O confronto com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) pode sair caro para o governo petista. A jornalista Andreza Matais revelou que Lula recebeu queixas diretas de que integrantes do PT estariam estimulando a criação de uma CPI com foco em ministros da Corte. O presidente teria sido alertado de que o governo tem mais a perder do que a ganhar ao manter a estratégia de seu ministro e marqueteiro, Sidônio Palmeira, de atacar o Banco Master como forma de desgastar o Supremo. Segundo a jornalista, um integrante do governo foi categórico ao avaliar a situação: “Lula fala o que pensa, sem filtros, e isso tem consequências. O Supremo tem inúmeros julgamentos de interesse do governo, incluindo bombas fiscais que podem impactar em R$ 234 bilhões o caixa da União, e investigações que envolvem seu filho mais velho, o Lulinha.” O recado foi claro e direto: o confronto não é bom para ninguém, especialmente para um governo que depende de decisões favoráveis da Corte em questões bilionárias e em processos que envolvem a própria família presidencial. A situação expõe o dilema do petista entre manter a retórica combativa contra o STF e preservar os interesses estratégicos do governo em julgamentos que podem comprometer seriamente as contas públicas e a imagem política da gestão.
Zema detona STF e protocoliza novo pedido de impeachment contra Moraes após escândalo do Banco Master
O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de viver a “farra dos intocáveis”. Segundo o governador, essas “pessoas que se julgam acima da lei podem fazer o que bem entenderem”, e que “o Judiciário brasileiro está perdendo totalmente sua credibilidade. Temos assistido no Supremo uma falta de vergonha. Algo que dá vergonha para os brasileiros”. O desabafo foi feito diante do comportamento de alguns dos ministros do Supremo, supostamente envolvidos no escândalo do Banco Master, em especial os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Os escândalos são tantos que a mídia em geral perdeu o medo. Diariamente a imprensa divulga fatos aterradores. Diversas ações contra os ministros envolvidos foram abertas após a divulgação de mensagens trocadas entre eles e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o ministro Alexandre de Moraes, os prints das mensagens encontrados no celular de Vorcaro estavam “vinculados a pastas de outras pessoas” na lista de contatos do banqueiro, mas os fatos demonstram que ele era amigo do empresário, além de sua esposa ser advogada do Banco Master com um contrato de R$ 129 milhões. Mas a farra a que se refere Zema não para por aí. O caso da degustação, em Londres, paga por Vorcaro, no valor de US$ 640.831,88 (R$ 3,3 milhões), envolve várias autoridades de Brasília, entre as quais o ministro Alexandre de Moraes, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Conforme noticiado, os dados do celular de Daniel Vorcaro, recuperados pela PF e enviados à CPMI do INSS com os registros obtidos na sessão secreta realizada pelo STF em 12 de fevereiro, para tratar do afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master, comprovam a intimidade dessas autoridades com o Vorcaro, prestes a fazer uma possível delação premiada. Para piorar, o escândalo referente ao financiamento pelo Banco Master de um fórum jurídico na capital britânica, cujo ápice foi a degustação, deixou certas autoridades sem dormir. Vorcaro pagou a contratação de um serviço de degustação do whisky Macallan no George Club da capital londrina cujo valor – por garrafa – varia entre R$ 800 e R$ 5 mil, a depender da versão da bebida. No final, cada convidado foi brindado com uma garrafa de Macallan de presente. Foi divulgado que o próprio Moraes fez uma citação ao evento durante a sessão secreta do STF dizendo que “Nesse encontro [em Londres], vários estávamos lá. Eu estava lá. Andrei Rodrigues estava lá. Depois fomos todos juntos a um pub e tomamos Macallan [o whisky escocês]”. O fórum jurídico contou com a presença de vários empresários e autoridades na lista de palestrantes e na plateia. Entre os debatedores estavam o ex-presidente Michel Temer, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e dois ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ): Luis Felipe Salomão e Antonio Saldanha Palheiro. Moraes, Toffoli e Andrei Rodrigues também participaram como debatedores, além do ministro Gilmar Mendes. O evento contou ainda com o então presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Davi Alcolumbre e com o ex-ministro da Justiça de Lula, Ricardo Lewandowski. Ao definir a lista de convidados para a plateia do fórum, Daniel Vorcaro teria consultado Alexandre de Moraes, que barrou a presença do empresário Joesley Batista, da JBS, no evento. Vorcaro levou a determinação à organização do fórum. O veto aparece em uma das trocas de mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do banqueiro. Foi divulgado também que Vorcaro recebeu uma lista de possíveis convidados e respondeu, em uma sequência de três mensagens: “Boa. Só Joesley foi bloqueado. Não comentou os demais. Entendo que aprovou. Ainda assim, reperguntei. Possível que ele não queira explicitar a concordância. Mas concordo ao afastar um só nome”. A farra em Londres acabou por fazer com que o governador mineiro protocolasse mais um pedido de impeachment contra Moraes. O motivo alegado é a suposta relação do ministro com o banqueiro, exposta após a quebra do sigilo do seu celular. O partido de Zema (O Novo) também anunciou a intenção de representar contra o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), pedindo seu afastamento do Conselho de Ética do Senado por omissão em apreciar outros pedidos e de não ingressar com uma notícia-crime contra o ministro Alexandre de Moraes. Seja como for, os fatos fizeram aflorar um STF completamente desconhecido.
Lula põe Moraes de escanteio em reunião sobre caso Master
O presidente Lula está extremamente perturbado com o caso Master. A razão é compreensível: até seu filho está envolvido no escândalo. Recentemente, o petista convocou uma reunião para discutir o assunto. Segundo o colunista Lauro Jardim, foram quase 4 horas de conversa. O detalhe mais notado: o ministro Alexandre de Moraes foi deixado de fora. Aliás, conforme já amplamente noticiado, Lula está possesso com o ministro do STF e tem reclamado muito dele em conversas privadas. Lula tentou esconder, mas sua verdadeira face foi exposta. Detalhes e revelações do passado do petista estão no livro “O Homem Mais Desonesto do Brasil – A verdadeira face de Luiz Inácio Lula da Silva”. Aproveite enquanto é tempo. Clique no link abaixo: https://www.conteudoconservador.com.br/products/a-maquina-contra-o-homem-como-o-sistema-tentou-destruir-um-presidente-e-despertou-uma-nacao
Advogado denuncia: procurador do MPF usa cargo para intimidar quem defende realidade biológica da mulher
A polêmica envolvendo a deputada Erika Hilton e o apresentador Ratinho resultou em uma ação judicial proposta pelo Ministério Público Federal solicitando indenização por danos morais de R$ 10 milhões. O advogado e conferencista Adriano Soares da Costa criticou duramente os fundamentos utilizados na petição, classificando-os como uma verdadeira “trapaça argumentativa” de um “militante vestido de membro do MPF”. Em artigo publicado em suas redes sociais, o advogado expôs sua análise com clareza. Ele denunciou o que chamou de intimidação contra quem defende a realidade biológica da mulher. “Nada há de jurídico nessa tese do militante que está usando o cargo no MPF para intimidar os que dizem o óbvio: homem biológico não é mulher”, escreveu Adriano Soares da Costa. O procurador Enrico Rodrigues de Freitas, agente público do MPF, está processando Ratinho sob o argumento de que ele teria feito discurso de ódio ao afirmar que “o interlocutor reduz a complexidade da existência do feminino a funções fisiológicas e reprodutivas”. Segundo o advogado, o procurador usa uma trapaça argumentativa ao defender que impedir de chamar de homem um homem que se autopercebe como mulher seria uma forma de proteger as próprias mulheres. “Na cabeça desequilibrada desses militantes, ‘a complexidade do feminino’ incluiria o homem biológico no conceito. Com isso, na prática se estaria tornando a mulher e a expressão do feminino algo dissolvido no vazio de sentido; a mulher biológica seria apagada como tal e misturada em um sem sentido semântico. O feminino seria tudo e, portanto, nada. Porque onde tudo é tudo, nada é nada”, argumentou. O advogado prosseguiu: “Se o homem pode ser mulher porque se sente mulher, ser mulher passa a ser um sentimento, não a realidade biológica, reprodutiva, fisiológica, que faz um indivíduo ser… mulher! Ou seja, a mulher deixaria de ser uma fêmea adulta com gametas femininos para ser um conceito vazio, um sentimento vago, onde caberia qualquer realidade, inclusive a capacidade de produção de espermatozoides”. Costa afirmou que a ação contra Ratinho é claramente uma estratégia de intimidação por meio de instrumentos jurídicos distorcidos da sua finalidade. Ele destacou o cinismo presente no argumento de que reconhecer a mulher como não-homem, como fêmea adulta capaz (em potência, não em ato) de reprodução, não estaria sendo odioso apenas com mulheres trans, mas também “marginaliza mulheres cisgênero [a linguagem militante está evidente aqui], que por questões de saúde, idade, genética, não possuem útero ou não menstruam”. “Ora, Enrico Rodrigues de Freitas faltou à aula de lógica jurídica, argumentação e filosofia propedêutica. Mulher é a fêmea adulta com gametas femininos. Ela pode não ter útero por uma deformidade ou mutilação, mas é mulher (distinção entre ato e potência, substância e forma, que desde Aristóteles se tornou conhecida). Ter deformidade significa que perdeu algo acidental na substância composta que é ser mulher (fêmea adulta com gametas femininos)”, explicou o advogado. O jurista classificou a ação como pura tentativa de intimidação, assim como foi feito contra Nine Borg e Isabella Cêpa, conforme tem denunciado o portal Matria. “Esse uso indevido do aparato estatal para silenciar a verdade biológica tem que ser denunciado e enfrentado pela sociedade civil”, defendeu. Adriano Soares da Costa concluiu afirmando que defender os direitos de mulheres trans de existir socialmente não pode significar apagar a biologia nem suprimir os direitos das mulheres. “As mulheres não podem ser e não serão apagadas”, finalizou.
Escritório de Viviane Barci parte para o confronto direto contra relator da CPI do Crime Organizado
O escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes decidiu processar o senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado. A intenção é impetrar uma ação por suposta calúnia e difamação, com pedido de indenização por danos morais. A banca de advogados questiona uma declaração de Vieira sobre uma suposta “circulação de recursos” entre o crime organizado e familiares dos ministros do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Alessandro Vieira alegou que o escritório da esposa de Alexandre de Moraes faz uma “interpretação forçada” de suas declarações. “Essa interpretação forçada não corresponde ao que falei e é mais uma tentativa de intimidação. O que fiz foi relatar o processo provável de lavagem de dinheiro realizado por um grupo que contratou os serviços do escritório da família Moraes. Não apontei, em nenhum momento, ligação direta entre o PCC e o referido escritório”, argumentou o senador. E acrescentou: “O grupo criminoso a que me refiro é o grupo Master. Algumas pessoas, aparentemente, ainda têm dificuldade em compreender que as atividades do Master eram criminosas”.
Bolsonaro e o extermínio de sua imagem: entre a máscara de ferro e a tentativa de apagá-lo da história
O tratamento dado hoje a Jair Bolsonaro não se assemelha à aplicação da justiça. Trata-se de um esforço deliberado para silenciá-lo, isolá-lo e, principalmente, apagar sua presença da vida pública brasileira. Bolsonaro cumpre pena por um crime impossível, um crime que não cometeu e que nunca existiu. É um preso político. E como todo preso político da história, não basta prendê-lo — é preciso escondê-lo. Ninguém pode vê-lo sem autorização de seu algoz, o ministro Alexandre de Moraes. O mundo não pode vê-lo. A família precisa pedir permissão para visitá-lo e, ainda assim, sem registrar imagens. Nesta semana, ao ser levado a um hospital depois de passar mal no cárcere, colocaram lençóis à frente para impedir que o público e a imprensa o vissem. Essa cena não pertence a uma democracia saudável. Ela evoca uma história clássica da literatura e do imaginário político: a do “Homem da Máscara de Ferro”, personagem eternizado por Alexandre Dumas no romance “O Visconde de Bragelonne: Dez Anos Depois”. Naquela narrativa, o prisioneiro não era apenas encarcerado. Ele era escondido do mundo. Seu rosto precisava permanecer oculto para que ninguém soubesse quem ele era e para que sua existência não produzisse efeitos políticos. É exatamente essa lógica que se repete: não basta prender, é preciso impedir que seja visto. Mas há ainda um paralelo histórico mais profundo. Na Roma antiga existia uma punição chamada “Damnatio Memoriae”, a “condenação da memória”. O Estado apagava o nome do condenado das inscrições, destruía estátuas e tentava eliminar qualquer vestígio de sua existência. Não bastava derrotar o adversário. Era preciso fazer com que ele desaparecesse da história. O que se observa hoje é uma versão moderna dessa prática. Tentam controlar sua imagem, limitar sua voz e restringir sua presença pública, como se fosse possível apagar da memória nacional um presidente que governou o país e mobilizou — e mobiliza — milhões de brasileiros. A história, porém, costuma ser implacável com quem tenta manipular a memória coletiva. Personagens que o poder tentou esconder, como o prisioneiro da máscara de ferro ou as vítimas da “Damnatio Memoriae”, acabaram se tornando símbolos ainda mais fortes com o passar do tempo. Porque há uma verdade que atravessa os séculos: quanto mais o poder tenta esconder um homem, mais ele se transforma em história.
Motorista bloqueia ambulância do Samu e idosa de 91 anos morre sem socorro em Minas Gerais (veja o vídeo)
Uma cena revoltante de irresponsabilidade ocorreu em Pouso Alegre (MG), na última sexta-feira (13). Uma ambulância do Samu foi deliberadamente impedida de trafegar por um motorista enquanto prestava socorro de emergência. A viatura seguia para atender uma idosa de 91 anos, com sinais sonoros e luminosos acionados, quando, na Avenida Prefeito Olavo Gomes de Oliveira, teve sua passagem bloqueada por um veículo de passeio, modelo Volkswagen Gol. Nas imagens registradas, é possível observar o motorista do carro manobrar para as laterais da via, impedindo sistematicamente a ultrapassagem da ambulância. Cada vez que o condutor do veículo de emergência tentava passar, o obstáculo se repetia. Em clara atitude de deboche, o motorista do Gol ainda exibiu gestos obscenos com o dedo do meio para os ocupantes da unidade móvel de saúde. Segundo informações divulgadas, o veículo teria arremessado pedras contra a ambulância, que se dirigia ao bairro Colina Verde, onde a paciente aguardava atendimento urgente. A equipe do Samu conseguiu finalmente chegar ao endereço e iniciar os procedimentos de atendimento à idosa, encaminhando-a em estado grave para o Hospital das Clínicas Samuel Libânio. No entanto, apesar de todos os esforços da equipe médica, a paciente não resistiu após dar entrada na unidade de saúde. O caso gerou revolta e indignação nas redes sociais e está sendo apurado pelas autoridades competentes. Veja o vídeo:
A verdadeira razão pela qual o governo teme classificar PCC e CV como organizações terroristas
A resistência do atual governo em classificar o PCC e o CV como organizações terroristas não se baseia em questões de soberania, como sustenta Lula. A verdadeira motivação é outra: a cabeça de quem recebeu ou transferiu recursos para essas organizações estará em risco. Não se trata de um interesse do Brasil, mas da turma que está no comando do país. Os Estados Unidos e países aliados jamais fariam incursões com tropas bélicas e travariam franco e aberto combate às organizações em meio à população brasileira. É irreal a hipótese de se jogar, por exemplo, uma bomba na Rocinha ou no Complexo do Alemão para exterminar a cúpula do CV. Considerar essas facções como organizações terroristas não autoriza os EUA a invadir o território brasileiro e aqui travar uma guerra, mas poderá, com a devida autorização do governo brasileiro, lançar um míssil ou drone e eliminar um líder desses grupos na sala de estar de sua casa, de forma cirúrgica. A verdadeira razão, porém, é outra. A partir do momento que essas organizações forem consideradas terroristas, a polícia — qualquer uma delas — em suas investigações que dizem respeito ao CV e ao PCC, não necessitará de autorização judicial para quebra de sigilo bancário. As forças de segurança poderão levantar e rastrear o caminho do dinheiro dessas quadrilhas terroristas, sem depender da chancela da Justiça, que blinda e protege esses criminosos. Mais que isso: serão criados canais para a cooperação técnica e troca de informações entre as polícias brasileiras, a CIA e o FBI. Levando em conta que os agentes estrangeiros já estão há anos por aqui com tudo mapeado, imaginem quantas barbaridades virão à tona — quantas autoridades envolvidas até a alma serão reveladas. Gente da mais alta cúpula do Judiciário, do Executivo e do Congresso Nacional, além de empresários, militares e agentes da própria segurança pública. Todos que tiverem financiado, recebido ou transferido um centavo para essas organizações serão trazidos a investigações de domínio internacional. É o que chamamos de “batom na cueca”. O Brasil é signatário de diversos tratados internacionais de combate ao terrorismo, com foco na cooperação jurídica, extradição, supressão de financiamento e atos com bombas ou materiais nucleares. Destacam-se a Convenção Interamericana contra o Terrorismo e a Convenção Internacional para Supressão do Financiamento do Terrorismo, incorporadas ao ordenamento jurídico brasileiro via decretos. Especial atenção merece o Decreto nº 5.640, de 26 de dezembro de 2005, que recepciona e traz para o ordenamento jurídico brasileiro a Convenção Internacional para Supressão do Financiamento do Terrorismo, adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 9 de dezembro de 1999 e assinada pelo Brasil em 10 de novembro de 2001. A convenção internacional é parte integrante do texto do Decreto, pois entrou como anexo. Seu artigo 12, I, estabelece o seguinte: “Os Estados Partes prestar-se-ão mutuamente a assistência necessária para fins de investigações criminais ou processos criminais ou de extradição no que se refere aos delitos previstos no Artigo 2, inclusive assistência na obtenção de provas em seu poder necessárias ao andamento do processo”. E o artigo 12, II, complementa: “Os Estados Partes não poderão recusar solicitações de assistência mútua sob a alegação de sigilo bancário”. O decreto detalha ainda a criação de canais para cooperação mútua entre os órgãos investigativos. Também vale chamar a atenção para o Decreto nº 5.639, de 26 de dezembro de 2005, que promulga a Convenção Interamericana contra o Terrorismo, assinada em Barbados em 3 de junho de 2002. O artigo 5º deste diploma internacional traz estampado como título “Embargo e confisco de fundos ou outros bens”, e complementa: “Cada Estado Parte, em conformidade com os procedimentos estabelecidos em sua legislação interna, adotará as medidas necessárias para identificar, congelar, embargar e, se for o caso, confiscar fundos ou outros bens que sejam produto da comissão ou tenham como propósito financiar ou tenham facilitado ou financiado a comissão de qualquer dos delitos estabelecidos nos instrumentos internacionais enumerados no Artigo 2 desta Convenção”. Isso significa que a turma do poder teria seus bens confiscados. O Artigo 6º da Convenção de Barbados também aborda especificamente os crimes de lavagem de dinheiro pertinentes aos grupos terroristas — o pesadelo de qualquer criatura que tenha ou tenha tido envolvimento com essas organizações criminosas. É o dispositivo que dá permissão à polícia para “puxar a cordinha”, ou seja, rastrear por onde transitou o dinheiro do crime, sem precisar de mandado judicial. Tudo isso só ajudaria o Brasil no combate ao crime e à sensação de insegurança enlouquecedora que vive a população brasileira hoje. Não permitir que essas organizações sejam consideradas terroristas é um desserviço à nação. É renunciar a todas as ferramentas e vantagens que estão nos proporcionando os tratados internacionais dos quais o Brasil é subscritor e aos quais está comprometido. Só mesmo fortes interesses pessoais para fazer alguém negar uma ajuda dessa envergadura. É a classe política na sua mais salutar transparência — de mãos dadas com o crime organizado.
Instituto de Previdência sofre invasão, tem computadores roubados e levanta suspeita de queima de arquivo
Um boletim de ocorrência registrado na tarde de sábado (14) aponta que a sede da Macapá Previdência (MacapaPrev), órgão da Prefeitura Municipal de Macapá, foi invadida durante a madrugada de sábado. A Polícia Civil do Amapá instaurou inquérito a pedido da Polícia Federal para apurar o roubo de computadores, processos e imagens das câmeras de segurança, sob suspeita de “queima de arquivo”. De acordo com o boletim de ocorrência, a constatação do roubo ocorreu antes da instituição iniciar o atendimento dos servidores municipais para a concessão do benefício. Foi realizada perícia no local e as investigações estão sob sigilo. A sede da Macapá Previdência fica na Avenida Presidente Vargas, próximo ao prédio da Ordem dos Advogados do Brasil. O registro foi feito pelo advogado Josué Madeira da Silva Júnior. A invasão ao prédio ocorreu dez dias após a troca na gestão da previdência municipal de Macapá em razão do afastamento judicial seguida de renúncia do prefeito Antônio Furlan (PSD). O vice-prefeito Mario Neto (Podemos) também foi afastado e a prefeitura passou a ser comandada pelo presidente da Câmara Municipal, Pedro Dalua (União Brasil). O prefeito e o vice foram afastados por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O prefeito interino trocou o comando da MacapáPrev. Janayna Gomes da Silva Ramos, presidente do órgão durante a gestão Furlan, pediu exoneração um dia depois da renúncia do então prefeito. As investigações preliminares apontam que não houve arrombamento externo e que foram cortadas todas as formas de comunicação dos sistemas durante o roubo. Foram levados os notebooks do ex-diretor Financeiro, Fabiano Gemaque Valente de Andrade, e da ex-chefe de gabinete da Presidência, Karyna Santos Ramos. Os dois também pediram exoneração depois da saída de Furlan da prefeitura. Meses atrás, o Ministério da Previdência Social questionou ao Tribunal de Contas do Amapá (TCE-AP) a incidência de um rombo de R$ 221 milhões na MacapáPrev. Em dois anos, ela teve seu caixa reduzido de R$ 176,8 milhões para R$ 39 milhões. O caixa atual seria de pouco mais de R$ 31 milhões. Fontes da Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Amapá (Sejusp) informaram que a principal linha de investigação é a destruição de provas sobre ilícitos cometidos na gestão previdenciária do município. Chamou a atenção dos investigadores o fato do alvo central da ação serem os computadores do setor financeiro. Na quinta-feira (12), a Câmara Municipal de Macapá (CMM) aprovou a instauração de uma comissão processante para investigar o vice-prefeito Mário Neto, que também era secretário de Finanças da prefeitura, e a gestão da MacapáPrev. No último dia 3 de março, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão com 55 páginas, determinou o afastamento do prefeito Antônio Furlan e do vice-prefeito Mário Neto no âmbito da segunda fase da Operação Paroxismo, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga fraude na licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro na construção do Hospital Geral Municipal de Macapá, uma obra de quase R$ 70 milhões com recursos de emendas Pix. O ministro também autorizou o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN), além do afastamento de outros servidores públicos por 60 dias, casos da secretária da Saúde e do chefe da Comissão de Licitação. No dia seguinte ao afastamento, Antônio Furlan renunciou ao cargo e se lançou pré-candidato ao governo do estado nas eleições de outubro. Segundo a última pesquisa Real Time Big Data, divulgada em 10 de fevereiro, Dr. Furlan desponta em primeiro com 66% nas intenções de voto para o governo do Amapá, contra 29% do atual governador, Clécio Luís (União Brasil).
Governo petista na Bahia pagou R$ 207 milhões ao Banco Master entre 2023 e 2026
O envolvimento do PT com o Banco Master ganha contornos cada vez mais evidentes. A gestão petista na Bahia realizou pagamentos ao Banco Master referentes a 207 precatórios no período entre 2023 e 2026. Os valores envolvidos são estratosféricos. Somente em 2024, foram pagos R$ 47,4 milhões em operações relacionadas à antecipação de valores decorrentes de precatórios do Fundef. Do outro lado do espectro político, ACM Neto, adversário petista na Bahia, recebeu um contrato de consultoria de R$ 3,2 milhões com o Master. Daniel Vorcaro, proprietário do banco, distribuía contratos para diversos lados do espectro político. A informação foi divulgada por Lauro Jardim, que recebeu o seguinte esclarecimento do governo da Bahia: “A Secretaria da Administração do Estado da Bahia esclarece que os pagamentos citados em coluna publicada no jornal O Globo, em 15/03, não se referem à contratação ou relação direta do Estado com a instituição financeira mencionada. Os valores, registrados no Portal da Transparência, resultam da antecipação de créditos feita por opção de servidores da Educação que têm direito a precatórios do Fundef, conforme a Emenda Constitucional 114/2021 aprovada pelo Congresso Nacional. A lei permite ao servidor antecipar o crédito com instituição financeira credenciada, por cessão do direito de recebimento e sem intervenção do estado que se limita ao pagamento das parcelas do acordo. Os valores antecipados são direcionados à instituição que passou a ser titular do crédito, conforme escolha do servidor. O referido banco se credenciou e foi autorizado pelos servidores a receber os respectivos créditos. O credenciamento é público, segue critérios de controle externo e permanece aberto a novas instituições que atendam às regras, sendo praticado também em outras unidades da federação conforme a lei.” A tentativa de justificativa não convence. Para fortalecer nossa batalha editorial, considere tornar-se assinante, o que lhe dará o direito de assistir o primeiro PODCAST conservador do Brasil e ter acesso exclusivo ao conteúdo da Revista A Verdade, onde os “assuntos proibidos” no Brasil são revelados. Para assinar, clique no link: https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/apresentacao SEU APOIO É MUITO IMPORTANTE! CONTAMOS COM VOCÊ!