Ministros do Supremo Tribunal Federal já receberam alertas informais nos bastidores de que as investigações do Caso Master, envolvendo a liquidação do Banco Master pelo Banco Central, fraudes bilionárias e o ex‑controlador Daniel Vorcaro, devem repercutir com força na própria Corte.
A informação foi revelada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, em coluna publicada em 8 de fevereiro de 2026. O avanço das apurações da Polícia Federal, que inclui a análise de celulares apreendidos – como o de Vorcaro, contendo mensagens com cobranças insistentes de uma “autoridade da República” – e novas provas sobre personagens com influência institucional, elevou a tensão interna no STF, agravando o desgaste da imagem da instituição.
O caso já gerou polêmicas, como a condução de Dias Toffoli – alvo de críticas por sigilo excessivo, viagens e decisões controversas – os contratos do escritório da esposa de Alexandre de Moraes com o banco e os debates sobre um eventual desmembramento do inquérito para a primeira instância. Essas questões provocaram preocupação entre os ministros. Relatos indicam que parte da Corte considera insustentável a permanência de Toffoli como relator e pressiona por redistribuição ou devolução de partes do inquérito à Justiça Federal.
O alerta circula em meio a uma crise mais ampla no Judiciário, com expectativa sobre pronunciamentos de figuras como Edson Fachin e discussões internas acerca de um possível código de conduta para os ministros, tudo inserido em um contexto de crescente repercussão política e empresarial.
