Uma operação policial realizada nesta segunda-feira (24/4) na comunidade do Vidigal, no Rio de Janeiro, resultou em intenso tiroteio e impactou diretamente a rotina da região, incluindo turistas que visitavam pontos conhecidos da cidade. Durante o desenrolar da ação, visitantes que estavam no topo do Morro Dois Irmãos enfrentaram dificuldades para deixar o local. O acesso à trilha, que começa na parte alta do Vidigal, ficou comprometido em razão dos confrontos. A situação foi normalizada por volta das 7h20, quando os turistas conseguiram sair com segurança. A operação foi conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro com o objetivo de localizar e prender lideranças do Comando Vermelho (CV), organização criminosa com atuação em diferentes estados, incluindo a Bahia. A presença dessas figuras na comunidade motivou a mobilização das forças de segurança. Ainda nas primeiras horas da manhã, por volta das 6h30, o Centro de Operações do Rio informou, por meio da rede social X, a interdição da Avenida Niemeyer. Criminosos bloquearam a via utilizando um ônibus atravessado e contêineres da Comlurb, numa tentativa de dificultar o avanço policial. A liberação da avenida ocorreu cerca de 20 minutos depois, às 6h50, com a intervenção da Polícia Militar.
Condenado pelo 8 de janeiro, ex-PM não contém as lágrimas ao denunciar injustiça: “Por que prender tanta gente inocente?” (Veja o vídeo!)
A detenção do ex-policial militar mineiro Marco Alexandre Machado de Araújo, de 56 anos, viralizou nas redes sociais. Marco Alexandre está entre os acusados de participação nas manifestações de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram as sedes dos Três Poderes — Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal — e provocaram destruição de patrimônio público. O episódio foi classificado pela Corte como uma tentativa de golpe de Estado. A primeira prisão do ex-PM aconteceu em 20 de abril de 2023, após ele se apresentar voluntariamente à Polícia Federal, em Brasília. Posteriormente, em 11 de abril de 2025, o ministro Alexandre de Moraes determinou sua liberação, substituindo a prisão preventiva por prisão domiciliar, com monitoramento por tornozeleira eletrônica. Entretanto, na última sexta-feira (17), com a conclusão do julgamento e a emissão do mandado para cumprimento da pena, Marco Alexandre foi novamente preso, desta vez em Uberlândia (MG). Assim como outros condenados pelos atos de 8 de janeiro, ele deixou de responder em liberdade e passou a cumprir pena em regime fechado após o trânsito em julgado da sentença. Durante a abordagem policial, o ex-PM não conseguiu conter a emoção e protestou: “Eu não aguento mais. Por que tanta injustiça? Por que prender tanta gente inocente? Estou a dois ou três anos preso… Eu fiz a minha parte. Eu podia ter fugido, mas não fugi”. Veja o momento:
Brasileiro desaparecido na Argentina é encontrado morto após encontro marcado por aplicativo em Buenos Aires
O professor Danilo Neves Pereira, de 35 anos, natural de Goiás, foi encontrado morto em Buenos Aires, na Argentina, após permanecer desaparecido por quase uma semana. O caso mobilizou familiares e amigos e ganhou novos contornos após a confirmação de sua morte em uma unidade hospitalar da capital argentina. As últimas informações repassadas por Danilo aos familiares ocorreram na terça-feira (14/4), quando ele relatou que sairia para um encontro marcado por meio de um aplicativo com uma pessoa identificada como Ulysses. No dia seguinte, quarta-feira (15/4), ele deu entrada no Hospital Ramos Mejía, mas foi registrado como paciente não identificado. Conforme informações divulgadas pela imprensa local, a causa da morte foi apontada como descompensação psicotrópica associada ao uso de cocaína. Investigação levanta dúvidas O caso passou a ser acompanhado pela Divisão de Pessoas Desaparecidas da Polícia da Cidade de Buenos Aires, após solicitação da Procuradoria-Geral da República nº 17. No dia do encontro, Danilo chegou a compartilhar sua localização, indicando que estava em uma região central e turística da cidade, próxima à Embaixada de Israel e ao tradicional Café Tortoni, área que conta com monitoramento por câmeras. Amigos e familiares destacam que Danilo era uma pessoa responsável e não costumava desaparecer sem avisar. Por isso, levantam suspeitas sobre a identidade do homem com quem ele se encontrou. Há a hipótese de que “Ulysses” seja um nome falso, o que motivou pedidos para que a polícia analise registros de câmeras e rastreie o celular do brasileiro. Trajetória acadêmica e pessoal Danilo havia se mudado para a Argentina com o objetivo de concluir sua tese de doutorado, cuja defesa estava prevista para o mês seguinte. Ele atuou por 12 anos como professor de inglês no Centro de Línguas da Universidade Federal de Goiás (UFG), onde também realizou sua graduação e mestrado. Antes de se estabelecer em Buenos Aires, viveu no Rio de Janeiro, onde cursava doutorado em linguística aplicada. Em 2025, publicou o livro “Dividir-me-ei em três e outros contos”. Além da carreira acadêmica, também se dedicava à arte, interpretando a drag queen “Zelda, The Queen” no Brasil.
Zema desafia Gilmar Mendes após ministro incluí-lo em inquérito: “Não vai me intimidar”
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), tornou-se o mais recente alvo do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Gilmar Mendes apresentou uma notícia-crime solicitando a inclusão do político no inquérito das fake news. Em resposta à investida do magistrado, Zema se manifestou de forma contundente em sua conta no X: “Pra mim, absurdo é isso. Seguimos em frente contra essa farra dos intocáveis.” O ex-governador mineiro não demonstrou qualquer recuo diante da ameaça e reforçou sua disposição em manter as críticas à Corte: “Não vai me intimidar de forma alguma. Estou muito à vontade para criticar essa farra dos intocáveis. O STF se tornou um Supremo balcão de negócios. Vou continuar.” Confira o vídeo:
Vídeo satírico com IA sobre Gilmar Mendes leva ex-governador Zema ao inquérito das fake news
Uma publicação do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), nas redes sociais gerou uma reação imediata no Supremo Tribunal Federal (STF). O conteúdo, criado com inteligência artificial, motivou o ministro Gilmar Mendes a apresentar uma notícia-crime pedindo a inclusão do político no inquérito das fake news. O vídeo traz uma encenação satírica com fantoches representando os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Na peça, o boneco que representa Toffoli solicita a suspensão da quebra de sigilos determinada anteriormente por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O personagem que simboliza Gilmar aceita o pedido e menciona uma suposta “cortesia” em um resort. A produção faz referência a um episódio real envolvendo decisão judicial relacionada à anulação de quebras de sigilo da empresa Maridt, ligada a Toffoli e familiares, que recebeu investimentos de um fundo associado ao banqueiro Daniel Vorcaro. Veja:
Eduardo Bolsonaro expõe proximidade entre Moraes e Tabata Amaral em foto de casamento: ‘Juiz’ que o condenou é amigo de quem o processou
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro se manifestou publicamente, nesta segunda-feira (20), contra o voto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que defende sua condenação em um processo por difamação movido pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP). A reação ocorreu por meio das redes sociais, onde o ex-parlamentar fez críticas diretas ao magistrado e questionou a imparcialidade do julgamento. Em sua manifestação, Eduardo afirmou: “Na mesma imagem: a autora do processo contra mim (Tabata) e o ‘juiz’ (Moraes) que me condenou a 1 ano de prisão + multa, tudo no casamento dela! Isso que se tornou o Brasil com a associação Lula-Moraes.” Na sequência, acrescentou: “Já imaginou ser condenado por um juiz amigo de quem te processa?” Eis a imagem:
Acidente grave em brinquedo de parque de diversões deixa 11 feridos, incluindo crianças e adolescentes
Por muito pouco, uma tragédia não se concretizou em Guaíba, município localizado na Região Metropolitana de Porto Alegre. Um acidente com um brinquedo do Parque Las Vegas deixou pelo menos 11 pessoas feridas. O incidente ocorreu na noite deste domingo (19). Segundo informações do Corpo de Bombeiros, uma estrutura conhecida como “torre” teria se quebrado, provocando a queda de pessoas. O brinquedo tem como função içar os passageiros até determinada altura e, em seguida, realizar uma queda livre controlada por freios potentes. As causas do acidente ainda não foram esclarecidas. Entre os feridos, há crianças e adolescentes. A Polícia Civil ficará responsável por apurar as circunstâncias que levaram ao acidente.
Jornalista americano detona Gilmar Mendes após ministro pedir investigação de Romeu Zema no inquérito das fake news
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou ao ministro Alexandre de Moraes que o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), seja investigado no inquérito das fake news. O pedido acontece após Zema ter divulgado, no mês passado, nas redes sociais, um vídeo com críticas ao Supremo e aos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli no contexto do caso Master. O jornalista americano Glenn Greenwald não poupou críticas ao ministro e ao inquérito que se arrasta há mais de sete anos: “O então presidente do STF, Luís Barroso, disse ao NYT em 2024 que o Inquérito das Fake News já havia investigado ‘quase tudo o que precisava ser investigado’ e deveria ser encerrado até o final de 2024 ou início de 2025. Este sistema judicial de censura tem agora mais de 7 anos.” “Ele nunca vai acabar. Moraes e seu campo consideram o poder de censura e punição de críticos valioso demais para ser abandonado, especialmente em um ano eleitoral. Essa é a razão pela qual não se deve conceder tais poderes a ninguém, em primeiro lugar.” O episódio reacende o debate sobre os limites do inquérito das fake news e o poder de censura exercido por ministros do Supremo, especialmente em ano eleitoral.
Carlos Bolsonaro desmonta em poucas palavras a narrativa absurda contra Bolsonaro: “Tudo do Lula, mas culpa é do Bolsonaro?”
Carlos Bolsonaro publicou uma mensagem contundente em sua conta no X, questionando a lógica da nova narrativa construída contra o ex-presidente Jair Bolsonaro no escândalo envolvendo desvios de aposentadorias. “Deixa eu ver se eu entendi:”, iniciou Carlos Bolsonaro, antes de listar uma série de contradições que expõem o absurdo da acusação: “O Ministro era do Lula Filho é do Lula Irmão é do Lula Amiga era do Lula Roubo de aposentadoria explodiu no governo Lula Mas tudo isso era um esquema do Bolsonaro pra desviar dinheiro dos aposentados… e entregar na mão do Lulinha e do irmão do Lula? Sim! É isso mesmo!” A publicação de Carlos Bolsonaro aponta para a incoerência de tentar atribuir responsabilidade ao ex-presidente Bolsonaro por um esquema que envolve pessoas ligadas diretamente ao atual governo e à família do presidente Lula, além de ter explodido durante a gestão petista.
Justiça argentina retoma julgamento pela morte de Maradona após um ano de paralisação
Após quase um ano de paralisação, a Justiça argentina voltou a analisar, nesta semana, o caso envolvendo a morte de Diego Armando Maradona. Ícone do futebol mundial, o ex-jogador faleceu aos 60 anos, em novembro de 2020, enquanto se recuperava de uma cirurgia cerebral realizada semanas antes. Sete profissionais de saúde que participaram diretamente do acompanhamento clínico do ex-atleta respondem por homicídio simples com dolo eventual — quando se assume o risco de provocar a morte. Caso sejam condenados, as penas podem variar entre oito e 25 anos de prisão. Entre os acusados estão o médico Leopoldo Luciano Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov, o psicólogo Carlos Ángel Díaz, a coordenadora Nancy Edith Forlini, o gestor Mariano Ariel Perroni, o enfermeiro Ricardo Omar Almirón e o clínico Pedro Pablo Di Spagna, todos ligados à equipe responsável pelos cuidados de Maradona. O reinício do julgamento foi necessário após a anulação das fases anteriores do processo, ocorrida em maio do ano passado. A decisão foi motivada pelo afastamento da juíza Julieta Makintach, que participou da produção de um documentário não autorizado sobre o caso, comprometendo a lisura do procedimento. Com a retomada, todas as etapas serão refeitas. Testemunhas e envolvidos voltarão a apresentar depoimentos e provas ao Tribunal Oral en lo Criminal nº 7, localizado em San Isidro. O colegiado é formado pelos magistrados Alberto Gaig, Alberto Ortolani e Pablo Rolón. Paralelamente, a enfermeira Dahiana Gisela Madrid será julgada separadamente por um júri popular, conforme solicitação de sua defesa. Até o momento, não há data definida para essa etapa específica. O processo contará com o depoimento de 92 testemunhas, incluindo familiares, como as filhas do ex-jogador, além de pessoas próximas que acompanharam seus últimos dias. De acordo com os autos, Maradona morreu em sua residência em decorrência de insuficiência cardíaca, durante o período de recuperação pós-cirúrgica. Por outro lado, os advogados dos réus contestam a acusação, sustentando que a equipe médica atuou de forma adequada ao longo do tratamento do campeão mundial de 1986.