga as razões da interrupção. Enquanto isso, os Estados Unidos intensificam as sanções contra Cuba desde janeiro de 2026. O presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano) cortou as remessas de petróleo venezuelano para Cuba e ameaçou impor tarifas a qualquer país que vendesse petróleo para a ilha. As medidas aumentam a pressão sobre uma economia que já enfrentava dificuldades. O regime está cambaleante e parece que se aproxima de seu fim.
Revelado: Lula pressionou pessoalmente pela contratação milionária de Guido Mantega
Lula teve participação ativa e efetiva na contratação de Guido Mantega por Daniel Vorcaro. O jornalista Claudio Dantas, em artigo publicado em seu site, revela passo a passo de mais essa façanha do descondenado. Lula tem tentado em vão se afastar do caso Master. Mas a contratação de Guido Mantega, relegada a segundo plano pela mídia, tem potencial de enredar o petista ainda mais no novelo em que já caíram Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Embora Jaques Wagner tenha admitido publicamente ter feito a indicação a Daniel Vorcaro, a pressão para ajudar o ex-ministro da Fazenda partiu do próprio presidente da República. Foi Lula quem tentou por meses emplacar Mantega na Vale; primeiro como presidente, no lugar de Eduardo Bartolomeo; depois, como integrante do Conselho de Administração. Eram dois os objetivos: retomar a influência estatal direta sobre o caixa e sua política de investimentos; e compensar financeiramente o ex-ministro por ter mantido o bico fechado na época das investigações da Lava Jato — diferentemente do que ocorreu com Antonio Palocci, que virou delator. O mesmo raciocínio foi aplicado no caso do ex-tesoureiro João Vaccari, que, com aval de Lula, voltou a ter influência sobre os fundos de pensão, a Petrobras e também sobre a Vale. Admitir a atuação de Vaccari nas sombras, porém, é diferente de colocar uma figura como Mantega sentado na cadeira de CEO da gigante de mineração, que tem seu capital em bolsa. Os acionistas bateram o pé e impediram a nomeação, fazendo com que Lula buscasse um prêmio de consolação ao companheiro. Vorcaro então foi acionado por Wagner, com apoio do sócio Augusto Lima, presenteando Mantega com um contrato de R$ 1 milhão mensais – cerca de um quarto do que receberia no comando da Vale. O contrato foi assinado em março de 2024, mas o acerto foi feito antes. Em janeiro, o ex-ministro soltou comunicado anunciando ter desistido da Vale. Isso foi um mês depois da primeira visita (não registrada) do dono do Master ao Palácio do Planalto. Na prática, o cargo de “consultor de luxo” que Vorcaro descolou para Mantega foi resultado de iniciativa presidencial, contando com ciência e respaldo do próprio Lula.
Dez investigados já disputam corrida por delação premiada no escândalo do Banco Master
A segunda turma do Supremo Tribunal Federal confirmou na sexta-feira (13) a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master. A decisão manteve a determinação feita dez dias antes pelo ministro André Mendonça. Vorcaro contratou o criminalista José Luís Oliveira Lima para sua defesa. Negociações para um acordo de colaboração devem iniciar nesta semana. O caso envolve diversos investigados que podem buscar acordos de delação premiada com as autoridades. Entre os nomes estão ex-executivos do Banco Master, ex-servidores do Banco Central e pessoas apontadas como operadores financeiros do grupo. A expectativa é que a possível delação de Vorcaro acelere movimentações de outros envolvidos. Quem firmar acordo primeiro tende a obter vantagens processuais mais significativas. Ex-servidores do Banco Central na mira Paulo Sérgio Souza e Belline Santana, ex-servidores do Banco Central, figuram entre os possíveis delatores. Souza ocupava o cargo de diretor de Fiscalização do BC. Santana chefiava o Departamento de Supervisão Bancária da instituição. Ambos foram afastados de suas funções em janeiro. Os dois se tornaram personagens centrais do caso após a divulgação de diálogos comprometedores com Vorcaro. Esses diálogos motivaram a segunda prisão do ex-banqueiro determinada por Mendonça. Augusto Lima, ex-principal sócio de Vorcaro no Banco Master, também integra a lista de investigados que podem buscar acordos de colaboração. Três ex-diretores do banco foram presos em novembro. Luiz Antônio Bull ocupava a diretoria de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia. Alberto Oliveira Neto exercia a função de superintendente executivo de Tesouraria. Ângelo Ribeiro da Silva consta como sócio da instituição financeira. Policial aposentado e operadores financeiros completam a lista O policial federal aposentado Marilson Silva é outro candidato a firmar delação premiada. Ele integrava, junto com outra pessoa identificada como Sicário, uma dupla que prestava serviços para Vorcaro. As investigações apontam que os dois realizavam atividades de monitoramento, espionagem e intimidação de pessoas consideradas inimigas pelo ex-banqueiro. Essas ações são caracterizadas pelas autoridades como serviços sujos executados a mando de Vorcaro. Ana Cláudia Paiva e Leonardo Palhares foram identificados pela Operação Compliance Zero como operadores financeiros e pessoas de extrema confiança de Vorcaro. Paiva era responsável pelas movimentações financeiras do esquema. Ela participava diretamente da estrutura de execução de pagamentos vinculados a supostas atividades ilícitas e ocultação de recursos. Palhares cuidava da gestão e operacionalização de recursos financeiros do grupo denominado “A Turma”. A corrida por acordos de delação premiada tende a se intensificar nas próximas semanas. Quem delatar depois perde vantagens no processo. A mais evidente é não ter mais novidades para revelar às autoridades. O investigado corre o risco de não ter sua delação aceita pela Justiça.
Supremo envia recado duro a Lula: confronto pode custar caro ao governo
O confronto com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) pode sair caro para o governo petista. A jornalista Andreza Matais revelou que Lula recebeu queixas diretas de que integrantes do PT estariam estimulando a criação de uma CPI com foco em ministros da Corte. O presidente teria sido alertado de que o governo tem mais a perder do que a ganhar ao manter a estratégia de seu ministro e marqueteiro, Sidônio Palmeira, de atacar o Banco Master como forma de desgastar o Supremo. Segundo a jornalista, um integrante do governo foi categórico ao avaliar a situação: “Lula fala o que pensa, sem filtros, e isso tem consequências. O Supremo tem inúmeros julgamentos de interesse do governo, incluindo bombas fiscais que podem impactar em R$ 234 bilhões o caixa da União, e investigações que envolvem seu filho mais velho, o Lulinha.” O recado foi claro e direto: o confronto não é bom para ninguém, especialmente para um governo que depende de decisões favoráveis da Corte em questões bilionárias e em processos que envolvem a própria família presidencial. A situação expõe o dilema do petista entre manter a retórica combativa contra o STF e preservar os interesses estratégicos do governo em julgamentos que podem comprometer seriamente as contas públicas e a imagem política da gestão.
Zema detona STF e protocoliza novo pedido de impeachment contra Moraes após escândalo do Banco Master
O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de viver a “farra dos intocáveis”. Segundo o governador, essas “pessoas que se julgam acima da lei podem fazer o que bem entenderem”, e que “o Judiciário brasileiro está perdendo totalmente sua credibilidade. Temos assistido no Supremo uma falta de vergonha. Algo que dá vergonha para os brasileiros”. O desabafo foi feito diante do comportamento de alguns dos ministros do Supremo, supostamente envolvidos no escândalo do Banco Master, em especial os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Os escândalos são tantos que a mídia em geral perdeu o medo. Diariamente a imprensa divulga fatos aterradores. Diversas ações contra os ministros envolvidos foram abertas após a divulgação de mensagens trocadas entre eles e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o ministro Alexandre de Moraes, os prints das mensagens encontrados no celular de Vorcaro estavam “vinculados a pastas de outras pessoas” na lista de contatos do banqueiro, mas os fatos demonstram que ele era amigo do empresário, além de sua esposa ser advogada do Banco Master com um contrato de R$ 129 milhões. Mas a farra a que se refere Zema não para por aí. O caso da degustação, em Londres, paga por Vorcaro, no valor de US$ 640.831,88 (R$ 3,3 milhões), envolve várias autoridades de Brasília, entre as quais o ministro Alexandre de Moraes, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Conforme noticiado, os dados do celular de Daniel Vorcaro, recuperados pela PF e enviados à CPMI do INSS com os registros obtidos na sessão secreta realizada pelo STF em 12 de fevereiro, para tratar do afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master, comprovam a intimidade dessas autoridades com o Vorcaro, prestes a fazer uma possível delação premiada. Para piorar, o escândalo referente ao financiamento pelo Banco Master de um fórum jurídico na capital britânica, cujo ápice foi a degustação, deixou certas autoridades sem dormir. Vorcaro pagou a contratação de um serviço de degustação do whisky Macallan no George Club da capital londrina cujo valor – por garrafa – varia entre R$ 800 e R$ 5 mil, a depender da versão da bebida. No final, cada convidado foi brindado com uma garrafa de Macallan de presente. Foi divulgado que o próprio Moraes fez uma citação ao evento durante a sessão secreta do STF dizendo que “Nesse encontro [em Londres], vários estávamos lá. Eu estava lá. Andrei Rodrigues estava lá. Depois fomos todos juntos a um pub e tomamos Macallan [o whisky escocês]”. O fórum jurídico contou com a presença de vários empresários e autoridades na lista de palestrantes e na plateia. Entre os debatedores estavam o ex-presidente Michel Temer, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e dois ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ): Luis Felipe Salomão e Antonio Saldanha Palheiro. Moraes, Toffoli e Andrei Rodrigues também participaram como debatedores, além do ministro Gilmar Mendes. O evento contou ainda com o então presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Davi Alcolumbre e com o ex-ministro da Justiça de Lula, Ricardo Lewandowski. Ao definir a lista de convidados para a plateia do fórum, Daniel Vorcaro teria consultado Alexandre de Moraes, que barrou a presença do empresário Joesley Batista, da JBS, no evento. Vorcaro levou a determinação à organização do fórum. O veto aparece em uma das trocas de mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do banqueiro. Foi divulgado também que Vorcaro recebeu uma lista de possíveis convidados e respondeu, em uma sequência de três mensagens: “Boa. Só Joesley foi bloqueado. Não comentou os demais. Entendo que aprovou. Ainda assim, reperguntei. Possível que ele não queira explicitar a concordância. Mas concordo ao afastar um só nome”. A farra em Londres acabou por fazer com que o governador mineiro protocolasse mais um pedido de impeachment contra Moraes. O motivo alegado é a suposta relação do ministro com o banqueiro, exposta após a quebra do sigilo do seu celular. O partido de Zema (O Novo) também anunciou a intenção de representar contra o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), pedindo seu afastamento do Conselho de Ética do Senado por omissão em apreciar outros pedidos e de não ingressar com uma notícia-crime contra o ministro Alexandre de Moraes. Seja como for, os fatos fizeram aflorar um STF completamente desconhecido.
Lula põe Moraes de escanteio em reunião sobre caso Master
O presidente Lula está extremamente perturbado com o caso Master. A razão é compreensível: até seu filho está envolvido no escândalo. Recentemente, o petista convocou uma reunião para discutir o assunto. Segundo o colunista Lauro Jardim, foram quase 4 horas de conversa. O detalhe mais notado: o ministro Alexandre de Moraes foi deixado de fora. Aliás, conforme já amplamente noticiado, Lula está possesso com o ministro do STF e tem reclamado muito dele em conversas privadas. Lula tentou esconder, mas sua verdadeira face foi exposta. Detalhes e revelações do passado do petista estão no livro “O Homem Mais Desonesto do Brasil – A verdadeira face de Luiz Inácio Lula da Silva”. Aproveite enquanto é tempo. Clique no link abaixo: https://www.conteudoconservador.com.br/products/a-maquina-contra-o-homem-como-o-sistema-tentou-destruir-um-presidente-e-despertou-uma-nacao
Advogado denuncia: procurador do MPF usa cargo para intimidar quem defende realidade biológica da mulher
A polêmica envolvendo a deputada Erika Hilton e o apresentador Ratinho resultou em uma ação judicial proposta pelo Ministério Público Federal solicitando indenização por danos morais de R$ 10 milhões. O advogado e conferencista Adriano Soares da Costa criticou duramente os fundamentos utilizados na petição, classificando-os como uma verdadeira “trapaça argumentativa” de um “militante vestido de membro do MPF”. Em artigo publicado em suas redes sociais, o advogado expôs sua análise com clareza. Ele denunciou o que chamou de intimidação contra quem defende a realidade biológica da mulher. “Nada há de jurídico nessa tese do militante que está usando o cargo no MPF para intimidar os que dizem o óbvio: homem biológico não é mulher”, escreveu Adriano Soares da Costa. O procurador Enrico Rodrigues de Freitas, agente público do MPF, está processando Ratinho sob o argumento de que ele teria feito discurso de ódio ao afirmar que “o interlocutor reduz a complexidade da existência do feminino a funções fisiológicas e reprodutivas”. Segundo o advogado, o procurador usa uma trapaça argumentativa ao defender que impedir de chamar de homem um homem que se autopercebe como mulher seria uma forma de proteger as próprias mulheres. “Na cabeça desequilibrada desses militantes, ‘a complexidade do feminino’ incluiria o homem biológico no conceito. Com isso, na prática se estaria tornando a mulher e a expressão do feminino algo dissolvido no vazio de sentido; a mulher biológica seria apagada como tal e misturada em um sem sentido semântico. O feminino seria tudo e, portanto, nada. Porque onde tudo é tudo, nada é nada”, argumentou. O advogado prosseguiu: “Se o homem pode ser mulher porque se sente mulher, ser mulher passa a ser um sentimento, não a realidade biológica, reprodutiva, fisiológica, que faz um indivíduo ser… mulher! Ou seja, a mulher deixaria de ser uma fêmea adulta com gametas femininos para ser um conceito vazio, um sentimento vago, onde caberia qualquer realidade, inclusive a capacidade de produção de espermatozoides”. Costa afirmou que a ação contra Ratinho é claramente uma estratégia de intimidação por meio de instrumentos jurídicos distorcidos da sua finalidade. Ele destacou o cinismo presente no argumento de que reconhecer a mulher como não-homem, como fêmea adulta capaz (em potência, não em ato) de reprodução, não estaria sendo odioso apenas com mulheres trans, mas também “marginaliza mulheres cisgênero [a linguagem militante está evidente aqui], que por questões de saúde, idade, genética, não possuem útero ou não menstruam”. “Ora, Enrico Rodrigues de Freitas faltou à aula de lógica jurídica, argumentação e filosofia propedêutica. Mulher é a fêmea adulta com gametas femininos. Ela pode não ter útero por uma deformidade ou mutilação, mas é mulher (distinção entre ato e potência, substância e forma, que desde Aristóteles se tornou conhecida). Ter deformidade significa que perdeu algo acidental na substância composta que é ser mulher (fêmea adulta com gametas femininos)”, explicou o advogado. O jurista classificou a ação como pura tentativa de intimidação, assim como foi feito contra Nine Borg e Isabella Cêpa, conforme tem denunciado o portal Matria. “Esse uso indevido do aparato estatal para silenciar a verdade biológica tem que ser denunciado e enfrentado pela sociedade civil”, defendeu. Adriano Soares da Costa concluiu afirmando que defender os direitos de mulheres trans de existir socialmente não pode significar apagar a biologia nem suprimir os direitos das mulheres. “As mulheres não podem ser e não serão apagadas”, finalizou.
Escritório de Viviane Barci parte para o confronto direto contra relator da CPI do Crime Organizado
O escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes decidiu processar o senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado. A intenção é impetrar uma ação por suposta calúnia e difamação, com pedido de indenização por danos morais. A banca de advogados questiona uma declaração de Vieira sobre uma suposta “circulação de recursos” entre o crime organizado e familiares dos ministros do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Alessandro Vieira alegou que o escritório da esposa de Alexandre de Moraes faz uma “interpretação forçada” de suas declarações. “Essa interpretação forçada não corresponde ao que falei e é mais uma tentativa de intimidação. O que fiz foi relatar o processo provável de lavagem de dinheiro realizado por um grupo que contratou os serviços do escritório da família Moraes. Não apontei, em nenhum momento, ligação direta entre o PCC e o referido escritório”, argumentou o senador. E acrescentou: “O grupo criminoso a que me refiro é o grupo Master. Algumas pessoas, aparentemente, ainda têm dificuldade em compreender que as atividades do Master eram criminosas”.