Levantamento realizado pela Real Time Big Data no estado de São Paulo indica vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em todos os cenários simulados para a eleição presidencial de 2026. A pesquisa avaliou diferentes composições de candidatos e mostra o parlamentar liderando as intenções de voto no estado paulista. O estudo considerou três cenários eleitorais distintos, variando o nome de um quarto concorrente do campo oposicionista. Em todas as simulações apresentadas, Flávio Bolsonaro aparece com pelo menos três pontos percentuais de vantagem em relação aos adversários. Segundo os dados do levantamento, o senador concentra maior apoio entre eleitores do sexo masculino (44% a 46%), pessoas com renda superior a cinco salários mínimos (49% a 50%) e entrevistados com mais de 60 anos (42% a 45%). No primeiro cenário analisado, que inclui o governador Ratinho Jr. (PSD) como quarto candidato, Flávio Bolsonaro registra 38% das intenções de voto. Lula aparece em seguida com 34%, enquanto Ratinho Jr. soma 9%. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), obtém 4%. Já na segunda simulação, com a presença do governador Eduardo Leite (PSD), o senador do PL amplia levemente sua vantagem e alcança 39%. Lula aparece com 35%, enquanto Leite e Zema registram 5% cada. No terceiro cenário testado pelo instituto, que inclui o governador Ronaldo Caiado (PSD), Flávio Bolsonaro também aparece com 39% das intenções de voto. Lula mantém 35%, seguido por Caiado com 6% e Romeu Zema com 4%. A pesquisa também avaliou os índices de rejeição dos possíveis candidatos. O presidente Lula apresenta o maior percentual: 49% dos entrevistados afirmaram que não votariam nele de maneira alguma. O levantamento ainda indica que 56% desaprovam sua administração, enquanto 47% classificam o governo como ruim ou péssimo. Flávio Bolsonaro, por sua vez, registra 45% de desaprovação entre os eleitores paulistas. A pesquisa foi divulgada na manhã desta segunda-feira (9) e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-01902/2026.
Diante de nova acusação, Moraes é obrigado a lançar mais uma nota desesperada
A assessoria do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, divulgou mais um comunicado oficial tentando rebater informações publicadas pelo blog do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. A publicação havia mencionado uma suposta visita do magistrado à residência do empresário Daniel Vorcaro, localizada em Trancoso, no sul da Bahia. No posicionamento divulgado pelo gabinete do ministro, a informação foi classificada como incorreta. Segundo a nota, é “integralmente falsa a afirmação” de que Moraes tenha frequentado a casa vinculada ao banqueiro no conhecido destino turístico baiano. O texto também ressalta que o magistrado “jamais realizou qualquer viagem particular com Daniel Vorcaro para qualquer destino”. Ainda de acordo com o gabinete, Alexandre de Moraes nunca esteve na propriedade citada pela reportagem. A manifestação acrescenta que seriam “improcedentes as tentativas de vincular sua agenda pessoal ou profissional a tais encontros”, reforçando que não houve qualquer tipo de visita ou deslocamento com o empresário. O comunicado foi divulgado após a reportagem publicada no blog de Lauro Jardim afirmar que o ministro teria visitado um imóvel alugado por Vorcaro em Trancoso. Conforme a publicação, a propriedade mencionada teria cerca de 40 mil metros quadrados e estaria avaliada em aproximadamente R$ 300 milhões. O imóvel também teria uma estrutura considerada de alto padrão, com 12 suítes, cinco bangalôs e outras instalações. Na nota, a assessoria do ministro também criticou a divulgação das informações. O texto lamenta que o conteúdo tenha sido publicado, segundo o gabinete, “com base em premissas fáticas inexistentes, sem a devida verificação da realidade dos fatos”. A seguir, a íntegra da manifestação divulgada pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes: “O gabinete do ministro Alexandre de Moraes informa que é integralmente falsa a afirmação publicada pelo blog de Lauro Jardim, no portal O Globo, de que o Ministro tenha frequentado a casa de Vorcaro em Trancoso (BA). O Ministro jamais realizou qualquer viagem particular com Daniel Vorcaro para qualquer destino. O Ministro reitera que nunca esteve na propriedade citada, sendo improcedentes as tentativas de vincular sua agenda pessoal ou profissional a tais encontros. Lamenta-se a publicação de informações baseadas em premissas fáticas inexistentes, sem a devida verificação da realidade dos fatos”.
Ministro de Lula tenta impedir que EUA classifiquem PCC e Comando Vermelho como terroristas
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou por telefone neste domingo (8) com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Segundo apuração, um dos principais assuntos da ligação foi a possibilidade de o governo norte-americano classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Durante o contato, Vieira buscou convencer o chefe da diplomacia dos Estados Unidos de que grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) não deveriam ser incluídos na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras. A iniciativa ocorre em meio a discussões em Washington sobre a adoção da medida contra as duas maiores facções do país. Além do tema da segurança, os dois chanceleres também abordaram a agenda bilateral entre Brasil e Estados Unidos. Entre os pontos discutidos esteve a possibilidade de uma visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Washington. Inicialmente prevista para ocorrer ainda em março, a viagem pode ser adiada para abril em razão do cenário internacional e de tensões geopolíticas recentes. A hipótese de equiparar organizações do narcotráfico a grupos terroristas já foi debatida anteriormente no Congresso Nacional brasileiro. Agora, porém, autoridades norte-americanas avaliam oficializar a classificação no âmbito da política externa e de segurança dos Estados Unidos. Caso a designação seja confirmada, as facções poderiam sofrer sanções mais severas no exterior, incluindo congelamento de bens e restrições ao acesso ao sistema financeiro norte-americano. O governo brasileiro, por sua vez, mantém posição contrária à proposta. Autoridades argumentam que o PCC e o Comando Vermelho são organizações criminosas voltadas ao lucro obtido por atividades ilegais e não possuem motivações políticas ou ideológicas, característica que, segundo o entendimento oficial, define grupos terroristas. Nos bastidores do governo, também existe preocupação de que a medida possa abrir espaço para pressões ou intervenções externas sob o argumento de combate ao crime organizado, além de eventuais impactos na economia brasileira, como retração de investimentos estrangeiros e efeitos no setor de turismo. Uma vergonha sem igual!
Vaza reação dentro do STF após manifestação desastrosa de Moraes sobre Banco Master
Ministros e integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam, nos bastidores da Corte, que o comunicado divulgado por Alexandre de Moraes a respeito da suposta troca de mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, não trouxe esclarecimentos suficientes. Para parte dos magistrados, a manifestação dificilmente será capaz de pôr fim à crise que atualmente envolve o tribunal. De acordo com relatos internos, alguns membros do STF entendem que o posicionamento deveria ter sido mais objetivo ao tratar da eventual existência — ou inexistência — de contato entre Moraes e o empresário na data da prisão, ocorrida em 17 de novembro. O ponto considerado mais sensível diz respeito a mensagens enviadas com o recurso de visualização única, formato que impede a leitura posterior do conteúdo. Um dos magistrados ouvidos reservadamente, que preferiu não ter a identidade revelada, afirmou à CNN Brasil que a explicação apresentada não foi convincente. Ao comentar o episódio, ele resumiu a avaliação com o conhecido ditado popular: “A emenda saiu pior que o soneto”. Nos bastidores do Supremo, também persiste a percepção de que Moraes segue enfrentando pressão interna e externa em razão das especulações sobre sua possível relação com Vorcaro. O banqueiro foi preso por decisão do ministro André Mendonça, outro integrante da Corte. A nota oficial foi divulgada na última sexta-feira (6) pela Secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal. Segundo o comunicado, as mensagens mencionadas não teriam sido direcionadas a Moraes, mas a outros contatos presentes na agenda telefônica de Vorcaro. Essa conclusão, conforme informado, teria sido obtida após análise de dados sigilosos revelados anteriormente em reportagem publicada pelo jornal O Globo. O tribunal, entretanto, não especificou qual setor ou equipe realizou a análise técnica dessas informações. Há informações que a velha mídia brasileira não teve coragem de noticiar. Escândalos como esse e detalhes das festas sexuais de Vorcaro para políticos e empresários poderosos estão no documento recém lançamento: o livro Banco Master – O Caso Blindando Pelo STF. Ainda não se sabe por quanto tempo essa obra vai estar em circulação. O “sistema”, certamente, já está de olho e, por esse motivo, a editora liberou o FRETE GRÁTIS para todo o país. Acredite, o livro é a “autópsia do poder brasileiro”. Não perca essa oportunidade. Clique no link abaixo: https://www.conteudoconservador.com.br/products/banco-master-o-caso-blindando-pelo-stf-pre-venda Veja a capa:
PF avança investigações contra Toffoli por suspeitas de crime financeiro e analisa sigilo de envolvidos
A Polícia Federal investiga suspeitas de crimes financeiros em fundos de investimento conectados ao resort Tayayá. A Maridt, empresa da família do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, foi sócia do empreendimento turístico no Paraná. As apurações devem avançar com análises de quebras de sigilo bancário e fiscal. Integrantes da PF consideram que transações envolvendo Toffoli e familiares podem surgir durante o exame dos dados coletados. As quebras de sigilo alcançam fundos conectados ao Banco Master que mantiveram relações com o resort paranaense. A corporação planeja solicitar Relatórios de Inteligência Financeira ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras. O foco recai sobre o Arleen Fundo de Investimentos, identificado como parte da estrutura utilizada pelo Banco Master em fraudes apuradas pelas autoridades. A Maridt vendeu sua participação no Tayayá ao fundo Arleen em 2021. O próprio ministro confirmou ser um dos sócios da Maridt. Ele recebeu valores pela comercialização das cotas ao Arleen. Essa revelação desencadeou uma crise. Toffoli se afastou da relatoria do inquérito relacionado ao Banco Master. A Polícia Federal apura crimes financeiros nas investigações vinculadas à instituição bancária. Membros da corporação consideram inevitável que as quebras de sigilo alcancem transações ligadas ao ministro.
Piloto morre em queda de avião ultraleve na Região Metropolitana de Curitiba
Um piloto morreu após a queda de uma aeronave ultraleve na zona rural de Piên, município da Região Metropolitana de Curitiba. O acidente fatal ocorreu neste domingo (8). O Corpo de Bombeiros atendeu a ocorrência e constatou o óbito no local. A aeronave havia decolado de Trombudo Central, cidade localizada no Alto Vale de Santa Catarina. O piloto era a única pessoa a bordo no momento do acidente. A vítima foi identificada como Walter Siegel Neto. O avião envolvido no acidente possui o prefixo PU-GCF. O modelo é um monomotor ultraleve Storch S500, fabricado em 2013. A Polícia Militar acionou os órgãos competentes para investigar as circunstâncias do acidente. A Força Aérea Brasileira foi notificada sobre o ocorrido. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos foi chamado para apurar o episódio. O Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos também integra o conjunto de órgãos responsáveis pela investigação. De acordo com os bombeiros, o avião bateu contra uma fiação elétrica antes de cair. Na sequência, a aeronave ficou presa entre árvores. Os bombeiros foram acionados pelo proprietário do terreno onde o avião caiu e, no local, isolaram a área.
Esposa de Alexandre de Moraes nega mensagens de banqueiro e agrava contradição com versão do ministro
A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, negou ter recebido mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro. A declaração foi divulgada neste domingo (8). As mensagens teriam sido enviadas em 17 de novembro, data da primeira prisão do empresário. “A dra. Viviane Barci de Moraes informa que não recebeu as referidas mensagens”, afirmou a advogada em comunicado distribuído à imprensa. A negativa contrasta diretamente com a versão apresentada anteriormente pelo ministro Alexandre de Moraes ao responder questionamentos sobre o caso. Moraes havia afirmado que os prints das mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro estavam “vinculados a pastas de outras pessoas”. O ministro também declarou, em comunicado divulgado pelo STF, que a “mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints”. Ele se referia aos arquivos extraídos de um dos aparelhos celulares do proprietário do Banco Master. Segundo reportagens publicadas pelo jornal O Globo, as mensagens enviadas por Vorcaro tinham como objetivo encontrar uma solução para evitar a liquidação do banco. O banqueiro relatou negociações que mantinha com o mercado árabe. Ele buscava alternativas para salvar a instituição financeira. “Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Fiz o que deu, vou anunciar parte da transação”, teria escrito Vorcaro. A mensagem foi enviada pouco antes de o grupo Fictor Holding Financeira anunciar ao mercado a aquisição do Master. O conteúdo indica tratativas comerciais relacionadas à situação financeira do banco. O escritório de Viviane Barci de Moraes mantinha um contrato mensal com o Banco Master no valor de R$ 3,6 milhões para defender os interesses da instituição. A informação levanta questionamentos sobre o destinatário das mensagens enviadas por Vorcaro. Existe uma relação profissional entre a advogada e o banco. O conteúdo das mensagens tratava de negociações e estratégias para evitar a liquidação do banco. As tratativas relatadas por Vorcaro envolviam aspectos comerciais e jurídicos relacionados à defesa dos interesses da instituição financeira. O tipo de discussão caracteriza conversas entre cliente e advogado. Alexandre de Moraes não apresentou esclarecimentos sobre a existência de eventuais tratativas com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. As conversas teriam o objetivo de discutir a liquidação do Master. A ausência de explicações sobre esse ponto permanece sem resposta. Os arquivos extraídos do celular de Daniel Vorcaro pela Polícia Federal representam uma parcela do total de conversas armazenadas no aparelho. O restante do material permanece sob custódia da corporação. O conteúdo não foi divulgado publicamente.
Explicação de Viviane Barci sobre contrato de R$ 129 milhões levanta ainda mais suspeitas
A tentativa de justificativa só piorou a situação. R$ 129 milhões por 94 reuniões e 36 PDFs. Os escritórios mais caros do Brasil cobram uma fração mínima desse valor para serviços de consultoria semelhantes. Não existe qualquer justificativa razoável para esse contrato, nem para as conversas entre Vorcaro e Moraes, especialmente no momento crítico do colapso do banco. Por essa razão, o ministro continua negando os contatos, mesmo após a perícia da Polícia Federal ter apontado sua existência. Se a advogada era de fato sua esposa, contratada por valores exorbitantes, por que o banqueiro não entrou em contato diretamente com ela? Fica evidente o que essa montanha de dinheiro representa. Leandro Ruschel. Abaixo, a opinião relevante e elucidativa do deputado Maurício Marcon: “A esposa do Alecrim Dourado divulgou uma notinha dizendo que ganhou os 129 milhões por alguns PDFs e mais uns conselhos. Ninguém acreditou, mas essa é a versão dela. Fazendo um exercício de futurologia, imaginem o Vorcaro delatando (algo muito provável) e dizendo que tal consultoria jamais existiu e que o dinheiro era mesmo para comprar a ‘caneta’ do Alecrim. Como ficaria a família Moraes diante disso? O contrato é uma farsa, só que admitir isso levaria Xandy para cadeia.” A Magnitsky caiu, mas um dos maiores medos de Moraes ainda está disponível para o povo: o polêmico livro “Supremo Silêncio”. A perseguição contra parlamentares, jornalistas e outros absurdos que começaram no famigerado Inquérito das Fakes News foram expostos! Se apresse, a censura está de olho nessa obra! Clique no link abaixo: https://www.conteudoconservador.com.br/products/supremo-silencio-o-que-voce-nao-pode-saber Veja a capa:
Estratégia da Lava Jato pode se repetir: vazamentos em conta-gotas antes de delações
Durante a Operação Lava Jato, a Polícia Federal adotava a tática de liberar informações de forma fragmentada, enquanto parte dos investigados era monitorada. Os telefonemas assustados dos alvos revelavam os próximos passos das operações, permitindo que as investigações avançassem de forma estratégica. Outro elemento importante eram as contradições que surgiam entre os depoimentos, como aconteceu no caso de Xerxes, que acabaram se tornando ferramentas investigativas decisivas. Seguindo esse padrão histórico, a expectativa é que não haja delações imediatas no caso atual. A previsão é que os vazamentos dos três celulares apreendidos sejam liberados aos poucos, mantendo o escândalo alimentado e sob os holofotes da opinião pública. A estratégia seria prolongar o gotejamento de informações até por volta de agosto. Somente quando o material dos aparelhos se esgotar é que as autoridades aceitariam acordos de delação premiada. A ordem esperada seria primeiro os outros nove réus do processo e, por último, Vorcaro.
A arrogância dos togados: ministros do STF sob suspeita de corrupção seguem julgando o país (Veja o vídeo!)
Este artigo, escrito em 03/05/2017, nunca foi submetido para publicação. O texto é recuperado de arquivos diante dos enormes escândalos do roubo dos aposentados do INSS e do Banco Master, que expõem o caráter de alguns ministros do STF. Entre esses ministros destacam-se Dias Toffoli, manjado desde antigos carnavais, e Alexandre de Moraes, já definido por Gilmar Mendes como “fortaleza moral” e autor de um “trabalho heroico” em favor da democracia. Os semelhantes se identificam, se protegem e se admiram. Fernandinho Beira-Mar deve ser um admirador intransigente de Marcola. Gilmar o é de Moraes. Vivêssemos em uma democracia ocidental verdadeira e teríamos Dias Toffoli e Alexandre de Moraes já na cadeia, pelos seus envolvimentos com o bandido Daniel Vorcaro, autor da maior fraude bancária da História, aqui incluído o contrato de R$ 129 milhões de reais, pagos em prestações de R$ 3,6 milhões por mês com a esposa de Moraes. No Brasil, esses dois ministros continuam usando a suprema toga e julgando a todos sem a mínima condição moral para isso. O indivíduo que classificou Moraes de “fortaleza moral” acaba de conceder um habeas corpus à empresa MARIDT, de Toffoli, livrando-a do escrutínio da CPI do Congresso, em curso. Habeas corpus concedido a pessoa jurídica, veja-se só. Qualquer aluno de Direito, ao final da primeira fase, sabe que habeas corpus (tradução literal: você tem um corpo) só é aplicável a pessoas físicas, jamais jurídicas. Este é o discernimento de Gilmar Mendes, notabilizado por rasgar a Constituição e pisotear o arcabouço jurídico do país. Na realidade, Gilmar Mendes é um medíocre, uma pessoa muito deletéria ao país. Foram esses fatos recentes que motivaram a recuperação do artigo intitulado Arrogância Suprema, que segue reproduzido: Ricardo Boechat comenta a “patifaria” da trinca anti-Lava Jato da 2ª turma do STF. Apresenta também momentos do julgamento do habeas corpus de José Dirceu, o mago dos grandes corruptos nacionais. Naquela ocasião, o cruzado maior do movimento de soltura de arqui-bandidos, Gilmar Mendes, teve um ato falho quando demonstrou, além do que sempre demonstrara, o imenso ego que carrega. Disse o pavão supremo do STF: “Não podemos ter medo da opinião pública, ou não seríamos SUPREMOS”. Dá asco ver este indivíduo falar, tal a arrogância e boçalidade que emana de sua linguagem falada e corporal. Ele é a suprema arrogância e o supremo nojo. Certa vez alguém falou, em tom de absoluta reverência: “O Mendes tem doutorado na Alemanha”. Ora, vá dizer isto a quem passou a vida cuidando de pós-graduação. Vá dizer isso a quem já coordenou a pós-graduação em Engenharias, na CAPES, para todo o Brasil. Sim, Gilmar Mendes é doutor pela universidade alemã de Münster, ranqueada, em 2016, pelo Word University Rankings, em 161º lugar no mundo. Neste mesmo ranque a USP ocupa a 102ª posição, ou seja, 59 pontos acima da universidade de Münster, de Mendes. Se tivesse à frente um processo de pedido de bolsa em Direito para Münster, a recomendação seria recusar o pedido. Seria recomendado que pedisse bolsa para a USP, entre outras universidades brasileiras. Os custos, para o órgão brasileiro de fomento, seriam bem menores. A qualidade do curso, a pensar-se no ranque acima referido, seria, em princípio, maior. Afinal, por que e para que se investe tanto em um ranque? Não será para este tipo de avaliação? É aí que reside o velho truque: faz-se o doutoramento em um grande e reputado país, mas numa universidade de baixa reputação de qualidade. As pessoas comuns não sabem que todos os países centrais possuem universidades excelentes, boas e ruins. A ideia geral é a de colar a reputação científica, tecnológica e cultural de um país em todas as suas universidades. Ledo engano. Mas vem daí a velha tentação, tão cara neste país, de se seguir uma linha de clivagem, para depois tentar parecer que se pastou do mesmo pasto duro daqueles que frequentaram as excelentes e mais rigorosas universidades. Isto funciona para iludir as pessoas comuns, mas não para quem liderou a criação do curso de pós-graduação em Engenharia Mecânica da UFSC e foi coordenador das Engenharias III, da Capes, um órgão do MEC. Esta pessoa, Gilmar Mendes, nunca impressionou, a não ser pela arrogância e pelo empenho em liberar bandidos de alto coturno. Boechat também explica o que tem escapado a muitos: enquanto a Lava Jato se limitava a pegar corruptos do PT e figurões de empresas públicas e privadas, Mendes não se incomodou. No mensalão, aliás, bateu duro nos corruptos do PT, então defendidos por Lewandowski e Toffoli. Na época estavam Mendes de um lado e Lewandowski e Toffoli na trincheira oposta, a trincheira do PT no Supremo. Mas foi só a Lava Jato começar a atingir indistintamente figurões do PMDB e, principalmente, do PSDB de FHC, a quem Mendes servira como chefe da AGU, que este se levantou. Levantou-se trêfego e raivoso e começou a vociferar contra o juiz Sérgio Moro, a Força Tarefa da Lava Jato, o MPF e a ameaçar com “encontros contra as prisões prolongadas” de mega-corruptos, coitadinhos. Aliás, vociferar em frente às câmeras é seu prazer predileto, que o digam o seu hoje aliado Lewandowski e o ministro Marco Aurélio. E quando Mendes vocifera, o seu melhor argumento não é jurídico: é o argumentum ad hominem. Neste tipo de argumento, o que se faz é fugir da questão de fundo a atacar quem argumenta em contrário. Exemplo: Mendes, no julgamento que soltou Dirceu, chamou os procuradores da Lava Jato de “inexperientes e infantis”. Isto não é argumento que um juiz, qualquer juiz, possa usar na questão em tela. Não há substância jurídica nisso. Argumentum ad hominem é o último recurso do covarde. Nesta cruzada contra a Lava-Jato, as trincheiras que no mensalão estavam separadas agora se uniram e Mendes, Lewandowski e Toffoli passaram a formar uma trinca aguerrida. No mesmo diapasão de Boechat, a ministra aposentada do STJ, Eliana Calmon, afirma, em entrevista à Folha de São Paulo de 16/04/2017: “A Lava Jato pegará o Poder Judiciário num segundo momento.” Estará nesta