Os brasileiros estão sentindo no bolso o peso do aumento dos combustíveis, mas a culpa não recai apenas sobre o conflito entre Irã e Estados Unidos. Afinal, o país já enfrentou uma pandemia sem que os preços disparassem como ocorre agora. O vereador Rubinho Nunes (União-SP) explica de forma didática como funciona a composição de preços dos combustíveis e como o governo Lula tem contribuído para deixar a gasolina ainda mais cara para o cidadão. Veja o vídeo: Lula tentou esconder, mas sua verdadeira face foi exposta. Detalhes e revelações do passado do petista estão no livro “O Homem Mais Desonesto do Brasil – A verdadeira face de Luiz Inácio Lula da Silva”. Aproveite enquanto é tempo. Clique no link abaixo: https://www.conteudoconservador.com.br/products/a-maquina-contra-o-homem-como-o-sistema-tentou-destruir-um-presidente-e-despertou-uma-nacao Veja a capa:
Filho de Lula atuou como consultor de empresa investigada por fraudes ligadas ao Comando Vermelho
Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mantém proximidade com o empresário Luiz Phillippe Rubini, ex-sócio da Fictor, e atuou como consultor do grupo. Nesta quarta-feira (25), Rubini e acionistas da Fictor foram alvos de uma operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de fraudes bancárias associadas ao Comando Vermelho. A relação de Lulinha com a Fictor foi mais próxima em 2024, segundo relato de duas pessoas que trabalharam para empresas do grupo e falaram sob condição de anonimato. Elas contam que, para evitar chamar atenção, Lulinha chegou a restringir visitas aos escritórios. Ainda assim, foi visto na empresa no ano passado. De acordo com esses executivos, Lulinha foi contratado para fazer a aproximação da Fictor com o governo federal. Eles também afirmam que foi a partir desse trabalho que Rubini foi indicado para integrar o chamado Conselhão, o CDESS (Conselho do Desenvolvimento Econômico Social Sustentável), órgão consultivo da Presidência da República. A Secretaria de Relações Institucionais, órgão da Presidência da República, negou a versão e afirmou que “Rubini não foi indicado por Fábio Lula da Silva para integrar o CDESS”. A relação com o filho do presidente também teria aberto caminho para Rubini participar do Grupo Parlamentar de Relacionamento com o Brics no Senado. Por transitar no mercado financeiro, foi considerado uma pessoa importante para contribuir com temas dessa área. O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que defende o filho do presidente nas investigações sobre fraudes no INSS, confirmou que Lulinha conhece Rubini, mas negou que ele tenha tido relações de trabalho com a Fictor ou intercedido para que Rubini ocupasse cargos no setor público. “Essa é mais uma tentativa de colocar Fábio no meio de um escândalo”, afirmou o advogado. Carvalho disse ainda que Lulinha vive na Espanha desde 2024. Rubini ficou como sócio e no comando da Fictor Invest, braço de investimentos do conglomerado, até abril de 2025 e permaneceu como conselheiro até outubro. Em novembro, a Fictor anunciou uma tentativa de compra do Banco Master, na véspera de o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ser preso pela primeira vez. O grupo entrou em recuperação judicial no dia 2 de fevereiro deste ano, declarando dívidas acima de R$ 4,2 bilhões.
Casal morre após queda do 9º andar de edifício durante briga em Aracaju
Um casal morreu na noite desta terça-feira (24), após cair do 9º andar de um edifício no bairro Farolândia, na zona sul de Aracaju. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de Sergipe, o episódio aconteceu durante uma discussão dentro do apartamento. A apuração inicial aponta que o homem teria agredido a companheira antes de cair pela janela. As vítimas foram identificadas como Washington Luís da Silva Matos e Ane Jaqueline Costa Santos Matos. Ambos caíram na área comum do condomínio e os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal. A dinâmica do episódio permanece sob investigação. Até o momento, a polícia não confirmou de que forma a mulher caiu nem esclareceu todas as circunstâncias que antecederam o ocorrido. Informações preliminares indicam que o homem tinha histórico de alcoolismo. Antes da queda, moradores tentaram intervir na confusão, mas acabaram feridos. Três vizinhos precisaram de atendimento médico após serem atingidos durante a tentativa de entrar no imóvel. Uma mulher foi socorrida pelo Samu e encaminhada a uma unidade de saúde, com estado considerado estável. Outras duas pessoas sofreram ferimentos sem maior gravidade. Equipes das polícias Civil e Militar estiveram no prédio para os primeiros levantamentos. Imagens do sistema de segurança do condomínio e registros internos do apartamento devem ser analisados para ajudar a esclarecer o que aconteceu. Durante a perícia, investigadores recolheram celulares, a faca usada na agressão aos vizinhos e equipamentos eletrônicos. Todo o material será submetido a exames e deve integrar o inquérito conduzido pela Polícia Civil de Sergipe.
Laudo desmascara influenciadora Cíntia Chagas e confirma ausência de agressão (Veja o vídeo!)
Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) concluiu que o local onde a influenciadora Cíntia Chagas alegou sentir dor devido a suposta agressão física apresenta, na verdade, calcificação e tendinite. A revelação reforça os resultados de um laudo anterior do Imesc, que já havia concluído que ela não sofreu violência psicológica do ex-marido, o deputado Lucas Bove. Os laudos técnicos contrariam frontalmente as acusações feitas pela influenciadora contra o ex-marido, lançando dúvidas sobre a veracidade das denúncias de violência doméstica. O jornalista Ricardo Feltrin comentou o caso em vídeo, analisando os desdobramentos das investigações e os impactos das conclusões periciais. Veja o vídeo: O caso ganhou repercussão nacional após as acusações da influenciadora contra o deputado. A Justiça já aceitou ação movida por Lucas Bove contra Cíntia Chagas por calúnia, injúria e difamação. O parlamentar também chegou a pedir a prisão da ex-mulher. A influenciadora gerou polêmica ainda ao fazer declarações controversas sobre violência doméstica, o que resultou na perda de milhares de seguidores nas redes sociais. Na ocasião, ela adotou postura de vítima diante das críticas recebidas. Os laudos técnicos que atestam a inexistência de violência física e psicológica representam um capítulo importante na disputa judicial entre os ex-cônjuges, colocando em xeque as acusações que motivaram a exposição pública do caso.
Eduardo Leite desiste de candidatura ao Senado e abre espaço para a direita no Rio Grande do Sul
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), anunciou nesta quarta-feira (25) que permanecerá no comando do estado até o final do ano, caso o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, escolha Ronaldo Caiado como pré-candidato à presidência da República. Com a decisão, Leite desiste de sua eventual candidatura ao Senado Federal. A desistência representa uma oportunidade significativa para a direita gaúcha, que terá o espaço aberto para eleger os deputados Marcel van Hatten e Ubiratan Sanderson ao Senado. A movimentação ocorre em um momento de definições políticas para as eleições de 2026, com o PSD avaliando seus quadros para a disputa presidencial e os reflexos dessas escolhas nas disputas estaduais.
Deputado protocola quebra de sigilo bancário e fiscal de Alexandre de Moraes e sua esposa na CPMI do INSS
O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) protocolou dois requerimentos na CPMI do INSS solicitando a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado. Os documentos foram apresentados na terça-feira (24). Viviane Barci de Moraes é sócia do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados. A advogada recebeu R$ 80,2 milhões do Banco Master por 22 meses de serviços prestados à instituição financeira. O cálculo foi feito com base em detalhes contratuais que circulam desde dezembro de 2025. O Banco Central liquidou a instituição financeira, vinculada a Daniel Vorcaro, em novembro de 2025. O parlamentar solicitou ao Coaf a elaboração de Relatórios de Inteligência Financeira sobre Viviane Barci de Moraes. O pedido abrange a quebra de sigilos bancário e fiscal para rastrear a origem e o destino dos recursos recebidos pela advogada. A investigação busca mapear o fluxo completo das movimentações financeiras relacionadas aos valores transferidos. O segundo requerimento visa verificar eventual conexão patrimonial entre o ministro Alexandre de Moraes e os valores movimentados por sua esposa. Kataguiri afirma que é necessário apurar se houve comunhão de recursos entre o casal. A investigação também pretende identificar possível trânsito de valores entre contas ou uso das quantias para aquisição de bens em nome do magistrado. “A necessidade da transferência dos sigilos bancário e fiscal do Sr. Alexandre de Moraes fundamenta-se na conexão direta com a investigação de sua cônjuge, que figura como beneficiária de repasses atípicos da referida instituição financeira”, escreveu Kataguiri no documento protocolado na CPMI. O ministro André Mendonça estabeleceu prazo de 48 horas para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), realizar a leitura do requerimento de prorrogação dos trabalhos da CPMI do INSS. O prazo começou a contar a partir de segunda-feira (23). A previsão inicial estabelecia a leitura do relatório final para 28 de março. O Supremo Tribunal Federal deverá deliberar sobre a continuidade dos trabalhos do colegiado. A decisão será tomada em sessão presencial. A prorrogação dos trabalhos da comissão parlamentar mista de inquérito depende da análise dos ministros da corte.
Diretora-geral do STF esquiva-se de responder CPMI sobre celular funcional usado por Vorcaro durante prisão
A diretora-geral do Supremo Tribunal Federal (STF), Desdêmona Tenório de Brito Toledo Arruda, respondeu nesta quarta-feira (25) à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sobre o número funcional da Corte usado para conversar com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Na resposta, a diretora-geral alegou que somente o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, poderia fornecer os esclarecimentos solicitados. Além disso, argumentou que o requerimento elaborado pela comissão precisa de melhor “delimitação de sua finalidade e alcance”. “Pede-se licença para consignar que a adequada apreciação da solução formulada demanda melhor delimitação de sua finalidade e alcance, porquanto, a depender do objeto visado por esta comissão, poderá a matéria não se inserir nas atribuições desta diretoria-geral, hipótese em que sua apreciação deverá ser submetida à Presidência desta Suprema Corte”, diz um trecho da resposta. O caso envolve a utilização de um número funcional do STF pelo banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por envolvimento em um esquema de fraudes bilionárias no INSS. A CPMI busca esclarecer como e por que Vorcaro tinha acesso a uma linha telefônica institucional da mais alta corte do país. A resposta evasiva da diretora-geral do STF demonstra a tentativa de blindar informações sensíveis sobre possíveis vínculos entre a cúpula do Judiciário e personagens envolvidos em escândalos de corrupção. Ao empurrar a responsabilidade para o presidente Fachin, a administração do Supremo ganha tempo e dificulta o andamento das investigações parlamentares.
Senador do Podemos desacata PMs, tenta fuga e quase atropela policial após ser flagrado em Land Rover sem placas e com CNH vencida
Uma equipe da Polícia Militar flagrou um veículo Land Rover sem placas trafegando com luzes estroboscópicas ligadas na alameda Afonso Schimidt, em São Paulo, por volta das 8h. Os policiais pararam o automóvel e solicitaram que o condutor descesse. O condutor era o senador Alexandre Luiz Giordano (Podemos-SP). A abordagem ocorreu na manhã de segunda-feira (23), em Santana, na zona norte de São Paulo. Giordano se recusou a sair do carro. Ele se identificou como “federal”, conforme consta no registro da ocorrência policial. Os agentes insistiram. O senador saiu do veículo e se identificou como “senador da República”. Ele percebeu que as câmeras corporais dos policiais haviam sido acionadas e começou a ameaçar os PMs, segundo o relato dos agentes no documento policial. “Você está gravando? Então você vai ver”, disse o parlamentar aos policiais, de acordo com o registro da ocorrência. Os agentes solicitaram os documentos de identidade. O senador se negou a apresentá-los e voltou a ameaçar a equipe. Ele afirmou que iria “falar com o coronel Henguel”, em referência a Henguel Ricardo Pereira, secretário-executivo da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo. A equipe policial solicitou reforço. Giordano voltou a ameaçar os agentes. “Você vai para a reciclagem, é isso que vai acontecer”, declarou, conforme consta no registro da ocorrência. Após várias tentativas, os policiais conseguiram abrir o porta-malas do veículo. Eles localizaram as placas do automóvel. O senador entrou no carro e tentou fugir da abordagem depois que os agentes encontraram as placas. Ele subiu na calçada e quase atropelou um dos policiais que havia se posicionado em frente ao veículo para impedir que fosse retirado do local, segundo o relato dos agentes. Os policiais acionaram apoio via rádio informando sobre o destino do veículo em fuga. A equipe conseguiu abordar o senador poucas quadras depois, no cruzamento da rua Doutor César com a avenida Braz Leme. Outras equipes policiais chegaram ao local. Giordano foi novamente abordado e, desta vez, autuado. O parlamentar recebeu multas por conduzir o veículo sem emplacamento, com a CNH vencida e pela utilização indevida das luzes estroboscópicas. O senador e o veículo foram liberados pelos policiais após as autuações. Giordano é empresário. Ele assumiu o cargo de senador ao herdar a cadeira de Major Olímpio (do antigo PSL), que morreu por Covid em 2021.
Ex-prefeito de Campo Grande mata servidor a tiros durante disputa por imóvel e tem prisão decretada
O ex-prefeito de Campo Grande (MS), Alcides Jesus Peralta Bernal, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça nesta quarta-feira (25). A decisão foi tomada durante audiência de custódia. O ex-gestor responde pela morte de Roberto Carlos Mazzini, servidor estadual de 61 anos, assassinado a tiros em um imóvel na Rua Antônio Maria Coelho, na capital sul-mato-grossense. O crime ocorreu em meio a uma disputa judicial pela residência. O imóvel havia sido arrematado em leilão, mas Bernal ainda permanecia no local. A audiência de custódia teve duração de aproximadamente uma hora. Durante o ato judicial, Bernal apresentou comportamento oscilante. O ex-prefeito, que também atua como advogado, tentou discutir o mérito da prisão. Ele estava acompanhado de defensor. Testemunhas presentes no ato judicial relataram que Bernal balançou a cabeça em tom de deboche enquanto o magistrado responsável pela custódia apresentava sua explanação sobre os fundamentos da decisão. O juiz responsável pelo procedimento rebateu as contestações apresentadas pelo ex-prefeito. Pessoas que acompanharam a audiência relataram que o magistrado ofereceu uma explanação detalhada sobre os fundamentos jurídicos da decisão. A postura adotada pelo juiz durante o ato foi descrita como didática por quem presenciou a audiência de custódia. Roberto Carlos Mazzini foi atingido por dois disparos de arma de fogo. Um tiro atingiu as costas e outro o abdômen. Em depoimento prestado na terça-feira (24), em Campo Grande, Bernal afirmou que não tinha intenção de matar. “Foi tudo muito rápido, dei os tiros porque me senti acuado”, declarou o ex-prefeito. Ele também afirmou: “Era para ser na perna”. Bernal relatou que a residência havia sido arrombada três vezes anteriormente. Quando a empresa de monitoramento o avisou sobre uma nova ocorrência, ele não estava em Campo Grande. Ao retornar à cidade, dirigiu-se diretamente ao imóvel. Ele ainda residia no local e mantinha um escritório. O ex-prefeito encontrou o portão arrombado e um veículo estacionado na garagem. Bernal afirmou que havia três pessoas dentro da casa. “Tinha três pessoas dentro da casa, e um deles veio para cima de mim”, declarou. Segundo o ex-prefeito, os disparos aconteceram em questão de segundos. “Foi questão de segundos”, disse, reiterando que sua intenção era atingir a perna. Após o ocorrido, Bernal se dirigiu à delegacia para comunicar o fato. Ele afirmou desconhecer que o servidor havia morrido. O ex-prefeito alegou não ter sido intimado sobre o leilão do imóvel nem sobre seu arremate. “Eu entrei com uma ação contra a Caixa e não fui avisado”, declarou Bernal. Sobre a arma utilizada no crime, ele informou possuir porte e registro. A arma teria sido adquirida em 2013. A posse regular da arma consta nos registros apresentados durante o depoimento. O chaveiro que acompanhava Roberto Carlos Mazzini no momento do crime prestou depoimento à polícia. Segundo o registro policial, a testemunha relatou que Bernal chegou ao local portando uma arma de fogo. O ex-prefeito aproximou-se pelo portão social. Bernal apontou a arma em direção ao fiscal tributário. Ele teria dito: “O que você está fazendo aqui na minha casa, seu filho da p***?”. A testemunha afirmou aos policiais que olhou para Bernal. Roberto estava ao seu lado. O chaveiro declarou que a vítima não teve tempo de responder nem de explicar o que estava fazendo no imóvel. Bernal efetuou o disparo imediatamente. Roberto caiu ao chão. Após atirar em Roberto, o ex-prefeito se virou para o chaveiro. A testemunha afirmou ser “apenas o chaveiro”. Ele explicou que estava no imóvel porque Roberto havia solicitado que abrisse a porta. Bernal ordenou que o chaveiro se deitasse de bruços. A testemunha obedeceu à ordem. “Tudo foi muito rápido”, relatou o chaveiro em seu depoimento. Segundo o depoimento do chaveiro, Bernal teria proferido várias ameaças. Ele mencionou que efetuaria novos disparos. O ex-prefeito se dirigiu novamente ao servidor estadual. Apontou a arma para ele. Aproveitando um momento em que Bernal ficou concentrado em Roberto, o chaveiro se levantou. Ele alcançou o portão e deixou o local. O chaveiro declarou à polícia que temeu que Bernal pudesse atentar contra ele. Esse temor aumentou após ter sido ordenado a se deitar de bruços. Por esse motivo, decidiu deixar o imóvel assim que teve oportunidade. Após alcançar uma distância que considerou segura, a testemunha entrou em contato com o filho. Solicitou que ele acionasse a polícia. O chamado foi realizado minutos após o chaveiro deixar a residência. O chaveiro informou à polícia que não conseguiu observar se Bernal deixou a casa após os disparos. Ele justificou que estava emocionalmente abalado. Preferiu manter-se afastado do imóvel. Aproximadamente 20 minutos depois, ele viu o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar chegando ao local.
Prisão domiciliar de Bolsonaro: medida humanitária ou controle político disfarçado?
A decisão do ministro Alexandre de Moraes de autorizar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro marca um capítulo delicado na relação entre justiça, política e saúde pública. O gesto, embora revestido de caráter humanitário, carrega uma mensagem clara: o ex-presidente continua sob a tutela do Supremo Tribunal Federal e não terá liberdade plena. Humanidade sob vigilância Ao atender ao pedido da defesa e ao parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, Moraes reconheceu a fragilidade clínica de Bolsonaro. A recente internação em UTI por broncopneumonia reforçou a necessidade de cuidados médicos constantes, incompatíveis com o ambiente prisional. Nesse ponto, a decisão se alinha ao princípio constitucional da dignidade da pessoa humana. Mas o ministro foi além: impôs condições rigorosas, como tornozeleira eletrônica, proibição de celulares e restrição de visitas. O recado é inequívoco: não se trata de benevolência, mas de uma medida excepcional, cercada de vigilância. O peso político da decisão A prisão domiciliar de um ex-presidente não é apenas um ato jurídico, mas também um gesto político. Moraes evita críticas sobre tratamento desumano, mas ao mesmo tempo reafirma o poder do STF sobre Bolsonaro. O isolamento imposto, sem comunicação externa, praticamente neutraliza qualquer tentativa de articulação política durante o período. Essa escolha reflete uma preocupação institucional: preservar a imagem da Corte diante da opinião pública, sem abrir espaço para acusações de perseguição ou complacência. Entre o hospital e a Papuda O prazo de 90 dias funciona como uma espécie de teste. Bolsonaro terá de provar que pode cumprir as regras impostas. Qualquer deslize – seja uma ligação telefônica, seja uma visita não autorizada – pode levá-lo de volta ao presídio da Papuda. O equilíbrio entre saúde e disciplina jurídica será constantemente avaliado. Nunca até hoje no Brasil nenhum preso condenado teve tanta atenção de seus algozes quanto Bolsonaro. A decisão de Moraes é um exemplo de como o Judiciário continua se impondo na vida de quem se pressupõe esteja cumprindo pena, não com silêncio total, mas com um silêncio imposto, calculado e monitorado. As regras impostas continuam a demonstrar a perseguição política que se impõe a Bolsonaro. A decisão também pode ser lida como uma tentativa de deslocar os refletores de outras pressões políticas e institucionais que cercam o STF e a PGR. Bolsonaro, agora em prisão domiciliar, vive sob uma condição paradoxal: cercado pelo conforto da casa, mas privado da liberdade de comunicação e movimento. Mais do que um benefício, trata-se de uma prisão silenciosa, onde cada passo será monitorado e cada gesto poderá definir seu futuro. Moraes extrapola novamente com excessos. O que será que eles tanto temem?