Mesmo com a ordem de prisão em regime fechado, o ex‑presidente Jair Bolsonaro acabou gerando o efeito oposto ao que o sistema jurídico esperava: ao invés de calá‑lo, o ato o fortaleceu.
Em vez de dispersar seus apoiadores, a prisão acendeu a faísca que fez Brasília ferver logo nas primeiras horas, mostrando o peso da liderança de Bolsonaro.
A sede da Superintendência Regional da PF, no Setor Policial Sul, virou num ponto de encontro improvisado da direita, quase um campo de resistência.
A cada hora chegam mais gente: famílias com bandeiras, cidadãos irritados, políticos indignados e influenciadores de todo o Brasil se juntam lá.
Fica claro: a prisão, que a direita acha injusta e exagerada, virou o maior símbolo de união desde 2022.
Aliados próximos dizem que Bolsonaro não só está preso, como também lida com um problema de saúde delicado.
Os soluços que atormentam Bolsonaro há anos pioraram nas últimas semanas, trazendo muita dor e desconforto.
Para controlar os soluços, ele está tomando remédios fortes que podem causar alucinações e confusão mental.
Seus apoiadores acreditam que o sistema o persegue politicamente e ainda o coloca em risco de deterioração física e emocional, justamente quando está vulnerável.
Juntos, prisão, sofrimento e a sensação de injustiça aumentam ainda mais a força dos protestos.
Para a direita, foi um tiro pela culatra: ao tentar isolar Bolsonaro, o sistema acabou despertando uma mobilização adormecida e reacendeu a revolta contra decisões que consideram arbitrárias.
Com a tarde avançando, a expectativa aumenta. A PF reforçou a segurança, parlamentares da oposição já se organizam para observar de perto, e Brasília se prepara para uma noite tensa, enquanto o país inteiro assiste.
A prisão de Bolsonaro deixou de ser só um ato judicial; virou um movimento político que pode mudar a disputa pelo futuro do Brasil.
