O médico Uldurico Alves Pinto acionou formalmente o Governo da Bahia para denunciar a situação crítica de seu filho, o ex-deputado federal Uldurico Júnior, preso na última sexta-feira (17). Segundo a família, o ex-parlamentar corre risco iminente de morte após ser transferido para uma cela comum. Uldurico Jr. foi detido durante a Operação Duas Rosas, sob suspeita de ter recebido R$ 2 milhões para facilitar a fuga de 16 detentos do Presídio de Eunápolis em dezembro de 2024. Inicialmente mantido no Centro de Observações Penais (COP), ele foi movido para uma cela coletiva no Complexo Lemos Brito, em Salvador. A defesa alega que o ex-deputado necessita de cuidados médicos e psicológicos urgentes, e que o ambiente atual agrava seu quadro clínico. O clima de tensão em torno da segurança de Uldurico Jr. coincide com rumores de uma possível colaboração com a Justiça. O ex-deputado teria informações sobre esquemas de corrupção envolvendo figuras ligadas ao governo do petista Jerônimo Rodrigues. Investigadores teriam apreendido um manuscrito com Uldurico que serviria como “roteiro” para futuras gravações e denúncias contra agentes públicos. A notificação oficial foi enviada ao governador Jerônimo Rodrigues, ao secretário de Relações Institucionais (Adolpho Loyola) e ao titular da Seap (José Castro). O documento exige medidas imediatas do Estado para garantir a integridade física e mental do detido, sugerindo que a transferência para uma cela comum seria uma tentativa de silenciá-lo.
Andrei Rodrigues usou a PF para produzir fake news sobre Ramagem
Alexandre Ramagem foi detido pelo ICE nos Estados Unidos. Menos de dois dias depois, já estava em liberdade. Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, tentou tirar proveito político do episódio e correu para afirmar que se tratava de “cooperação internacional”, alegando que Ramagem era foragido por golpe de Estado, organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O presidente Lula foi categórico: “Ele foi preso porque foi condenado no Brasil”. Mentira deslavada. A detenção foi apenas por visto expirado, conforme confirmou o próprio ICE. Nenhum documento americano citou condenação brasileira ou a condição de “foragido” para Ramagem. Antes mesmo da audiência de custódia, ele foi liberado, algo raríssimo nesses casos. Agora autoridades americanas estão reavaliando a conduta dos agentes brasileiros em solo estrangeiro. Mais uma vez o governo transformou a Polícia Federal em fábrica de fake news para tentar capitalizar politicamente. Quando a realidade não entrega o troféu, eles inventam. Essa esquerda não governa. Ela mente. E quando é desmascarada, finge que nada aconteceu. Chega de usar instituições públicas como ferramenta de propaganda barata!
Questionado sobre abuso de autoridade dos ministros, Fachin age covardemente e foge (veja o vídeo!)
Deprimente a atitude do ministro Edson Fachin. A repórter Tauny Cattan fez o seguinte questionamento ao presidente do STF: “Não configura abuso de autoridade, já que foi pedido até mesmo cassação e inelegibilidade do senador Alessandro Vieira?” Fachin não enfrentou a pergunta. Simplesmente fugiu. O jurista André Marsíglia fez o seguinte comentário sobre essa atitude do ministro: “Fachin, o escapista. Um senhor dessa idade e nesse cargo fugir de jornalista é vergonhoso. E só pode ser piada acreditar que alguém assim será capaz de trazer ética a uma Corte indecente.” Veja o vídeo:
Senadores recorrem para anular rejeição de relatório que pedia indiciamento de ministros do STF
Os senadores Magno Malta (PL), Eduardo Girão (Novo) e Marcos do Val (Avante) apresentaram recurso para tentar anular a rejeição do relatório final da CPI do Crime Organizado. O relatório, elaborado por Alessandro Vieira (MDB), foi rejeitado por 6 votos a 4. O documento pedia o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Além deles, o procurador-geral, Paulo Gonet, também foi alvo do pedido. Para os autores do recurso, mudanças feitas na composição da comissão às vésperas da deliberação alteraram o equilíbrio interno e influenciaram o resultado. Segundo os parlamentares, integrantes que acompanharam toda a investigação foram substituídos no dia da votação por outros que não participaram da fase de apuração. Eles afirmam que isso comprometeu a legitimidade da decisão. No documento, os senadores classificam a sequência de mudanças como uma reconfiguração do colegiado no momento decisório. O texto fala em uma “manipulação na configuração da CPI do Crime Organizado, minutos antes da votação”. O recurso argumenta que a alteração na composição rompeu a continuidade dos trabalhos da comissão. Para os autores, o grupo que votou o relatório não era, na prática, o mesmo que conduziu a investigação. Eles também apontam possível violação ao princípio da proporcionalidade na formação das comissões parlamentares. A avaliação é de que a redistribuição de vagas entre partidos e blocos teria distorcido a representação política no colegiado. Outro ponto levantado é o uso das prerrogativas regimentais para substituir membros. Segundo o recurso, essas mudanças não teriam ocorrido de forma ordinária, mas com o objetivo de interferir no desfecho da votação. Os senadores argumentam ainda que houve desvio de finalidade no uso dessas substituições.
Justiça nega liberdade ao dono da ‘Choquei’ e o transfere para presídio de maior segurança
O criador da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, teve negado o pedido de revogação de sua prisão. Ele foi preso em uma operação que investiga supostas transações ilegais que somam R$ 1,6 bilhão. Além de permanecer preso, Raphael foi transferido na tarde de sexta-feira (17) para o Núcleo de Custódia do Complexo Prisional Policial Penal Daniella Cruvinel, em Aparecida de Goiânia. O juiz responsável pelo despacho fundamentou a negativa de liberdade alegando ser necessário aguardar o avanço da apuração para proferir uma decisão com maior segurança, evitando qualquer prejuízo ao andamento do processo. A equipe jurídica de Raphael está avaliando a viabilidade de novos recursos para tentar reverter a decisão. Segundo as investigações, Raphael atuaria como operador de mídia do grupo criminoso, utilizando a página Choquei para gerir a imagem da organização e promover atividades ilícitas. A Polícia Federal aponta que ele recebia valores de outros investigados. De acordo com a investigação, Raphael teria recebido R$ 370 mil por serviços de publicidade. Desse montante, R$ 270 mil foram identificados em movimentações entre 2024 e 2025. Outros R$ 100 mil teriam origem não identificada.
Transparência Internacional não perdoa e associa declarações de Gilmar a práticas de regimes autoritários
A organização Transparência Internacional acusou o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de adotar um tom considerado “intimidatório” ao se manifestar contra o senador Alessandro Vieira. Em nota divulgada nas redes sociais, a entidade classificou as declarações do magistrado como “discurso de ódio” e associou o episódio a práticas vistas em regimes autoritários. A reação da ONG ocorre após a inclusão de Gilmar Mendes no relatório final da CPI do Crime Organizado, que tem Alessandro Vieira como relator. O documento também cita os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Segundo o relatório, os citados teriam cometido crimes de responsabilidade, hipótese que pode embasar pedidos de impeachment. Durante sessão da Segunda Turma do STF, realizada na terça-feira (14), Gilmar Mendes reagiu de forma contundente à sua inclusão no documento. O ministro também criticou a atuação do senador, que o acusa de tentar proteger colegas da Corte envolvidos em investigações relacionadas ao chamado caso do Banco Master. No dia seguinte, o magistrado encaminhou pedido à Procuradoria-Geral da República para que Alessandro Vieira seja investigado. Na solicitação, Gilmar argumenta que o parlamentar teria cometido desvio de finalidade ao incluir ministros do STF no relatório da CPI, classificando a medida como uma “grave arbitrariedade”. Em resposta, o senador afirmou que não se intimidará com as declarações. “Ameaças não vão mudar o curso da história”, disse. Na nota pública, a Transparência Internacional criticou o que chamou de deterioração dos padrões de conduta esperados de integrantes da mais alta Corte do país. A entidade afirmou que o uso do cargo para atacar um adversário político, sem possibilidade de defesa imediata, remete a práticas incompatíveis com o ambiente democrático. A organização também cobrou posicionamento das instituições. Segundo a ONG, a ausência de reação do Senado Federal e de outros ministros do STF diante do episódio representa uma forma de omissão institucional. Para a entidade, a normalização de condutas desse tipo pode comprometer o funcionamento das instituições democráticas no país.
Foragido da Justiça, goleiro Bruno tenta participar de audiência virtualmente em ação contra o Facebook
Mesmo foragido, o goleiro Bruno Fernandes voltou a acionar o sistema judiciário brasileiro — desta vez como autor de uma ação. O ex-jogador do Flamengo ingressou com um processo contra a Meta, empresa responsável pelo Facebook e Instagram, e tentou participar de forma remota de uma audiência. O pedido foi rejeitado. A ação foi protocolada no dia 30 de março. Nela, Bruno alega que seu perfil profissional no Instagram apresentou falhas, levando usuários a acreditarem que a conta teria sido excluída ou desativada. Segundo ele, embora o perfil continue ativo, houve uma limitação de visibilidade, especialmente para o público brasileiro. De acordo com o ex-atleta, essa restrição compromete diretamente sua atuação nas redes sociais, afetando alcance, engajamento e credibilidade junto ao público. Ele sustenta que houve prejuízo à sua imagem digital, o que motivou a judicialização do caso. No processo, Bruno solicitou uma decisão liminar para restabelecer imediatamente o funcionamento pleno da conta, suspendendo qualquer tipo de restrição. No entanto, o pedido foi negado em 31 de março, após o juiz responsável entender que não havia risco iminente de dano que justificasse a medida urgente. Como demanda principal, além da normalização do perfil, o goleiro pleiteia uma indenização por danos morais no valor de R$ 30 mil. A Justiça também agendou uma audiência de conciliação entre as partes para o mês de maio, no 1º Juizado Especial Cível de Campos dos Goytacazes. No dia 8 de abril, Bruno solicitou autorização para participar do encontro de forma virtual. O pedido, contudo, foi negado pelo magistrado na segunda-feira (13/4). Na decisão, o juiz ressaltou que as audiências, como regra, devem ocorrer presencialmente e destacou que o autor não apresentou justificativas suficientes que impossibilitassem seu comparecimento ao fórum. A situação ganha contornos ainda mais delicados porque há um mandado de prisão em aberto contra o goleiro desde 5 de março. Bruno Fernandes foi condenado pelo assassinato da ex-namorada Eliza Samúdio, crime ocorrido em 2010. Desde a expedição do mandado, seu paradeiro é desconhecido, o que o coloca na condição de foragido da Justiça.
Lobista ligada a Lulinha confirma que vai depor na PF sobre escândalo do INSS
Após ser formalmente intimada pela Polícia Federal, a empresária e lobista Roberta Luchsinger declarou que comparecerá nos próximos dias para prestar depoimento no âmbito das investigações relacionadas ao caso envolvendo o INSS. Conforme informações divulgadas pela revista Veja, ela também sinalizou disposição em colaborar com os investigadores. A defesa da empresária, representada pelos advogados Roberto Podval e Bruno Salles, informou que essa postura não é recente. De acordo com eles, Roberta já havia comunicado previamente às autoridades seu interesse em esclarecer todos os pontos necessários no decorrer da apuração. Os advogados sustentam que a cliente não possui qualquer ligação com as supostas irregularidades investigadas no instituto. Nesse sentido, avaliam que o depoimento será uma oportunidade relevante para que ela apresente sua versão dos fatos e afaste suspeitas de maneira definitiva perante os órgãos competentes. A empresária ganhou maior visibilidade pública em razão de sua relação de amizade com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além disso, mensagens identificadas pela Polícia Federal indicariam diálogos entre ela e Antonio Carlos Camilo, o chamado Careca do INSS, nos quais são abordados assuntos ligados a negócios.
PT muda estratégia às pressas após crescimento avassalador de Flávio Bolsonaro nas pesquisas
De olho nas eleições de 2026, o PT promoveu uma reformulação em sua estratégia política, priorizando a comparação direta entre a atual gestão de Lula e o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A mudança vem acompanhada de uma avaliação interna crítica, na qual o partido reconhece não ter comunicado de forma eficaz, desde o início do mandato, as condições econômicas e sociais que alega ter herdado em 2023. Integrantes da área de comunicação da legenda reforçaram esse diagnóstico de falha na estratégia de divulgação. A revisão estratégica ocorre em meio ao crescimento expressivo de Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais. No levantamento divulgado pelo Datafolha, Flávio aparece com 46% das intenções de voto em um eventual segundo turno, enquanto Lula registra 45%. Diante desse cenário, o partido estruturará sua atuação em duas frentes simultâneas: a valorização das realizações que atribui ao governo atual e o contraste direto entre diferentes modelos políticos e econômicos. Essa abordagem deve orientar as inserções partidárias previstas para rádio e televisão a partir de 23 de abril de 2026. A comunicação será organizada em seis eixos principais. Entre eles, destacam-se a comparação de políticas públicas nas áreas de saúde, educação e economia entre os períodos de 2019–2022 e 2023–2026, além do reforço da narrativa de reconstrução por meio da retomada de programas sociais. O partido também pretende politizar o debate econômico, apresentando contraposições como “soberania vs. entreguismo” e “distribuição de renda vs. concentração”. Outros pontos incluem a incorporação de novas pautas sociais — como o fim da escala 6 X 1, o combate ao feminicídio e a proposta de tarifa zero no transporte público —, além da inclusão da segurança pública como eixo estratégico, com a defesa de um sistema nacional integrado. A ampliação da presença digital, com mobilização direta da militância, também figura como prioridade. No campo social, a legenda planeja enfatizar impactos sobre as mulheres, especialmente ao relacionar a redução da jornada de trabalho com a diminuição da sobrecarga doméstica e o enfrentamento à violência de gênero. A informação é do portal Poder 360.
Correios: mais de 3 mil trabalhadores deixam estatal em programa de demissão que ficou aquém da meta
Mais de 3 mil trabalhadores deixaram os Correios após o encerramento do Plano de Demissão Voluntária (PDV) de 2026, medida inserida na estratégia de reestruturação da estatal. Ao todo, 3.075 empregados aderiram ao programa, número que corresponde a 30,7% da meta originalmente estabelecida pela empresa. Embora o objetivo fosse alcançar cerca de 10 mil desligamentos ao longo deste ano, o resultado ficou significativamente abaixo do esperado. Ainda assim, a direção da estatal avalia que o impacto financeiro da medida será relevante e contribuirá para o equilíbrio das contas nos próximos anos. O período de adesão foi finalizado na terça-feira (8) e, conforme informado pela empresa, não haverá extensão do prazo. Mesmo representando menos de um terço do planejado, os desligamentos são considerados importantes dentro do conjunto de ações voltadas à redução de despesas operacionais. Com essa etapa concluída, os Correios projetam uma economia de aproximadamente R$ 1,4 bilhão a partir de 2027. Além disso, outras iniciativas implementadas no primeiro trimestre devem gerar uma redução adicional de custos na ordem de R$ 508 milhões por ano. A adoção do PDV integra o Plano de Reestruturação 2025-2027, criado para enfrentar a grave situação financeira da empresa. Atualmente, a estatal convive com um déficit estrutural superior a R$ 4 bilhões anuais, patrimônio líquido negativo estimado em R$ 10,4 bilhões e um prejuízo acumulado que ultrapassava R$ 6 bilhões até setembro de 2025. Além da diminuição do quadro de funcionários, o plano inclui outras medidas significativas. Entre elas estão o fechamento de aproximadamente 1 mil agências próprias, a alienação de imóveis considerados ociosos e a realização de leilões, que podem arrecadar até R$ 1,5 bilhão. Em fevereiro, já foi promovido o primeiro leilão, envolvendo 21 imóveis distribuídos em 11 estados. A crise enfrentada pela estatal não é recente e vem se intensificando desde 2016. Entre os principais fatores apontados estão a redução no envio de correspondências, impulsionada pela digitalização dos serviços, o crescimento da concorrência no comércio eletrônico e o aumento das demandas operacionais no setor logístico. Apesar do cenário desafiador, os Correios ainda mantêm uma ampla presença em todo o território nacional. A empresa conta atualmente com cerca de 10,3 mil unidades de atendimento, 1,1 mil centros de distribuição e tratamento, além de aproximadamente 80 mil empregados diretos.