O médico Miguel Abdala Netto, de 76 anos, tio de Suzane von Richthofen, foi encontrado morto em Campo Belo, na zona sul de São Paulo. O imóvel onde o corpo foi localizado amanheceu neste domingo com a seguinte pichação:
“Será que foi a Suzane?”.
Trata‑se de uma insinuação de que a sobrinha poderia estar envolvida na morte do tio. Miguel é tio de Suzane, que em 2002 ordenou o assassinato dos próprios pais, Manfred e Marísia von Richthofen. Marísia, a mãe assassinada, era irmã de Miguel. Suzane foi condenada a 39 anos de prisão pelo crime e, atualmente, cumpre a pena em liberdade.
Familiares de Miguel compareceram ao Instituto Médico Legal (IML) para reconhecer o cadáver. Como a morte foi considerada suspeita, a polícia aguarda o resultado dos exames toxicológicos para autorizar a liberação do corpo para sepultamento.
Uma ex‑companheira de Miguel, que também é prima dele em primeiro grau e com quem manteve relacionamento, esteve no IML e formalizou o reconhecimento do cadáver.
O médico deixou três bens: dois apartamentos e um sítio. Não tendo filhos nem cônjuge, a tendência é que esse patrimônio entre em disputa e seja dividido entre Suzane e Andreas, embora a definição final dependa da formalização da sucessão.
Pessoas próximas afirmam que Miguel demonstrava preocupação em não deixar bens para Suzane, justamente porque ela foi responsável pela morte da irmã. Ainda não se sabe, porém, se essa vontade foi registrada em testamento ou em outro documento com validade jurídica.
