Ninguém questiona as decisões do ministro Alexandre de Moraes sobre os processos referentes ao chamado “gópi” do 8 de janeiro há mais de três anos.
De repente, o julgamento de um habeas corpus que pede a concessão de regime domiciliar ao ex‑presidente Jair Bolsonaro foi remetido ao ministro Gilmar Mendes, após Moraes se declarar impedido – declaração feita somente agora.
Alguns observadores sugerem que a mudança brusca pode estar ligada à humilhação que Michelle Bolsonaro teria sofrido ao se encontrar com os ministros Moraes e Gilmar Mendes, chegando ao ponto de se perguntar se lhe foi exigida alguma postura subserviente.
Embora, inicialmente, Gilmar Mendes tenha rejeitado o pedido por questões processuais, sem analisar o mérito, a expectativa é de que o pedido seja concedido assim que a defesa oficial do ex‑presidente o impetrar.
A questão que permanece é o que motivou Moraes a declarar impedimento novamente neste momento, permitindo que a decisão caia nas mãos do decano da corte.
Talvez a explicação esteja no viés político que o Supremo Tribunal Federal teria adotado há tempos, conforme mencionado pelo ex‑ministro Luís Roberto Barroso em 2023.
