Carlos Bolsonaro divulgou a cronologia dos acontecimentos ocorridos hoje, relativos ao acidente de seu pai, Jair Bolsonaro, na Superintendência da Polícia Federal.
Ele afirmou: “20h35 – ainda na Superintendência da Polícia Federal e sem posicionamento de nenhum órgão responsável ou de instituições frente a mais este absurdo. Que meu pai não tenha complicações. É só o que peço a Deus! Não há mais nada a pedir…”.
Cronologia dos fatos de hoje – alegações jurídicas de Alexandre de Moraes para negar a medida domiciliar humanitária
09h00 – Michelle tenta entrar para a visita e é informada de que precisaria aguardar, sem explicação do motivo.
09h30 – Michelle toma conhecimento de que o presidente havia sofrido um acidente ao ver médicos passando à sua frente.
09h40 – Chego para a visita e sou informado dos fatos.
10h00 – Michelle consegue entrar para a visita.
10h30 – Michelle sai da visita.
10h40 – Michelle retorna acompanhada do médico pessoal do presidente para conversar com os peritos.
11h00 – Eu entro para a visita e permaneço pelos meus 30 minutos regulamentares.
11h40 – É solicitado atendimento médico especializado. Foi informado que não haveria necessidade de petição para a ida ao hospital, diante das circunstâncias.
12h00 – Somos informados de que o presidente só poderia ir ao hospital mediante autorização do STF, por meio de petição dos advogados.
14h08 – Protocolo da petição realizado.
15h08 – Permanecemos na garagem do hospital aguardando possível liberação para a chegada do presidente.
15h10 – “Notem há quanto tempo todos estamos aguardando, que horas ele chegará, se for liberado”.
18h38 – Voltamos à Superintendência da PF após mais de quatro horas na garagem do hospital. Já se passaram mais de dez horas desde a queda do presidente Jair Bolsonaro.
Ele ainda não sabe exatamente como nem quando o acidente ocorreu, mas todos têm plena noção da gravidade da situação. O mais absurdo é que não há maiores detalhes, pois a avaliação médica completa ainda não foi autorizada.
Conclusão – enquanto isso
Ao analisar pedidos de internação/medida humanitária e ao autorizar procedimentos médicos sem conceder prisão domiciliar, o ministro Alexandre de Moraes sustentou que a custódia de Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, não representaria risco à sua integridade física, porque:
- a unidade da Polícia Federal está localizada muito próxima ao hospital privado onde o custodiado costuma receber atendimento médico;
- essa proximidade geográfica permitiria rápido deslocamento em caso de emergência, reduzindo eventuais riscos à saúde;
- por essa razão, não haveria necessidade de alteração do regime de custódia ou concessão de medida mais ampla, já que o atendimento médico poderia ser realizado mediante autorização judicial específica.
Em síntese, o argumento central foi que a curta distância entre a Polícia Federal e o hospital garantiria segurança médica suficiente, afastando, naquele momento, a urgência de uma medida humanitária mais extensa.
A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou repúdio à censura imposta por Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. Apesar do ministro alegar que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha seria o verdadeiro autor, a censura persiste há quase um ano, levantando suspeitas sobre outras obras que possam estar sob risco.
Entre os títulos que, segundo a CIDH, podem estar na mira da censura, estão “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, obras que tratam da censura e de acontecimentos incomuns no STF.
