Alexandre de Moraes reconsiderou sua decisão anterior nesta quinta-feira (12) e negou a visita do assessor do governo Donald Trump, Darren Beattie, ao ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão, em Brasília. Segundo informações, a decisão foi tomada após o Itamaraty alertar à Corte que o encontro de um funcionário do governo dos Estados Unidos com um ex-presidente brasileiro em ano eleitoral poderia configurar ingerência em assuntos internos do país. A imprensa internacional já repercute o fato inesperado.
Moraes recua e barra visita de assessor de Trump a Bolsonaro após Itamaraty alegar ‘ingerência eleitoral’
Alexandre de Moraes voltou atrás em sua decisão nesta quinta-feira (12) e negou a visita do assessor do governo Donald Trump, Darren Beattie, ao ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão, em Brasília. A reviravolta ocorreu após o Itamaraty alertar à Corte que o encontro de um funcionário do governo dos Estados Unidos com um ex-presidente brasileiro em ano eleitoral poderia configurar ingerência em assuntos internos do país, segundo informações divulgadas pela CNN. A reconsideração da decisão expõe mais uma vez a fragilidade jurídica das medidas adotadas contra Bolsonaro e evidencia a pressão política exercida sobre o Judiciário em casos envolvendo o ex-presidente. O episódio reforça a percepção de perseguição política contra Bolsonaro, que permanece preso em Brasília enquanto seus apoiadores denunciam irregularidades no processo que resultou em sua detenção.
Cunhada de Moraes é convocada para depor na CPMI do INSS após elaborar código de ética do Banco Master
O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) protocolou requerimento solicitando a convocação da advogada Ana Cláudia Consani de Moraes para prestar depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades relacionadas ao INSS. Ana Cláudia é cunhada do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo informações disponíveis nos metadados de um arquivo em PDF publicado no site do Banco Master, a advogada aparece como autora do Código de Ética da instituição financeira. Ana Cláudia Consani é casada com Leonardo de Moraes, irmão do ministro do STF. Nos últimos dias, o escritório Barci de Moraes divulgou nota oficial afirmando que a elaboração do Código de Ética do Banco Master integrou o conjunto de serviços prestados pelo escritório à instituição controlada pelo empresário Daniel Vorcaro. Conforme o comunicado, o contrato firmado entre o banco e o escritório tinha valor estimado em R$ 130 milhões ao longo de três anos. Até o momento, a banca jurídica teria recebido pouco mais de R$ 80 milhões pelos serviços prestados. O escritório Barci de Moraes pertence à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Na mesma nota, o escritório informou que parte das atividades contratadas foi executada com o auxílio de outros escritórios de advocacia subcontratados para atender às demandas do Banco Master. O requerimento apresentado por Kim Kataguiri foi motivado pela divulgação de um vídeo produzido por Pedro Deyrot, também coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL). No conteúdo, Deyrot aborda a ligação de Ana Cláudia Consani de Moraes com a elaboração do Código de Ética do Banco Master. No documento encaminhado à comissão, Kataguiri argumenta que a convocação da advogada é necessária para esclarecer possíveis vínculos e responsabilidades. Em trecho do requerimento, o parlamentar afirma: “A oitiva da Sra. Ana Cláudia Consani de Moraes é peça fundamental para desvendar a ‘teia familiar’ que o Banco Master construiu ao redor de autoridades judiciárias. A transparência é o único remédio contra o uso de prestígio familiar para encobrir prejuízos causados a milhões de aposentados brasileiros”. Dias antes, o deputado também havia protocolado requerimento solicitando a convocação do próprio ministro Alexandre de Moraes para prestar esclarecimentos à CPMI.
Operação da PF prende cinco vereadores do PT acusados de receber dinheiro de facção criminosa para campanhas eleitorais
Uma operação da Polícia Federal realizada nesta quinta-feira (12) resultou na prisão de cinco vereadores do município de Morada Nova, no interior do Ceará. Três dos parlamentares detidos são filiados ao PT. A ação, batizada de “Operação Traditori”, investiga um esquema de financiamento ilegal de campanhas eleitorais nas eleições municipais de 2024, supostamente abastecido com recursos de uma facção criminosa. Entre os detidos está o presidente da Câmara Municipal de Morada Nova, Hilmar Sérgio Pinto da Cunha (PT). Segundo informações apuradas junto à própria Câmara, também foram presos os vereadores Lucia Gleidevania Rabelo, conhecida como Gleide Rabelo (PT), Cláudio Roberto Chaves da Silva, o Cláudio Maroca (PT), José Regis Nascimento Rumão (PP) e José Gomes da Silva Júnior, chamado de Júnior do Dedé (PSB). Apesar de ter sido eleito vereador em 2024, Júnior do Dedé não estava exercendo o mandato no momento da operação. Desde setembro de 2025, ele ocupa o cargo de secretário de administração da Prefeitura de Morada Nova. Até o momento, as defesas dos parlamentares não foram localizadas para comentar o caso. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) também determinou medidas judiciais contra o ex-vereador José Weder, que já havia perdido o mandato por decisão da Justiça Eleitoral. Para ele foram autorizadas ações de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais cautelares, mas não houve ordem de prisão. A operação impactou diretamente o funcionamento da Câmara Municipal, composta por 15 vereadores. Em comunicado divulgado nas redes sociais, o Legislativo informou a suspensão das atividades nesta quinta-feira após o cumprimento de mandados de busca e apreensão no prédio da instituição. Segundo a vice-presidente da Câmara, vereadora Jane Martins, a sessão legislativa chegou a ser iniciada, porém foi encerrada pouco depois devido à ausência de quórum suficiente para dar continuidade aos trabalhos. Ela não comentou as prisões. A Prefeitura de Morada Nova declarou, em nota oficial, que não é alvo da investigação e que não possui ligação com os fatos investigados. No comunicado, a administração municipal afirmou: “A Prefeitura reafirma seu respeito às instituições e ao trabalho das autoridades responsáveis pela investigação, confiando que os fatos serão devidamente apurados dentro do devido processo legal”. Superintendente estadual também é investigado Outro nome citado nas investigações é Marco Antônio de Araújo Bica Júnior, conhecido como “Marco da Ana” ou “Marco Bica”. Ele atua atualmente como superintendente da Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra), órgão ligado ao Governo do Estado do Ceará. Apesar de estar entre os investigados, ele não foi preso. Marco Antônio foi candidato à Prefeitura de Morada Nova pelo PT nas eleições de 2024, mas não conseguiu se eleger. Em sua trajetória política no município, também ocupou o cargo de vereador e presidiu a Câmara Municipal entre 2021 e 2022. Além disso, exerceu funções como procurador-geral do município, diretor do núcleo do Procon da Câmara e procurador-geral adjunto da União dos Vereadores do Ceará (UVC). Sua defesa também não foi localizada. Em nota, a Sohidra informou que acompanha o caso e que realiza uma avaliação interna sobre a situação. Segundo o órgão, “as informações estão sendo avaliadas e, assim que houver definição sobre as medidas cabíveis, elas serão comunicadas oficialmente”. Esquema de financiamento ilegal Conforme a Polícia Federal, a investigação aponta que campanhas eleitorais de 2024 teriam sido financiadas com recursos provenientes de uma facção criminosa. Em troca do apoio financeiro, os políticos investigados teriam oferecido benefícios políticos e institucionais aos integrantes da organização. No total, a Operação Traditori cumpriu 16 mandados de prisão preventiva — cinco deles contra vereadores — além de 30 mandados de busca e apreensão em imóveis residenciais, empresas e também na sede da Câmara Municipal. As ordens judiciais foram expedidas pela 93ª Zona Eleitoral de Fortaleza. As diligências ocorreram em diversos municípios do Ceará, incluindo Fortaleza, Chorozinho, Morada Nova, Limoeiro do Norte e Pedra Branca, além da cidade de São Paulo (SP). Além das prisões, a Justiça determinou o afastamento dos vereadores de suas funções públicas. Também foi autorizado o bloqueio e o sequestro de bens e valores dos investigados. Segundo a Polícia Federal, a medida tem como finalidade interromper o fluxo financeiro da organização criminosa e garantir a efetividade das ações penais. Investigação iniciou com denúncias locais A investigação teve início após o compartilhamento de informações pela Delegacia de Morada Nova e pelo Departamento de Polícia do Interior Sul. Os dados indicavam possível atuação de uma facção criminosa no processo eleitoral do município em 2024. De acordo com a Polícia Federal, o inquérito revelou a existência de um esquema estruturado de movimentação e ocultação de recursos de origem ilícita, posteriormente utilizados no financiamento de campanhas eleitorais. O objetivo, segundo os investigadores, seria ampliar a influência do crime organizado dentro da esfera pública municipal. Os investigados podem responder por crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa, tráfico de drogas e infrações eleitorais. A operação contou com a participação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (Ficco-CE), composta pela Polícia Federal, Polícia Civil do Ceará, Polícia Militar do Ceará, Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização do Estado do Ceará, Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará e Perícia Forense do Estado do Ceará.
Moraes autoriza visita de assessor de Trump a Bolsonaro, mas impõe suas próprias condições
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que Darren Beattie, assessor sênior do governo Donald Trump responsável por políticas relacionadas ao Brasil, realize uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na unidade prisional conhecida como Papudinha. O encontro foi marcado para o dia 18 de março. O pedido havia sido apresentado pela defesa de Bolsonaro nesta terça-feira, solicitando autorização do magistrado para que o encontro ocorresse durante a passagem do assessor norte-americano por Brasília. Na solicitação encaminhada ao Supremo, os advogados argumentaram que Beattie cumprirá compromissos oficiais no Brasil e permanecerá na capital federal por um período curto. Por esse motivo, segundo a defesa, seria necessário ajustar a data da visita. O documento encaminhado ao tribunal afirmava: “O visitante [Beattie] cumprirá agenda oficial no Brasil e estará em Brasília por curto período, circunstância que acaba por inviabilizar a realização da visita nas datas ordinárias atualmente previstas para visitação [quartas-feiras e sábados].” Inicialmente, os advogados do ex-presidente haviam solicitado autorização excepcional para que o encontro fosse realizado no dia 16 de março, no período da tarde, ou no dia 17, pela manhã ou no início da tarde, “observadas todas as regras de segurança e controle do estabelecimento prisional”. Ao analisar o pedido, Moraes rejeitou as datas propostas. O ministro afirmou que “não há previsão legal ou excepcionalidade para realizar alteração específica de dia de visitação”. Segundo ele, o funcionamento do sistema prisional deve ser respeitado pelos visitantes, “e não o contrário”. Com isso, determinou que a visita ocorra no dia 18 de março.
Após um mês da tragédia em Itumbiara, mãe das crianças assassinadas pelo pai rompe o silêncio (Veja o vídeo!)
Um mês após o assassinato dos dois filhos, Sarah Araújo, mãe dos meninos mortos em Itumbiara, decidiu falar publicamente sobre a tragédia que chocou a cidade. Em entrevista, ela desabafou sobre o sofrimento causado pela perda das crianças e revelou que ainda enfrenta dificuldade em aceitar o que aconteceu. O crime brutal ocorreu no dia 11 de fevereiro, quando Thales Machado, pai dos meninos e então secretário municipal, atirou contra os próprios filhos e, em seguida, tirou a própria vida. O caso provocou grande comoção em Itumbiara e repercutiu em diversas regiões do país. Durante a entrevista, Sarah afirmou que a dor permanece intensa mesmo semanas após o ocorrido. “Até hoje não consigo acreditar. É muito difícil de olhar as fotos deles, os vídeos, e eles não estarem aqui. Eu não me conformo, ainda mais na forma que foi”, declarou. O crime aconteceu na residência onde a família vivia, em Itumbiara. Miguel Araújo Machado, de 12 anos, chegou a ser socorrido, mas morreu durante a madrugada do próprio dia 11. Já Benício Araújo Machado, de 8 anos, permaneceu internado em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Estadual da cidade, porém não resistiu e faleceu no dia 13 de fevereiro. Sarah também mencionou a rede de apoio que tem recebido desde a tragédia. Ela contou que recebeu um buquê de rosas brancas enviado por um grupo formado por mais de 300 mulheres de várias regiões do país. As flores foram entregues a ela na casa do prefeito Dione Araújo, seu pai, pela coordenadora da Casa da Mulher de Itumbiara. Ao agradecer o gesto de solidariedade, a mãe destacou a importância do apoio recebido neste momento extremamente difícil. “Quero agradecer a todas elas. Eu sinto muito o carinho de todas por mim, a solidariedade, sinto as orações, sinto que está me sustentando o apoio de todas elas”, afirmou. De acordo com a investigação policial, Thales Machado disparou contra os filhos enquanto eles dormiam e depois contra si mesmo. Quando a polícia chegou ao local, o secretário já havia morrido. A família tomou conhecimento da situação após uma publicação feita por Thales nas redes sociais. O texto tinha tom de despedida e acabou sendo apagado posteriormente. Horas antes do crime, ele também publicou um vídeo ao lado de Miguel e Benício acompanhado da mensagem: “Que Deus abençoe sempre meus filhos, papai ama muito”.
Jornalista se manifesta após ser alvo de ordem de busca e apreensão determinada por Moraes
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a realização de busca e apreensão na residência do jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida, conhecido como Luis Pablo. A decisão ocorreu após a publicação de reportagens em que ele apontava suposto uso irregular de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) por familiares do ministro Flávio Dino em São Luís (MA). A medida judicial incluiu a apreensão de celulares e de um notebook pertencentes ao jornalista. O cumprimento da ordem ocorreu na terça-feira (10), conforme consta na decisão assinada por Moraes. O jornalista divulgou uma nota em que afirma ter recebido a decisão com tranquilidade e reforça que o conteúdo publicado foi produzido dentro da atividade jornalística. “Recebi a decisão com serenidade e respeito às instituições. Sou jornalista há muitos anos e sempre exerci minha profissão com responsabilidade, tratando de temas de interesse público. As reportagens que motivaram a investigação foram produzidas dentro da atividade jornalística. Confio que, ao longo do processo, ficará demonstrado que o trabalho realizado está amparado pelas garantias constitucionais da liberdade de imprensa e pelo direito ao sigilo da fonte, que são pilares do jornalismo em uma democracia”, afirmou. O jornalista também acrescentou que, devido ao sigilo do processo, não fará novos comentários no momento. Segundo ele, “embora tenha havido divulgação institucional parcial dos fatos em canais oficiais (Gov.com), deixarei de prestar novos esclarecimentos neste momento, em respeito à decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou o sigilo da investigação”.
PF invade casa de jornalista que expôs uso de carro oficial por Flávio Dino por ordem de Moraes
A Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes contra um jornalista do Maranhão que publicou reportagens envolvendo o uso de um veículo funcional ligado ao ministro Flávio Dino no estado. A decisão judicial levou os agentes federais à residência do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, responsável pelo Blog do Luís Pablo. Durante a operação, ele entregou aos policiais um celular e um computador, conforme estabelecido na ordem expedida pelo magistrado. No despacho que autorizou a medida, Moraes indicou suspeita de prática do crime de perseguição. O ministro afirmou ainda que o autor das publicações teria utilizado “algum mecanismo estatal para identificação e caracterização dos veículos”, o que, segundo ele, teria possibilitado uma “exposição indevida relacionada à segurança de autoridades”. A investigação foi conduzida no âmbito do Inquérito 4781/DF, conhecido como inquérito das fake news, instaurado em 2019 pelo STF para apurar a disseminação de notícias falsas e ameaças direcionadas à Corte, seus ministros e familiares. O procedimento completa sete anos de tramitação no próximo dia 14 de março. As reportagens publicadas pelo blog começaram a ser divulgadas em novembro. Nos textos, o jornalista afirma que Flávio Dino estaria utilizando, em São Luís (MA), um veículo oficial pertencente ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA). Segundo a publicação, o automóvel teria sido adquirido com recursos do Fundo Especial de Segurança dos Magistrados (Funseg-JE), destinado à proteção institucional de magistrados e às atividades do Judiciário estadual. De acordo com o conteúdo divulgado no site, o carro — um Toyota SW4 — integraria uma frota restrita do tribunal e seria destinado originalmente ao uso do presidente do TJ-MA, corregedores ou ao apoio eventual a autoridades em missão oficial. O blog também sustenta que o veículo possui placa reservada e seria abastecido com recursos públicos do próprio tribunal. As reportagens ainda afirmam que o automóvel teria sido utilizado em deslocamentos privados pelo ministro e por familiares na capital maranhense. O site afirma possuir imagens que indicariam o uso do veículo sem relação direta com demandas de segurança do Judiciário ou com atividades institucionais.
Alexandre de Moraes ordena busca e apreensão contra jornalista que denunciou uso de veículo oficial por familiares de Flávio Dino
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a realização de busca e apreensão na residência do jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida, conhecido como Luis Pablo. A decisão ocorreu após a publicação de reportagens em que ele apontava suposto uso irregular de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) por familiares do ministro Flávio Dino em São Luís (MA). A medida judicial incluiu a apreensão de celulares e de um notebook pertencentes ao jornalista. O cumprimento da ordem ocorreu na terça-feira (10), conforme consta na decisão assinada por Moraes. De acordo com o documento, haveria indícios de possível prática do crime previsto no artigo 147-A do Código Penal, que trata do crime de perseguição. Na decisão, o ministro afirmou que “há indícios relevantes de que o representado incorreu na prática do crime previsto no artigo 147-A do Código Penal (crime de perseguição), sem prejuízo de outras condutas eventualmente relacionadas, a partir de publicações realizadas na internet e em redes sociais, atentando contra ministro do Supremo Tribunal Federal”. As reportagens citadas na decisão fazem parte de uma série publicada no blog do jornalista desde 20 de novembro. O primeiro texto recebeu o título “Carro pago pelo Tribunal de Justiça do Maranhão é entregue a Flávio Dino e usado por sua família em São Luís”. No conteúdo, o autor afirma que um veículo oficial do TJ-MA estaria sendo utilizado por familiares do ministro para deslocamentos na capital maranhense. Ainda segundo Moraes, o material divulgado indica “que o autor da publicação se valeu de algum mecanismo estatal para identificação e caracterização dos veículos empregados, que permitiriam a exposição indevida relacionada à segurança de autoridades”. Na decisão, o ministro também declarou que “no que diz respeito às condutas gravíssimas de LUÍS PABLO CONCEIÇÃO ALMEIDA, verifico que foram praticadas em modus operandi semelhante ao da organização criminosa investigada nos autos do Inq. 4781/DF (inquérito das Fake News)”.
Erika Hilton aciona MP e pede prisão de Ratinho após declarações sobre eleição para Comissão da Mulher
Declarações feitas em rede nacional geraram nova polêmica envolvendo o apresentador de televisão Ratinho. A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) solicitou providências ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) após considerar ofensivas e discriminatórias as falas exibidas no programa do comunicador na última quarta-feira (11), no SBT. Durante a transmissão ao vivo, Ratinho comentou a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados. Ao abordar o tema, o apresentador manifestou discordância com a escolha e afirmou: “Não achei muito justo, com tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans? Ela não é mulher, ela é trans. Não tenho nada contra trans, mas se tem outras mulheres. Mulher para ser mulher tem de ser mulher. Eu até respeito todo mundo, comissão de defesa dos direitos da mulher, defendo quem tem comportamento diferente”. A repercussão foi imediata no meio político e nas redes sociais. Diante das declarações, a parlamentar decidiu recorrer às autoridades. Segundo informações divulgadas pela coluna da jornalista Fábia Oliveira, do portal Metrópoles, Erika Hilton solicitou ao Ministério Público a abertura de investigação urgente para apurar possível prática de transfobia nas declarações do apresentador. No pedido encaminhado ao MP-SP, a deputada defende a instauração de inquérito policial para avaliar se houve crime de discriminação. Entre as medidas mencionadas, ela também solicita que a Justiça considere a responsabilização criminal do apresentador, incluindo a possibilidade de prisão. Durante o mesmo programa, Ratinho ainda argumentou por que, em sua visão, Erika Hilton não poderia ser considerada mulher. O apresentador declarou: “Mulher para ser mulher precisa ter útero, tem de menstruar, tem de ficar chata três ou quatro dias. Vocês pensam que a dor do parto é fácil?”.