O ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, quebrou o silêncio na última terça-feira (31/03) e afirmou ser inocente das acusações de importunação sexual que resultaram em sua demissão do governo. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele declarou “eu sou um homem inocente” e criticou a rapidez com que foi afastado, sem que pudesse se defender adequadamente na época. Porém, a sequência de suas declarações causou polêmica. Silvio Almeida sustenta que as denúncias, incluindo a da ministra Anielle Franco, fazem parte de um processo marcado por estereótipos raciais contra homens negros. O ex-ministro afirmou que pretende provar sua inocência na Justiça, onde o caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) após denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo Silvio Almeida, há uma tentativa de descredibilizar sua trajetória pessoal e profissional.
Advogada processa Gabriela Prioli por suposto plágio em curso digital
A advogada e escritora Maytê Carvalho ajuizou ação contra a apresentadora Gabriela Prioli. O processo tramita na 2ª Vara Empresarial e de Conflitos de São Paulo. Maytê solicita investigação sobre possível reprodução não autorizada de suas obras no curso digital da advogada. A autora argumenta que compartilhou materiais de sua produção literária com Gabriela durante negociações para desenvolvimento conjunto de projeto educacional. Após o encerramento das tratativas, Maytê identificou semelhanças entre o curso lançado pela apresentadora e os conteúdos que havia disponibilizado anteriormente. A escritora sustenta que o livro “Persuasão – Como utilizar a retórica e a comunicação persuasiva na sua vida pessoal e profissional” foi reproduzido sem autorização no curso “Comunicação com Gabriela Prioli”. Por meio de assessoria de imprensa, Prioli declarou que todo o material do seu curso “é autoral, com todas as fontes devidamente indicadas, e qualquer alegação em contrário não corresponde à realidade”. A apresentadora acrescentou: “Vale dizer que, até o momento, não dispomos de qualquer informação oficial acerca de eventual processo judicial, tendo tomado conhecimento do tema exclusivamente por meio da imprensa”. Conforme relatado na ação judicial, as duas profissionais mantinham amizade próxima. Gabriela assinou o prefácio da obra de Maytê. Em março de 2020, elas teriam planejado conjuntamente um curso digital de oratória chamado “Como falar bem em público”. O projeto não chegou a ser comercializado. Ainda em 2020, o DJ Thiago Mansur, marido de Gabriela, teria estabelecido contato com Maytê para que ela elaborasse projeto editorial de outro curso de oratória. A autora afirma ter encaminhado documento detalhado contendo cronograma de trabalho, métodos de ensino e projeções de faturamento. Durante esse período, a escritora teria compartilhado seus livros e trabalhos com a apresentadora. As negociações teriam avançado até novembro de 2021. Naquele momento, Maytê afirma ter sido surpreendida com a informação de que o projeto não seria mais desenvolvido em parceria. Gabriela teria sugerido que a autora atuasse como “ghostwriter” sem aparecer como autora. Também teria sido proposta uma forma de remuneração pela prestação desse serviço específico. A escritora declara ter negado a proposta por não corresponder aos seus interesses profissionais. Em 2025, quando Gabriela lançou seu curso, Maytê afirma ter identificado “estranhas similaridades” entre o material oferecido e os livros que havia compartilhado anteriormente com a advogada. As obras mencionadas na ação incluem “Persuasão – Como utilizar a retórica e a comunicação persuasiva na sua vida pessoal e profissional” e “Ouse Argumentar: Comunicação assertiva para sua voz ser ouvida”. De acordo com o processo judicial, “chama a atenção a reprodução de figuras de linguagem e expressões com variações mínimas, o que sugere que o conteúdo foi extraído diretamente do material compartilhado anteriormente com Gabriela Prioli, incluindo as obras literárias já mencionadas”. A ação apresenta exemplos comparativos entre os materiais para fundamentar as alegações de possível reprodução indevida de conteúdo. Um dos exemplos apresentados na ação compara títulos utilizados nos materiais. No ebook de Gabriela, há um título chamado “As principais falácias lógicas e como escapar delas”. Na obra de Maytê, existe capítulo nomeado “Isso é uma falácia! Como identificá-las (e como evitar cair em uma)”. A ação aponta essa semelhança como um dos indícios que justificariam a investigação solicitada. O processo judicial argumenta: “A aparente similitude não se restringe à mera coincidência terminológica, mas sugere uma transposição do encadeamento lógico e da proposta didática desenvolvida originalmente por Maytê. Ao espelhar a estrutura de ‘identificação’ e ‘fuga’ das falácias, os pilares centrais do capítulo de Maytê, o material da requerida [Gabriela] apresenta indícios de que pode ter se valido de uma reprodução disfarçada da obra que a própria Gabriela Prioli, em momento anterior, prefaciou e teve acesso integral”. A ação destaca outro ponto de convergência entre os materiais. Em “Persuasão”, Maytê recomenda que oradores evitem encerrar raciocínios com a expressão “É isso”. A orientação é que a pessoa finalize em alta, evitando esse tipo de desfecho genérico. A mesma orientação teria sido reproduzida no curso de Gabriela. Conforme o documento, Gabriela utiliza dica idêntica em seu curso: “O que a gente evita no encerramento: frases genéricas e vazias como o comum ‘bom, era isso, acho que terminei’”. A similaridade na abordagem pedagógica é apresentada como evidência de possível cópia de conteúdo. A ação de produção antecipada de provas visa reunir elementos que possam comprovar ou refutar as alegações de plágio. Esse tipo de ação judicial permite que sejam coletadas evidências antes de eventual processo principal. A escritora busca documentar as semelhanças entre os materiais e estabelecer se houve utilização indevida de seu trabalho intelectual no curso oferecido pela apresentadora. O processo também requer apuração de eventual lucro obtido por Gabriela com o projeto que teria utilizado conteúdo das publicações de Maytê. A investigação solicitada deverá analisar o conteúdo dos materiais para determinar se há reprodução indevida de obra protegida. O processo é assinado pelos advogados Mayra Jardins Martins Cardozo, Hugo Nakashoji, Gabriela Fernandes Cazalli e Beatriz Regina Múrias Melo. A ação aguarda tramitação na 2ª Vara Empresarial e de Conflitos de São Paulo.
Mulher é encontrada morta dentro de casa e namorado confessa feminicídio após discussão por drogas
Veridiana de Barros Alves, de 43 anos, foi encontrada morta na noite da segunda-feira (6) em uma residência localizada no bairro Boa Saúde, em Novo Hamburgo (RS). O autor do crime, Rudinei Vieira da Silva, de 32 anos, marido da vítima, compareceu à 3ª Delegacia de Polícia Civil de Novo Hamburgo na manhã da terça-feira (7) e confessou ter matado a companheira após uma discussão. De acordo com o delegado Alexandre Quintão, responsável pela investigação, o suspeito afirmou que o casal estava consumindo drogas quando o desentendimento começou. Em seu relato, ele disse que os dois estavam brigando e que estrangulou a mulher com as mãos. A perícia, no entanto, identificou uma perfuração causada por faca na região do pescoço da vítima, além dos sinais de esganadura. Rudinei Vieira da Silva foi autuado em flagrante por feminicídio e será encaminhado ao sistema prisional. Segundo a Polícia Civil, o casal morava junto havia cerca de um mês.
Estadão rompe com o sistema e em editorial pede investigação imediata de ministros do STF
A mídia tradicional, ainda que lentamente, está acordando do sono profundo. Nesta terça-feira (7), o Estadão publicou um editorial com um clamor que já é praticamente uma exigência da sociedade: “É preciso investigar os ministros do STF”. Parece claro que os ministros do Supremo Tribunal Federal andaram atuando fora dos limites legais. O editorial do Estadão é direto ao ponto. Confira: “É dever do procurador-geral da República, Paulo Gonet, requisitar a imediata abertura de inquérito para apurar as ligações dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Nunes Marques com Daniel Vorcaro e os negócios do Banco Master. Ainda que inédita, essa providência não seria extravagante. Ao contrário: só demonstraria que Gonet respeita o princípio da igualdade de todos perante a lei, pilar da ordem jurídica.” “Os fatos envolvendo aqueles ministros e seus familiares, trazidos à luz pelo diligente trabalho da imprensa profissional, malgrado não autorizem condenações prévias, tornam estranhíssimo o silêncio sepulcral do chefe do Ministério Público Federal.” “Para começar, Moraes e sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, realizaram ao menos oito voos em jatinhos vinculados a Vorcaro. Em nota, a sra. Barci de Moraes justificou que o pagamento desses voos foi realizado por meio de ‘compensação de honorários advocatícios’ – ou seja, o casal sabia muito bem a quem pertenciam as aeronaves nas quais embarcou.” “Sabe-se que o escritório de advocacia da família Moraes foi contratado pelo Banco Master por R$ 129 milhões, cifra que supera em muito a cobrança usual pelos mesmos serviços que a mulher do ministro diz ter prestado a Vorcaro. Mas, admitindo-se que o desempenho da advogada seja tão exuberante quanto seus honorários, por que seu marido estava a bordo? Na condição de ministro do STF, Moraes jamais deveria estar nesse voo, especialmente porque se tratava de contrapartida por serviços advocatícios prestados por alguém tão próximo como sua mulher – e a um cliente àquela altura sabidamente envolvido em obscuras transações.” “Ademais, no que concerne à família Moraes, há questões patrimoniais que também exigem esclarecimentos. Nos últimos anos, como revelado por este jornal, Moraes e sua mulher compraram imóveis que somam R$ 23,4 milhões, todos pagos à vista, elevando o patrimônio imobiliário do casal a mais do que o triplo do registrado à época da posse de Moraes no STF, em 2017. Os rendimentos conhecidos do ministro, limitados ao teto constitucional, não explicam essa notável evolução. Pode-se argumentar que a origem dos recursos seria o trabalho da sra. Barci de Moraes, mas sua atuação na advocacia era relativamente modesta até a chegada do marido à mais alta instância judicial do País.” “No caso de Toffoli, também há registro de voos em jatinhos ligados a Vorcaro e a outro empresário. Um dos destinos foi o resort Tayayá, do qual Toffoli já admitiu ter sido sócio. Novamente, a pergunta se impõe: a troco de que um ministro do STF aceita viajar a lazer às expensas de empresários decerto interessados em decisões do STF? Desde quando isso é aceitável numa república digna do nome?” “Nunes Marques, por sua vez, também embarcou em aeronave pertencente ao enrolado banqueiro para ir de Brasília a Maceió em viagem pessoal. O voo, segundo seu gabinete, foi custeado por uma advogada do Banco Master, mulher de um ex-colega do ministro no Tribunal Regional Federal da 1.ª Região que celebrou o aniversário na capital alagoana. Não nos esqueçamos de que o filho do ministro, o recém-formado advogado Kevin Marques, recebeu milhares de reais de uma empresa abastecida por recursos de Vorcaro.” “A presença regular de ministros do STF em voos custeados direta ou indiretamente por Vorcaro pode ser apenas falta de vergonha. Mas pode ser mais do que isso. A sociedade tem o direito de saber, e Gonet, o dever de apurar.” “Nada do que foi exposto, por si só, a priori configura crime. Mas os fatos, tomados em conjunto, exigem investigação. O que está em jogo são o interesse público e a força do Supremo como instituição. É precisamente por isso que Gonet não pode se omitir, sob pena de sua omissão ser interpretada como acobertamento – ainda mais quando contrastada com o ímpeto do procurador-geral para lançar o aparato persecutório do Estado contra cidadãos comuns, como o empresário condenado a 14 anos de cadeia porque doou R$ 500 para o fretamento de um ônibus de manifestantes do 8 de Janeiro, sem demonstração de seu vínculo causal com os atos golpistas.”
Filhas planejaram assassinato da própria mãe no Natal e pai ajudou a encobrir crime, conclui Polícia Civil
A Polícia Civil do Tocantins concluiu a investigação sobre o assassinato da empresária e servidora pública Deise Carmem de Oliveira Ribeiro, de 55 anos. As filhas da vítima, Déborah de Oliveira Ribeiro e Roberta de Oliveira Ribeiro, foram indiciadas. O marido José Roberto Ribeiro também foi indiciado por participação na eliminação de registros após o crime. O corpo de Deise Carmem foi encontrado no dia 1º de janeiro de 2026. Um morador da região avistou o cadáver boiando no Rio Santa Tereza, em área rural. O corpo estava em estado avançado de decomposição. A empresária havia desaparecido logo após o Natal de 2025. A 94ª Delegacia de Polícia de Peixe conduziu o inquérito. A 8ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado de Gurupi prestou apoio. As apurações indicaram que o crime teria sido motivado por conflitos familiares e interesses financeiros. O delegado João Paulo Sousa Ribeiro, responsável pelo caso, afirmou que as filhas viam a mãe como um “obstáculo” para acessar os bens da família. As investigações revelaram que as suspeitas adquiriram um aparelho celular registrado em nome da vítima. Após o assassinato, as filhas utilizaram o dispositivo para enviar mensagens aos parentes. As mensagens simulavam que a empresária havia deixado a cidade por vontade própria. A tática tinha como objetivo atrasar as buscas e desviar a atenção dos investigadores. O assassinato ocorreu no dia 26 de dezembro de 2025. Deise Carmem foi levada para uma área rural próxima à Vila Quixaba. No local, a vítima foi morta com vários golpes de faca. O corpo foi descartado no Rio Santa Tereza. Permaneceu no rio até ser encontrado seis dias depois. O delegado João Paulo Sousa Ribeiro declarou que “a investigação demonstrou, de forma consistente, a premeditação e a atuação conjunta das investigadas, que utilizaram inclusive meios tecnológicos para tentar ocultar o crime”. Os três indiciados estão presos preventivamente desde fevereiro de 2026. A Justiça determinou a custódia cautelar naquele mês. O inquérito policial foi finalizado. O material foi encaminhado para análise do Ministério Público Estadual do Tocantins. Caberá aos promotores de Justiça avaliar os elementos reunidos durante a investigação. Os promotores decidirão se apresentam denúncia criminal contra os três indiciados. A partir da eventual denúncia, o caso seguirá para a fase judicial. A defesa técnica de Déborah de Oliveira Ribeiro, Roberta de Oliveira Ribeiro e José Roberto Ribeiro divulgou nota sobre a conclusão das investigações. Os advogados informaram que receberam com absoluta serenidade o relatório final apresentado pela autoridade policial em 1º de abril de 2026. Segundo a defesa, a conclusão do inquérito é uma etapa natural do rito processual. Os defensores afirmaram que a finalização da investigação representa o início da oportunidade de confrontar judicialmente as hipóteses levantadas na fase inquisitorial. A defesa reconheceu o trabalho desempenhado pela Polícia Judiciária e pela Superintendência da Polícia Científica do Estado do Tocantins. Os advogados ressaltaram que inúmeras lacunas fundamentais restam a ser preenchidas. Na nota divulgada, os advogados sublinharam que a narrativa policial, em diversos pontos, carece de lastro probatório técnico. A defesa afirmou que as conclusões se baseiam em interpretações que serão devidamente contestadas no foro adequado. Os defensores destacaram que a própria autoridade policial, em seu relatório final, admitiu não ter reunido elementos suficientes para vincular José Roberto à execução do homicídio ou à ocultação do cadáver. Segundo os defensores, o indiciamento de José Roberto Ribeiro restringe-se exclusivamente a uma suposta supressão de mensagens digitais. Os advogados argumentam que esse fato afasta qualquer participação do acusado nos crimes investigados. A defesa técnica indicou que apresentará contestação detalhada das conclusões policiais durante a tramitação judicial do processo, caso o Ministério Público ofereça denúncia contra os investigados. A defesa informou que tomará todas as medidas legais cabíveis para assegurar que o contraditório e a ampla defesa sejam exercidos em sua plenitude. Os advogados manifestaram confiança de que, sob o crivo do Poder Judiciário e com a devida paridade de armas, as lacunas existentes serão sanadas. Os defensores afirmaram que esperam o restabelecimento da justiça e da verdade real sobre os fatos. A defesa diz que permanece à disposição das autoridades e da sociedade, reiterando o compromisso com a legalidade e a presunção de inocência.
Ação de Bolsonaro contra André Janones cai no colo de Mendonça no STF
O ministro André Mendonça foi definido, por sorteio realizado nesta terça-feira, 7, como relator do processo movido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra o deputado federal André Janones (Rede-MG) no Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa judicial partiu da defesa de Bolsonaro após a divulgação de um vídeo nas redes sociais em que o parlamentar utiliza expressões como “vagabundo” e “ladrão” ao se referir ao ex-chefe do Executivo. As declarações foram feitas no contexto de comentários sobre a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente. Na ação apresentada ao STF, os advogados de Bolsonaro sustentam que Janones teria cometido os crimes de injúria e difamação. Além disso, solicitam o pagamento de indenização no valor de R$ 50 mil em razão dos danos alegados. As publicações que motivaram a queixa ocorreram entre os dias 25 e 28 de março deste ano, em perfis do deputado nas redes sociais. Em uma das postagens, Janones afirma: “Esse vagabundo ladrão que mandou matar o Lula, mandou matar o Alckmin, esse safado está indo para casa para articular contra o fim da escala 6×1”. Na mesma fala, ele acrescenta que Bolsonaro, mesmo em prisão domiciliar, iria “articular com o Trump” questões relacionadas às eleições. A defesa do ex-presidente argumenta que as declarações ocorreram fora do período eleitoral, o que, segundo os advogados, afasta eventual enquadramento como manifestação política protegida pela legislação eleitoral. O documento também contesta as acusações feitas pelo deputado, afirmando que Bolsonaro não é responsável por crimes de homicídio e lembrando que o próprio ex-presidente foi vítima de uma tentativa de assassinato em 2018. Ainda segundo a petição, as falas de Janones configuram imputações falsas e ofensivas à reputação de Bolsonaro. “Tais afirmações constituem imputação de fatos ofensivos à reputação do querelante [Bolsonaro]”, diz o texto. “Na medida em que insinuam a prática de atos politicamente desonestos e contrariedade ao interesse público, sem qualquer respaldo factual.”
Influenciador publica carta de despedida nas redes sociais e morre em seguida
A morte do influenciador Carlos Filhar foi confirmada nesta terça-feira (7/4), após a divulgação de uma carta de despedida em suas redes sociais. A confirmação veio por meio de uma amiga próxima, Renata, mencionada no próprio texto, depois da grande repercussão da publicação. Horas antes da confirmação, Carlos havia compartilhado uma mensagem em que expunha um momento de fragilidade emocional, além de fazer uma reflexão sobre sua trajetória recente na internet. No conteúdo, ele relembrou o período de pouco mais de um ano em que produziu vídeos, muitos deles em parceria com o companheiro, com quem dividia conteúdos de humor nas plataformas digitais. Na carta, o influenciador também comentou sobre o relacionamento, que havia enfrentado uma crise após a exposição de uma traição. Ele destacou que viveu com o parceiro “os dois melhores anos” de sua vida e pediu que não houvesse julgamentos ou ataques, ressaltando que não mantinha ressentimentos. O texto incluiu ainda mensagens direcionadas à família e aos amigos próximos. Entre os nomes citados, estava o de Renata, a quem ele fez menção direta, agradecendo pelo apoio e pelas relações construídas ao longo de sua vida. A publicação gerou forte comoção entre seguidores, que acompanhavam sua rotina e os conteúdos compartilhados nas redes sociais, especialmente os vídeos em tom bem-humorado ao lado do companheiro.
Ministro do STJ que disse “missão dada é missão cumprida” se declara impedido de julgar Banco Master
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Benedito Gonçalves, formalizou junto à Corte uma declaração de impedimento para atuar em processos que envolvam o Banco Master. A medida foi registrada no sistema eletrônico do tribunal, resultando em seu afastamento automático dessas ações. A decisão ocorre em meio às investigações relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro. Trata-se da primeira vez que surge uma conexão envolvendo um integrante do STJ, já que, até então, as apurações indicavam relações do empresário com três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Após a comunicação do impedimento, o STJ anexou, no dia 31 de março, certidões informando a decisão nos processos ligados ao Banco Master. Um desses registros aparece em um recurso apresentado pela instituição financeira, que busca autorização para liberação de precatórios vinculados ao setor sucroalcooleiro. O afastamento ocorre após a participação de Benedito Gonçalves como palestrante em um evento jurídico realizado em Londres, em abril de 2024, que contou com patrocínio do Banco Master e reuniu diversas autoridades do Judiciário brasileiro. Paralelamente ao encontro, Daniel Vorcaro promoveu uma degustação de whisky Macallan para convidados, cujo custo foi estimado em R$ 3,3 milhões. Segundo informações divulgadas, Benedito esteve presente nessa ocasião, assim como outros ministros. Além disso, elementos reunidos durante as investigações apontam possíveis indícios de proximidade entre o magistrado e o empresário. O número de telefone de Benedito foi encontrado no celular de Vorcaro, apreendido pela Polícia Federal e também analisado no âmbito da CPI do INSS. Os dados indicam que o contato foi salvo em 26 de abril de 2024, período que coincide com a realização do evento em Londres. Conforme apurado, o número registrado correspondia ao telefone utilizado pelo ministro na época. A iniciativa de declarar o impedimento de forma antecipada diferencia a conduta de Benedito Gonçalves em relação a outros casos semelhantes. Em situações recentes, houve magistrados que só se afastaram de processos após o surgimento de elementos mais concretos nas investigações. As normas que regem esse tipo de declaração estão previstas no Código de Processo Penal e no Código de Processo Civil. Entre os motivos que justificam o impedimento estão relações pessoais próximas com as partes envolvidas, vínculos indiretos ou outras circunstâncias que possam comprometer a imparcialidade do julgador. Em 2022, a frase “Missão dada é missão cumprida” foi dita pelo então ministro do TSE, Benedito Gonçalves, a Alexandre de Moraes durante a cerimônia de diplomação de Lula em dezembro de 2022. O comentário, captado por microfones, ocorreu após Gonçalves ser incumbido de conduzir o presidente eleito ao púlpito, gerando repercussão política.
Deputada apresenta projeto de anistia para caminhoneiros punidos por manifestações em 2022
A deputada federal Caroline De Toni (PL-SC) apresentou um projeto de lei que propõe conceder anistia a caminhoneiros e motoristas que sofreram penalidades em razão de sua participação em bloqueios e manifestações ocorridos em 2022 em diferentes regiões do país. A proposta estabelece que a anistia alcance punições nas esferas administrativa, civil e penal. Isso inclui multas impostas por decisões judiciais ou administrativas, ações ainda em andamento e até condenações já transitadas em julgado, cujos efeitos seriam automaticamente suspensos caso o texto seja aprovado. O Projeto de Lei nº 1.590/2026 prevê o cancelamento de multas já aplicadas, inclusive aquelas inscritas em dívida ativa, bem como a interrupção de cobranças em curso. O alcance da medida seria nacional, independentemente do órgão responsável pelas sanções. Na justificativa apresentada, a parlamentar sustenta que as punições relacionadas aos atos de 2022 foram excessivas e levanta questionamentos sobre o que define como endurecimento das sanções em um contexto eleitoral. O texto também aponta um possível conflito entre direitos fundamentais, como a liberdade de manifestação e o direito de ir e vir, argumentando que decisões judiciais teriam privilegiado um em detrimento do outro. A autora faz referência a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, ao criticar o que considera falta de equilíbrio na aplicação das penalidades. Segundo a deputada, os casos contemplados pela proposta não envolveriam condutas que configurassem ameaça ao Estado Democrático de Direito. O projeto também menciona entendimento do próprio STF de que a concessão de anistia é atribuição exclusiva do Poder Legislativo, citando julgamentos relacionados à revisão da Lei da Anistia. Nesse contexto, a deputada defende que a medida pode contribuir para a “pacificação social” e para um reequilíbrio entre os Poderes. A tramitação da proposta terá início nas comissões da Câmara dos Deputados e, caso avance nas etapas legislativas, seguirá posteriormente para análise no Senado Federal.
Trump declara que “civilização inteira morrerá” nesta noite enquanto ultimato ao Irã se encerra
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou um discurso ainda mais incisivo nesta terça-feira (7) ao tratar da crise envolvendo o Irã. Em declaração pública, afirmou que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser trazida de volta”, em meio ao prazo final estabelecido por Washington para um entendimento relacionado à reabertura do Estreito de Ormuz. A declaração foi divulgada por meio da rede Truth Social, onde o mandatário indicou não desejar tal desfecho, embora considere que ele “provavelmente” possa ocorrer. Na mesma publicação, Trump mencionou a possibilidade de uma “mudança completa e total de regime” no Irã, sugerindo que o país poderia passar por transformações profundas, que, segundo ele, abririam caminho para que “algo revolucionariamente maravilhoso possa acontecer”. Em outro trecho, o presidente destacou a relevância do momento atual, classificando-o como decisivo no cenário internacional. “Vamos descobrir esta noite, um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim”, escreveu. O posicionamento ocorre poucas horas antes do limite estipulado pelo próprio Trump — 21h (horário de Brasília) desta terça-feira — para que o governo iraniano avance nas negociações ou permita a reabertura do Estreito de Ormuz. Nos últimos dias, o líder norte-americano vinha sinalizando que não pretendia conceder novos prazos, após uma série de adiamentos registrados desde março. O aumento da pressão diplomática acontece após o governo de Teerã rejeitar a proposta mais recente de cessar-fogo, conforme noticiado pela agência estatal IRNA. Paralelamente, a Organização das Nações Unidas tem emitido alertas sobre a ilegalidade de possíveis ataques direcionados à infraestrutura civil, reforçando a preocupação internacional com a escalada do conflito.