Silvio Santos foi, sem exagero, o maior comunicador da história da televisão brasileira. O judeu Senor Abravanel construiu ao longo de décadas um império midiático baseado em algo raro: a liberdade para falar, provocar e até polemizar. Seu estilo era marcado pela espontaneidade, pela irreverência e pela disposição de tratar temas delicados com a franqueza que lhe era peculiar. No entanto, após sua morte, o que se vê no Sistema Brasileiro de Televisão é um processo que muitos enxergam como a lenta destruição desse legado. Uma de suas filhas e um genro vêm conduzindo a emissora por um caminho completamente diferente daquele que consagrou o velho SBT. Um episódio simbólico ocorreu em dezembro passado, no lançamento do SBT News. Em meio a um cenário político tenso, com denúncias de violações de direitos humanos contra o ministro do Supremo, sanções internacionais discutidas sob a chamada Lei Magnitsky e outros temas espinhosos, a emissora convidou para o evento figuras centrais da política nacional, como Alexandre de Moraes, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Mas o que poderia ser um gesto de pluralidade transformou-se em constrangimento. O senador Flávio Bolsonaro acabou desconvidado em cima da hora, sob a justificativa de que sua presença poderia “constranger autoridades”. Uma decisão que soou estranha para quem conhece a história de Silvio Santos, que sempre fez questão de manter seu palco aberto a diferentes vozes. Nesta semana, outro episódio reacendeu o debate. A deputada Erika Hilton assumiu a presidência da Comissão das Mulheres da Câmara dos Deputados, fato que gerou controvérsia no debate público. Durante seu programa, o apresentador Ratinho comentou a indicação de forma crítica, afirmando que a comissão deveria ser presidida por uma mulher. A reação da emissora foi imediata e, através de uma nota, censurou os comentários do apresentador. E foi justamente essa atitude que mais chocou o Brasil. Afinal, o SBT sempre foi conhecido por permitir que seus comunicadores falassem com franqueza, característica que refletia diretamente a personalidade de Silvio Santos. O resultado disso tudo é um paradoxo: a emissora fundada sobre o espírito da liberdade de expressão passa agora a demonstrar sinais de autocensura. Quando uma televisão abandona a liberdade de expressão que a consagrou, não está apenas mudando de linha editorial. Está enterrando a própria história e assassinando o legado de seu fundador.
Em surto na prisão, Maduro grita frases delirantes até perceber que está em cela de 3×2 metros nos EUA
Toda a arrogância, prepotência e empáfia do narcoditador Nicolás Maduro, acostumado ao poder mantido às custas de assassinatos de seus adversários, hoje se resume e está contido em um pequeno espaço: uma cela de 3×2 metros no MDC Brooklyn, prisão federal dos Estados Unidos em Sunset Park, conhecida por suas péssimas condições. A unidade prisional enfrenta problemas graves de superlotação, falta de pessoal, violência entre detentos, mofo, infiltrações, falta de energia e de aquecimento durante o inverno. O patrimônio de Maduro, recompensa por toda uma vida de corrupção, violência e mortes de inocentes que causou, é hoje uma cama metálica fixada ao chão, uma privada de aço e uma pequena janela por onde mal entra a luz cinzenta de Nova York. Um péssimo lugar para se estar, mas ainda assim um luxo perto das prisões para onde Maduro enviava jovens para serem torturados ou mortos, debaixo do metrô de Caracas. Seus colegas no que é chamado pelos próprios prisioneiros de ‘hell on Earth’ — inferno na terra — são todos gente fina: Sean Diddy Combs, Ghislaine Maxwell, El Chapo Guzmán e até o ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández. O assassino de Oscar Pérez e tantos outros lutadores pela liberdade agora surta. Relatos do MDC mostram que Maduro tem crises de ansiedade frequentemente, à noite, aos berros de: “Eu sou o presidente” “Isto é um sequestro do império!” “Quero falar com o secretário da ONU!” As regalias de Maduro são três saídas de uma hora por semana para ir ao pátio, sob forte vigilância. E é só. Felizmente, o narcoditador está vivo. Porque só assim pagará — em parte apenas — os crimes que cometeu contra seu povo.
Lula revoga visto de assessor de Trump e condiciona entrada à liberação de Padilha: escalada na tensão bilateral
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu partir para o confronto direto com a administração de Donald Trump. O governo brasileiro revogou o visto do assessor sênior do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Darren Beattie. Lula anunciou a medida nesta sexta-feira (13), durante a inauguração do Setor de Trauma do novo Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro. O Ministério das Relações Exteriores confirmou oficialmente o cancelamento do documento. Beattie é o responsável por assuntos relacionados ao Brasil no governo Trump. Ele tinha previsão de chegar ao país na próxima semana, com agenda que incluía uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, havia rejeitado previamente a autorização para esse encontro. O Itamaraty fundamentou a revogação do visto na omissão e no falseamento de informações sobre os motivos da viagem. Durante o evento no Rio de Janeiro, Lula estabeleceu uma condição clara para que o funcionário norte-americano possa entrar no Brasil. “Aquele cara americano que disse que viria para cá para visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde, que estão bloqueados”, declarou o petista. A declaração vincula diretamente a entrada de Beattie à revogação das sanções impostas pelos Estados Unidos ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O bloqueio atinge o ministro, sua esposa e sua filha de 10 anos. “Bloquearam o visto do Padilha, o visto da mulher dele e o visto da filha dele de 10 anos, sabe? Então, Padilha, esteja certo de que você está sendo protegido”, afirmou Lula. Veja o vídeo:
Gigante dos transportes com mais de 800 veículos e 1,4 mil funcionários tem falência decretada por dívida milionária
Uma companhia especializada no translado de cargas fracionadas e encomendas expressas foi obrigada a encerrar todas as suas atividades e pedir a decretação de sua falência. Trata-se da Bauer Express, empresa com sede em Chapecó (SC), que atuava em mais de 1.200 municípios, com uma frota de 800 veículos e 8 centros de distribuição espalhados pelo país. Por meio de comunicado oficial divulgado em seus canais de comunicação, a transportadora explicou as razões que levaram à drástica decisão. Com um processo de recuperação judicial em andamento há meses, a companhia destacou que as circunstâncias adversas do mercado e as severas limitações financeiras impediram que a crise fosse superada. Confira abaixo o comunicado completo emitido pela empresa: “O Grupo Bauer, formado pelas empresas Bauer Express e Bauer Postos, informa que, após o ajuizamento do pedido de Recuperação Judicial e a adoção de diversas medidas voltadas à reestruturação de suas atividades, não foi possível alcançar o equilíbrio econômico-financeiro necessário à continuidade sustentável da operação. Apesar dos esforços empreendidos ao longo do período de soerguimento, incluindo renegociações com credores, ajustes operacionais e busca por alternativas de capitalização, as circunstâncias de mercado e as limitações financeiras enfrentadas inviabilizaram a superação definitiva da crise. Diante desse cenário, e com responsabilidade e transparência, foi protocolado o pedido de falência, nos termos da legislação vigente, como medida adequada para assegurar a condução organizada do encerramento das atividades, sob supervisão judicial. A empresa reafirma seu respeito e agradecimento aos colaboradores, clientes, parceiros e fornecedores que estiveram ao seu lado ao longo de sua trajetória de 25 anos. Nos próximos dias, serão prestadas orientações específicas acerca dos procedimentos decorrentes da decretação da falência, especialmente no que se refere aos direitos dos credores e às questões trabalhistas. Seguimos à disposição para esclarecimentos pelos canais oficiais da empresa.” A falência da Bauer Express representa mais um capítulo difícil para o setor de transportes brasileiro, que enfrenta desafios crescentes relacionados aos custos operacionais elevados, concorrência acirrada e instabilidade econômica. Com 25 anos de história e uma operação que alcançava mais de mil municípios em todo o país, o encerramento das atividades do Grupo Bauer impacta diretamente cerca de 1.400 funcionários, além de clientes e fornecedores que dependiam dos serviços da transportadora.
Justiça tranca processo e livra estudante de veterinária perseguida por Erika Hilton
A deputada Erika Hilton tem o costume de oferecer denúncia por transfobia contra qualquer opinião que a desagrade sobre mulheres trans. Na semana passada, o alvo foi o apresentador Ratinho, após comentário sobre a eleição da congressista como presidente da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados. Em 2020, a vítima foi uma estudante de veterinária da Paraíba. Isadora Borges postou no Twitter (atual X) que “mulheres trans não são mulheres”. “A gente fala que mulheres trans não são mulheres (porque obviamente nasceram do sexo masculino) e os transativistas falam que feministas radicais não são gente, não são seres humanos. Imagina acreditar em um feminismo que desumaniza mulheres?”, dizia a postagem. O processo menciona ainda outra publicação de Isadora: um vídeo com fala de Bronwyn Winter, professora emérita da Universidade de Sidney, sobre a filósofa francesa Simone de Beauvoir (1908–1986). “Uma pessoa que se identifica como transgênero mantém seu DNA de nascimento. Nenhuma cirurgia, hormônio sintético ou troca de roupa vai mudar esse fato”, diz Winter no vídeo. Mesmo sem ser mencionada em nenhum momento nas postagens, Erika Hilton decidiu atuar como assistente de acusação no caso. Isadora foi denunciada por transfobia em fevereiro de 2025 pelo procurador da República José Godoy Bezerra de Souza. A denúncia foi aceita pouco depois, em 29 de abril de 2025, pelo juiz federal Manuel Maia de Vasconcelos Neto, de João Pessoa (PB), tornando a estudante ré. Nesta quinta-feira (12), a ação penal foi trancada pela 3ª Turma Criminal do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), em Recife, atendendo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Isadora. Os desembargadores entenderam que as publicações de Isadora não justificam processo criminal. “São postagens que claramente não incitam discriminação, apenas expressam o pensamento dela. Postagens dessa natureza não podem justificar um processo penal, que inclusive já é uma pena por si mesmo”, diz o relator. A decisão foi unânime entre os três desembargadores da 3ª Turma. Com o trancamento do processo, o mais provável é que a ação penal seja arquivada na 1ª instância sem resolução do mérito. Ainda cabe recurso por parte da acusação. O Ministério Público Federal pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Boletim médico de Bolsonaro confirma broncopneumonia bacteriana bilateral
O boletim médico do ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou, no início da tarde desta sexta-feira (13), o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral e “de provável origem aspirativa”. Ele segue internado e em tratamento intensivo. Confira o boletim médico: Documento divulgado confirma quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral
Kassio Nunes Marques no centro da pressão: prisão de jornalista teria sido proposital para proteger votação?
Uma questão levantada nos bastidores políticos chama atenção: e se a prisão do jornalista foi proposital para que o ministro Kassio Nunes Marques não sofresse pressão na votação relacionada ao caso Master? Kassio foi indicado ao Supremo Tribunal Federal por Ciro Nogueira, político que está no epicentro do caso Master. O filho de Kassio atua como advogado na Refit, empresa ligada ao Master pela Reag. O número de telefone do ministro apareceu nos contatos da lista de Vorcaro, banqueiro no centro do escândalo. A defesa do banqueiro tentou sensibilizar Kassio pela ligação com a operação Overclean. No mundo ideal, o ministro se declararia impedido de julgar o caso. Como não fez isso até agora, a tendência é que vote normalmente. Segundo informações divulgadas, o ministro Gilmar Mendes deve pedir prisão domiciliar para Vorcaro. No Congresso Nacional, 75% dos parlamentares está fazendo ligações a aliados de Kassio Nunes Marques. A equação é simples: Vorcaro solto não delata ninguém. Sem delação, o Centrão se salva do escândalo que pode atingir dezenas de políticos influentes.
A VERDADEIRA HISTÓRIA DE LAMPIÃO: O CRIMINOSO VIOLENTO ADMIRADO POR LULA (VEJA O VÍDEO!)
Em mais uma de suas declarações polêmicas, Lula enalteceu a figura de Lampião, o cangaceiro mais famoso do Brasil e também um criminoso extremamente violento, como aponta o professor Marcos Pizzolatto, no quarto episódio da série A Verdade por Trás da História. “Lampião não foi um criminoso simpático como a Globo pinta. Lampião era chefe de um bando armado no sertão brasileiro nas décadas de 20 e 30. Eles saqueavam, executavam sumariamente, extorquiam e mutilavam publicamente seus adversários.” “A violência era uma política de gestão do bando. Fato é que o Brasil adora romantizar bandido, chapéu de couro vira estética, fuzil vira símbolo de resistência, violência pura e simples vira rebeldia!” ressaltou o professor. Veja o vídeo: Há informações que a velha mídia brasileira não teve coragem de noticiar. Escândalos como esse e detalhes das festas sexuais de Vorcaro para políticos e empresários poderosos estão no “documento” recém lançamento: o livro Banco Master – O Caso Blindando Pelo STF. Ainda não se sabe por quanto tempo essa obra vai estar em circulação. O “sistema”, certamente, já está de olho e, por esse motivo, a editora liberou o FRETE GRÁTIS para todo o país. Acredite, o livro é a “autópsia do poder brasileiro”. Não perca essa oportunidade. Clique no link abaixo: https://www.conteudoconservador.com.br/products/banco-master-o-caso-blindando-pelo-stf-pre-venda Veja a capa:
STF divulga nota com informação falsa sobre investigação contra jornalista que expôs família de Flávio Dino
O Supremo Tribunal Federal divulgou nota oficial afirmando que a investigação contra o jornalista do Maranhão que produziu matérias sobre a família de Flávio Dino “não tem relação” com o inquérito das fake news. A informação divulgada pelo STF, no entanto, foi contestada por profissionais da imprensa. O jornalista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, afirmou categoricamente: “A informação está equivocada. O próprio Moraes, em sua decisão, citou que virou relator por causa do inquérito.” A contradição entre a nota oficial e o conteúdo da própria decisão judicial levanta questionamentos sobre a transparência das informações divulgadas pela Corte. Os absurdos não cessam.
AJOIA Brasil divulga nota de desagravo contra atos de Moraes direcionados ao jornalista Luís Pablo e à imprensa brasileira
Após sete anos de abusos sob o manto do Inquérito das Fake News (INQ 4781/DF), o ministro Alexandre de Moraes volta a agir contra a imprensa brasileira. Em uma decisão sem fundamentos objetivos, o ministro ordenou busca e apreensão na residência do jornalista Luís Pablo. A ordem também se estendeu às pessoas que se encontravam na casa naquele momento. A ação ocorreu porque o trabalho jornalístico, investigativo e profissional, garantidos pela Constituição Federal, envolveu o uso de um bem público pertencente ao Tribunal de Justiça do Maranhão pelo atual ministro Flávio Dino e seus familiares. A indignação se espalhou pelo Brasil. Manifestos surgiram até em entidades do jornalismo que, a bem da verdade, se calaram por muito tempo. A repercussão chegou ao exterior. Em muitos países, os atos do judiciário brasileiro são considerados reprováveis e estampados nos principais jornais da imprensa internacional. Não há mais como negar que o autoritarismo e a censura aplicada contra a imprensa e seus profissionais por parte do judiciário se aproximam perigosamente de um regime opressor. Por outro lado, atos vindos da mais alta corte do país demonstram um claro desespero desde as repercussões e pressões causadas pelo escândalo do Banco Master sobre alguns membros da alta magistratura. Leia a nota da AJOIA Brasil: NOTA DE DESAGRAVO A Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados – AJOIA Brasil vem a público manifestar seu veemente repúdio às medidas adotadas pelo ministro Alexandre de Moraes (STF) no episódio envolvendo a investigação jornalística que revelou questionamentos sobre o uso de veículo oficial ligado ao ministro Flávio Dino. A decisão que resultou em busca e apreensão, sem suficiente fundamentação, contra o jornalista Luís Pablo, e que, incompreensivelmente, atinge terceiros por simples presença no mesmo ambiente de sua residência, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, causa profunda preocupação entre profissionais da imprensa e defensores da liberdade de expressão no Brasil. O papel do jornalista em uma sociedade democrática é investigar, questionar e levar à sociedade informações de interesse público. A divulgação de suspeitas ou denúncias relacionadas ao possível uso de bens públicos, como o veículo pertencente ao Tribunal de Justiça do Maranhão, está no cerne da atividade jornalística e do direito da sociedade de ser informada. Medidas que possam ser interpretadas como intimidação ou retaliação contra profissionais da imprensa representam grave risco ao livre exercício do jornalismo e ao pleno funcionamento das instituições democráticas. O uso do aparato estatal contra jornalistas que divulgam informações de interesse público estabelece um precedente preocupante e incompatível com os princípios da transparência e da liberdade de imprensa. A AJOIA Brasil reafirma seu compromisso inegociável com a defesa do jornalismo independente, da liberdade de expressão e do direito da sociedade brasileira de ter acesso a informações que envolvem o uso de recursos e estruturas públicas. Por fim, a entidade manifesta solidariedade ao jornalista alvo das medidas judiciais e conclama as autoridades brasileiras a garantirem que o debate sobre eventuais irregularidades no uso de bens públicos seja conduzido com total transparência, respeito às garantias constitucionais e preservação plena da liberdade de imprensa. Belo Horizonte, 12 de março de 2026 AJOIA Brasil – Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados Pela liberdade de imprensa e pelo direito à informação.