A Advocacia do Senado Federal deixou de atender a um pedido formal da CPMI do INSS que buscava acesso a informações sigilosas do empresário mineiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Com isso, os dados permanecem sob a guarda do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União‑AP), sem compartilhamento com o colegiado responsável pela investigação. Na prática, Alcolumbre concentra documentos sensíveis enviados pela Meta, incluindo a quebra do sigilo telemático de Vorcaro — que abrange registros de contatos e grupos no WhatsApp — além de informações detalhadas sobre sua movimentação financeira. Conforme já revelado anteriormente, esses arquivos indicariam despesas consideradas fora do padrão, como faturas mensais de cartão de crédito que chegaram a R$ 2,4 milhões. A retenção das informações decorre de uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em 12 de dezembro, o magistrado determinou que todo o material sigiloso de Daniel Vorcaro remetido à CPMI do INSS fosse transferido para o gabinete da Presidência do Senado. Com a medida, a comissão ficou impedida de acessar os dados que ela própria havia solicitado. Diante disso, ainda em dezembro, integrantes da CPMI acionaram a Advocacia do Senado para que fosse apresentada uma petição ao STF solicitando a liberação do conteúdo. No entanto, quase dois meses depois, parlamentares foram informados de que nenhuma manifestação havia sido protocolada junto a Toffoli, o que gerou surpresa e insatisfação entre os membros da comissão.
PRÉ-CANDIDATO RENAN SANTOS (MISSÃO) RECEBE AMEAÇAS DE MORTE DO COMANDO VERMELHO, DIZ ASSESSOR
Renan Santos, pré‑candidato à Presidência da República pelo partido Missão, teria sido alvo de ameaças de morte atribuídas ao Comando Vermelho (CV) durante uma agenda no Ceará, realizada em 26 de janeiro. A informação foi confirmada por Pedro Arthur de Souza Lima, assessor próximo ao político, que relata que as intimidações começaram após críticas públicas feitas por Santos ao poder da facção no estado. O caso foi formalizado no sábado, 31 de janeiro, quando o assessor registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil do Ceará. No documento, ele descreve que, “no dia 26 de janeiro de 2026, o pré‑candidato à Presidência da República, Renan Santos, juntamente com sua equipe, incluindo Pedro Arthur e outro integrante de nome Arthur do Val, iniciou uma série de visitas a cidades do Ceará que enfrentam problemas relacionados à criminalidade”. Segundo o registro policial, a situação se agravou durante a passagem da comitiva pelo município de Santa Quitéria. Na ocasião, o grupo fez denúncia pública sobre a presença e a atuação do Comando Vermelho na região. A partir desse momento, as ameaças teriam começado a chegar, principalmente nas transmissões ao vivo realizadas diariamente pelo pré‑candidato em suas redes sociais. O boletim de ocorrência registra que “durante a passagem pelo município de Santa Quitéria, a equipe realizou denúncia pública sobre a atuação da organização criminosa Comando Vermelho na região. Após a referida denúncia, durante as transmissões ao vivo que o pré‑candidato realiza diariamente em suas redes sociais, ele e sua equipe passaram a receber diversas ameaças”. “O fim de vocês será triste. Eu e os manos estamos indo atrás dos três. Já podem meter o pé do Ceará”, dizia o texto, assinado com a sigla “TD2”. A expressão “Tudo 2” é utilizada pelo Comando Vermelho para indicar domínio territorial em determinadas áreas. O boletim também aponta que as intimidações não se limitaram a um único episódio. Conforme relatado por Pedro Arthur, as ameaças continuaram de forma recorrente nas redes sociais, especialmente por meio de mensagens diretas no Instagram. “As intimidações também foram enviadas por meio de mensagens diretas nos perfis pessoais de Renan Santos, Pedro Arthur e Arthur do Val na plataforma Instagram. Diante da gravidade e da continuidade das ameaças, que visam intimidar e cercear a atividade de denúncia e fiscalização que vêm realizando, os envolvidos decidiram registrar o presente boletim de ocorrência para solicitar a apuração dos fatos e garantir a sua segurança”, afirma o documento.
Ecochatos do aquecimento global somem quando o resfriamento global aparece
Onde estão os ecochatos que não aparecem no resfriamento global, mas, na primeira oportunidade, surgem defendendo o aquecimento global? Abro esta discussão apenas para a reflexão dos incautos e doutrinados pelo medo e pela ignorância. Há seis dias, o mundo testemunhou a maior nevasca em 120 anos em Nova York, nos Estados Unidos, que, segundo o último levantamento, deixou ao menos 30 mortos. Veja na matéria da CNN: Onde estão os ecochatos? Os mantenedores da narrativa do aquecimento global, sob o manto da falsa defesa do planeta, continuam a patrocinar, pela imprensa velha e parcial, uma hipocrisia que nunca é colocada em debate. Os opositores dessa narrativa, muitos com formação científica e argumentos de alto nível, raramente são convidados a expor suas posições. O Grupo Globo (TV Globo, G1, GloboNews), entre outras mídias do consórcio, divulgou manchetes sobre o uso de neve artificial nos próximos Jogos Olímpicos de Inverno, que serão realizados em Milão‑Cortina, Itália. E não hesitam em publicar em letras garrafais que o “aquecimento global” seria o culpado pela escassez de neve. Sem nos aprofundar demais, podemos afirmar que, em 1964, os Jogos Olímpicos de Inverno, realizados em Innsbruck, Áustria, e, em 1980, na vila de Lake Placid, Nova York, sofreram o mesmo problema de falta de neve. Ou seja, há 62 e 46 anos, respectivamente, o clima não favoreceu os jogos por falta de neve. Naquela época não se falava em aquecimento global. Em 1980, pela primeira vez, foi utilizada a tecnologia de produção de neve artificial. Desde o final do século XIX, por volta de 1856, até meados da década de 1980, a questão climática era debatida apenas nos círculos acadêmicos, abordando expansão de gases, efeito estufa e, posteriormente, a queima de combustíveis fósseis. Foi a partir do início da década de 1990 que surgiram os ecochatos e as narrativas alarmistas de que o planeta está condenado, de que a ação humana exterminará a vida na Terra – um debate que ainda tem muito a ser discutido. Ouça o professor Luiz Carlos Molion a respeito e reflita sobre o tema. Mas, neste breve ensaio, quero colocar a imprensa sob escrutínio à luz do exposto acima. Afinal, o resfriamento global também existe, ou não?
EUA intensificam ação contra Moraes e avançam para fase decisiva
As empresas Rumble e Trump Media, autoras de ação contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitaram à Justiça Federal dos Estados Unidos autorização para notificá‑lo por meio eletrônico. O pedido foi protocolado nesta segunda‑feira (2) na Justiça da Flórida e busca destravar o andamento do processo, no qual o magistrado é acusado de emitir supostas “ordens secretas de censura” direcionadas à plataforma de vídeos. A iniciativa surge após meses de paralisação do caso. O processo está suspenso desde agosto de 2025, quando uma tentativa de intimação de Moraes foi encaminhada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Posteriormente, em outubro do mesmo ano, a Procuradoria‑Geral da República (PGR) emitiu parecer recomendando a rejeição da notificação. De acordo com as empresas, a notificação por e‑mail seria válida porque o próprio ministro teria utilizado esse meio institucional para encaminhar ordens de remoção de conteúdo à Rumble. Com base nesse argumento, o advogado Martin de Luca, que representa as autoras da ação, sustenta que o canal eletrônico já foi usado para afirmar jurisdição fora do território brasileiro. “Tendo usado o email para tentar afirmar jurisdição extraterritorial, o réu agora não pode negar que o email lhe forneça notificação efetiva”, argumenta o defensor na petição.
Ao vivo: Caso Master sacode governo Lula (veja o vídeo)
O cenário político em Brasília está em ebulição. O que começou como um imbróglio financeiro no Banco Master ultrapassou a esfera do mercado e se transformou em um problema político de proporções alarmantes. Conexões com nomes do alto escalão, como Mantega, Lewandowski e Jaques Wagner, ligam Daniel Vorcaro ao governo Lula. Além disso, as declarações contundentes de Renan Santos (MBL) sobre o polêmico “Surubão de Trancoso” e a pressão exercida pelo senador Carlos Viana, que recorreu ao STF para garantir o depoimento de Vorcaro na CPMI do INSS, intensificam a crise. O ministro Fachin, por sua vez, continua cobrando a adoção de um código de conduta para o Judiciário. A questão permanece: trata‑se de verdade ou de encenação? Para analisar os fatos, o Jornal do JCO recebeu o vereador Olímpio Araújo, o jornalista Diogo Forjaz e o professor Marcos Pizzolatto. Assista, compartilhe e apoie o trabalho do Jornal da Cidade Online! Veja o vídeo:
Fachin ataca indiretamente Toffoli e retoma o “pé na porta” citando o caso Master
Na sessão de abertura do ano judiciário, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, surpreendeu a todos ao afirmar ser “necessário reconhecer o protagonismo do sistema político” e reforçou a proposta de adoção de um código de conduta para os integrantes da Corte. “Talvez seja mais difícil do que os desafios anteriores. Porque exige não a coragem de agir, mas a sabedoria de calibrar a ação, a paciência da construção institucional”, declarou. Sem citar nomes diretamente, Fachin fez referência ao caso Master, cujo inquérito está sob relatoria do ministro Dias Toffoli. Na avaliação do presidente da Corte, é preciso “rememorar limites” e assegurar que “eventuais práticas irregulares encontrem resposta adequada nos mecanismos próprios de supervisão, fiscalização e sanção”. O ministro alertou ainda que soluções adotadas fora das regras institucionais podem gerar efeitos negativos relevantes. Segundo ele, iniciativas desse tipo “comprometem a segurança jurídica, a previsibilidade regulatória e a separação de Poderes, com potencial de erosão da confiança pública e do próprio funcionamento do mercado”. Quase todos os ministros do STF estiveram presentes à cerimônia. A exceção foi Luiz Fux, que acompanhou o evento de forma remota para manter tratamento de saúde em casa. Diagnosticado com pneumonia dupla causada pelo vírus influenza, o ministro apresenta quadro estável, conforme informou a Secretaria de Comunicação do STF.
FACHIN SURPREENDE AO RETOMAR OS TRABALHOS NO STF COM “PÉ NA PORTA”
Na sessão de abertura do ano judiciário, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, surpreendeu ao afirmar que é necessário reconhecer o protagonismo do sistema político e reforçou a proposta de adoção de um código de conduta para os magistrados. Para ele, o tema é central ao fortalecimento institucional da Corte. Fachin reiterou o compromisso com um código de ética e informou que a ministra Carmen Lúcia apresentará a proposta. “Talvez seja mais difícil do que os desafios anteriores. Porque exige não a coragem de agir, mas a sabedoria de calibrar a ação, a paciência da construção institucional”. O ministro ressaltou que, em períodos de maior tensão institucional, é indispensável responsabilidade e definição clara de limites, sem que isso signifique passividade do Tribunal. “Isso não significa que o Tribunal seja agente passivo das circunstâncias. Ao contrário, o protagonismo tem seus ônus e efeitos para a legitimidade institucional. Os ministros respondem pelas escolhas que fazem. As decisões que tomamos, os casos que priorizamos, a forma como nos comunicamos – tudo isso importa”. Veja:
Influenciador brasileiro que apoiou Trump é detido nos EUA por descumprir ordem judicial
Junior Pena, influenciador digital conhecido nas redes sociais por produzir conteúdo sobre imigração e a vida de brasileiros nos Estados Unidos, foi detido por autoridades migratórias norte‑americanas. Com mais de 480 mil seguidores, ele também ficou marcado por manifestações públicas favoráveis ao então presidente Donald Trump. A informação sobre a detenção foi divulgada por Maycon MacDowel, amigo de Pena, que afirmou que o influenciador está sob custódia no Delaney Hall, centro de detenção para imigrantes localizado em Nova Jersey. Segundo ele, a prisão ocorreu no sábado, dia 31. De acordo com MacDowel, o caso não envolve acusação criminal. A explicação apresentada aponta para um problema administrativo no processo migratório, relacionado à ausência de Junior Pena em uma audiência judicial. “O Junior estava com tudo aprovado, dentro da legalidade, mas, quando não vai à Corte, eles prendem”, disse. Junior Pena vive nos Estados Unidos desde 2009 e construiu sua audiência ao tratar de temas ligados à imigração, regras migratórias e ao cotidiano de brasileiros que residem no país. Ao longo dos anos, passou a comentar também ações do governo norte‑americano na área migratória. Em publicações anteriores, o influenciador demonstrava apoio às políticas do governo Trump e chegou a afirmar que operações do ICE atingiriam apenas pessoas envolvidas em crimes. “Tem uma matéria que mostra o ICE pegando, tem até brasileiro no meio, mas é tudo bandido”, declarou em um desses conteúdos. No entanto, esse posicionamento mudou com o tempo. Em dezembro de 2025, Junior Pena passou a criticar parte das ações do órgão migratório. Em uma publicação feita naquele mês, ele reagiu a um vídeo e classificou a atuação de agentes do ICE como “desumanas”, demonstrando um tom mais crítico em relação às operações.
Pablo Marçal é condenado a pagar R$ 100 mil a Guilherme Boulos por laudo falso que influenciou a eleição de 2024
A Justiça de São Paulo condenou o influenciador Pablo Marçal ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais ao ex‑candidato à Prefeitura da capital, Guilherme Boulos (PSOL). A decisão fundamenta‑se na divulgação de informações falsas que associavam o político ao uso de drogas durante o processo eleitoral de 2024. Conforme a sentença proferida pela 10ª Vara Cível de São Paulo, Marçal disseminou, às vésperas do primeiro turno, um laudo médico forjado que atribuía a Boulos um suposto quadro psiquiátrico grave. O documento continha assinatura falsificada de um médico já falecido e descrevia o então candidato como portador de “surto psicótico grave, em delírio persecutório e ideias homicidas, apresentando período de confusão mental e episódios de agitação”, supostamente provocados pelo uso de cocaína, além de recomendar internação psiquiátrica. A falsidade do material foi confirmada por perícias realizadas tanto pela Polícia Civil quanto pela Polícia Federal. Ao analisar o caso, o juiz Danilo Fadel de Castro destacou que o influenciador agiu de forma consciente e deliberada, caracterizando “dolo intenso” ao “fabricar uma ‘realidade’ criminosa” e ao usar seu alcance nas redes sociais para potencializar os danos à reputação de Boulos. Na fundamentação da sentença, o magistrado foi enfático ao afastar qualquer interpretação de liberdade de expressão ou crítica política legítima. “Não se trata aqui de opinião, de sátira ou de hipérbole retórica. Trata‑se da fabricação fria e calculada de uma mentira documental para ludibriar o eleitorado e destruir a honra do adversário. A alegação de desconhecimento da falsidade beira a má‑fé”, escreveu. Durante a campanha eleitoral, Pablo Marçal reiterou em diversas ocasiões que Guilherme Boulos seria usuário de cocaína, reforçando a narrativa baseada no documento falsificado. A divulgação do material impactou diretamente o debate público e gerou consequências criminais. Além disso, segundo especialista, o laudo falso definiu a eleição: tirando Marçal do segundo turno e abrindo caminho para a vitória de Ricardo Nunes.
Moraes reduz pena de Roberto Jefferson e mantém prisão domiciliar
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reconheceu a prescrição de dois crimes atribuídos ao ex‑deputado federal Roberto Jefferson, o que resultou na redução da pena aplicada ao político. Apesar da diminuição, permanece a determinação de cumprimento da sanção em regime de prisão domiciliar. Condicionado anteriormente a mais de nove anos de reclusão por incitação à violência contra autoridades em 2021, Jefferson teve agora excluídas da condenação as acusações de calúnia e de incitação pública, consideradas prescritas. Com isso, a pena total será recalculada conforme os novos parâmetros definidos pelo STF. Na mesma decisão, Alexandre de Moraes rejeitou os embargos infringentes apresentados pela defesa. Segundo o ministro, o recurso não atende aos critérios exigidos pela Corte, pois não houve o número mínimo de votos absolutórios necessário — quatro votos divergentes no Plenário. O entendimento consolidado do Supremo estabelece que esse tipo de embargo só é cabível quando há ao menos dois votos completamente divergentes nas Turmas ou quatro no julgamento do Plenário, o que não se verificou no caso de Roberto Jefferson. No mês anterior à decisão, a Procuradoria‑Geral da República (PGR) já havia se manifestado favoravelmente à redução da pena. Para o procurador‑geral Paulo Gonet, o ex‑deputado preencheu os requisitos legais para a progressão de regime, considerando o tempo já cumprido. A PGR defendeu que o período de quatro anos, cinco meses e sete dias, contados desde a prisão preventiva decretada em agosto de 2021, seja descontado do total da pena imposta. Roberto Jefferson foi condenado em dezembro de 2024 pelos crimes de incitação ao crime, atentado contra o exercício dos Poderes, calúnia e homofobia. Segundo a denúncia, ele divulgou vídeos com ataques ao Estado democrático de Direito e tentou interferir no funcionamento dos Poderes constitucionais, especialmente o Legislativo e a CPI da Pandemia. Com a rejeição dos embargos infringentes, o STF autorizou o trânsito em julgado da condenação e determinou o cumprimento imediato da decisão, independentemente da publicação do acórdão.