O governo federal exonerou nesta segunda-feira (13) o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller, que comandava o órgão há apenas 11 meses. A substituta já foi definida: Ana Cristina Viana Silveira, servidora de carreira. Conforme nota divulgada pelo Ministério da Previdência Social, Ana Cristina assume a presidência do órgão com a missão estratégica de acelerar a análise de benefícios e simplificar os processos internos do instituto. O ministro Wolney Queiróz divulgou a seguinte nota: “Agradeço a Gilberto Waller pela importante contribuição nesse período e dou as boas-vindas à Dra. Ana Cristina. Ela tem o perfil ideal para iniciar esse novo momento e cumprir a determinação do presidente Lula, que é solucionar a fila e não deixar nenhum brasileiro para trás.” “Sua nomeação também entrega o comando do Instituto nas mãos de seus próprios servidores. Tenho a alegria ainda de anunciar mais uma mulher para a alta cúpula do órgão, que já tem quatro diretoras.” Waller foi nomeado por Lula em substituição a Alessandro Stefanutto, demitido em meio às repercussões do escândalo dos descontos indevidos na remuneração de aposentados e pensionistas do INSS. Ele entrou em rota de colisão com o ministro Wolney Queiroz. Sua demissão não cheira bem.
Eduardo Leite entrega carta a Caiado e apunhala dois de uma só vez
O plano de Eduardo Leite era meramente um projeto pessoal. Tentou enganar Gilberto Kassab, mas não conseguiu. Assim, bem antes do que se poderia imaginar, demonstra a intenção de abandonar o acordo partidário que havia firmado. Numa carta entregue a Caiado, Leite critica a promessa de anistia feita pelo candidato do PSD. “Compreendo que há, por parte do governador Caiado, a verdadeira intenção de buscar a pacificação do país ao tratar da questão envolvendo os atos de 8 de janeiro. Esse é um objetivo que todos nós devemos compartilhar. Mas, sinceramente, não me parece que a pacificação nacional será alcançada com a inauguração de um governo tendo como um de seus primeiros atos a concessão de anistia ampla aos envolvidos nesses episódios.” Em outras palavras, o governador gaúcho abre caminho para buscar outro candidato a presidente, descumprindo o acordo partidário que havia feito. Por outro lado, com sua permanência no governo, apunhala também o seu vice, Gabriel Souza, candidato a governador, que planejava assumir o governo para ter alguma chance na disputa pelo Palácio Piratini. Leite armou um teatrinho, mas se deu mal.
Para o Senado, Gleisi Hoffmann lidera no Paraná… a rejeição
A disputa pelas duas cadeiras para o Senado Federal no Paraná promete ser acirrada. Pelo menos quatro prováveis candidatos estão melhores posicionados que a petista Gleisi Hoffmann: Álvaro Dias, Deltan Dallagnol, Alexandre Curi e Filipe Barros. Gleisi, no entanto, lidera em um quesito específico. É disparadamente a mais rejeitada entre os candidatos ao Senado no Estado. Os índices de rejeição apresentados são os seguintes: Gleisi Hoffmann (PT): 45,9% Álvaro Dias (MDB): 13,1% Cristina Graeml (PSD): 11,7% Deltan Dallagnol (Novo): 11,1% Alexandre Curi (Republicanos): 9,5% Filipe Barros (PL): 8,5% Rosane Ferreira (PV): 4,6% Poderia votar em todos: 10,9% Não sabe/Não opinou: 11,5% Os números revelam que a senadora petista enfrenta resistência significativa do eleitorado paranaense, com rejeição superior a 45%, enquanto seus principais concorrentes apresentam índices bem inferiores.
Jogo no Rio está virando: Paes despenca nas pesquisas após imitar deficiente visual no Carnaval
Levantamentos recentes apontam mudanças relevantes no cenário eleitoral do Rio de Janeiro. Entre março e abril, o deputado Douglas Ruas (PL) apresentou crescimento expressivo nas intenções de voto, enquanto o ex-prefeito Eduardo Paes registrou recuo significativo. Em março, pesquisa do instituto Real Time Big mostrava Eduardo Paes com 49,7% das intenções de voto, contra 13% de Douglas Ruas. Já em abril, levantamento do instituto Veritá indica uma disputa bem mais acirrada: Paes aparece com 46%, enquanto Ruas salta para 32,7%. Na comparação entre os dois períodos, Ruas registra o maior avanço, com crescimento de 19,7 pontos percentuais, reduzindo significativamente a distância para o líder. Eduardo Paes, por sua vez, apresenta queda de 3,7 pontos. A derrocada de Paes teve início no Carnaval, quando ele foi flagrado imitando um deficiente visual. Os números indicam um cenário de maior competitividade antes mesmo do início oficial da campanha, com tendência de polarização na disputa pelo governo do estado. As pesquisas foram realizadas entre março e abril de 2026 e estão registradas na Justiça Eleitoral sob os números TSE-04191/2026 e TRE-03394/2026.
Nova pesquisa no Paraná aponta liderança folgada de Sérgio Moro a seis meses da eleição
O Instituto Paraná divulgou nesta segunda-feira (13) uma nova rodada de pesquisa eleitoral para o governo do estado do Paraná. Os números revelam uma liderança expressiva do senador Sérgio Moro. A seis meses da eleição, o resultado aponta para uma definição antecipada: Moro deverá ser o próximo governador do Paraná. Nos quatro cenários analisados pelo instituto, o ex-juiz da Operação Lava Jato lidera com vantagens significativas que variam entre 25 e 30 pontos percentuais sobre seus adversários. No primeiro cenário, foram testados seis candidatos: Sergio Moro, Rafael Greca (MDB), Requião Filho (PSD), Guto Silva (PRD), Tony Garcia (DC) e Luiz França (PSB). Nessa simulação, Moro lidera com 46% das intenções de voto, contra 19,7% de Greca e 17,7% de Requião. O segundo cenário analisou as intenções de voto com cinco candidatos, sem a participação de Rafael Greca. Na simulação, Moro amplia sua vantagem e lidera com 52,5%, seguido por Requião Filho, que obtém 22,9%. No terceiro cenário, cinco candidatos foram avaliados. Entra na disputa o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi (Republicanos), enquanto Rafael Greca e Guto Silva ficam de fora. Nessa simulação, Moro lidera com 50,9%, contra 22% de Requião e 11,7% de Curi. No quarto e último cenário, cinco nomes foram avaliados: Moro, Greca, Requião, Garcia e França. Na simulação, o ex-juiz mantém a liderança com 46,8%, seguido por Greca, com 21,4%.
José Guimarães desiste de carreira política e assume ministério em meio ao fracasso de Gleisi Hoffmann
O deputado federal José Guimarães (PT-CE) — em seu quinto mandato consecutivo — toma posse na terça-feira (14) como ministro da Secretaria de Relações Institucionais, substituindo Gleisi Hoffmann. Com isso, ele abre mão do mandato de deputado federal e abandona a pré-candidatura ao Senado pelo Ceará. Praticamente desiste da carreira política. Seu lugar na Câmara será ocupado pelo ex-senador Inácio Arruda (PCdoB) — primeiro suplente da Federação PT-PCdoB-PV no Ceará. A troca revela o desespero do Planalto. Gleisi chegou em março de 2025 para resolver a articulação com o Congresso. Saiu 13 meses depois sem conseguir qualquer êxito. Agora Guimarães — que já era o articulador na Câmara — sobe um degrau para fazer o mesmo trabalho com outro título e maior sacrifício pessoal. Os desafios que herda são os mesmos que afundaram Gleisi: fim da escala 6×1 — travada no Congresso. Regulamentação do trabalho por aplicativos — idem. Aprovação de Messias no STF — ameaçada. E emendas parlamentares — moeda de troca que o governo usa mal. Um homem investigado por desvio de emendas vai gerenciar emendas parlamentares. Lula isolado a 61% de desaprovação nomeou seu articulador da Câmara para articular melhor — com o mesmo Congresso hostil.
Líder supremo do Irã está desfigurado e gravemente ferido desde ataque de fevereiro
O novo líder Supremo do Irã teve o rosto desfigurado e sofre de lesões graves nas pernas. Por esse motivo, o homem que governa o Irã em uma das crises mais sérias de sua história ainda não apareceu em público. A informação é da agência Reuters. A agência de notícias ouviu três fontes próximas ao círculo interno de Mojtaba Khamenei, nomeado líder supremo do Irã em 8 de março, após a morte do pai no primeiro dia da guerra. O aiatolá teve o rosto desfigurado e sofreu lesão significativa em uma ou nas duas pernas no bombardeio ao complexo do líder supremo em Teerã, em 28 de fevereiro. No mesmo ataque morreram sua mulher, cunhado e cunhada. Desde então, nenhuma imagem ou gravação de áudio foi divulgada. As únicas “aparições” foram declarações lidas na TV estatal e um vídeo produzido por inteligência artificial. Apesar dos ferimentos graves, fontes afirmam que Mojtaba está mentalmente lúcido e participa de reuniões por áudio — incluindo as decisões sobre a guerra e as negociações com os Estados Unidos. O secretário de Defesa americano Pete Hegseth já havia afirmado em março que o líder estava “ferido e provavelmente desfigurado”. A TV estatal iraniana já o descreveu como “janbaz” — termo reservado para os gravemente feridos em guerra. As negociações de paz entre EUA e Irã começaram neste sábado em Islamabad. O homem que representa o Irã nessa mesa nunca foi visto desde o início do conflito. E agora sabemos o motivo.
Polícia Federal reafirma pela segunda vez: não há provas contra Bolsonaro por suposta interferência
A Polícia Federal revisou a conclusão do inquérito que havia apurado supostas interferências indevidas do então presidente da República Jair Bolsonaro na corporação e concluiu, pela segunda vez, que não há provas do cometimento de crimes no caso. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes havia determinado a reabertura do caso. Um dos motivos seria um receio de Bolsonaro com o avanço do inquérito das fake news contra seus aliados. A PF, sob Bolsonaro, concluiu que não houve interferência indevida e o então procurador-geral da República Augusto Aras havia pedido o arquivamento da investigação. Agora, sob o governo Lula, a Polícia Federal fez uma revisão das provas colhidas e reiterou a conclusão de que não há provas para justificar uma imputação penal no inquérito. “Merece ser mencionado que o IPL 2021.0031208 -CCINT/CGCINT/DIP/PF apurou objeto específico, que, sob a ótica das diligências tomadas em contemporaneidade com os fatos, não revelou informações capazes de justificar imputações penais”, escreveu o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo, vinculado à Diretoria de Inteligência Policial (DIP). O delegado cita, por exemplo, que a PF solicitou compartilhamento de provas do inquérito das fake news com o ministro Alexandre de Moraes que indicassem a ocorrência de interferências indevidas, mas o ministro havia respondido que não havia provas disso naquele inquérito. A conclusão diz ainda que eventuais atos de interferência detectados nos inquéritos de relatoria do ministro Alexandre de Moraes podem ser apuradas diretamente nesses procedimentos de investigação. Após receber esse relatório complementar, Moraes enviou o processo para análise do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Ele pode indicar novas diligências a serem tomadas ou requisitar o arquivamento definitivo do caso. Hoje o chefe da Polícia Federal é amigo e pau mandado de Lula, viaja bancado pelo banco Master e nada acontece. Deve ser pelo bem da democracia.
Ex-ministro demitido por assédio arruma nova ‘boquinha’ em gestão petista
Sílvio de Almeida está de volta a um cargo público. O ex-ministro de Lula foi convidado pelo prefeito petista de Maricá (RJ) para assumir funções em projetos culturais e educacionais no município. O encontro entre os dois ocorreu em São Paulo e foi divulgado pelo próprio prefeito nas redes sociais. Na publicação, Quaquá elogiou Almeida e o chamou de “grande intelectual da negritude e da periferia brasileira”. O ex-ministro vai coordenar um museu voltado à história da população negra e participar da estruturação de uma universidade prevista para a cidade.
Bahia vira para oposição e Flávio Bolsonaro lidera eleição no estado que era fortaleza do PT
O estado considerado a muralha intransponível do PT sofreu um abalo eleitoral. A Bahia, que garantiu a vitória de Lula em 2022, não apenas rachou, mas virou a favor da oposição. O cenário é tão crítico que o próprio Lula já sinaliza que não é 100% certeza sua candidatura à reeleição. Lula venceu na Bahia em 2022 com esmagadores 72,12% dos votos válidos, somando mais de 6 milhões de votos. Em 2026, segundo o Instituto Veritá, o petista despencou para 48,8%, perdendo a liderança no estado. São quase 2 milhões de votos que evaporaram em solo baiano, destruindo a vantagem de 3,7 milhões que salvou sua eleição passada. Para piorar, Lula amarga 49,4% de rejeição na Bahia, perdendo o título de unanimidade no Nordeste. Diante desse quadro, Flávio Bolsonaro assume a ponta com 51,2%. Sem a Bahia, o caminho para o Planalto se torna um labirinto sem saída para o atual governo.