O Inmet, que depende do Ministério da Agricultura e Pecuária, acabou de lançar dois alertas de perigo. Eles avisam que chuva forte e temporais vão atingir o Amazonas, o Pará e boa parte do litoral baiano, criando risco de transtornos, sobretudo nas áreas mais frágeis. No Norte, o alerta laranja cobre o sudoeste e sudeste do Pará e quase todo o Amazonas, incluindo o Baixo Amazonas. O Inmet estima chuvas de 30 a 60 mm por hora – ou 50 a 100 mm no dia – e ventos de 60 a 100 km/h. Ele avisa que podem faltar luz, cair árvores, alagar ruas e gerar raios. O aviso vale até as 10 h de quinta‑feira, dia 20. Para diminuir os perigos, o Inmet recomenda não se proteger sob árvores, não deixar carros perto de torres ou estruturas de metal e, se puder, desligar aparelhos elétricos e o disjuntor geral enquanto a tempestade durar. O outro alerta, também de perigo, cobre o sul, nordeste, centro‑norte, centro‑sul da Bahia e a região metropolitana de Salvador. O Inmet projeta chuvas de 30 a 60 mm/h (ou 50 a 100 mm por dia) e avisa que há risco de alagamentos, deslizamentos e rios transbordando. Esse aviso vale até as 18 h de quinta‑feira, dia 20. Nas áreas da Bahia, o Inmet pede que ninguém saia se a chuva estiver forte, que fique de olho em alterações nas encostas e que desligue tudo que for elétrico quando houver risco de água. Se houver alagamento, guarde seus objetos em sacos plásticos e procure um local seguro para ficar. Em caso de emergência, a gente deve ligar para a Defesa Civil (199) ou para os Bombeiros (193). O Inmet, que representa o Brasil na Organização Meteorológica Mundial desde 1950, cuida da rede de monitoramento e dos avisos quando o clima fica extremo.
Globo sofre derrota na Justiça e terá que indenizar Gustavo Gayer
Na terça (18/11/2025), a 3ª Turma do STJ votou unanimemente que o Grupo Globo tem que pagar R$ 80 mil, com juros, ao deputado Gustavo Gayer (PL-GO) por danos morais. A indenização vem das matérias que o ligaram a agressões contra enfermeiros em um evento em Brasília. A Globo também foi condenada a tirar todas as matérias do ar. Os textos, publicados no g1 e mostrados nos telejornais da TV Globo, inclusive no Jornal Nacional, citavam duas manifestações: a de maio de 2021, que homenageou enfermeiros, e a de maio de 2020, descrita como cheia de confusão e agressões. As matérias disseram que Gayer, que ainda não era deputado na época, estava entre os identificados no tumulto. O parlamentar nega isso com veemência. Gayer recorreu ao STJ para anular a decisão do TJ-GO, que tinha negado seu pedido alegando liberdade de imprensa. O deputado diz que as matérias arruinaram sua reputação, chamando-o de “agressor de enfermeiros”, o que provocou linchamento virtual e lhe causou danos psicológicos e financeiros. O advogado de Gayer, Vitor Pereira, decidiu não fazer sustentação oral no julgamento. Com certeza, essa decisão vai deixar muita gente sem dormir.
Ramagem escolhe “refúgio” certo e atinge Moraes em cheio
O colunista Guilherme Amado acabou de divulgar que o deputado federal Alexandre Ramagem (PL‑RJ), já condenado pelo STF e prestes a ser preso, está fora do país, e ninguém esperava isso. O ministro Alexandre de Moraes foi quem mais sentiu o impacto. Ramagem escolheu os Estados Unidos como refúgio – o mesmo país que já aplicou a Lei Magnitsky contra o ministro. Ele está morando em um condomínio de alto padrão em North Miami, acompanhado da família.
URGENTE: Condenado pelo STF e sob risco de prisão, Ramagem está fora do Brasil
Segundo o colunista Guilherme Amado, do portal PlatôBR, o deputado federal Alexandre Ramagem (PL‑RJ), já condenado pelo STF e prestes a ser preso, se encontra fora do país. Agora, Ramagem está longe da autoridade de Alexandre de Moraes, morando em Miami, EUA. O PlatôBR o encontrou nesta quarta, 19, num condomínio de alto padrão em North Miami, acompanhado da família. Em setembro, o deputado solicitou à Câmara uma licença de 30 dias por questões de saúde, e a renovou em 13 de outubro, válida até 12 de dezembro. O STF já negou os recursos tanto dele quanto dos outros envolvidos na tentativa de golpe, como Jair Bolsonaro. Agora, Moraes pode decidir, nas próximas semanas, quando a pena será cumprida. Na manhã de quarta, quando a coluna o encontrou, Ramagem estava com sua esposa, Rebeca. Eles usavam roupas de treino e se dirigiam à academia do condomínio. O Solé Mia, condomínio onde Ramagem mora em Miami, conta com uma piscina artificial do tamanho de dois campos de futebol. Rodeada de areia e palmeiras, a lagoa parece uma praia caribenha e oferece caiaque, stand‑up paddle e outras atividades aquáticas. O local ainda tem quadras esportivas, playground, áreas de piquenique, estúdio de ioga, pista de cooper, trilhas e spa. São dois edifícios de 17 andares, com varandas grandes e design curvo que dá vista livre para a costa. Alugar um apartamento básico lá sai, em média, R$ 2 mil por dia. Ramagem optou por um bairro novo, que cresce a cada ano com novos projetos. A maioria dos moradores são famílias ricas da América Latina, muitos brasileiros. No clube ao lado do Solé Mia, eles se encontram para conversar, tomar algo e jogar padel, que mistura beach tênis e squash. Na fase penal da tentativa de golpe, o juiz Alexandre de Moraes exigiu que os réus entregassem os passaportes. Até agora, o processo não registra devolução desses documentos. A coluna tentou saber de Moraes se Ramagem poderia sair do Brasil, mas ele não respondeu. A coluna ligou para Alexandre Ramagem na tarde de quarta, mas ele não atendeu.
Pacheco recebe a notícia que mais temia de Lula
Lula, em encontro fechado na segunda‑feira (17) no Palácio do Planalto, contou ao senador Rodrigo Pacheco (PSD‑MG) que vai mandar o advogado‑geral da União, Jorge Messias, para o STF. A vaga apareceu depois que Luís Roberto Barroso saiu no mês passado, e a escolha de Messias decepcionou quem esperava Pacheco, indicado por Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Fontes dizem que Lula disse a Pacheco que quer que ele concorra ao governo de Minas Gerais em 2026, apontando que o estado é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil. O presidente afirmou que ter Pacheco na corrida ajudaria a reforçar a base do governo e a equilibrar as forças numa eleição apertada. Mesmo com o convite, Pacheco não se pronunciou de forma definitiva. O senador, que pensa em se afastar da política, não disse se aceita a ideia de Lula e deixa seu futuro incerto. Mas a nomeação de Messias não vai ser tranquila. Davi Alcolumbre, presidente do Senado, contou a Lula que o advogado‑geral vai encontrar forte resistência entre os parlamentares. Para ser aprovado, o nome precisa passar por uma sabatina na CCJ e depois conseguir, no mínimo, 41 votos no plenário – um momento delicado pelas brigas internas e opiniões diferentes no Congresso.
URGENTE: Flávio Dino ‘surta’ e vai ao ataque contra André Mendonça
Flávio Dino perdeu a paciência ao reagir às duras declarações de André Mendonça. O colega disse, sem rodeios, que a Suprema Corte pratica “ativismo judicial” e que alguns processos são adiados repetidamente. Dino ainda alertou que o Brasil está mergulhado em insegurança jurídica e que as instituições estão se enfraquecendo. Para Dino, a acusação de ativismo não passa de “espuma” sem base. Ele defende que a Corte decide estritamente conforme a lei, respondendo apenas aos fatos que surgem. Ele acrescentou que quem lança esse discurso busca apenas aplausos fáceis perante certos públicos, e que a função dos ministros é somente aplicar e interpretar a Constituição nos casos apresentados. A atmosfera na Corte está tensa. Agora, André Mendonça levantou a voz e não vai mais ficar em silêncio.
Parque que leva o nome do falecido pai, faz prefeito de Recife virar alvo de investigação por improbidade
O MPPE abriu um processo para checar se houve irregularidades ou improbidade na obra do Parque Governador Eduardo Campos, que fica onde era o Aeroclube de Pernambuco, no bairro do Pina, em Recife. A investigação começou depois que o vereador Thiago Medina entregou uma denúncia formal em 9 de janeiro, um dia depois de ter vistoriado o local em 8 de janeiro. O vereador conta que o contrato nº 2601.4003/2023, feito entre a prefeitura de Recife – pelo Gabinete de Projetos Especiais – e a empresa Loquipe Locação de Projetos e Mão de Obras Ltda, recebeu vários aditivos que aumentaram muito o preço e o tempo da obra. Assinado em 8 de maio de 2023, o contrato começava com R$ 62.242.305,49 e prazo de 14 meses, devendo terminar em 16 de julho de 2024. Depois disso, foram assinados sete aditivos, que somaram R$ 18.228.008,70 a mais e estenderam o prazo em 360 dias, ou seja, um ano. O custo subiu para R$ 80.470.314,10 e a nova data de entrega ficou para 16 de julho de 2025. O MPPE ainda viu que a prefeitura abriu outra licitação (nº 0001/2025) para o mesmo parque, acrescentando mais R$ 20.460.348,05 para construir o Setor 04, que seria uma área de convivência. Com os aditivos e a nova licitação, o preço total pode passar dos R$ 100 milhões, cerca de 60% a mais do que o previsto no início. A promotora Selma Magda Pereira Barbosa Barreto, da 15ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania (Patrimônio Público), abriu o Procedimento Preparatório nº 01998.001.491/2025 para investigar, como improbidade administrativa, os aditivos do contrato. O MPPE já pediu documentos ao Gabinete de Projetos Especiais e ao Ministério Público de Contas e notificou outra vez o vereador Thiago Medina, exigindo mais explicações e novos dados sobre o caso. Para Thiago Medina, a medida do MPPE é um avanço importante na luta pela transparência e pelo uso correto do dinheiro público.
Banco Master e o desgaste do Supremo
Os laços que apontam ao Banco Master, os envolvidos e o processo que está enfraquecendo o Supremo só vão se intensificar. Quando o governo permite que os depoentes da CPMI do Aposentão se calem, a pressão de quem cobra o assunto força a imprensa tradicional a comentar. Em 2026, o judiciário deve atuar mais, e junto ao TSE pode colocar barreiras que impeçam a oposição de colocar candidatos. Assim, a pressão não bloqueia as interferências, mas complica as manobras dos sinistros, que percebem mais dificuldade em tomar decisões.
‘Lula mandou projeto fraco, com brechas e benefícios para facções… Convite para continuar de joelhos’
Na terça-feira, 18, a Câmara dos Deputados aprovou a base do PL Antifacção. O resultado foi 370 votos a favor, 110 contra e 3 abstenções.
Parlamentar petista está prestes a perder o mandato
Na segunda-feira (17), a Comissão Especial Processante da Câmara de Natal aprovou um parecer que pede a cassação do mandato da vereadora Brisa Bracchi, do PT. O relator, Fulvio Saulo, de Solidariedade, alegou que Brisa usou dinheiro público para financiar um evento político, o que é o ponto central da análise. O parecer foi concluído na quinta-feira (13) e, na reunião de segunda, a presidente Anne Lagartixa, de Solidariedade, o aprovou. Só um membro, Daniel Valença do PT, votou contra e questionou as conclusões. Em agosto, a investigação começou depois que o vereador Matheus Faustino, do União Brasil, denunciou Brisa. Ele a acusou de ter enviado R$ 18 mil de emendas fiscais para pagar um evento que comemorou a prisão de Jair Bolsonaro, do PL. A denúncia diz que o ato era claramente político e, por isso, um uso indevido de recursos. O caso vai para o plenário de hoje (18) em votação nominal. Brisa e Faustino não podem votar porque estão envolvidos no processo. Para substituir Faustino, o suplente Albert Dickson, ex-vereador, será chamado. Já para Brisa, a Procuradoria disse que Júlia Arruda deve ser convocada, mesmo que o regimento não preveja substituição automática, seguindo normas federais de responsabilização. Fulvio Saulo disse que a ilegalidade não desaparece se os artistas recusarem o pagamento. Ele citou julgamentos que já reconhecem isso. O ato é ilícito quando Brisa convoca um evento político, e a infração acontece no momento em que o dinheiro é direcionado. Ele também destacou que o debate jurídico se concentra na forma como os recursos públicos são usados.